Maria Arraes participou da Feira Literária do Sertão, em Arcoverde
Por Nill Júnior
Em giro neste fim de semana pelo interior do Estado, a deputada federal Maria Arraes (SD-PE) esteve na Feira Literária do Sertão (FELIS), em Arcoverde, onde percorreu estandes e conversou com escritores e artistas locais, como o Mestre Assis Calixto, artesão, um dos fundadores do Coco Raízes de Arcoverde e Patrimônio Vivo de Pernambuco.
A deputada destacou a resistência do Coletivo Cultural de Arcoverde (COCAR) em manter o evento, já na sua quinta edição, mesmo diante da total falta de apoio do governo do Estado.
“A cultura, assim como muitas outras áreas, está abandonada em Pernambuco. Mas Arcoverde sempre foi e será território de tenacidade. Aqui, a palavra, a poesia, a arte e a literatura são poderosas armas de combate contra a negligência e a ignorância”, afirmou.
Recebida pelos representantes do COCAR Kleber Araújo e Draiton Moraes, a deputada ainda participou de uma roda improvisada de coco, com direito a declamação de versos do poeta Diosmam Avelino, a batida do Mestre Assis e canto de Kelly Rosa.
A FELIS ocorreu até este sábado, na Praça Winston Siqueira, área central da cidade. Com o tema Literatura no Sertão, a programação contemplou lançamento de livros, rodas de conversa, performances artísticas, cultura tradicional, teatro e música, fomentando o diálogo entre os diversos atores culturais da região.
Da coluna Painel – Folha de São Paulo Não são só os aliados públicos de Eduardo Cunha que trabalham para adiar a votação de sua cassação para depois do dia 12 de setembro. O Planalto também quer jogar a sessão para depois das eleições. Segundo ainda a colunista, as estocadas do centrão em Rodrigo Maia podem […]
Não são só os aliados públicos de Eduardo Cunha que trabalham para adiar a votação de sua cassação para depois do dia 12 de setembro. O Planalto também quer jogar a sessão para depois das eleições.
Segundo ainda a colunista, as estocadas do centrão em Rodrigo Maia podem ter um efeito negativo para o governo. O presidente da Câmara não pretende deixar seu mandato tampão passar em branco.
Se parte da base complicar sua vida, como vira e mexe ameaça o centrão, Maia pode se reaproximar da esquerda que o ajudou a se eleger — o que poderia distanciar a agenda da Câmara da do Planalto.
O Planalto passou os primeiros 90 dias de Temer louvando a figura de Henrique Meirelles (Fazenda). Com o impeachment praticamente vencido, o tom mudou: “Ele é importante, mas o presidente é importantíssimo”, compara um palaciano.
Por Djnaldo Galindo* Embora, segundo dados do último censo, Arcoverde já pudesse ampliar o atual número de vereadores de dez para quinze, ao que tudo indica, ao menos pra próxima legislatura ainda persistirá com 10 parlamentares. O presidente Weverton Siqueira, o Siqueirinha promoveu uma enquete em seu Instagram e a esmagadora maioria dos opinantes (68%) […]
Embora, segundo dados do último censo, Arcoverde já pudesse ampliar o atual número de vereadores de dez para quinze, ao que tudo indica, ao menos pra próxima legislatura ainda persistirá com 10 parlamentares.
O presidente Weverton Siqueira, o Siqueirinha promoveu uma enquete em seu Instagram e a esmagadora maioria dos opinantes (68%) se posicionaram contra o aumento nas cadeiras.
Eu pessoalmente seria favorável, em razão do aumento da representatividade, e gostaria de esclarecer que caso o número de vereadores fosse ampliado, nenhum aumento de despesas seria verificado. Agora, Siqueirinha está certíssimo em procurar ouvir o contribuinte.
A manutenção, se confirmada será uma péssima notícia às aspirações de alguns novatos. Mas, pior ainda a alguns atuais mandatário e que encontram-se com sérios dificuldades de reeleição.
Mas, registre-se, o grande beneficiado será o próximo gestor ou gestora municipal, pela simples razão prática que será muito mais fácil formar e manter uma maioria entre dez do que entre quinze.
Respeitando os princípios da anualidade, restam poucos dias para a Casa James Pacheco decidir ou deixar para 2028.
*Djnaldo Galindo é formato em História pela AESA e graduando em Ciências Políticas pela Uninter.
G1 Após a divulgação do novo decreto sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) pelo governo, o Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP) voltou a pedir a suspensão da decisão nesta terça-feira (29). Além disso, o órgão reforça que não haja qualquer tipo de liberação da área para mineração. O documento […]
Após a divulgação do novo decreto sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) pelo governo, o Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP) voltou a pedir a suspensão da decisão nesta terça-feira (29). Além disso, o órgão reforça que não haja qualquer tipo de liberação da área para mineração.
O documento desta terça, de acordo com o MPF/AP, é um complemento da ação divulgada nesta segunda-feira (28) contra o novo decreto. A Justiça Federal recebeu mais argumentos do Ministério Público contra a extinção da reserva. De acordo com o texto, a reserva está sob risco ambiental — o órgão chama a atenção para 58 pedidos de exploração minerária.
O MPF/AP diz que o ato é inconstitucional e que o novo decreto não apresenta uma real modificação em relação ao primeiro. Chama a atenção, também, para o fato de a criação do Comitê de Acompanhamento de Áreas Ambientais não mencionar os indígenas e as comunidades agroextrativistas e ribeirinhos que vivem na região.
O novo decreto foi editado pelo presidente Michel Temer após uma série de críticas e de ações na Justiça sobre o futuro da antiga reserva na Amazônia. Ele revogou a primeira norma, porém manteve a decisão de extinguir a Renca e liberar a exploração mineral em parte da área.
A decisão é contestada desde a semana passada por organizações não-governamentais, ambientalistas e celebridades. Segundo o governo, a extinção da reserva não torna irrestrita a exploração mineral na área.
Criada em 1984 e localizada entre os estados do Amapá e do Pará, a Renca tem mais de 4 milhões de hectares, aproximadamente o tamanho da Dinamarca. A área tem potencial para exploração de ouro e outros minerais, entre os quais ferro, manganês e tântalo.
Por André Luis “Eu não tenho condições de estar todos os dias em Ingazeira. Tenho hoje que sobreviver e não vivo de política. Ele sim tem a obrigação de estar em Ingazeira ele é vereador e ganha muito pra isso”. Essa foi a resposta do ex-candidato a prefeito de Ingazeira, Mário Viana Filho, às críticas […]
“Eu não tenho condições de estar todos os dias em Ingazeira. Tenho hoje que sobreviver e não vivo de política. Ele sim tem a obrigação de estar em Ingazeira ele é vereador e ganha muito pra isso”. Essa foi a resposta do ex-candidato a prefeito de Ingazeira, Mário Viana Filho, às críticas do vereador Geno durante entrevista ao comunicador Anchieta Santos. Geno acompanhava o prefeito Lino Morais durante a última entrevista do ano de 2019, na Rádio Cidade FM, em Tabira e alfinetou o rival político: “Mário só mora em Ingazeira durante os três meses de campanha. E na cidade vale a máxima de que para ser prefeito, precisa antes ter um mandato de vereador, o que ele nunca foi”.
A resposta de Mário aconteceu durante entrevista ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM na última sexta-feira (03.01). Ele aproveitou para deixar claro que ainda não decidiu se vai lançar a sua pré-candidatura a Prefeitura de Ingazeira.
Viana disse que achou interessante a colocação do vereador e aproveitou para criticá-lo dizendo que Geno foi o responsável por apresentar na Câmara de Vereadores o projeto que foi aprovado concedendo 13º salário e férias ao prefeito, vice-prefeito e secretários e disse que a crítica do vereador foi uma espécie de represália pelo grupo ter criticado a apresentação do projeto. “Eu acho um absurdo esse projeto. Aí é um contra ponto. Penso que ele se aperreou, porque fizemos essa crítica. Eu não acho certo”, disse.
Dando continuidade a sua resposta, Mário defendeu que tem casa e terrenos no município. “Vou aos finais de semana, quando posso. Não posso estar lá direto, mas uma coisa faço, que é dar assistência as pessoas que nos procuram, é conseguir essas coisas que temos conseguido nos últimos anos junto ao nosso grupo.
Sobre a crítica feita por Geno de que “na cidade vale a máxima de que para ser prefeito, precisa antes ter um mandato de vereador”, Mário disse que nunca teve um mandato porque nunca quis participar do processo. “Nunca disse que seria candidato a prefeito, sempre fui colocado pelo povo dentro do processo, mas tenho orgulho da minha história, porque mesmo sem ter sido vereador, sem ter sido prefeito, tenho várias obras, várias ações importantes com pessoas que me ajudaram a mudar a história de Ingazeira”.
O ex-candidato a Prefeitura ingazeirense ainda aproveitou para provocar os adversários: “eu pergunto, o Geno, o que fez? Vereador de vários mandatos nunca conseguiu nada para Ingazeira. Ele saiu no ataque pensando que iria me atingir, mas se você comparar a minha história com a dele, ou a do próprio Lino [Morais] e do Luciano [Torres] eles não fizeram um terço do que já fiz e do que eu já consegui para Ingazeira, quando não tinham mandato, como não tenho”, afirmou.
Ainda segundo Mário, o ex-prefeito de Ingazeira, Luciano Torres também não tem moradia no município. “Luciano até hoje não tem uma casa em Ingazeira, não mora no município. Tenho que entender ele, pois precisa trabalhar. Eu, se não trabalhar quem é que vai me sustentar, tenho que correr atrás do meu”, pontuou Mário.
O início de abril tem sido de satisfação para as famílias rurais do município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú (PE). Além das chuvas que estão chegando à região, uma tecnologia tem contribuído para o armazenamento maior das águas: são os Tanques de Pedra, também chamados de caldeirões, construídos pela ONG Diaconia a partir […]
O início de abril tem sido de satisfação para as famílias rurais do município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú (PE). Além das chuvas que estão chegando à região, uma tecnologia tem contribuído para o armazenamento maior das águas: são os Tanques de Pedra, também chamados de caldeirões, construídos pela ONG Diaconia a partir do projeto Pernambuco Mais Produtivo.
A tecnologia aproveita as áreas de serra ou onde existem lajedos. São fendas largas, barrocas ou buracos naturais, normalmente de granito, que funcionam como área de captação da água de chuva. O volume de água armazenado vai depender do tamanho e da profundidade do tanque. Para aumentar a capacidade, são erguidas paredes na parte mais baixa ou ao redor do caldeirão natural, que servem como barreira para acumular mais água.
Diferente das cisternas, que atendem a cada família, o tanque de pedra é uma tecnologia de uso comunitário. A água armazenada é utilizada para o consumo dos animais, plantações e os afazeres domésticos de quem mora em seu entorno.
O agricultor Raimundo Alves de Barros Filho, conhecido como Buda, é um dos mais satisfeitos. Morador da comunidade Fazenda São Miguel, em Serra Talhada, ele teve o primeiro tanque de pedra construído num período de cinco dias.
“A comunidade acabou de ganhar a tecnologia, e ela vem beneficiar a questão da água, pois estamos sofrendo muito aqui, com poço secando, o açude seco há mais de seis anos. Acho que o tanque de pedra é um dos benefícios melhores que a gente pode receber, até porque não vai ter impacto nenhum no meio ambiente, pois aproveitamos o lajeiro, que é uma coisa que já tem na natureza, e aí está se formando um tanque em cima, que não vai desmatar. Vai favorecer a várias pessoas na região, e devemos abraçar com muito carinho”, afirma seu Raimundo.
Segundo o coordenador do projeto, Salomão Jalfim, até o momento foram encontrados locais para 12 tanques no município de Serra Talhada, uma busca que é mais lenta pela distância das comunidades e pela disponibilidade de solo para instalação do reservatório. “Este tanque está totalmente cheio, já chegou a sangrar. Estimamos que armazene aproximadamente 400 mil litros de água, e por sinal é um dos menores construídos por nós”, afirma o coordenador.
Dentre as orientações que as famílias já estão atentas, está o uso consciente da água, mesmo com a maior capacidade de armazenamento: “Essa água vai ser utilizada para o banho, lavar roupa, dar de beber aos animais, e para a pequena irrigação, por isso tem que ter muito cuidado pra economizar. Temos muitos animais soltos na região, e dependem dessas águas, pois não tem poços”, conclui o agricultor.
O programa Pernambuco Mais Produtivo é desenvolvido através da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA) do Governo do Estado de Pernambuco, com apoio da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e realização das organizações: Diaconia, Dioceses de Caruaru e Pesqueira e Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor).
Você precisa fazer login para comentar.