Um abraço entre a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), chamou atenção durante a agenda oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (28), em Salgueiro.
O gesto cordial aconteceu no palco da solenidade que marcou a assinatura da ordem de serviço para duplicar a capacidade de bombeamento do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco.
Este foi o primeiro encontro público entre as duas lideranças após o rompimento político protagonizado por Márcia Conrado, que hoje se inclina a apoiar o prefeito do Recife, João Campos (PSB), provável adversário de Raquel Lyra na disputa pelo governo do Estado em 2026.
O gesto surpreendeu parte dos presentes, já que o afastamento político entre ambas se intensificou após a eleição estadual de 2022, quando Márcia apoiou Raquel no segundo turno, mas, recentemente, se distanciou da gestão estadual.
Enquanto Márcia se articula para reforçar o campo político do PSB em Pernambuco, Raquel Lyra tem ampliado espaço para o deputado estadual Luciano Duque (Solidariedade), ex-prefeito de Serra Talhada e padrinho político de Márcia, que hoje se posiciona como principal adversário da petista no município.
O abraço caloroso, apesar das divergências, foi interpretado por analistas políticos como um gesto de civilidade institucional, num momento em que os palanques começam a ser armados para 2026, mas onde o pragmatismo político ainda impõe encontros e acenos públicos entre antigos aliados e atuais adversários.
Gestor falou muito sobre segurança, cobrando reabertura de bancos alvo de criminosos e anunciando helicópteros para combate ao crime na região Em entrevista à Gazeta FM o Governador Paulo Câmara respondeu várias perguntas, mas foi mais provocado sobre questões ligadas a segurança no estado e região. A participação de Câmara teve perguntas dos radialistas Carlos […]
Gestor falou muito sobre segurança, cobrando reabertura de bancos alvo de criminosos e anunciando helicópteros para combate ao crime na região
Em entrevista à Gazeta FM o Governador Paulo Câmara respondeu várias perguntas, mas foi mais provocado sobre questões ligadas a segurança no estado e região. A participação de Câmara teve perguntas dos radialistas Carlos Júnior, João Carlos Rocha, Geraldo Palmeira, Marcelo Patriota e outros e foi acompanhada por lideranças da região, como o prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares e o de Itapetim, Adelmo Moura.
Câmara disse que o estado vai estipular um prazo para que as agências bancárias alvos de explosões no Estado sejam reabertas. Há um debate sobre a segurança oferecida pelos bancos. “Os bancos tem que definir um calendário para dizer quando as agencias serão abertas. Também reforçar sua segurança interna e ver quem passa a informação para os criminosos”, disse.
O governador disse estar trabalhando para reverter os números da criminalidade. “Estamos trabalhando efetivamente e vou continuar. Vamos ter a contratação 2.800 PMs e combater o tráfico, já que 60% das mortes vem do tráfico”.
O governador disse que adquiriu dois helicópteros que auxiliarão nas ações da PM no Sertão do estado. Perguntado sobre a viabilidade de uma companhia independente em São José do Egito, afirmou que não há viabilidade, considerando que o planejamento da área é foi feito com especialistas. “Não adianta muito policiamento para o Pajeú e outras regiões sem policiamento”.
Câmara também prometei dar sequência aos estudos de viabilidade para uma UPA-E em São José do Egito e garantiu que a gestão fiscal caminha bem. “O Estado está de pé, está ajustado. Pernambuco sairá da crise antes dos demais”.
Sobre a posição do PSB de orientar o voto pela investigação contra Temer, o governador disse não esperar retaliações para o Estado. “O Governo Pernambuco conversa com 184 municípios sem discriminação. Espero que com o Governo Federal haja o mesmo tratamento. Não é só o meu partido. A população não está concordando com muita coisa que está aí. É inadmissível por exemplo o contingenciamento de obras hídricas para um estado com sete anos de estiagem”.
Hacker Walter Delgatti Neto também foi indiciado Indiciada pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga a invasão do site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que não tem medo de ser presa. “Jornalistas estão me ligando [para perguntar] se tenho medo de ser […]
Indiciada pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investiga a invasão do site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que não tem medo de ser presa.
“Jornalistas estão me ligando [para perguntar] se tenho medo de ser presa. Ou seja, já está rolando essa história [de uma eventual prisão] entre eles. Para meus seguidores: tenho temor a Deus e somente a ele”, escreveu a parlamentar, no X (antigo Twitter), na manhã desta sexta-feira (1º).
A PF indiciou Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto, também conhecido pelos apelidos Hacker de Araraquara ou Hacker da Vaza Jato – alusão às reportagens que tornaram público o conteúdo de mensagens que membros da força-tarefa Lava Jato, do Ministério Público, trocavam entre si e com o então juiz federal e hoje senador Sergio Moro (União-PR).
A divulgação das informações extraídas ilegalmente dos aparelhos telefônicos do ex-coordenador da força-tarefa Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol e de Moro reforçaram os argumentos dos críticos que acusavam o Poder Judiciário de vazar informações sigilosas de forma seletiva, com objetivos políticos, e de violar o devido processo legal e o princípio da imparcialidade, abusando das prisões preventivas a fim de forçar os investigados a assinarem acordos de delação premiada com a Justiça.
No processo que apurou a invasão dos celulares de Moro, dos membros da Lava Jato e também do então ministro da Economia Paulo Guedes e de conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Delgatti e outros seis acusados foram condenados à prisão e recorrem da sentença.
Já no âmbito da investigação sobre a invasão do site do CNJ, o indiciamento significa que os investigadores reuniram indícios do envolvimento de Delgatti e Zambelli. Além da ação criminosa contra o site do CNJ, a PF também apura a invasão de sistemas de tribunais regionais de Justiça; a inclusão de ao menos 11 falsos alvarás de soltura de presos condenados, além de um mandado de prisão fraudulento cujo alvo seria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em nota, o advogado de Zambelli, Daniel Bialski, voltou a negar que a deputada federal tenha qualquer participação na invasão dos sistemas. “Conquanto ainda não tenha analisado minunciosamente os novos documentos e o relatório ofertado pela PF, a defesa da deputada reforça que ela jamais fez qualquer tipo de pedido para que Walter Delgatti procedesse invasões a sistemas ou praticasse qualquer ilicitude”, afirma Bialski, classificando como “arbitrária” a conclusão dos investigadores que, para justificar o pedido de indiciamento da parlamentar, indicam que ela recebeu, por mensagem de celular, cópia do falso pedido de prisão do ministro Alexandre de Moraes incluído no sistema.
“A arbitrária interpretação deduzida pela autoridade policial asseverando que a deputada tenha recebido eventualmente documentos não evidencia adesão ou qualquer tipo de colaboração, ainda mais que ficou demonstrado que não houve qualquer encaminhamento a terceiros, bem como ficou igualmente comprovado que inocorreram repasses de valores [a Delgatti ou outros investigados]”, conclui o advogado.
Na mensagem que postou esta manhã, no X, Zambelli afirma que as investigações da PF apontam que ela não pagou e não pediu nada a Delgatti, mas que “quando o hacker incluiu o pedido de prisão do Alexandre de Moraes, aparentemente alguém me mandou e eu baixei o documento no meu celular e abri para ler. Assim como [fez] todo mundo que tomou conhecimento do ocorrido”. As informações são da Agência Brasil.
Por André Luis – jornalista do blog Vivemos tempos estranhos — mas não inexplicáveis. Parte do Brasil mergulhou num delírio nacionalista tão disfarçado que muitos ainda chamam de “patriotismo” o que, na prática, é apenas submissão, ressentimento e autoritarismo mal disfarçado. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, expôs mais […]
Vivemos tempos estranhos — mas não inexplicáveis. Parte do Brasil mergulhou num delírio nacionalista tão disfarçado que muitos ainda chamam de “patriotismo” o que, na prática, é apenas submissão, ressentimento e autoritarismo mal disfarçado. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em 2025, expôs mais uma vez as contradições dos chamados “patriotas” brasileiros — seguidores fiéis do bolsonarismo e da extrema-direita tupiniquim.
Não é de hoje que essa turma troca o verde e amarelo pela reverência quase religiosa à bandeira dos EUA. É comum vê-los batendo continência para o símbolo de outro país, como se o Brasil fosse um protetorado americano. Agora, com Trump de volta ao poder, a submissão se tornou ainda mais escancarada: apoiam sem pestanejar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao país, medida que prejudica diretamente nossa economia e os próprios produtores que eles dizem defender. Isso é patriotismo?
A incoerência se agrava quando os mesmos “patriotas” celebram as sanções internacionais articuladas por Trump contra ministros do Supremo Tribunal Federal — uma afronta direta à soberania nacional e ao sistema de Justiça brasileiro. Defender que um governo estrangeiro puna integrantes da mais alta corte do seu próprio país não é só absurdo: é traição à pátria disfarçada de moralismo seletivo.
Enquanto isso, seguem repetindo o discurso da “liberdade”, mas aplaudem censura, perseguição política e violência contra jornalistas. Dizem defender a “família”, mas empurram armas nas mãos da população. Clamam por “honestidade”, mas fecham os olhos para os escândalos que envolvem Bolsonaro, seus filhos, ex-ministros e aliados — de rachadinhas a joias sauditas, de tráfico de influência a lavagem de dinheiro.
Esses falsos patriotas não amam o Brasil. Amam o poder, o conflito e a sensação de superioridade moral que construíram a partir de fake news, teorias da conspiração e uma visão de mundo binária, rasa e autoritária. Usam a bandeira nacional como capa, mas servem a interesses que nada têm a ver com o povo brasileiro.
A verdadeira defesa do Brasil passa por fortalecer as instituições, respeitar a democracia, proteger a soberania e construir justiça social. Quem de fato ama este país quer ver mais educação, mais empregos, mais saúde, mais oportunidades — e menos golpe, menos ódio e menos submissão a qualquer governo estrangeiro.
Está na hora de reconectar o patriotismo com o povo. Com o Brasil real. Porque, enquanto alguns se ajoelham para a bandeira americana, milhões de brasileiros seguem lutando todos os dias por um país digno — que se ame de verdade, de pé e de cabeça erguida.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), alcançou 61% de aprovação entre os pernambucanos, segundo levantamento da pesquisa Datafolha, divulgada, nesta sexta-feira (6) pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, e pelo Blog do Elielson. O índice representa uma oscilação positiva em relação ao levantamento de outubro de 2025, quando a aprovação era de 57%. […]
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), alcançou 61% de aprovação entre os pernambucanos, segundo levantamento da pesquisa Datafolha, divulgada, nesta sexta-feira (6) pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru, e pelo Blog do Elielson. O índice representa uma oscilação positiva em relação ao levantamento de outubro de 2025, quando a aprovação era de 57%. A desaprovação caiu de 39% para 34%, enquanto 4% não souberam opinar.
O desempenho da gestora é mais bem avaliado no interior do estado, onde 68% aprovam seu governo, em contraste com 53% na Região Metropolitana do Recife.
Na avaliação geral, 38% consideram a gestão de Raquel Lyra “ótima” ou “boa” (ante 36% em outubro), 36% avaliam como “regular” (eram 37%) e 23% como “ruim” ou “péssima” (ante 24%). No interior, a taxa de avaliação positiva chega a 45%, caindo para 29% no Grande Recife.
O Instituto Datafolha ouviu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 4 de fevereiro. A margem de erro é de 3% e o grau de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE: PE-09595/2026 e BR-06559/2026.
O presidente do PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, jornalista e candidato a vereador Fernando Moraes, ingressou esta manhã com pedido de suspensão de propaganda veiculada através de carros de som no perímetro que envolve a Avenida Rio Branco, a Rua Nilton Cesar e Praça Arruda Câmara. A alegação é que há 14 entidades estabelecidas nesse […]
O presidente do PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, jornalista e candidato a vereador Fernando Moraes, ingressou esta manhã com pedido de suspensão de propaganda veiculada através de carros de som no perímetro que envolve a Avenida Rio Branco, a Rua Nilton Cesar e Praça Arruda Câmara.
A alegação é que há 14 entidades estabelecidas nesse perímetro e que a distância entre si não ultrapassam 200 metros. As entidades são: Banco do Brasil, Ministério Público, Cartório de Notas, Igreja Católica, Cúria Diocesana, Agência dos Correios, Cine São José, Secretaria da Fazenda Estadual, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, INSS e Secretaria de Saúde.
“O objetivo seria por o bom senso, que todas as coligações suspendessem esse tipo de propaganda que tanto perturba a população. É uma regra que acaba com o sossego coletivo. O debate, a internet, panfletagem e outras mídias poderiam ser exploradas mais efetivamente”, disse Moraes.
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