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Mirandiba: bandidos explodem agência do Bradesco na noite desta segunda (8)

Por André Luis

Na noite desta segunda-feira (8) a agência do Bradesco, localizada na Rua João Barbosa, em Mirandiba, foi alvo de explosão criminosa, de acordo com informações do 8º BPM, o crime aconteceu por volta das 23h e contou com a participação de 12 homens.

Os bandidos chegaram fortemente armados ao local, em dois veículos: uma caminhonete branca e um carro preto, não identificado. Os suspeitos colocaram explosivos na agência e detonaram os aparatos. Logo após, fugiram. A polícia recebeu informações de que os caixas estourados não tinham dinheiro. A identidade dos homens envolvidos na ação ainda é desconhecida.

Outras Notícias

SAMU: Secretário Adjunto em Serra diz que municípios não estão prontos para serviço

Segundo o Secretário Adjunto de Saúde de Serra Talhada, Aron Lourenço, conforme informa o Caderno 1,  o problema na demora no funcionamento da Central de Regulação do SAMU não é da Capital do Xaxado. Ele responsabiliza os municípios da região que não estariam prontos para conectar-se com a Central de Regulação. Alegou Aron , é […]

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Segundo o Secretário Adjunto de Saúde de Serra Talhada, Aron Lourenço, conforme informa o Caderno 1,  o problema na demora no funcionamento da Central de Regulação do SAMU não é da Capital do Xaxado.

Ele responsabiliza os municípios da região que não estariam prontos para conectar-se com a Central de Regulação.

Alegou Aron , é necessários que todos estejam estruturados com central de rádio comunicadores a fim de fazerem contato com a Central.

“Logo que isto aconteça o trabalho vai ser iniciado. A Central de Regulação já está totalmente pronta para atuar”, garantiu.

Como o blog noticiou, dentre os pontos da reunião de promotores para tratar do quadro da saúde na região, tem um calo que incomoda prefeitos da região e na ponta, a população.

É o da demora em pôr pra funcionar na região o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU. A grita foi geral de Secretários de Saúde e prefeitos que participaram da reunião esta semana.

O MPPE decidiu que oficiará o Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, solicitando informações sobre a previsão de funcionamento da Central de Regulação, cujo prédio foi entregue há alguns dias, mas sem funcionamento de fato.

A Central de Regulação atende a 3ª Macro Região, que envolve as regionais de Arcoverde, Afogados e Serra.

CPI da Funai: Aristides Santos fica calado em reunião marcada por bate-boca

Sob a justificativa de que seu depoimento não tem qualquer relação com os objetos de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o secretário de Administração e Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, fez […]

Aristides Santos na CPI: silêncio, defesa e até ameaças de Deputados
Aristides Santos na CPI: silêncio, defesa e até ameaças de Deputados

Sob a justificativa de que seu depoimento não tem qualquer relação com os objetos de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o secretário de Administração e Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, fez uso do direito de ficar em silêncio na sessão de ontem (13).

O secretário da Contag foi convocado para dar explicações sobre declarações feitas em 1° de abril no Palácio do Planalto, quando foram assinados atos da Reforma Agrária. Na ocasião, Aristides conclamou os movimentos sociais contrários ao impeachment “a iniciar uma onda de invasões, ocupando propriedades rurais, casas de campo, fazendas e gabinetes dos parlamentares que são contra o governo”.

Disse ainda que “a bancada da bala é forte”, e que a forma de enfrentá-la seria “ocupando suas fazendas” e acrescentou: “se eles são capazes de incomodar ministros do STF [Supremo Tribunal Federal], nós podemos incomodá-los”. Por esse motivo, foi convocado a prestar esclarecimentos na CPI.

Durante a reunião de hoje, parlamentares responderam às declarações do secretário da Contag. O deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse que a situação dos invasores de terras ficará pior a partir da aprovação da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, pelo Plenário da Câmara dos Deputados, dada como certa por Heinze: “Quero ver vocês invadirem [nossas propriedades] a partir de segunda-feira (18). Vocês vão ver o que vai acontecer com vocês”.

O deputado Capitão Augusto (PR-SP) fez coro e acrescentou: “Vai no meu gabinete. Experimenta chegar lá”. Para os governistas, as declaração de Heinze e do Capitão Augusto representam ameaças claras e diretas a Aristides.

Respaldado por um habeas corpus preventivo, Aristides se negou a responder as perguntas dos deputados. “Entendo que meu testemunho aqui não tem muito o que ajudar no objeto dessa comissão, e considerando a orientação de meu advogado vou usar o meu direito de ficar em silêncio”, disse ele em sua fala inicial.

O relator da CPI, Nilson Leitão (PSDB-MT), questionou Arisitides Santos sobre seu patrimônio ao citar “um carro Honda de R$ 60 mil” e viagens feitas ao exterior. As suspeitas levantadas por Leitão foram vaiadas pela plateia diversas vezes.

A deputada Erica Kokay (PT-DF) disse que o objetivo da CPI e, em especial, da convocação de Aristides, está cada vez mais claro: “É o de calar os trabalhadores do campo; é o de constranger, humilhar e agredir movimentos sociais, trabalhadores e trabalhadoras desse país”, disse ela. “O que se tenta, aqui, é investigar o Aristides. Até o direito dele silenciar foi considerado instrumento de escudo, quando aqui mesmo há muitos parlamentares que se escondem atrás da imunidade parlamentar”, completou.

Autora do requerimento que convocou Aristides para a CPI, a deputada Tereza Cristina (PSB-MS) admitiu que o depoimento do secretário da Contag “não tem muito a ver” com o objeto da comissão. “Mas tem a ver com Reforma Agrária”, argumentou ela. “Ele [Aristides] incitou invasões, e isso não está certo. Ele disse que iria invadir a propriedade de deputados e chega agora com um habeas corpus. Por isso, a pedido do pessoal do agronegócio, fiz esse requerimento”.

Caminhão carregado com minério de ouro irregular é retido pela PRF em Salgueiro

Minério foi extraído em Verdejante sem a devida documentação legal APolícia Rodoviária Federal (PRF) reteve nesta segunda-feira (04), um caminhão carregado com minério de ouro, que estava em desacordo com as documentações obrigatórias. O flagrante foi realizado durante uma fiscalização na BR-232, no município de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco.  Ao iniciar a abordagem, foi […]

Minério foi extraído em Verdejante sem a devida documentação legal

APolícia Rodoviária Federal (PRF) reteve nesta segunda-feira (04), um caminhão carregado com minério de ouro, que estava em desacordo com as documentações obrigatórias. O flagrante foi realizado durante uma fiscalização na BR-232, no município de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. 

Ao iniciar a abordagem, foi solicitado a documentação da carga transportada, totalizando cerca de 16m³ de minério de ouro, mas o condutor alegou não possuir qualquer documento que comprovasse a origem do produto, informando apenas a empresa pela qual trabalha. Após consulta, os policiais verificaram que a empresa não possuía as licenças ambientais nem a devida autorização para extração do minério, que teria sido realizada no município de Verdejante.

Diante da situação, toda a carga foi retida e encaminhada para a Polícia Federal de Salgueiro. Os envolvidos poderão responder pelo crime de Usurpação de Bens da União.

Monteiro na Paraíba será sede do encontro com rendeiras de várias partes do Nordeste

Durante os próximos dias 06 e 07 de dezembro, a cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, vai ser a capital da renda. O município vai receber a primeira Feira de Conhecimentos, no Hotel Imperial, com o tema “Tecendo e disseminando conhecimentos na arte da Renascença”. Cerca de 60 mulheres de grupos, associações e cooperativas estão […]

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Durante os próximos dias 06 e 07 de dezembro, a cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, vai ser a capital da renda. O município vai receber a primeira Feira de Conhecimentos, no Hotel Imperial, com o tema “Tecendo e disseminando conhecimentos na arte da Renascença”. Cerca de 60 mulheres de grupos, associações e cooperativas estão sendo esperadas dos estados de Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Cerará e Piauí.

A iniciativa é promovida pela organização PROCASUR em colaboração com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase), e em parceria do Programa Semear e a Prefeitura Municipal.

A proposta da Feira é ampliar o diálogo e a integração entre grupos de rendeiras de diferentes partes do Nordeste brasileiro. Entre os objetivos do encontro está o de oportunizar às rendeiras a possibilidade de compartilhar conhecimentos e saberes, mas também de apontar os desafios, as fragilidades, as chaves de sucesso e os êxitos enquanto coletivos que estão no Semiárido.

“Esperamos que a Feira possa contribuir para o fortalecimento e empoderamento das mulheres enquanto grupos de rendeiras. Será um espaço de intercâmbio e troca de experiências com outras renderias de outras regiões, no intuito de fomentar a produção e disseminação de conhecimentos dessa arte tão rica e bela do Nordeste brasileiro”, enfatizou a coordenadora da PROCASUR, Lia Poggio.

Na programação, palestras, debates e rodas de conversas ligados ao tema Renascença. Questões como tendências, designer, comercialização, produção do conhecimento, organização e gestão, linhas de crédito e financiamento serão abordados durante o encontro.

“Nesse espaço teremos a oportunidade de evidenciar o ofício das rendeiras, que muitas vezes não são reconhecidas pelo mercado. Queremos colocar em discussão as condições de trabalho, e os caminhos de comercialização da renascença, para ampliar a rentabilidade e a valorização dos grupos de mulheres que trabalham com a renda no Cariri paraibano”, comentou a coordenadora do Procase, Dirce Ostroski.

Um dos painéis terá a participação do estilista Pantera Costa falando sobre inovação e profissionalização da renda. Outros profissionais também contribuirão para os espaços de reflexões, como Milton Nascimento, do Banco do Nordeste, Lúcia Lira, da organização Cunhã Coletivo Feminista, e Lia Poggio, da PROCASUR. Ainda terá a presença de agentes da Cáritas Diocesana de Pesqueira, do agreste pernambucano.

Noite Cultural – No sábado (06) a partir das 18:30h, acontece na Praça de Alimentação, no centro de Monteiro, um conjunto de atividades para celebrar e chamar à atenção da sociedade para a Renascença nos aspectos culturais e econômicos da região.

Na programação, exposição e comercialização de peças de renda, desfile com as próprias mulheres rendeiras e suas produções, lançamento da cartilha “Mãos Rendeiras”, e atrações culturais com o grupo Pífano Perfumado, Otávio do Acordeon e a banda marcial do Instituto Federal (IFPB).

Comissão da Verdade pede Prêmio Nobel para dom Helder

do Diário de Pernambuco A Comissão da Verdade de Pernambuco vai pleitear que o governo brasileiro interceda para que dom Helder Camara (1909-1999), ex-arcebispo de Olinda e Recife, seja homenageado com o Prêmio Nobel da Paz post mortem (após a morte), honraria concedida pela Fundação Nobel e o governo da Suécia desde o ano de […]

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do Diário de Pernambuco

A Comissão da Verdade de Pernambuco vai pleitear que o governo brasileiro interceda para que dom Helder Camara (1909-1999), ex-arcebispo de Olinda e Recife, seja homenageado com o Prêmio Nobel da Paz post mortem (após a morte), honraria concedida pela Fundação Nobel e o governo da Suécia desde o ano de 1901. O prêmio, jamais conquistado por um brasileiro, seria uma forma de corrigir uma injustiça velada pelo regime militar (1964-1985), que interveio diretamente, via Ministério das Relações Exteriores, para que o religioso não recebesse a honraria. Dom Helder foi indicado quatro vezes, entre 1970 e 1973, e era considerado o favorito pela imprensa especializada na época.

O requerimento para que dom Helder receba a premiação foi feito pelo advogado e membro da Comissão Gilberto Marques, ontem, durante uma audiência do colegiado com o ex-deputado e advogado mineiro Antônio Modesto da Silveira, na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Recife. “O Brasil precisa confessar a intromissão e as manobras e sugerir à Fundação Nobel que entregue o Prêmio Nobel post mortem. Caso haja ainda hoje um pagamento em dinheiro, que o valor se destine à Fundação dom Helder Camara, voltada para obras sociais”.

A história da intervenção de que o governo das Forças Armadas teria agido diretamente para que dom Helder não recebesse a premiação é antiga, mas até hoje não havia sido apresentado qualquer documento oficial que comprovasse a tese. O diplomata brasileiro Vasco Mariz, no livro Nos bastidores da diplomacia (2003), conta que foram realizadas reuniões, em 1969, a mando do embaixador Jorge de Carvalho e Silva, com membros do corpo diplomático de países como Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia, para que o religioso não fosse indicado. Multinacionais que atuavam no Brasil, como Volvo, Scania, Vabis, Ericsson, Facit e Nokia, foram convocadas.

Documentos foram obtidos com exclusividade pela Comissão da Verdade de Pernambuco que comprovam a intervenção. “Os documentos são correspondências e troca de informações entre Itamaraty e embaixadas. Um deles mostra correspondências enviadas a instâncias do Vaticano para que elas não dessem importância às denúncias de dom Helder”, disse Manoel Morais, membro da Comissão. O material analisado pelo colegiado foi obtido junto ao arquivo do Ministério das Relações Exteriores em agosto.

Os documentos da comissão, que estão sendo reforçados por cartas e documentos pessoais do arcebispo, reforçam a tentativa do governo em prejudicar a imagem pública do religioso, que ganhou projeção internacional por criticar as torturas e violações do regime contra os direitos humanos. “São documentos de má-fé: uma foto de dom Helder num café conversando com alguém. Estavam produzindo um perfil falso de dom Helder. Ao olhar de hoje, você não acredita que eles foram produzidos pelo estado”, reforça Manoel.