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Não há possibilidade de apoiar Bolsonaro, diz Paulinho da Força

Por André Luis

A relação entre o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, e os dirigentes do PT já estava abalada depois que ele foi vaiado na quinta-feira (4) no encontro com sindicalistas, mesmo fazendo parte da aliança em favor da chapa Lula-Alckmin. 

Na sexta-feira (15), a situação piorou com o vazamento de áudio revelado pelo site O Antagonista em que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, convida Paulinho para trocar de lado e apoiar o governo. Na resposta, o deputado confirma seu incômodo. 

À coluna do Chico Alves no UOL, o presidente do Solidariedade disse que vai se manter na oposição.

“Não há nenhuma possibilidade de o Solidariedade apoiar o Bolsonaro e o Ciro Nogueira sabe disso”, garantiu Paulinho da Força.

No áudio, Ciro Nogueira convida o deputado a apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro, dizendo que ao seu lado “vai ser só festa, alegria e bons amigos”. “Não é muito melhor tratar comigo do que tratar com porra de Gleisi, rapaz?”, diz o ministro. O deputado respondeu concordando: “Começando a pensar em aderir a esse seu blocão aí, viu, cara?”.

Paulinho destacou à coluna que é muito amigo de Ciro Nogueira e que tudo não passou de brincadeira. 

“É companheiro meu há muito tempo, independente de partido, independente de cargo que ele ocupe ou eu ocupe”, explicou o parlamentar. “Ele fez uma brincadeira comigo, eu fiz com ele, o áudio acabou vazando, e ficou até engraçado porque era uma conversa de amigos. Quando vaza fica parecendo algo além daquilo”.

Depois do desentendimento, Paulinho desmarcou uma reunião da Executiva do Solidariedade que ocorreria no dia 3 de maio com o objetivo de selar a aliança com o PT. 

“Resolvi suspender para avaliar, porque nós não queremos ser o patinho feio da aliança”, diz ele. “O Solidariedade quer fazer parte de uma aliança ampla para tirar o governo Bolsonaro com aqueles que estão descontentes e não apenas com parte da esquerda”.

“É dar uma balançada na carroça para arrumar a carga”, brinca.

Outras Notícias

Em nota, CNBB lamenta morte de dom Henrique Soares

É com pesar que a Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB) compartilha a dor da perda de dom Henrique Soares da Costa, bispo diocesano de Palmares (PE), vítima da Covid-19. A CNBB expressa sua solidariedade aos diocesanos e familiares de dom Henrique Soares, ao Regional Nordeste 2 que, em pouco tempo, perde o terceiro […]

É com pesar que a Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB) compartilha a dor da perda de dom Henrique Soares da Costa, bispo diocesano de Palmares (PE), vítima da Covid-19. A CNBB expressa sua solidariedade aos diocesanos e familiares de dom Henrique Soares, ao Regional Nordeste 2 que, em pouco tempo, perde o terceiro bispo.

Rezamos pelo descanso eterno desses bispos, particularmente hoje por dom Henrique Soares, e também pelas inúmeras vítimas desta pandemia do novo Coronavírus. Que o Deus da vida a todos console e fortaleça.

Brasília-DF, 18 de julho de 2020 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo 

Arcebispo de Belo Horizonte (MG)

Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler 

Arcebispo de Porto Alegre (RS)

Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva 

Bispo de Roraima (RR)

Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado 

Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Secretário-geral da CNBB

Janot pede ao TSE arquivamento de ação contra Dilma e Temer

O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo arquivamento de uma das ações em que o PSDB pede a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. Para o procurador, as alegações do partido não demonstram gravidade capaz de autorizar a inelegibilidade de Dilma e Temer. […]

9193430d3f87868686a6038954cf2156O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo arquivamento de uma das ações em que o PSDB pede a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. Para o procurador, as alegações do partido não demonstram gravidade capaz de autorizar a inelegibilidade de Dilma e Temer.

A ação do partido foi protocolada no TSE em outubro de 2014, antes da diplomação da presidente para exercer seu segundo mandato. O PSDB alegou que os mandatos devem ser cassados por supostas irregularidades na campanha eleitoral, como o envio de 4,8 milhões de panfletos pelos Correios sem carimbos de franqueamento, utilização de propaganda em outdoor com projeção de imagens de órgãos públicos, utilização de entrevista de ministros na campanha eleitoral, uso das instalações de uma unidade de saúde em São Paulo em um vídeo da propaganda eleitoral e suposto uso do pronunciamento de Dilma no Dia do Trabalho, em 2014, para fins eleitorais.

De acordo com o parecer de Janot, o serviço dos Correios foi devidamente pago pela campanha e não houve uso indevido da máquina pública. Para o procurador, a postagem do material de propaganda sem o devido franqueamento evitou retardo no envio e não implicou no desiquilíbrio das eleições.

Sobre os outdoors, Janot disse que a irregularidade não é grave para configurar abuso de poder econômico, por ter sido veiculada por pouco tempo. No caso do pronunciamento do Dia do Trabalho, Janot lembrou que Dilma foi multada pelo TSE por propaganda eleitoral antecipada e que o fato não comprometeu a legitimidade da eleição.

“Esta procuradoria-geral Eleitoral não se convence, a partir das alegações e provas constantes dos autos, da existência de gravidade necessária a autorizar a aplicação das sanções previstas no art. 22, XIV, da Lei Complementar 64/90 [norma que prevê a cassação], fato que seria inédito na história republicana deste país em se tratando de eleições presidenciais, razão pela qual manifesta-se pela improcedência dos fatos”, concluiu Janot.

Agentes de Abin paralela sabiam sobre minuta de golpe, indica PF

Documento é parte de outra investigação cujo alvo é Bolsonaro Ao menos dois dos investigados presos nesta quinta-feira (11) na Operação Última Milha tinham conhecimento sobre a existência de uma minuta de decreto para promover um golpe de Estado, que poderia ser assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.  A Última Milha, tocada pela Polícia Federal (PF), […]

Documento é parte de outra investigação cujo alvo é Bolsonaro

Ao menos dois dos investigados presos nesta quinta-feira (11) na Operação Última Milha tinham conhecimento sobre a existência de uma minuta de decreto para promover um golpe de Estado, que poderia ser assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A Última Milha, tocada pela Polícia Federal (PF), apura uma suposta estrutura paralela de espionagem montada na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que teria como objetivo monitorar ilegalmente adversários pessoais e políticos do clã Bolsonaro. 

A “minuta do golpe” é alvo de um outro inquérito, que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e assessores próximos. As duas investigações tramitam sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Uma das bases da investigação sobre a Abin paralela são os diálogos mantidos entre o militar Giancarlo Gomes Rodrigues e seu superior, o policial federal Marcelo Araújo Bormevet. Os dois eram os responsáveis por operar diretamente o programa First Mile, adquirido pela Abin e capaz de monitorar o posicionamento geográfico de aparelhos celulares sem ser detectado pelo sistema de telefonia. 

A PF aponta que as buscas feitas no First Mile coincidem com as conversas trocadas entre os dois, que foram obtidas pelos investigadores. Em dado momento, destaca a PF, Bormevet pergunta a Giancarlo: “O Nosso PR imbrochável já assinou a porra do decreto?”. O militar responde: “Assinou nada. Tá foda essa espera, se é que vai ter alguma coisa”.

Para os investigadores, “as referências relacionadas ao rompimento democrático declaradas pelos policiais é circunstância relevante que indica no mínimo potencial conhecimento do planejamento das ações que culminaram na construção da minuta do decreto de intervenção”. 

A observação foi feita no requerimento no qual a PF pediu a prisão preventiva dos dois investigados, bem como o compartilhamento de informações entre o inquérito da Abin paralela e o da minuta do golpe. Ambos os pedidos foram deferidos por Moraes. 

Para a PF, os crimes supostamente cometidos na Abin “se situam no nexo causal dos delitos que culminaram na tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito”. 

Esse foi um dos argumentos utilizados pela PF para pedir a prisão dos investigados. A autoridade policial alegou que a deflagração de uma nova fase da Última Milha poderia fazer com que os suspeitos buscassem destruir provas que ligassem as duas investigações. 

Além de Bormevet e Giancarlo, outras duas pessoas foram presas nesta quinta-feira, enquanto uma quinta segue foragida. De modo preliminar, a PF apontou o cometimento de crimes como pertencimento a organização criminosa, invasão de dispositivo informático alheio, interceptação clandestina de comunicações e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. As informações são da Agência Brasil.

“Paulo Câmara tem que vir pedir voto na minha casa, senão não tem voto”, diz Totonho Valadares

O ex-prefeito Totonho Valadares recebeu na sua residência cerca de 300 pessoas em ato com o deputado estadual Waldemar Borges, do ex-prefeito Edson Moura, os vereadores Daniel Valadares e Cancão, o médico José Cordeiro,  comerciantes e seguidores políticos. O deputado Gonzaga Patriota que também iria participar da reunião foi surpreendido com a notícia do falecimento […]

O ex-prefeito Totonho Valadares recebeu na sua residência cerca de 300 pessoas em ato com o deputado estadual Waldemar Borges, do ex-prefeito Edson Moura, os vereadores Daniel Valadares e Cancão, o médico José Cordeiro,  comerciantes e seguidores políticos.

O deputado Gonzaga Patriota que também iria participar da reunião foi surpreendido com a notícia do falecimento da sua irmã e teve que cancelar sua agenda e retornar para Petrolina no início da noite.

Segundo o PE Notícias, Totonho começou dizendo que se sentia honrado com a presença daquela quantidade de pessoas. E defendeu voto em  Waldemar Borges, Gonzaga Patriota e  Mendonça Filho (DEM). “No outro senador eu estou propenso a votar em Bruno Araújo (PSDB)”, disse. E soltou: “Agora para governador eu ainda vou pensar. Se o governador Paulo Câmara quiser meu voto terá que vir aqui na minha casa pedir, senão não tem voto”, disse Totonho. Detalhe: Wal é o líder do governo na Alepe.

“Doutor Arraes vinha pra minha casa e ficávamos ali na curva do vento até altas horas. Eduardo Campos dormia na minha casa, Doutor Armando Monteiro esteve aqui e conversamos por quase uma hora, Mendonça Filho esteve aqui e conversamos bastante. Agora esse governador quando me encontra em alguma solenidade faz de conta que não sabe quem eu sou. Por isso se quiser meu voto tem que vir na minha casa pra pedir meu voto. Tem que ser aqui”, detonou o ex-prefeito.

Vereador serra-talhadense levado à Delegacia

A informação acaba de ser confirmada pelo radialista Anderson Tennens, falando à cobertura da Rádio Pajeú nas eleições: o vereador Antonio Rodrigues estava próximo à sua casa, em um bar, quando estava com uma caixa cheia de santinhos de sua campanha. O promotor de Vandeci de Souza Leite e policiais o conduziram até a delegacia. […]

antonio-rodrigues-ptc-dA informação acaba de ser confirmada pelo radialista Anderson Tennens, falando à cobertura da Rádio Pajeú nas eleições: o vereador Antonio Rodrigues estava próximo à sua casa, em um bar, quando estava com uma caixa cheia de santinhos de sua campanha.

O promotor de Vandeci de Souza Leite e policiais o conduziram até a delegacia. Na Delegacia, Antonio Rodrigues afirmou que os santinhos estavam no comitê e uma pessoa os levou até ele. Ele teria tomado do eleitor e militante, segundo sua versão.

A polícia avalia se a argumentação é plausível ou não. Antonio Rodrigues é candidato a vereador pelo PTC. TEm 57 anos e é do bloco do candidato a reeleição Luciano Duque.