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O Blog e a História: antes de Lula, só Collor teve decreto derrubado

Por Nill Júnior

A derrota do governo Lula (PT) com a derrubada dos decretos do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nesta quarta (25) tornou-se um novo marco na história das relações do Executivo com o Congresso.

A última vez que o Legislativo havia sustado um decreto presidencial foi em 1992, quando o Palácio do Planalto era ocupado por Fernando Collor.

Em janeiro daquele ano, o então presidente fez um decreto para mudar a regra de pagamento de precatórios (títulos de decisões judiciais). Rapidamente, a oposição no Congresso reagiu para sustar a medida, alegando que o ato prejudicaria aposentados.

A proposta teve votação concluída, com aprovação pelo Senado Federal, em 26 de março -seis meses antes de a Câmara formalizar a abertura do processo de impeachment contra Collor. Na época, ele sofria intensa pressão da oposição no Congresso, mas ganhara fôlego após a crise do confisco.

Na ocasião, o então presidente chegou a dizer, em entrevista a jornais estrangeiros, que era “otimista realista” quanto ao seu governo e lamentava ver o nome de ministros de sua gestão envolvidos em escândalos de corrupção.

A decisão do Congresso de sustar a medida tinha relação direta com a impopularidade do texto, que poderia prejudicar aposentados. Três meses depois, seu irmão, Pedro Collor de Mello, revelaria detalhes do esquema de corrupção envolvendo PC Farias e Collor, que deram início à derrocada do governo.

A autorização para abertura do processo de impeachment ocorreu dia 29 de setembro, com apoio de 441 deputados.

O projeto que derrubou o decreto de Collor foi votado, assim como o de Lula, de forma simbólica no Senado Federal – quando não há contagem de votos.

No caso do petista, a decisão do Congresso prevaleceu devido à rejeição à proposta do governo de elevar o IOF. A votação na quarta pegou o Planalto de surpresa e ocorreu na mesma noite, nas duas Casas. O governo alega que o aumento do IOF é necessário para fazer justiça tributária e para aumentar a arrecadação num momento de dificuldade fiscal.

Em 1992, o projeto também teve votação acelerada e contou com votos até mesmo da base. Em 15 dias, foi analisado pela Câmara e, ao chegar no Senado, teve urgência aprovada em plenário e foi votada no mesmo dia.

A urgência, inclusive, foi alvo de críticas de senadores. Segundo as notas taquigráficas da época, a discussão em plenário tratava diretamente do mérito da medida impopular contra os aposentados. O senador Marco Maciel (PFL-PE), então líder do governo, liberou a base para votar “de acordo com sua consciência”.

Já Humberto Lucena (PMDB-PB) disse haver um “clamor nacional” em torno do tema. “Na hora em que esse decreto cair, vai ficar colocada aos olhos da opinião pública, pelo menos, a posição do Congresso Nacional, no sentido de que estamos ao lado da causa justa dos aposentados e pensionistas da Previdência Social”, disse à época.

O projeto de decreto legislativo de 1992 foi da autoria de Miro Teixeira, então deputado federal (PDT-RJ). À Folha de S.Paulo ele disse que todos os dias acordava e lia o Diário Oficial para ver se poderia entrar com um mandado de segurança ou PDL contra um ato do governo Collor.

“O clima na época era de enfrentamento. Lutávamos toda hora e deu certo porque a pauta era negativa. Sempre tem que contar com votos de parlamentares da base”, lembra o ex-deputado.

Ele vê diferenças entre os momentos políticos atual e o de então. Collor, segundo ele, não tinha jogo de cintura e era afeito aos confrontos. Diferente de Lula: “Sobrevive a tudo, vai encontrar pelo diálogo com o Congresso uma saída. A questão é a seguinte: articulação política é feita pelo presidente da República”.

Collor assumiu o governo em março de 1990. Dois anos e nove meses depois, quando deixou o cargo, foi substituído por seu vice-presidente Itamar Franco (PMDB), que governou o país até terminar o mandato, no final de 1994.

Envolto em acusações de corrupção, Collor não resistiu ao processo de impeachment.

Entretanto, a avaliação é que os problemas econômicos de seu governo foram determinantes para que ele fosse retirado do cargo.

Atualmente, ele está preso em prisão domiciliar de caráter humanitário, devido a problemas de saúde. O ex-presidente, aos 75 anos, foi condenado em 2023 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena foi fixada na ocasião em oito anos e dez meses de reclusão.

Outras Notícias

Santa Terezinha recebe Hospital de Campanha e ambulância para o combate a Covid-19

O prefeito Vaninho de Danda, de Santa Terezinha, entregou, nesta segunda-feira (15), o Hospital de Campanha e uma ambulância 0 km para uso exclusivo nos casos da Covid-19. O Hospital de Campanha está montado no prédio da Unidade Mista com sete leitos, feitos especialmente para casos do novo coronavírus, equipados com monitor e bomba difusão. […]

O prefeito Vaninho de Danda, de Santa Terezinha, entregou, nesta segunda-feira (15), o Hospital de Campanha e uma ambulância 0 km para uso exclusivo nos casos da Covid-19.

O Hospital de Campanha está montado no prédio da Unidade Mista com sete leitos, feitos especialmente para casos do novo coronavírus, equipados com monitor e bomba difusão.

De acordo com Tereza Martins, diretora do hospital, chegará até o final desta semana, dois respiradores, um portátil que poderá ser usado na nova ambulância e um fixo que ficará nos leitos.

O novo veículo foi adquirido com recursos da emenda parlamentar do deputado federal Sebastião Oliveira. A construção do Hospital de Campanha foi possível com o uso do dinheiro do governo federal que chega ao município para o enfrentamento da Covid-19.

Casos de coronavírus caem pelo quarto dia seguido em PE; mortes voltam a subir

Depois de ter registrado uma queda nos números diários dos últimos três dias, a quantidade de pessoas infectadas pelo coronavírus voltou a cair nas últimas 24 horas, pelo quarto dia consecutivo. O número de mortes em decorrência da covid-19, no entanto, voltou a subir. Nesta terça-feira (26), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou 488 […]

Depois de ter registrado uma queda nos números diários dos últimos três dias, a quantidade de pessoas infectadas pelo coronavírus voltou a cair nas últimas 24 horas, pelo quarto dia consecutivo.

O número de mortes em decorrência da covid-19, no entanto, voltou a subir.

Nesta terça-feira (26), a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou 488 novos casos e 80 óbitos da segunda (25) para esta terça.

Agora, Pernambuco totaliza 28.854 pessoas infectadas pelo vírus, com 2.328 mortes. No sábado (23), o Estado confirmou 1.026 novos casos e 87 mortes. Já no domingo (24), foram 973 e 56 mortes, enquanto na segunda, foram confirmadas 607 novos casos e 48 óbitos.

Entre os novos casos divulgados nesta terça-feira, 228 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), que é quando os pacientes foram internados e/ou tiveram quadros mais graves da doença; e 260 se enquadram como casos leves.

Já com relação ao total de casos, 12.839 se enquadram como graves e 16.015 como leves

Aldo da Clips diz que partiu dele articulação que garantiu maioria

O apoio consolidado ao vereador Aldo Lima, reeleito para o seu quarto mandato e conhecido como Aldo da Clipsi, segundo o vereador  falando  ao blog, foi fruto de sua articulação. Ele confirmou que o primeiro a declarar apoio foi o vereador Vicente de Vevéi (Republicanos). “Depois Daniel Siqueira (Podemos), anunciou a retirada de sua própria […]

O apoio consolidado ao vereador Aldo Lima, reeleito para o seu quarto mandato e conhecido como Aldo da Clipsi, segundo o vereador  falando  ao blog, foi fruto de sua articulação.

Ele confirmou que o primeiro a declarar apoio foi o vereador Vicente de Vevéi (Republicanos). “Depois Daniel Siqueira (Podemos), anunciou a retirada de sua própria candidatura em favor da nossa”.

Também se uniram ao grupo os vereadores Tadeu do Hospital (União Brasil), Gerson Souza (PSB), Romerinho Dantas (PSB) e Patrícia de Bacana (União Brasil).

Com esse apoio, Aldo soma sete votos, tornando-se o grande favorito para assumir a presidência da Câmara Municipal de São José do Egito.

Aldo explicou que convidou o prefeito eleito Fredson Brito e o vice-prefeito Zé Marcos para apresentar os vereadores que o apoiarão. A reunião aconteceu na Fazenda Melancia, em um local sugerido pelo ex-deputado Zé Marcos.

Segundo Aldo, o encontro foi necessário para formalizar o apoio de parlamentares e garantir a maioria na disputa.

“Foi importante apresentar todos os vereadores que estão comigo ao prefeito Fredson e ao vice Zé Marcos, para que não houvesse dúvidas sobre os apoios que já temos para a eleição da presidência da Câmara”, afirmou.

A eleição acontecerá dia 01 de janeiro, logo após a posse. Por fim, ficou alinhada gestão de Aldo da Clipsi na Câmara com a gestão do prefeito Fredson Brito na prefeitura.

FASP comemora o reconhecimento do Curso de Bacharelado em Direito

A Faculdade do Sertão do Pajeú (FASP) acaba de ter o seu Curso de Direito reconhecido pelo Pleno do Conselho Estadual de Educação (CEE/PE). O órgão regulamenta e fiscaliza o funcionamento dos cursos de educação superior vinculados às Autarquias Educacionais. O ato de reconhecimento valida o curso de Direito e formaliza a habilitação dos alunos […]

A Faculdade do Sertão do Pajeú (FASP) acaba de ter o seu Curso de Direito reconhecido pelo Pleno do Conselho Estadual de Educação (CEE/PE). O órgão regulamenta e fiscaliza o funcionamento dos cursos de educação superior vinculados às Autarquias Educacionais.

O ato de reconhecimento valida o curso de Direito e formaliza a habilitação dos alunos para o exercício profissional das carreiras jurídicas, com expedição e registro de diploma.

O reconhecimento do Curso de Direito da FASP é fruto do cumprimento de uma extensa lista de exigências, que se tornou possível em razão do empenho das suas equipes administrativa e pedagógica, e das parcerias construídas ao longo dos anos, com empresários e entidades da sociedade, destacando-se o irrestrito e permanente apoio da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, desde o processo de implantação do Bacharelado em Direito.

Iniciado em 2017, a oferta do Bacharelado em Direito na FASP atende a uma demanda histórica da região do Pajeú e áreas circunvizinhas, cuja viabilidade, hoje, decorre da reformulação da antiga Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira (FAFOPAI), reestruturação física do prédio, com inovação tecnológica, e da política de qualificação do docente, com a composição de um quadro de Professores Especialistas, Mestres e Doutores.

Hoje, o Curso de Direito da FASP conta com 9 (nove) turmas ativas, Núcleo de Prática Jurídica funcional, convênios celebrados e já em execução com o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Tribunal de Justiça, com a instalação, inclusive, da Câmara Privada de Mediação e Conciliação.

Em agosto de 2022, 54 alunos colaram Grau como Bacharéis em Direito, e, dentre os que se submeteram ao exame da OAB, 66% foram aprovados, já atuando como advogados e advogadas.

Cais do Sertão será ampliado pelo Governo do Estado

O governador Paulo Câmara autoriza, nesta quinta-feira (17), a construção do segundo módulo do Museu Cais do Sertão, no Recife. No valor de R$ 23,5 milhões, a obra será um complemento da primeira fase do projeto entregue em abril de 2014, pelo então governador Eduardo Campos. Nesta nova construção, haverá salas de aulas para cursos […]

O governador Paulo Câmara autoriza, nesta quinta-feira (17), a construção do segundo módulo do Museu Cais do Sertão, no Recife. No valor de R$ 23,5 milhões, a obra será um complemento da primeira fase do projeto entregue em abril de 2014, pelo então governador Eduardo Campos.

Nesta nova construção, haverá salas de aulas para cursos e oficinas, auditório com capacidade para 280 pessoas, sendo possível a utilização do espaço para exposições temporárias. O equipamento também terá um bar/café no térreo e um restaurante na cobertura do prédio, que será entregue dentro de 12 meses.

O Governo de Pernambuco já investiu mais de R$ 97 milhões na viabilização do primeiro prédio, através de uma parceria com o Ministério da Cultura. Desta vez, os recursos serão do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). A assinatura da ordem de serviço garante o início imediato da intervenção.