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MPPE investiga aumento de até 16% no preço da gasolina no Recife sem reajuste da Petrobras

Por André Luis

Inquérito Civil mira postos autuados pelo PROCON e distribuidoras suspeitas de prática abusiva

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou o Inquérito Civil nº 02052.000.152/2026 para investigar possíveis aumentos injustificados no preço da gasolina em postos de combustíveis do Recife. A portaria que abre a apuração foi publicada na edição de 13 de março de 2026 do Diário Oficial do MPPE. O procedimento é conduzido pelo 16º Promotor de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Consumidor), Maviael de Souza Silva, com fundamento na Constituição Federal, na Constituição Estadual, em leis federais e em resolução interna do órgão.

O inquérito tem como foco a cadeia de comercialização de combustíveis no Recife, abrangendo tanto postos revendedores quanto distribuidoras. O objetivo é apurar indícios de elevação injustificada de preços e eventual prática abusiva, com possível repasse indevido de aumentos ao consumidor final.

Entre os alvos da investigação estão postos de combustíveis situados no Recife, especialmente aqueles autuados pelo PROCON Recife, além de distribuidoras que atuam no mercado local: TDC Distribuidora de Combustíveis S/A, Federal Energia S/A, Meg Distribuidora de Combustíveis Ltda e Setta Combustíveis Ltda.

Segundo a portaria, notícias veiculadas na imprensa local relataram aumento expressivo e repentino no preço da gasolina em diversos postos da capital, com valores acima de R$ 7,40 por litro, chegando a R$ 7,58 em determinados estabelecimentos. O cenário motivou reclamações de consumidores e levantou suspeitas de prática abusiva na formação dos preços.

Um levantamento de preços citado no ato indica que, em período recente, o preço médio da gasolina em Pernambuco era de aproximadamente R$ 6,52 por litro. Apesar disso, alguns postos passaram a comercializar o combustível por até R$ 7,50, o que representa um aumento estimado entre 15% e 16% em curto espaço de tempo. Essa diferença é um dos pontos que o MPPE pretende esclarecer quanto à sua justificativa econômica.

Representantes do setor de combustíveis atribuíram os reajustes à instabilidade internacional e ao conflito no Oriente Médio, alegando que tensões geopolíticas e oscilações no preço do petróleo no mercado internacional estariam pressionando os custos de reposição. A portaria destaca que, diante dessa justificativa, diversos estabelecimentos promoveram aumentos significativos em pouco tempo, o que exige verificar se tais fatores realmente repercutiram na cadeia local de distribuição e revenda.

O texto também registra a atuação do PROCON Recife, que autuou 12 postos de combustíveis por aumento injustificado no preço da gasolina, após identificar reajustes abruptos nas bombas. Em paralelo, a portaria ressalta que a Petrobras informou não ter realizado reajustes recentes no preço da gasolina, tendo o último movimento sido uma redução em janeiro de 2026. Esse dado reforça, na avaliação do Ministério Público, a necessidade de apurar a origem dos aumentos observados no mercado local.

Há ainda indícios de que alguns postos possam ter reajustado os preços ao consumidor mesmo possuindo, em estoque, combustível adquirido a valores anteriores, mais baixos. Essa hipótese pode caracterizar, em tese, exigência de vantagem manifestamente excessiva e elevação de preços sem justa causa, condutas consideradas práticas abusivas no mercado de consumo.

A portaria determina o registro do procedimento no sistema informatizado de controle do MPPE, com publicação de extrato no Diário Oficial Eletrônico. Entre as diligências iniciais, o PROCON Recife deverá encaminhar cópia integral dos autos de infração lavrados contra os 12 postos autuados, além de relatórios de fiscalização relacionados aos aumentos identificados.

O MPPE também solicita ao PROCON Pernambuco que realize fiscalizações nos postos de combustíveis do Recife, com verificação da regularidade dos preços praticados, análise da compatibilidade entre preços de aquisição e revenda e apuração de eventual repasse indevido de aumentos ao consumidor.

Os postos autuados serão notificados a apresentar notas fiscais de aquisição de gasolina comum dos últimos 30 dias, planilhas de formação de preços, informações sobre o estoque existente no momento dos reajustes e justificativas para os aumentos realizados.

As distribuidoras citadas na portaria deverão enviar planilhas de preços praticados na venda de gasolina aos postos do Recife nos últimos três meses, com indicação de datas e percentuais de reajustes, além de justificativas econômicas para os aumentos aplicados.

À Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Ministério Público requisita levantamento atualizado de preços médios da gasolina em Pernambuco, informações sobre fiscalizações recentes e dados referentes à cadeia de distribuição e comercialização do combustível.

O inquérito foi instaurado em 12 de março de 2026, no Recife, pelo promotor de Justiça Maviael de Souza Silva, e busca esclarecer se houve prática abusiva na formação dos preços da gasolina e eventual necessidade de responsabilização dos envolvidos.

Outras Notícias

Protesto no Recife cobra respostas sobre as manchas de óleo no litoral

Ativistas ambientais protestam em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), na tarde deste sábado Por Alice Albuquerque/Folha de Pernambuco Ativistas ambientais do Nordeste se reuniram na tarde do sábado (26), em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife. O protesto “Mar na rua – Chega de petróleo nas […]

Foto: Maria Alice / Folha de Pernambuco

Ativistas ambientais protestam em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), na tarde deste sábado

Por Alice Albuquerque/Folha de Pernambuco

Ativistas ambientais do Nordeste se reuniram na tarde do sábado (26), em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife. O protesto “Mar na rua – Chega de petróleo nas praias” criticou a omissão institucional que as praias do litoral nordestino estão sofrendo com o derramamento de óleo. Por lá, esteve a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).

Marina criticou a demora do Governo Federal em tomar as primeiras atitudes para combater o desastre ambiental. “O Governo Federal levou mais de 40 dias para poder tomar as primeiras medidas e só fez isso diante de um grande constrangimento, quando a população começou a agir”, apontou.

Ela ainda desaprovou a atitude do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em ter afirmado que “as praias já estão aptas para receber banhistas”, após molhar os pés em local atingido por óleo.

“É de uma grande incompetência. O ministro da Saúde disse que as pessoas que estão manuseando esse material precisam ser acompanhadas por 20 anos em função dos riscos à saúde. Aí vem o ministro do Turismo afirmar isso. É muita falta de coordenação e orientação. É preciso que o governo crie um protocolo para poder lidar com a situação. Quando visitei a base que está dando suporte para esse trabalho no Cabo de Santo Agostinho, pude perceber que eles pediram ajuda das universidades e criaram um protocolo de procedimento que, inclusive, está sendo usado pelo próprio exército”.

Vários estados do Brasil também realizaram o ato. No Recife, participaram cerca de dez entidades como o Greenpeace Recife, Xô Plástico, Amazônia na Rua, Recife Sem Lixo, Salve Maracaipe, Movimento Pernambuco Sem Lixo, Amigos do Mangue, Manifesto Ambiental.

Moradores de Fátima protestam cobrando asfalto que liga Distrito à PE 337

  Os moradores do Distrito de Fátima, município de Flores, realizaram na manhã deste domingo (6) o terceiro protesto em favor da estrada da comunidade. A comunidade já havia questionado a ausência de projetos para a comunidade em 30 março de 2014 e ano passado. Os moradores cobram a execução de apenas 12 quilômetros de […]

protesto pela estrada de Fátima PE (21)
Fotos: Cauê Rodrigues, cedidas ao blog

 

Os moradores do Distrito de Fátima, município de Flores, realizaram na manhã deste domingo (6) o terceiro protesto em favor da estrada da comunidade. A comunidade já havia questionado a ausência de projetos para a comunidade em 30 março de 2014 e ano passado.

Os moradores cobram a execução de apenas 12 quilômetros de asfalto ligando o Distrito a Rodovia PE 337, já prometida e com ordem de serviço assinada pelo então governador Eduardo Campos em 2014. Ainda houve licitação e máquinas foram enviadas para a execução da obra, mas que antes de iniciar o trabalho, foram retiradas do local.

protesto pela estrada de Fátima PE (55)

protesto pela estrada de Fátima PE (16)
N ato, houve também manifestações pró Lula

A situação já havia motivado discurso do Deputado Augusto César na Alepe, destacando que o Distrito é importante para a segurança hídrica do município e região abastecendo com a Adutora Zé Dantas as cidades de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Custódia e Sítio dos Nunes. “A localidade é bastante desenvolvida na pecuária, possui pequenas indústrias e um comércio forte”, cobrou.

“Não podemos concordar com uma política pública celetista que há 20 anos vem sacrificando o distrito de Fátima. Destes anos de promessas 10 anos só no governo do PSB. Liberam ordem de serviço para distritos aqui no Pajeú cinco vezes menores que Fátima e as pseudas lideranças políticas de Flores se calam”, reclama Nelson Daniel, líder comunitário do Distrito.

Raquel Lyra transmite chefia da Polícia Civil para o delegado Renato Leite

Em ato que aconteceu nesta quinta-feira (25), a governadora Raquel Lyra transmitiu o cargo da chefia da Polícia Civil (PC) de Pernambuco ao delegado Renato Márcio Rocha Leite, com assinatura feita no Palácio do Campo das Princesas. Durante a solenidade, a gestora deu as boas-vindas ao novo chefe e a Beatriz Leite, que assume como […]

Em ato que aconteceu nesta quinta-feira (25), a governadora Raquel Lyra transmitiu o cargo da chefia da Polícia Civil (PC) de Pernambuco ao delegado Renato Márcio Rocha Leite, com assinatura feita no Palácio do Campo das Princesas.

Durante a solenidade, a gestora deu as boas-vindas ao novo chefe e a Beatriz Leite, que assume como subchefe do órgão, e agradeceu à delegada Simone Aguiar pelo trabalho enquanto ela esteve à frente da PC.

“O delegado Renato Rocha e a sua adjunta, Beatriz Leite, têm larga experiência na Polícia Civil de Pernambuco. Eles já passaram por diversas áreas da corporação: linha de frente, operacional, pela inteligência, e tenho certeza que ambos vão trabalhar muito para fazer do nosso Estado um lugar mais seguro para todos os pernambucanos e pernambucanas. Também agradeço à delegada Simone Aguiar pela dedicação que ela teve ao longo da gestão na Polícia Civil”, declarou a governadora Raquel Lyra.

“Renato e Beatriz têm uma grande experiência e vão tocar a Polícia Civil para fazer um Pernambuco mais seguro. Agradeço a Simone por todo o compromisso mais uma vez”, registrou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

O novo chefe do órgão disse que dentre as prioridades da gestão está a redução das mortes violentas intencionais (MVI). “Vamos seguir o planejamento em execução para o Carnaval, juntamente com a subchefe Beatriz, toda a diretoria e efetivo para garantir um evento seguro. E vamos dar foco também para a redução das MVI com muita veemência para atingir a meta prevista no Juntos pela Segurança”, registrou.

Estiveram presentes no ato de nomeação o secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça; a secretária-executiva de Defesa Social, Dominique Oliveira; e a delegada Simone Aguiar.

Mais um envolvido em acidente com morte é solto após Audiência de Custódia no Pajeú

Mais um envolvido em acidente com morte no trânsito no Pajeú é liberado após Audiência de Custódia. Um homem de 53 anos, cujo nome ainda não foi informado, foi liberado em Audiência de Custódia esta tarde em Serra Talhada. Ele era o condutor de um veículo Fiat que se chocou com uma moto Honda, guiada […]

Mais um envolvido em acidente com morte no trânsito no Pajeú é liberado após Audiência de Custódia.

Um homem de 53 anos, cujo nome ainda não foi informado, foi liberado em Audiência de Custódia esta tarde em Serra Talhada.

Ele era o condutor de um veículo Fiat que se chocou com uma moto Honda, guiada por Expedito Alves Diniz. O senhor de 47 anos morreu ma hora com o choque que ocorreu na PE 365, entre Serra Talhada e Santa Cruz da Baixa Verde.

Segundo notícias que circularam nas rádios de Serra, um filho de Expedito, adolescente de 14 anos, também ficou ferido, sendo levado para o Hospital Agamenon Magalhães.  Seu estado de saúde não foi informado.

Nas redes sociais,  muita revolta com a soltura do homem tido como responsável pela colisão.

O caso lembrou o episódio registrado dia 22 de agosto em Afogados da Ingazeira.  O jovem Rian Lucas da Silva Coimbra, 20 anos, atropelou e matou Geraldo Agostinho.

Ele ainda feriu um segundo homem. Um dia depois, foi solto após a Audiência de Custódia.

Rian foi indiciado por homicídio com dolo eventual – quando se assume a intenção de matar. A informação foi confirmada pelo delegado regional, Ubiratan Rocha, durante participação no Debate das Dez da Rádio Pajeú.

Governo diz ao Congresso que dívida com ‘pedaladas fiscais’ soma R$ 57 bi

Do G1 O governo federal informou nesta quarta-feira (4) à Comissão Mista de Orçamento (CMO) que deve R$ 57,013 bilhões a bancos públicos e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelas operações financeiras chamadas de “pedaladas fiscais”. Segundo o Executivo federal, esse é o valor da dívida a ser quitada até dezembro […]

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Do G1

O governo federal informou nesta quarta-feira (4) à Comissão Mista de Orçamento (CMO) que deve R$ 57,013 bilhões a bancos públicos e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelas operações financeiras chamadas de “pedaladas fiscais”. Segundo o Executivo federal, esse é o valor da dívida a ser quitada até dezembro deste ano.

Esta é a primeira vez que o governo divulga oficialmente o valor exato da dívida com as pedaladas. No mês passado, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia informado que o passivo com os bancos públicos era de R$ 50 bilhões até o final de 2014.

Entretanto, Saintive já tinha ressaltado que haveria uma “atualização” dos valores, com a incorporação dos juros incidentes nestas operações, além de novas “obrigações” neste ano.

O secretário havia dito que o valor que poderia ser abatido da meta fiscal era de R$ 50 bilhões – mesmo com o pagamento de R$ 17 bilhões das “pedaladas” do ano passado.

Na ocasião, Saintive também admitiu que o rombo nas contas do governo, em 2015, pode superar a marca de R$ 110 bilhões, caso não ocorra o leilão das hidrelétricas, marcado para dia 25 deste mês, e se forem pagas até dezembro todas as “pedaldas” do ano passado.

Atraso em repasses: As chamadas “pedaladas fiscais” consistiram no atraso dos repasses da União para bancos públicos do dinheiro de benefícios sociais e previdenciários. Essa prática fez com que instituições financeiras como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil usassem recursos próprios para honrar esses compromissos, numa espécie de “empréstimo” ao governo, o que é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Também nesta quarta, o governo informou o valor da dívida por instituição: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): R$ 22,438 bilhões. A do  Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): R$ 20,737 bilhões. No caso do  Banco do Brasil: R$ 12,329 bilhões. E da  Caixa Econômica Federal: R$ 1,509 bilhão.

De acordo com o governo, esses valores já consideram os juros devidos. Segundo a tabela encaminhada pela equipe econômica do governo, os R$ 57,013 bilhões a serem pagos em dezembro deste ano são resultado de uma dívida total de R$ 51,488 bilhões e encargos de R$ 5,525 bilhões sobre a dívida.

Além disso, o documento prevê uma necessidade de suplementação orçamentária de R$ 29,318 bilhões.

Recomendação do TCU: Em razão das “pedaladas fiscais”, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em 7 de outubro, por unanimidade, relatório do ministro Augusto Nardes recomendando rejeição.