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O Blog e a História: quando as chuvas castigaram e mataram em Pernambuco

Por Nill Júnior

Em 2 de junho de 2022: Entre a lama e a desesperança, mais de uma centena de vidas foram perdidas em Pernambuco desde a última quarta-feira (25). Vítimas de deslizamentos de barreiras e de enxurradas provocadas pelas chuvas torrenciais, 126 pessoas morreram, segundo as últimas informações oficiais. Essa já é a maior catástrofe natural do século 21 no Estado e a maior de uma geração inteira.

Em 1966, uma grande cheia tomou conta do Recife. Era 30 de maio daquele ano quando diversas partes da cidade ficaram submersas devido ao transbordamento do rio Capibaribe. Imagens de acervos históricos mostram até mesmo a avenida Caxangá tomada por água.

O caos no Recife ganhou repercussão nacional. À época, a Folha de S.Paulo anunciava: “Calamidade pública no Recife inundado por chuvas”. A água chegou a mais de dois metros de altura em diversos bairros da cidade. Os registros indicam 175 mortos, naquela que é a maior catástrofe natural do Estado em números.

Já em 1975, a cheia ficou marcada pelo boato do rompimento da barragem de Tapacurá e teve até registro de mortes por ataques cardíacos diante do susto causado pela notícia falsa.

Cerca de 80% do território habitado do Recife ficou debaixo d’água. O transbordamento do Capibaribe, em 17 de julho, paralisou a capital pernambucana e diversos municípios por ele banhados. Ao todo, 107 pessoas morreram naquele ano.

A historiadora Gizelly Medeiros recorda que as duas grandes enchentes na capital pernambucana ocorreram durante o período da ditadura militar (1964-1985).

“A cheia de 1966 teve mais mortes, mais pessoas foram atingidas. No entanto, a de 1975 foi mais caótica, causou mais danos, deixou o Recife completamente alagado”, cita. Os dois presidentes militares que estavam ocupando o cargo na época – Castelo Branco e Ernesto Geisel, respectivamente – vieram ao Recife. “Tentaram fazer alguma coisa, mas nada foi feito naquele período”, completa Gizelly.

O problema de cheias no Recife é histórico e remonta aos períodos colonial e da invasão holandesa. “A primeira enchente que se tem notícia no Recife foi no século 17, lá pelos anos 1600. Maurício de Nassau governava o Recife quando aconteceu a segunda grande enchente e ele foi uma das primeiras pessoas que mandou construir nas margens do Capibaribe, na região que seria mais ou menos Afogados [bairro da Zona Oeste do Recife]”, acrescenta a historiadora.

Cortada por dezenas de rios, a cidade não é conhecida como “Veneza Brasileira” à toa. E as chuvas intensas, que, de tempos em tempos, vêm “maiores do que o esperado”, intensificam o drama, especialmente, de quem mora nos morros e barreiras, diante da falta de infraestrutura e de moradia digna.

O professor e pesquisador do programa de pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Osvaldo Girão lembra que as mortes das cheias do século passado e das chuvas deste ano têm características diferentes.

“As cheias de 66 e 75 eram em um momento em que a população recifense era menor. Hoje temos 1,6 milhão de habitantes, mas naqueles anos tínhamos uma população certamente menor que 1 milhão, mas que habitava na área de planície. Por conta disso, os casos de óbitos eram majoritariamente ligados à questão de afogamento. Comparando com o momento atual, tivemos muitos mortos por movimentos de massa que são esses deslizamentos”, explica Girão.

O maior adensamento populacional em direção aos morros e encostas da cidade contribuíram para esta problemática. As soluções passam por planejamentos de médio e longo prazo, defende o professor. “Talvez, de imediato resolver problemas de drenagem nessa área de encosta. A água cai e muitas vezes não há direcionamento dessa água. É preciso fazer com que essa água chegue rapidamente no sopé da encosta”, completa Osvaldo Girão.

O poder público, completa o professor, tem a responsabilidade de fazer com que essas áreas não sejam ocupadas, mas que a população seja realocada. Essa, inclusive, não é uma demanda de apenas uma gestão, mas de duas ou três, segundo o professor.

“A tendência pelo que a gente vê por conta do aquecimento global é que esses eventos se tornem mais frequentes. Essas ondas de leste [fenômeno que causou as chuvas torrenciais deste ano] têm intensidade maior desde a década passada”, frisa.

Também chamado de Distúrbio Ondulatório de Leste, o fenômeno é uma configuração dos ventos que favorece a elevação da umidade de baixos níveis para altos níveis. Quando a umidade encontra certa altura, transforma-se em nuvens e, dependendo da quantidade de umidade, em nuvens de tempestade. Aliada ao sistema, a temperatura do oceano até três graus mais quente do que o normal para esta época do ano intensificou as chuvas.

É preciso também investir em prevenção, acrescenta o professor. Ele defende, por exemplo, mais investimentos em prevenção por parte da Defesa Civil: “A Defesa Civil no Brasil é muito de ação no pós-evento. O que acontece antes do evento? As populações devem interagir e reconhecer os riscos, deve conhecer seu ambiente, os dispositivos de alerta, a possibilidade de evacuação”, fecha Girão.

Outras Notícias

Brejinho: Prefeitura decreta volta da feira livre

Por André Luis Nesta terça-feira (27), a prefeita de Brejinho, Tania Maria, decretou a volta das atividades da feira livre do município, a partir da próxima sexta-feira (30). O Decreto apresenta ainda, algumas condições que devem ser observadas por comerciantes e clientes. São elas: distanciamento de 1,5m entre as bancas; uso obrigatório de máscaras faciais, […]

Por André Luis

Nesta terça-feira (27), a prefeita de Brejinho, Tania Maria, decretou a volta das atividades da feira livre do município, a partir da próxima sexta-feira (30).

O Decreto apresenta ainda, algumas condições que devem ser observadas por comerciantes e clientes.

São elas: distanciamento de 1,5m entre as bancas; uso obrigatório de máscaras faciais, tanto pelo comerciante como pelo cliente; atendimento de um cliente por vez; disponibilização de álcool 70% pelo comerciante e o não compartilhamento de objetos.

Prefeita de Itapetim participa da Marcha em Defesa dos Municípios em Brasília

A prefeita de Itapetim, Aline Karina, está em Brasília participando da XXVI Marcha em Defesa dos Municípios. O evento, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), começou nesta segunda-feira (20) e segue até a próxima quinta-feira (22), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). A prefeita também aproveitará a agenda na capital federal para […]

A prefeita de Itapetim, Aline Karina, está em Brasília participando da XXVI Marcha em Defesa dos Municípios. O evento, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), começou nesta segunda-feira (20) e segue até a próxima quinta-feira (22), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

A prefeita também aproveitará a agenda na capital federal para buscar novos recursos e investimentos para o município de Itapetim, junto ao Governo Federal.

A Marcha é considerada o maior encontro municipalista da América Latina e reúne milhares de prefeitos e outras lideranças de todo o país, discutindo temas como o financiamento das políticas públicas, pacto federativo, educação, saúde, infraestrutura e o fortalecimento da autonomia municipal.

Zé Mário defende pesquisa para escolha de nome em 2016. “Se meu nome não estiver bem avaliado, sou o primeiro a defender outro nome”

Gestor disse também não concordar com imposição no processo O Prefeito de Carnaíba José Mário Cassiano disse em entrevista ao programa Manhã Total (Rádio Pajeú) que gostaria de ter feito uma gestão melhor, mas não conseguiu plenamente pelo momento atravessado. “Não tivemos o volume de obras que o ex-prefeito Anchieta Patriota teve. Não sei se […]

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Gestor disse também não concordar com imposição no processo

O Prefeito de Carnaíba José Mário Cassiano disse em entrevista ao programa Manhã Total (Rádio Pajeú) que gostaria de ter feito uma gestão melhor, mas não conseguiu plenamente pelo momento atravessado.

“Não tivemos o volume de obras que o ex-prefeito Anchieta Patriota teve. Não sei se foi pelo momento melhor dos governos Lula e Eduardo. O osso tempo foi de aperto, até para pagar a folha. Nos dois primeiros anos, passamos por processo mais difícil, mas hoje estamos com pagamento em dia inclusive dos pisos”, destacou.

Zé Mário admitiu que não fosse o FEM não conseguiria deixar marcas que considera importantes na sua gestão. Fizemos iluminação, reforma de praças, barragens , poços. Ele afirmou  ainda que com o FEM 3 vai perfurar poços e calçar ruas.

Sobre a avaliação do seu governo, Zé Mário disse que neste momento quase todos os gestores passam por dificuldade. “Momento de avaliação já pensando no futuro não é agora. Na época de convenções, de candidatura é que a gente conversa sobre isso”.

Sucessão : Zé Mário rechaçou rumores de que havia nomes sendo sondados para substituí-lo no grupo da Frente. “A gente vê em blogs sobre futuras candidaturas. Não fui comunicado dessas candidaturas. No momento exato a gente vai parar e sentar. Não se faz política dividindo. Algo imposto, sem ouvir o grupo sem conversa prévia vai gerar insatisfação de alguma parte. A partir de abril e maio vamos fazer a pesquisa necessária. Defendo o nome que sair dali. Não vou impor nome. Meu pode ser colocado”.

Sobre a possível volta de Anchieta Patriota, Zé Mário disse não ver problemas. “Caso ele queira colocar o nome para discussão não vejo problema”. Zé Mário negou que vá deixar o PSB, disse que Anchieta Patriota era um grande companheiro e que se o nome dele não estiver bem avaliado em 2014 “vai ser o primeiro a defender outro nome” .

Odacy lamenta morte de Pedro Eugênio com quem fez dobradinha eleitoral na Região Metropolitana do Recife em 2014

A morte do ex-deputado federal e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, Pedro Eugênio, pegou companheiros de sigla de surpresa a exemplo do deputado estadual Odacy Amorim. Em nota, Odacy lamentou mais esta perda para o PT e para a política em Pernambuco e pouco tempo após o falecimento do deputado Manoel Santos, que […]

PedroEugenioA morte do ex-deputado federal e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, Pedro Eugênio, pegou companheiros de sigla de surpresa a exemplo do deputado estadual Odacy Amorim.

Em nota, Odacy lamentou mais esta perda para o PT e para a política em Pernambuco e pouco tempo após o falecimento do deputado Manoel Santos, que era líder do PT n Assembleia Legislativa e morreu na manhã deste domingo, 19, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde Pedro Eugênio também estava internado.

“Algumas horas depois de receber a notícia do falecimento do deputado Manoel Santos, fui informado essa noite de segunda-feira, dia 20, da morte do amigo ex-deputado Pedro Eugênio. Recebo a notícia com muita tristeza. Trabalhamos juntos na última campanha, mais precisamente na região metropolitana do Recife”, lembrou Odacy Amorim.

Segundo Odacy, foi neste período que teve a oportunidade de conviver um pouco mais com Pedro Eugênio. “Pedro era um homem exemplar, muito educado, inteligente e generoso. Um verdadeiro estadista. Pernambuco perde um grande representante do povo. Aos familiares, correligionários e amigos desejo que Deus os conforte neste momento tão doloroso”, concluiu o deputado Odacy Amorim.

A morte do ex-deputado federal e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco, Pedro Eugênio, pegou companheiros de sigla de surpresa a exemplo do deputado estadual Odacy Amorim.

Em nota, Odacy lamentou mais esta perda para o PT e para a política em Pernambuco e pouco tempo após o falecimento do deputado Manoel Santos, que era líder do PT n Assembleia Legislativa e morreu na manhã deste domingo, 19, no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, onde Pedro Eugênio também estava internado.

“Algumas horas depois de receber a notícia do falecimento do deputado Manoel Santos, fui informado essa noite de segunda-feira, dia 20, da morte do amigo ex-deputado Pedro Eugênio. Recebo a notícia com muita tristeza. Trabalhamos juntos na última campanha, mais precisamente na região metropolitana do Recife”, lembrou Odacy Amorim.

Segundo Odacy, foi neste período que teve a oportunidade de conviver um pouco mais com Pedro Eugênio. “Pedro era um homem exemplar, muito educado, inteligente e generoso. Um verdadeiro estadista. Pernambuco perde um grande representante do povo. Aos familiares, correligionários e amigos desejo que Deus os conforte neste momento tão doloroso”, concluiu o deputado Odacy Amorim.

A pedido da PGR, STF reabre investigações sobre suposta interferência de Jair Bolsonaro na PF 

PGR considera necessário ampliar as investigações para verificar se houve uso indevido da estrutura do Estado  O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para reabrir as investigações no Inquérito (INQ) 4831, que apura declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro sobre […]

PGR considera necessário ampliar as investigações para verificar se houve uso indevido da estrutura do Estado 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para reabrir as investigações no Inquérito (INQ) 4831, que apura declarações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro sobre suposta tentativa de interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) quando ocupava a Presidência da República. 

O inquérito apura fatos que supostamente configurariam os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça e corrupção passiva privilegiada. As investigações envolvem a alteração feita por Bolsonaro na direção-geral da PF e seus pedidos para mudar a chefia nas superintendências regionais no Rio de Janeiro e em Pernambuco.  

Maior amplitude da investigação  

Em setembro de 2022, a PGR havia requerido o arquivamento do inquérito, por considerar, na ocasião, que esas condutas não configuravam crime. Em 15 de outubro de 2025, em nova manifestação, a PGR considerou que a análise dos autos indica a necessidade de diligências complementares, para uma apuração adicional e mais abrangente dos fatos investigados.  

Segundo o órgão, as declarações de Sérgio Moro, dadas em abril de 2020, sugerem que a atuação de Bolsonaro pode ter tido como objetivo a obtenção de informações privilegiadas sobre investigações sigilosas e a possibilidade de ingerência em apurações que envolviam ele próprio, seus familiares e aliados políticos.  

A partir de declarações de Moro e diálogos de WhatsApp entre ele e Bolsonaro, a PGR considera imprescindível verificar se efetivamente houve interferências ou tentativas de interferência nas investigações, com o uso da estrutura do Estado e a obtenção clandestina de dados sensíveis.