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O crescente e curioso comércio de Carnaíba

Por André Luis

Fotos: Roberto Arrais

Cidade de 20 mil habitantes, no Sertão do estado, mantém hábitos europeus e uma economia em evolução

Sebastião Araújo, especial para o blog

Quem pretende ir ao comércio de Carnaíba exatamente ao meio-dia e um minuto vai se sentir em algum país da Europa, como a Itália e Espanha, onde a população costuma tirar a famosa “sesta”. Ao meio-dia todas as lojas fecham, aqui e acolá alguma permanece aberta, mas a grande maioria só volta a abrir às 14h e algumas abrem apenas às 15h. Parece que você está num fuso horário diferente. Esse costume é até justificado no Sertão. Sob um calor de 37 graus – na sombra, como se diz -, não é de se admirar que lojistas e funcionários aproveitem esse intervalo para um bom banho e uma soneca, após o almoço. Esta é uma das curiosidades da cidade que possui cerca de 20 mil habitantes.

Mas Carnaíba reserva outras peculiaridades, que chamam a atenção numa cidade do interior. Você vê lojas com placas na porta em português e inglês (fechado-closed, aberto-open) e uma delas se destaca das demais em todo o estado – e quiçá no mundo – por oferecer aos clientes e transeuntes um pequeno “bufê” na entrada. O serviço chama a atenção de quem passa pela rua José Martins, no Centro da cidade, uma das principais a sediarem o comércio, paralelamente à rua Saturnino Bezerra. Uma mesa montada na porta principal da Casa Carvalho, a partir das 6 da manhã, oferece café, chá de boldo, biscoito, bolacha, rapadura e água gelada para quem quiser, do caminhoneiro ao aposentado, que dão uma paradinha por lá para se abastecer. Durante todo o dia não faltam nenhuma das comidas e bebidas. Entre café e chá são produzidos entre 15 e 20 litros diariamente.

A loja também oferece bancos, como se fosse numa praça, para os clientes sentarem e ainda disponibiliza quatro banheiros. A iniciativa é do proprietário André Pereira de Carvalho Filho, 42 anos, um católico fervoroso que vê nesse diferencial da sua loja, o fato de agradecer a Deus pelo sucesso nos negócios. “É gratificante poder servir e recompensar o cliente”, revela Andrezinho, como é conhecido. A loja vende do prego ao terço, passando pela ração animal e ainda atende o consumidor na própria residência. “Se ele precisa fazer uma chave ou tem um liquidificador com problema, vamos até lá atendê-lo. Mantemos o corpo a corpo com o cliente e temos jogo aberto com ele ”, conta o comerciante. “Este serviço não afeta em nada no meu orçamento. É só motivo de elogio e de satisfação para mim”.

Profissionalismo

Iniciativas como a de Andrezinho, que unem o social ao empreendedorismo, só têm impulsionado o comércio de Carnaíba. São dezenas de lojas e boutiques de roupas, salões de beleza, barbearias da moda e um grande supermercado, o Avistão, que não fica a dever a nenhum outro da capital e possui até posto de atendimento bancário, algo inédito na região. Praticamente todo o comércio da cidade tem uma característica que permeia: a maioria dos comerciantes são oriundos da roça, antes eram proprietários de pequenas bancas na feira, e ofereciam serviços de forma bem acanhada. “Agora, todo mundo saiu do casulo e apareceu”, analisa Alexsandro Queiroz, 39 anos, dono do Avistão, que possui filiais em Iguaraci e Sertânia e deve abrir brevemente a maior loja da rede, num espaço de dois mil metros quadrados em Afogados da Ingazeira, terra natal de Alexsandro. “O comércio de Carnaíba cresceu, tornou-se competitivo e com qualidade”, avalia o empresário. Prova disso, é que até o final do ano será inaugurado o mercado público municipal com 32 boxes.

A informalidade e o desconforto de antes, deram lugar ao profissionalismo e adaptações à nova realidade do mercado. Mas ainda há quem preserve aquele gostinho de passado. Aos 75 anos e com 50 na praça, Manoel Pereira de Carvalho, o “seu” Maninho, mantém a Graciosa Móveis dentro de um mesmo padrão, desde a inauguração em 1970. As vendas são anotadas em um caderno e na ficha que o cliente recebe e na qual os pagamentos vão sendo registrados. E tem mais: ele ainda usa a figura do avalista e não tem empregado. A loja é conduzida pela mulher e filhos de “seu” Maninho. “Aqui, nós estabelecemos uma relação familiar com os clientes. Conhecemos bem todos eles”, garante o lojista.

Entidade lojista se fortalece

Apesar de ter sofrido um grande abalo com o “estouro” do Banco do Brasil, em 2017, pois as pessoas passaram a realizar suas transações bancárias em outras cidades, o comércio de Carnaíba vem se restabelecendo. O progresso é fruto de capacitações, cursos, palestras promovidas numa parceria de lojistas com entidades como o Sebrae, segundo destaca Luiz Gustavo Neves de Araújo, 36 anos, que está à frente do Núcleo de Dirigentes Lojistas (NDL), braço da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Afogados da Ingazeira. O NDL, que há poucos dias inaugurou a sede própria, contava com apenas quatro associados em 2017, quando surgiu, e atualmente possui 47. “Essa voz a gente não tinha antes. O comércio não tinha nenhuma representatividade e teve que se reinventar”, conta Luiz Gustavo, justificando o surgimento da entidade que comanda. “O NDL fortalece o comércio e luta pelo crescimento do município como um todo”, reforça.

Além das duas principais ruas do Centro, a José Martins e a Saturnino Bezerra, o comércio de Carnaíba vem ganhando espaço em outros locais, como a PE-320, que corta a cidade e onde estão localizados um novo posto de gasolina, oficinas de carro, revendedora de motos e madeireira, entre outros estabelecimentos. O comércio de bairro também está em crescimento, como no Santa Luzia e em Carnaíba Velha, que ganharam padaria, mercados e salões de beleza. “O crescimento vem trazendo a melhoria técnica”, explica Luiz Gustavo. Para exemplificar, o dirigente aponta a recente implantação do sistema de delivery. “Houve uma explosão desse serviço por parte de várias empresas e não apenas no segmento de alimentação”, diz ele.

O mais jovem barbeiro da cidade, Carlos Santos, preserva a tradição da profissão. Foto: Roberto Arrais.

Barbearias mantêm tradição

O salão é pequeno mas tem uma energia superpositiva. Na porta, o cliente é recebido por um cara de bermuda e chinelo, amante de rap. É Carlos Santos, de 19 anos, o mais jovem barbeiro de Carnaíba, no Sertão do Pajeú. Estudante de administração na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), campus Serra Talhada, ele transformou a garagem da própria casa na barbearia, que funciona há quatro meses. Carlos foi ajudante de pedreiro, ficou desempregado e acabou se beneficiando do auxílio emergencial do governo federal. “Com esse dinheiro resolvi investir em algo que desse lucro. A família também me apoiou e surgiu a barbearia”, relembra. “Estou satisfeito e otimista com a minha iniciativa, porque vejo os clientes voltarem, o que significa que estou no caminho certo”, acredita Carlos, que com mãos leves mas firmes comprova talento e habilidade.

Quem também resolveu apostar na profissão e se deu bem foi Doba ou Márcio Severino da Silva, como está na carteira de identidade. Aos 32 anos, instalado no bairro Caixa d’ Água, Doba tornou-se referência em Carnaíba nos segmentos barba trabalhada e cabelo tipo degradê, duas tendências atuais masculinas. A barbearia conta com minibar, setor de perfumaria e sinuca, entre outros serviços adicionais oferecidos aos clientes. “O boca a boca tem me ajudado bastante. Não posso reclamar da minha profissão”, salienta Doba.

Vai longe o tempo, então, em que Raimundo Barbeiro era um dos mais procurados na cidade. Nos anos 1980, Raimundo era famoso por decorar sua barbearia com fotos de clientes que iam falecendo. No entanto, existem barbeiros que mantêm hábitos e equipamentos do passado, como Antônio de Pádua Lima, 50 anos, o Antônio de Gitirana, que atende num bequinho no Centro da cidade. A barbearia é simples, e ele conserva uma cadeira da marca Ferrante, fabricada nos anos 1940, usada pelos clientes, e guarda como relíquia uma navalha original, daquelas que eram amoladas na pedra. Entre os cerca de dez barbeiros, que se distribuem por vários locais do município, Antônio continua com uma clientela garantida, formada em sua maioria pelo público da terceira idade. “Trabalho como barbeiro do passado e tenho muito orgulho do que faço”, frisa o barbeiro, que também é maestro da Banda Filarmônica Santo Antônio.

Outras Notícias

Estado confirma mais oito casos da variante Delta entre pernambucanos

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) recebeu, nesta sexta-feira (27), mais uma rodada de sequenciamento genético de amostras de pacientes confirmados para a Covid-19 feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM / Fiocruz PE). Das 148 amostras sequenciadas, 8 (5,4%) apresentaram a variante Delta. A informação é da Folha de Pernambuco. Os pacientes infectados eram dos […]

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) recebeu, nesta sexta-feira (27), mais uma rodada de sequenciamento genético de amostras de pacientes confirmados para a Covid-19 feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM / Fiocruz PE). Das 148 amostras sequenciadas, 8 (5,4%) apresentaram a variante Delta. A informação é da Folha de Pernambuco.

Os pacientes infectados eram dos municípios do Recife (5), Olinda (1), Cabo de Santo Agostinho (1) e Exu (1). As coletas dos materiais biológicos desse público ocorreram entre os dias 31 de julho e 5 de agosto.

Entre os oito casos da variante Delta, três foram em pessoas do sexo masculino e cinco, do sexo feminino, com idades entre 16 e 56 anos. Com isso, totalizam 10 casos de Delta em Pernambuco. Além das oito informadas nesta sexta, duas já tinham sido divulgadas em meados deste mês, de pacientes de Abreu e Lima e Olinda que adoeceram em julho.

“Na análise dos dois primeiros casos, a vigilância em saúde não identificou vínculo epidemiológico dos pacientes com casos confirmados para a Delta ou viagem para áreas de circulação do vírus, o que mostrava que já há circulação comunitária da Delta em Pernambuco. Agora, os municípios de ocorrência desses novos casos, com o apoio do Estado, também farão um trabalho de vigilância com essas pessoas, para averiguar se há vínculo epidemiológico com os casos confirmados anteriormente, se há adoecimentos secundários e a necessidade de testagem de contatos”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O secretário ainda ressalta que “esse achado da Fiocruz PE é importante para sabermos a circulação das variantes em nosso território, mas reforço que, independente do tipo, não podemos relaxar nas medidas sanitárias e precisamos continuar avançando na vacinação, ofertando mais primeiras doses e concluindo os esquemas vacinais com a segunda dose”. 

Durante a reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da última quinta-feira (26), a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina de Melo, lembrou da necessidade dos municípios fazerem busca ativa dos seus munícipes com a segunda dose em atraso para que esses concluam o esquema, principalmente por causa do maior grau de transmissão da Delta.

“Atualmente, são mais de 400 mil pessoas com a finalização do esquema vacinal em atraso, de acordo com sistema de informação do Ministério da Saúde. Os municípios precisam ficar atentos a isso, para que possamos chegar às metas estabelecidas em cada grupo prioritário e também na população em geral. Os gestores precisam fazer busca ativa, ir até onde as pessoas estão, para evitarmos bolsões suscetíveis à doença”, ratificou.

O secretário André Longo ainda convoca aqueles que já podem iniciar o esquema vacinal a aderir à campanha. 

“Os municípios pernambucanos estão avançando bastante na proteção por faixa etária. Verifique se sua cidade já está disponibilizando doses para o seu grupo e se vacine assim que possível. Quando antes tomar a primeira dose, mais rápido chegará o tempo de fazer a segunda, garantindo uma proteção robusta contra a Covid-19. Esse é um ato individual, mas que tem um impacto importante para a coletividade e para o enfrentamento desta pandemia”, frisou o secretário.

Amostras

Entre as outras amostras sequenciadas, 132 (89,1%) eram da linhagem ou sublinhagens Gama (P.1). As demais são linhagens de menor preocupação. 

As amostras coletadas eram de pacientes dos municípios de Águas Belas, Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Betânia, Bodocó, Brejinho, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Caruaru, Exú, Gravatá, Iguaraci, Itapetim, Jaboatão dos Guararapes, Lagoa Grande, Limoeiro, Machados, Olinda, Panelas, Paranatama, Parnamirim, Paulista, Pesqueira, Petrolina, Recife, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria da Boa Vista, São Bento do Una, São José do Egito, São Lourenço da Mata, Serra Talhada, Sertânia, Tabira, Tacaimbó, Terezinha e Triunfo. 

Também tiveram amostras de residentes de Ananindeua (PA), Luis Gomes (RN), Salvador (BA) e Santarém (PA) que fizeram coleta em território pernambucano.

Sertão do Pajeú notifica 6 novos casos positivos de Covid-19 em 24h

Nove municípios da região estão com o número de casos ativos zerados Por André Luis De acordo com os boletins epidemiológicos da Covid-19 dos municípios do Sertão do Pajeú divulgados nesta quinta-feira (16.09), nas últimas 24h, foram notificados seis novos casos positivos, seis casos recuperados e nenhum novo óbito. Nesta quinta-feira, dez cidades não registraram novos casos […]

Nove municípios da região estão com o número de casos ativos zerados

Por André Luis

De acordo com os boletins epidemiológicos da Covid-19 dos municípios do Sertão do Pajeú divulgados nesta quinta-feira (16.09), nas últimas 24h, foram notificados seis novos casos positivos, seis casos recuperados e nenhum novo óbito.

Nesta quinta-feira, dez cidades não registraram novos casos da doença. São elas: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Calumbi, Carnaíba, Iguaracy, Ingazeira, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Solidão e Tabira.

Flores, Itapetim e Tuparetama não divulgaram boletim epidemiológico. Santa Terezinha, São José do Egito, Serra Talhada e Triunfo  registraram novos casos da doença.

Agora o Sertão do Pajeú conta com 33.219 casos confirmados, 32.538 recuperados (97,95%), 652 óbitos e 29 casos ativos da doença.

Abaixo seguem as informações detalhadas, por ordem alfabética, relativas a cada município do Sertão do Pajeú nas últimas 24 horas:

Afogados da Ingazeira não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 5.463 casos confirmados, 5.389 recuperados, 72 óbitos e 2 casos ativos da doença. 

Brejinho não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 759 casos confirmados, 736 recuperados, 21 óbitos e 1 caso ativo. 

Calumbi não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 737 casos confirmados, 732 recuperados, 5 óbitos e nenhum caso ativo da doença. 

Carnaíba não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 2.221 casos confirmados, 2.182 recuperados, 36 óbitos e 3 casos ativos da doença. 

Flores não divulgou boletim epidemiológico. O município conta com 1.083 casos confirmados, 1.044 recuperados, 39 óbitos e nenhum caso ativo. 

Iguaracy não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 834 casos confirmados, 807 recuperados, 27 óbitos e nenhum caso ativo da doença. 

Ingazeira não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 462 casos confirmados, 455 recuperados, 7 óbitos e nenhum caso ativo. 

Itapetim não divulgou boletim epidemiológico. O município conta com 1.468 casos confirmados, 1.431 recuperados, 33 óbitos e 4 casos ativos. 

Quixaba não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 518 casos confirmados, 503 recuperados, 15 óbitos e nenhum caso ativo. 

Santa Cruz da Baixa Verde não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 643 casos confirmados, 623 recuperados, 20 óbitos e nenhum caso ativo. 

Santa Terezinha registrou um novo caso positivo e quatro recuperados. O município conta com 1.053 casos confirmados, 1.020 recuperados, 29 óbitos e 4 casos ativos. 

São José do Egito registrou um novo caso positivo. O município conta com 2.564 casos confirmados, 2.506 recuperados, 57 óbitos e 1 caso ativo. 

Serra Talhada registrou um novo caso positivo. O município conta com 10.232 casos confirmados, 10.040 recuperados, 185 óbitos e 7 casos ativos da doença.

Solidão não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 680 casos confirmados, 677 recuperados, 3 óbitos e nenhum caso ativo. 

Tabira não registrou alterações no boletim epidemiológico. O município conta com 2.930 casos confirmados, 2.882 recuperados, 48 óbitos e nenhum caso ativo. 

Triunfo registrou três novos casos positivos e dois casos recuperados. O município conta com 971 casos confirmados, 936 recuperados, 28 óbitos e 7 casos ativos. 

Tuparetama não divulgou boletim epidemiológico. O município conta com 601 casos confirmados, 574 recuperados, 27 óbitos e nenhum caso ativo da doença.

Anchieta Patriota participa de reunião na Associação Rural de Capim Grosso

Por André Luis O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), acompanhou, neste domingo (4), a reunião da Associação Rural de Capim Grosso, zona rural do município. Segundo Anchieta, além de conversar com os agricultores e agricultoras, também ouviu demandas e encaminhou alguns pleitos à comunidade. “Entre as solicitações, a doação de um trator com implementos […]

Por André Luis

O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota (PSB), acompanhou, neste domingo (4), a reunião da Associação Rural de Capim Grosso, zona rural do município.

Segundo Anchieta, além de conversar com os agricultores e agricultoras, também ouviu demandas e encaminhou alguns pleitos à comunidade.

“Entre as solicitações, a doação de um trator com implementos agrícolas, que estamos viabilizando via Codevasf. Também a questão do abastecimento de água. Doamos 25 hidrômetros e estamos intermediando algumas pendências junto a Compesa”, destacou o preito em suas redes sociais.

Acompanharam o prefeito, a secretária de Assistência e Inclusão Social Thaynnara Queiroz, que levou informações sobre Bolsa Família, Cadastro Único e outros benefícios da pasta; o secretário Anchieta Alves, da Secretaria de Agricultura e Everaldo Patriota, secretário de Governo.

Um ano após a pandemia, 78% do NE acham que a situação piorou

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) divulgou, hoje, a sexta edição do Observatório Febraban, pesquisa FEBRABAN-IPESPE, Covid e Vacinação.  O objetivo do levantamento inédito foi verificar qual a situação atual da pandemia, um ano após tomadas as primeiras medidas de isolamento, e a percepção da população sobre volta à normalidade e a vacina, entre outros […]

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) divulgou, hoje, a sexta edição do Observatório Febraban, pesquisa FEBRABAN-IPESPE, Covid e Vacinação.  O objetivo do levantamento inédito foi verificar qual a situação atual da pandemia, um ano após tomadas as primeiras medidas de isolamento, e a percepção da população sobre volta à normalidade e a vacina, entre outros fatores. A pesquisa aconteceu entre os dias 1º e 7 de março, com 3 mil internautas em todas as regiões do país.

Para a grande maioria dos entrevistados, a vida atual está muito diferente do que antes e os hábitos adquiridos nesses últimos 12 meses devem se manter ou até aumentar, como é o caso do home office, uso do álcool em gel, lavar as mãos, compras online e tirar os sapatos ao entrar em casa. A grande maioria dos brasileiros (74%) vê a situação piorando e, perguntados sobre as mudanças ocorridas no período, 58% respondeu que foram em suas finanças e relações interpessoais.

Segundo o levantamento, o Nordeste é a região onde é maior a sensação de que piorou a situação da pandemia (78%). Os dados mostram também que 65% dos nordestinos acreditam que a população só estará totalmente imunizada em 2022, o índice mais pessimista do país, ao lado da região Sul.

O Nordeste é ainda a região que mais citou o combate às desigualdades sociais como prioridade no fim da pandemia (62%), e onde o percentual de retorno das aulas presenciais é mais alto (78%). Também nessa região encontram-se os pais mais seguros com relação aos filhos que retornaram às aulas presenciais (46%). “É a região onde o maior percentual de pessoas, 44%, está saindo de casa com frequência para trabalhar“, afirma o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda presidente do Conselho Científico do IPESPE.

Outros indicadores da pesquisa recortada na região Nordeste revelam que: 57% relataram mudanças nas finanças; 57% apontam mudanças na saúde mental e emocional; 82% estão insatisfeitos com o ritmo da vacinação no Brasil; 23% não confiam na eficácia da vacina; 31% querem encontrar familiares assim que a epidemia acabar.

A Pesquisa no Brasil

Para o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, alguns dos maiores impactos da pandemia se deram no campo das finanças e nas relações familiares e sociais. “Isso explica o desejo prioritário – quando a maioria da população estiver imunizada – de encontrar os parentes que não têm visto por conta da Covid”, afirma.

Diante do cenário atual, a maioria dos brasileiros também defende a vacinação como melhor arma contra o vírus. Além disso, diante dos números de contaminação e de mortes, e do iminente colapso no sistema de saúde, preponderam na pesquisa aqueles que consideram insuficientes as medidas restritivas adotadas por muitos Estados e municípios contra aglomerações. Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento:

Situação da pandemia no Brasil – Com um ano de isolamento social, a grande maioria dos brasileiros (74%) vê a situação piorando e 16% avaliam que ela está na mesma. O sentimento de que a situação está melhorando é residual: apenas 9% dos entrevistados.

Contato com mortos e doentes – A maior parte dos entrevistados tem algum amigo ou parente que foi contaminado (55%) pela Covid-19 ou que morreu pela doença (52%).

Sentimentos sobre a situação – O brasileiro ainda está dividido em relação aos sentimentos: 50% nutrem mais pensamentos positivos e 46% negativos sobre a atual situação da pandemia. O levantamento mostra que 35% dos brasileiros experimentaram recentemente sentimento de esperança, 13% alegria e 2% orgulho. Do lado negativo, 21% sentem medo, 20% tristeza e 5% raiva.

Volta à normalidade – A pandemia mudou a vida da maior parte da população. 73% dos entrevistados brasileiros afirmam que a vida está muito diferente do que era antes da doença. Para 20%, a vida já voltou em parte ao normal, sendo que 3% afirmam que nada mudou nesse período e outros 3% dizem que a vida já voltou totalmente ao normal.

Medidas contra aglomerações – Para a maioria da população são necessárias medidas mais restritivas contra as aglomerações. Para a maior parte dos ouvidos (55%), a fiscalização e controle dos Estados e municípios contra aglomerações ainda está abaixo do necessário. Os que avaliam que a repressão às aglomerações está na medida certa representam 36% dos ouvidos e apenas 7% avaliam que há exagero nestas ações.

Posição sobre a vacina – É majoritário (77% dos entrevistados) o entendimento de que as vacinas são a única forma segura e eficaz de se proteger do coronavírus. Apenas 19% não confiam na imunização.

Ritmo da vacinação – Expressiva maioria (81%) reclama do ritmo da vacinação no Brasil, considerado insatisfatório e lento pela falta de um melhor planejamento para atender a demanda. Menos de um quinto (16%) considera o ritmo satisfatório e normal, considerando a pouca disponibilidade da oferta dessas vacinas.

Lições para o Brasil – Perguntados sobre com o que o Brasil deve se preocupar com o fim da pandemia, 56% elegeram o “investimento na educação da população mais pobre para a redução das desigualdades”. Na sequência aparece o “investimento para deixar o Brasil autossustentável na área de equipamentos médicos e vacinas”, com 45%; enquanto 27% defendem o “incentivo às áreas de tecnologia e inovação, no sentido de acelerar o desenvolvimento”. Abaixo do patamar de 20% são citados: a “reforma do serviço público, tornando-o mais digitalizado e eficiente” (18%); o “aumento da proteção das florestas e redução dos poluentes preservando o meio ambiente” (16%); e a “melhoria da infraestrutura do País, privatizando rodovias, portos, aeroportos e o sistema elétrico” (16%).

Mais detalhes sobre a pesquisa “Observatório Febraban” estão à disposição no site www.febraban.org.br

Disputa para Estadual: Mais da metade do eleitorado está indeciso ou não vai votar, diz pesquisa Múltipla

46,6% garantem não ter candidato a Estadual. Brancos e nulos são 9%. Anchieta Patriota (10,2%), Augusto César (5,8%), Ângelo Ferreira (5,6%) e Rogério Leão (4,8%) aparecem com algum destaque. A pesquisa do Instituto Múltipla para Deputado Estadual no Pajeú mostra que ainda há algumas emoções reservadas para esta reta final da campanha. Isso porque segundo […]

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46,6% garantem não ter candidato a Estadual. Brancos e nulos são 9%. Anchieta Patriota (10,2%), Augusto César (5,8%), Ângelo Ferreira (5,6%) e Rogério Leão (4,8%) aparecem com algum destaque.

A pesquisa do Instituto Múltipla para Deputado Estadual no Pajeú mostra que ainda há algumas emoções reservadas para esta reta final da campanha. Isso porque segundo o levantamento feito com exclusividade para o blog, nada mais nada menos que metade do eleitorado – se considerarmos a margem de erro – ainda diz não ter definido em quem votar para a Assembleia Legislativa. Afirmam que vão votar branco e nulo 9%.

Dos nomes que aparecem com alguma destaque, a votação indica que há grande indefinição, tendo que ser considerada a margem de erro. Senão, vejamos : o candidato socialista Anchieta Patriota tem 10,2%, seguido de Augusto César (5,8%), Ângelo Ferreira (5,6%), Rogério Leão (4,8%), Manoel Santos (3%), Marquinhos Dantas (3%), Alberto Feitosa (1,8%), Aline Mariano (1,6%), Romário Dias (1,4%), Rodrigo Novaes (1,4%) e Júlio Cavalcanti (1,2%). Outros candidatos representam 4,6%.

ESTADUAL GERAL

O resultado mostra portanto que nem o majoritário é possível cravar com base na margem de erro, que é de 4% para mais ou para menos. Assim, pelo menos cinco nomes brigam pela condição de majoritários na região, uma indefinição geral.

A Pesquisa foi feita  entre  30/09 e 01/10/14.  A amostra foi composta por 500 entrevistas aplicadas na população que tenha título de eleitor, more e vote na microrregião Sertão do Pajeú e distribuída da seguinte forma: área urbana 51,3% e área rural 48,7%. O intervalo de confiança estimado é de 95%. A margem de erro para mais ou para menos é de 4,0%. Ela foi registrada no TRE sob o número  PE 00037/2014 e no TSE com registro de número BR 00941/2014.

Área da pesquisa: A área da pesquisa compreende a microrregião Sertão do Pajeú, composta por 17 municípios: Serra Talhada, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo, Calumbi, Flores, Quixaba, Carnaíba, Afogados da Ingazeira, Ingazeira, Iguaraci, Tuparetama, São José do Egito, Itapetim, Brejinho, Santa Terezinha, Tabira e Solidão.