Marília admite surpresa com vaias em ato de Lula com Danilo
Por Nill Júnior
A pré-candidata ao governo Marília Arraes esteve no Debate das Dez da Rádio Pajeú e falou de vários temas.
A entrevista, que estava agendada há alguns dias, trouxe a primeira posição da candidata sobre os eventos da aliança PT-PSB que tiveram vaias a candidatos e o grito de seu nome, como ontem no Classic Hall.
Marília admitiu surpresa com a intensidade das manifestações. “Lula disse textualmente que está no palanque do PSB porque tem um acordo. O PSB entrega tempo de TV nacional, a questão de São Paulo porque é prioridade eleger Haddad. Então não vejo como achar estranho. Acho lamentável que o PSB tenha submetido o presidente Lula a esse constrangimento. A soberba e a arrogância não deixam as pessoas avaliarem como deveriam determinadas situações. Acham que dá pra manipular tudo. Que dá pra manipular vontade do povo, chegar e dizerem é por aqui e as pessoas irem baseadas no poder que tem”.
Ela negou que tenha participado de qualquer articulação. “O povo que vota em Lula vota com a gente inclusive porque a rejeição do PSB hoje é maior que a de Bolsonaro”. Perguntada se ficou surpresa pelo volume e repercussão, com os vídeos viralizados, disse que sim. “Me surpreendeu e fiquei impressionada com o apoio que a gente tem. Já tinha isso em números, pesquisas, mas na prática vendo acontecer me surpreendeu”.
Ela chegou a dizer que há desespero no PSB com seu projeto. Ainda que vai acionar juridicamente os que a acusarem usando Fake News, como no caso do videomaker de Serra Talhada condenado a indenização por vincular seu nome a rachadinhas, em ação que já foi extinta.
Arraes criticou o ciclo socialista, citando a situação das estradas e a rejeição aferida do ciclo Paulo Câmara. Em relação aos prefeitos socialistas, disse que, se eleita, vai ter uma boa relação institucional, sem considerar o momento de troca de críticas e questionamentos. E lembrou: “Em 98 Arraes começou com 156 prefeitos e terminou com doze”.
O plenário da Alepe aprovou em primeira discussão, nesta terça-feira (19), o Projeto de Lei Ordinária (PL) nº 2302/2024, da governadora Raquel Lyra, que autoriza o Governo do Estado a contrair empréstimos de até R$ 3,4 bilhões. A matéria tramita em regime de urgência e recebeu aval com alterações, mais cedo, das comissões de Justiça, […]
O plenário da Alepe aprovou em primeira discussão, nesta terça-feira (19), o Projeto de Lei Ordinária (PL) nº 2302/2024, da governadora Raquel Lyra, que autoriza o Governo do Estado a contrair empréstimos de até R$ 3,4 bilhões. A matéria tramita em regime de urgência e recebeu aval com alterações, mais cedo, das comissões de Justiça, Finanças e Administração Pública.
O texto prevê operações de crédito de até US$ 90 milhões para o Projeto de Saneamento Rural (Prosar-PE), US$ 32,8 milhões para o Projeto de Transformação Digital da Justiça e US$ 125,5 milhões para o Projeto de Melhoria da Infraestrutura Rodoviária, Hídrica e Sanitária (Promirhis-PE). As contratações previstas são, respectivamente, junto ao Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Novo Banco de Desenvolvimento (NBD).
Discussão
Relator do projeto na Comissão de Justiça, deputado Waldemar Borges (PSB), ressaltou que a matéria encaminhada pelo Poder Executivo não informava todos os investimentos que seriam feitos com o valor contratado.
“A proposta pedia R$ 3,4 bilhões, mas os investimentos previstos somavam R$ 1,2 bilhão. Fizemos uma reunião com o secretário da Fazenda, Wilson de Paula, e ele esclareceu que a verba deve ser destinada a recursos hídricos, recuperação de estradas e hospitais, mobilidade urbana”, afirmou o parlamentar.
Alterações
Waldemar Borges comunicou que as informações foram incorporadas ao projeto de lei, por meio de uma emenda aditiva. O relator apresentou parecer favorável à aprovação da medida, com o complemento. “Tenho certeza que todos os deputados concordam com a proposta, que busca investir em áreas importantes. Também quero destacar que a atual gestão encontrou Pernambuco com boa saúde financeira, o que permite a contratação de empréstimos como este”, avaliou.
Em maio deste ano, a Alepe havia aprovado a contratação de outro empréstimo de mais de R$ 3 bilhões pelo Governo. Luciano Duque (Solidariedade) considera as operações importantes para o estado. “Este é um momento histórico. Pernambuco dá um grande passo para a garantia de investimentos em infraestrutura hídrica, viária e de saúde. E a emenda é fundamental para que saibamos para onde vão os recursos. Pernambuco ganha com isso”, considerou.
Apoios
Débora Almeida (PSDB), presidente da Comissão de Finanças, também concordou com a emenda. “É importante expor para a população pernambucana os objetivos do empréstimo. São investimentos fundamentais na vida das pessoas, em água, estradas, mobilidade e outros”, observou.
Presidente do colegiado de Justiça, Antônio Moraes (PP) ressaltou que, se o governo tentasse aprovar empréstimos menores a cada ano, poderia haver dificuldades. “É importante aprovar esse montante pois o estado depende do governo federal para dar garantias de negociação, sobretudo junto a instituições financeiras internacionais, e isso demandaria um tempo muito grande”, frisou o parlamentar.
Líder da oposição, Diogo Moraes (PSB) enfatizou a necessidade de o Legislativo fiscalizar os empréstimos. “Esse volume de recursos requer fiscalização e monitoramento permanentes. Pelo projeto original do Governo, R$ 2 bilhões iriam ficar sem destinação definida”, comentou o deputado. O Projeto de Lei tramita em regime de urgência e foi aprovado por unanimidade nos três colegiados, com a emenda aditiva.
Heráclito Fortes (PSB-PI) foi cercado por manifestantes no Anexo 2. Grupo de estudantes criticava limitação de acesso às galerias do plenário. Do G1 O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) foi derrubado nesta terça-feira (30) em um dos acessos ao salão verde da Câmara durante uma manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 […]
Heráclito Fortes (PSB-PI) foi cercado por manifestantes no Anexo 2.
Grupo de estudantes criticava limitação de acesso às galerias do plenário.
Do G1
O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) foi derrubado nesta terça-feira (30) em um dos acessos ao salão verde da Câmara durante uma manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes graves. No momento do tumulto, dezenas de estudantes criticavam as limitações de acesso às galerias do plenário da Casa.
Fortes foi cercado pelos manifestantes no saguão do Anexo 2, prédio que tem ligação com o corredor que dá acesso ao plenário principal da Câmara. Policiais legislativos tentaram garantir o acesso do parlamentar do PSB. Porém, em meio à confusão, um dos estudantes o empurrou. O deputado caiu no chão e ficou estirado por alguns segundos, mas, com o auxílio de seguranças, se levantou e cruzou rapidamente a porta que dá acesso ao corredor.
Os manifestantes protestavam contra a ordem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decontrolar mediante distribuição de senhas aos partidos políticos a entrada do público às galerias do plenário. Segundo o peemedebista, as senhas serão entregues de forma proporcional ao tamanho das bancadas. Assim, os blocos partidários com mais deputados terão mais “tickets” de acesso para distribuir.
No dia 22, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou aexpedição de um salvo-conduto para garantir a 19 diretores da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) o direito de acompanhar, na Câmara, as discussões da PEC que pretende reduzir a maioridade penal.
Cunha afirmou que a decisão da ministra do STF não obriga a liberação total das galerias do plenário da Câmara e manteve o acesso restrito aos portadores de senha.
Pela proposta dos deputados, jovens entre 16 e 18 anos cumprirão eventuais penas em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos adolescentes menores de 16 anos. Para ir ao Senado, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos com o voto de, pelo menos, 308 deputados
Com cópias da decisão do STF em mãos, dirigentes da UNE que conseguiram acessar o Salão Verde tentaram pressionar a direção da Câmara com gritos e palavras de ordem, como “Ô, Cunha, presta atenção, tem liminar do STF”, e “A casa é do povo”.
Vários integrantes do protesto portavam senhas de acesso, mas os seguranças avisaram que eles serão autorizados a entrar depois que se organizarem. O objetivo é evitar tumultos como os ocorridos nas reuniões da comissão especial que elaborou e aprovou a PEC da maioridade penal.
“Temos decisão do Supremo autorizando a entrada de 60 integrantes da UNE e da UBES, mas estamos sendo barrados em todos os locais com segurança”, disse o diretor de comunicação da UNE, Mateus Weber.
Defensores da PEC que reduz a maioridade penal também receberam senhas entregues por parlamentares. Os grupos a favor e contra a redução chegaram a bater-boca ao longo da tarde, porém, não houve confronto.
Duas mulheres que usavam camisas com mensagens em defesa da PEC foram cercadas por estudantes quando caminhavam em direção às galerias do plenário.
“Burguesas! Seu filho vai para a cadeia”, gritaram os estudantes que participavam do protesto. Em tom irônico, as duas mulheres mandaram beijos aos manifestantes e bateram palmas.
Pressão
No último fim de semana, centenas de manifestantes acamparam na Esplanada dos Ministérios para pressionar os deputados federais a rejeitarem a redução da maioridade penal. Os estudantes permaneceram nos gramados do trecho que concentra os ministérios até esta terça-feira.
Além do acampamento de frente para o Congresso Nacional, outro grupo de manifestantes se concentrou na manhã desta terça em frente ao Museu Nacional com um trio elétrico. Eles marcharam em direção ao Congresso. As seis faixas da Esplanada chegaram a ser fechadas por cerca de 20 minutos.
Em meio ao protesto, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, declarou apoio aos estudantescontrários à redução da maioridade penal. Ao G1, Ferreira disse ser “absolutamente” contra a PEC que deverá ser votada nesta terça pela Câmara dos Deputados.
Iniciativa vai beneficiar várias cidades do Sertão. Governador também inspecionou obras de saúde e empossou a nova diretoria do Sisar Alto Pajeú Em seu segundo dia de visitas a municípios do Sertão, nesta sexta-feira (06.08), o governador Paulo Câmara esteve em Afogados da Ingazeira, no Pajeú, onde anunciou o investimento de R$ 1,6 milhão em […]
Iniciativa vai beneficiar várias cidades do Sertão. Governador também inspecionou obras de saúde e empossou a nova diretoria do Sisar Alto Pajeú
Em seu segundo dia de visitas a municípios do Sertão, nesta sexta-feira (06.08), o governador Paulo Câmara esteve em Afogados da Ingazeira, no Pajeú, onde anunciou o investimento de R$ 1,6 milhão em obras de abastecimento de água e atividades de fomento à produção rural em cinco comunidades das cidades de Afogados da Ingazeira, Tabira, Iguaraci e São José do Egito, beneficiando mais de quatro mil pessoas.
“Nosso foco é melhorar a distribuição de água e focar para que o abastecimento aconteça de forma regular e com previsibilidade. Isso faz parte da nossa determinação de melhorar a vida dos pernambucanos neste plano de retomada do Governo de Pernambuco”, afirmou Paulo Câmara.
Na visita, o governador também empossou o presidente do Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) Alto Pajeú, Antônio dos Anjos, e os integrantes dos conselhos fiscal e de administração, além dos diretores da entidade para o biênio 2021 e 2022, eleitos em assembleia realizada em julho deste ano.
O Sisar Alto Pajeú abrange 73 mil pessoas, residentes em 509 comunidades rurais nos municípios de Afogados da Ingazeira, Iguaraci, Solidão, Ingazeira, Tabira, Flores, Quixaba, Carnaíba, São José do Egito, Tuparetama, Brejinho, Itapetim e Santa Terezinha.
“No ambiente urbano há uma maior concentração de pessoas, e isso é muito importante. Mas não podemos deixar de ter um olhar especial para quem vive no meio rural. O Sisar é o cuidado do sistema com a população, com apoio do governo, com capacitação e com obras. É uma satisfação participar de um projeto como esse, que mantém a dignidade e diminui a desigualdade”, pontuou a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista.
SAÚDE – Paulo Câmara também visitou as obras de ampliação do Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, que vai receber 30 novos leitos de clínica médica, uma nova UTI geral com 10 leitos, além de novas áreas para os setores de farmácia e almoxarifado. O investimento nas obras é de R$ 2,7 milhões.
A primeira etapa das obras, com previsão de conclusão em outubro, vai duplicar a capacidade instalada de clínica médica, passando de 15 para 45 vagas de enfermaria. Com isso, o hospital, que tem atualmente capacidade para 94 vagas de internação, vai passar a contar com mais de 100 leitos, divididos nas especialidades de cirurgia geral, clínica médica, obstetrícia e pediatria, além de 28 leitos dedicados aos pacientes com a Covid-19, sendo 20 de UTI e oito de enfermaria.
As obras da segunda etapa têm previsão de início ainda para este ano e devem ser entregues no primeiro semestre de 2022, com melhorias na estrutura física, construção de uma nova UTI geral com 10 leitos e readequação dos setores de almoxarifado e farmácia.
“O governador Paulo Câmara determinou que tivéssemos um olhar especial para a assistência à saúde no interior. Assim, estamos investindo fortemente, desde o início da gestão, na descentralização da oferta médica especializada e nas melhorias estruturais dos serviços de saúde”, ressaltou o secretário estadual de Saúde, André Longo.
Essa não é uma fake news. O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) respondeu a uma consulta da Câmara Municipal de Carnaíba, presidida por Alex Mendes (PSB), e autorizou a possibilidade de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores terem direito ao recebimento de férias e décimo-terceiro salário. A dúvida apresentada ao órgão questionava se o […]
Essa não é uma fake news. O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) respondeu a uma consulta da Câmara Municipal de Carnaíba, presidida por Alex Mendes (PSB), e autorizou a possibilidade de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores terem direito ao recebimento de férias e décimo-terceiro salário.
A dúvida apresentada ao órgão questionava se o chefe do Poder Executivo Municipal poderia propor ao Legislativo, por meio de projeto de lei, a concessão desses benefícios ao prefeito e ao vice-prefeito. Em resposta, o TCE considerou viável a medida, desde que haja previsão legal específica no município.
De acordo com o relator do processo, o entendimento segue o que já foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 650.898, que trata do tema dentro da repercussão geral. Na ocasião, ficou estabelecido que o pagamento dessas verbas não é incompatível com o artigo 39 da Constituição Federal, desde que exista uma norma regulamentando a concessão.
A decisão do TCE foi unânime e reforça que, apesar da autorização, cada município precisa aprovar uma lei própria para garantir o pagamento de férias e do 13º salário aos agentes políticos.
Aí depois os legisladores reclamam do projeto que quer equipará-los a conselheiros sem salário. Os vereadores precisam se ajudar na busca pela melhoria da imagem. Assim, fica difícil.
Antes rachado em três, Brasil tem polo contrário ao presidente com 43% e favorável, fixo em 33%. A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cresceu ao longo do mês passado, cristalizando uma polarização assimétrica na população em meio à crise sanitária, econômica e política pela qual passa o Brasil. Segundo pesquisa do Datafolha feita […]
Antes rachado em três, Brasil tem polo contrário ao presidente com 43% e favorável, fixo em 33%.
A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cresceu ao longo do mês passado, cristalizando uma polarização assimétrica na população em meio à crise sanitária, econômica e política pela qual passa o Brasil.
Segundo pesquisa do Datafolha feita na segunda (25) e na terça (26), já sob o impacto da divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, 43% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo. Recorde na gestão, esse número era de 38% no levantamento anterior, de 27 de abril.
Foram ouvidos 2.069 adultos, com margem de erro de dois pontos percentuais. A aprovação de Bolsonaro segue estável, os mesmos 33% nas duas aferições. Já aqueles que acham o governo regular, potenciais eleitores-pêndulo numa disputa polarizada, caíram de 26% para 22%.
Olhando a breve série histórica de Bolsonaro no poder, o Brasil deixou de estar partido em três partes iguais, como o Datafolha indicou ao longo de 2019, para caminhar a uma divisão em que o polo que rejeita o presidente é mais denso.
Tal radicalismo é bastante visível entre os mais ricos, aqueles que ganham mais de 10 salários mínimos. Se antes eles eram um esteio da aprovação do presidente, agora estão entre os que mais o rejeitam, com 49% de ruim ou péssimo.
No mesmo segmento, contudo, é alta sua aprovação: 42%. A fatia daqueles no meio do caminho, que acham Bolsonaro regular, míngua para 8%. Leia a íntegra da matéria na Folha de São Paulo.
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