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Manifestações contra o governo acontecem em diversas cidades brasileiras

Por Nill Júnior

protesto-planaltoManifestações, panelaços e buzinaços contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil aconteceram, nesta quarta-feira (16), em ao menos 16 Estados e no Distrito Federal.

Na maioria dos casos, as pessoas foram para as ruas depois do expediente de trabalho para manifestar indignação contra a decisão da presidente Dilma Rousseff (PT), sem que houvesse uma convocação prévia em dias anteriores via redes sociais (o que ocorreu nos protestos do último domingo, 13).

Os protestos começaram no início da noite e acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Goiás, Paraná, Pará, Bahia, Amazonas, Alagoas, Paraíba, Ceará e Mato Grosso do Sul.

Em Brasília, houve confronto entre manifestantes e policiais, que impediam a subida à cobertura do edifício. Uma bomba foi escutada nas proximidades e há registros de feridos.

O Corpo de Bombeiros do DF informou que 15 pessoas foram atendidas até o momento na manifestação em frente ao Congresso Nacional. Não houve registro de ocorrência com ferimento grave. Entre as ocorrências estava a de um rapaz com a mão cortada e inconsciente.

De acordo com o major Lourival Corrêa, do Corpo de Bombeiros, o caso não era grave. Um policial também foi socorrido com ferimento na perna. Ele foi encaminhado ao Hospital Santa Helena, na Asa Norte.

um pequeno grupo de petistas entrou em confronto com centenas de manifestantes que protestavam contra a nomeação em frente ao Palácio do Planalto. Houve correria e a polícia agiu com truculência entre os manifestantes, com uso de cassetetes e spray de pimenta. A Praça dos Três Poderes, uma da principais vias de acesso à região central de Brasília, foi tomada por manifestantes e o trânsito no local foi parcialmente bloqueado. O grupo gritava palavras de ordem e pedia a saída de Lula e do PT.

Manifestantes chegaram a gritar que iriam invadir o Planalto, o que não ocorreu. Um cordão de isolamento da polícia foi formado em frente de toda a extensão do Palácio. O grupo que está fazendo a manifestação é formado, em sua maioria, por funcionários que, na saída do trabalho, resolveram protestar.

Outras Notícias

Dilma foca em Norte e Nordeste para tentar barrar impeachment

FOLHAPRESS Na véspera da votação do impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff decidiu focar a ofensiva do governo federal para barrar o seu afastamento em deputados federais do Norte do Nordeste. Com a ajuda de governadores das duas regiões, a petista passou o sábado (16) telefonando para parlamentares na tentativa de […]

Na véspera da votação do impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff decidiu focar a ofensiva do governo federal para barrar o seu afastamento em deputados federais do Norte do Nordeste. Com a ajuda de governadores das duas regiões, a petista passou o sábado (16) telefonando para parlamentares na tentativa de recuperar apoios perdidos ou aumentar ausências e abstenções na votação em plenário.

A estratégia conta com as participações de governadores do Ceará, Piauí, Amapá, Maranhão, Amazonas e Acre, todos de partidos contrários ao afastamento da petista. O objetivo de conseguir maior vantagem no Norte é tentar evitar um efeito manada a favor do impeachment na votação em plenário, já que os deputados federais da região estão entre os primeiros que se pronunciarão no domingo (17).

No Nordeste, a avaliação é que os parlamentares indecisos seriam mais facilmente convencidos, uma vez que eles sofreriam menos pressão do eleitorado em uma região que garantiu boa votação para a petista na última eleição presidencial.

A presidente passou a manhã e o início da tarde de sábado (16) disparando telefonemas no Palácio do Alvorada. Além de ministros do núcleo político, ajudaram ela os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT), Piauí, Wellington Dias (PT), Acre, Tião Viana (PT), e Amazonas, José Melo (Pros).

Desde sexta-feira (15), o Palácio do Planalto deflagrou uma última ofensiva para tentar barrar o processo de impeachment e, assim, conseguiu reverter alguns votos a seu favor. A gestão petista reconhece que a situação é crítica, mas um assessor presidencial diz que “o jogo ainda não está jogado” e a presidente “não jogou a toalha”.

Se conseguir barrar o impedimento no domingo (17), o governo avalia que será por uma margem bastante apertada, de no máximo 180 votos, ausências ou abstenções. Mesmo com a ofensiva na reta final, o Palácio do Planalto reconhece dificuldades e já começou a buscar apoio para evitar o afastamento definitivo da petista no Senado Federal.

Para que ele seja autorizado a abrir o processo contra a presidente, determinado seu afastamento temporário do cargo por até 180 dias, será necessário o apoio de metade mais um dos senadores presentes em plenário. O Palácio do Planalto não tem esperanças de conseguir uma vitória nessa etapa e já admite a possibilidade da petista ficar afastada no período. Na fase seguinte, no entanto, o governo federal ainda tem expectativa de vitória.

Para perda de mandato da petista, a etapa final do processo de impeachment, são necessários os votos de 54 dos 81 senadores. A equipe da presidente calcula contar de partida com o apoio de 18 senadores. Para conseguir impedir o afastamento, portanto, necessitaria de pelo menos mais 10.

Nesse esforço, a presidente pediu aos ministros Kátia Abreu e Eduardo Braga, ambos do PMDB, que se licenciem do cargo e retomem seu mandatos como senadores. Além disso, o governo federal iniciou ofensiva sobre parlamentares do PP e do PR, que garantiriam pelo menos mais três votos.

O restante teria de ser conquistado entre senadores peemedebistas, dos quais sete ainda não declararam posição oficial. O sucesso da empreitada, contudo, dependerá do placar no próximo domingo (17).

Nas palavras de um assessor presidencial, caso a presidente sofra uma derrota superior a 20 votos no plenário da Câmara dos Deputados ao limite necessário para a aprovação do impeachment, “dificilmente terá margem de negociação para a etapa seguinte do processo”.

 

Serra Talhada recebe Seminário da PEC-19

por Bruna Verlene Na manhã desta terça (08) aconteceu na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, o Seminário que discutiu a implantação da Zona Franca do Semiárido Nordestino. Coordenado pelo deputado federal Gonzaga Patriota, a PEC 19, que foi criada no ano de 2011, tem  por objetivo demarcar uma área de 100 quilômetros, beneficiando cidades […]

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Foto: Bruna Verlene

por Bruna Verlene

Na manhã desta terça (08) aconteceu na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, o Seminário que discutiu a implantação da Zona Franca do Semiárido Nordestino. Coordenado pelo deputado federal Gonzaga Patriota, a PEC 19, que foi criada no ano de 2011, tem  por objetivo demarcar uma área de 100 quilômetros, beneficiando cidades da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

O presidente da Câmara de Vereadores, José Raimundo, ao fazer uso da palavra destacou a importância da Zona Franca para região do Pajeú, “Eu creio que todo e qualquer resultado depende do empenho de todos nós. Então Gonzaga, se a semente foi plantada lá atrás, em meados de 2005 e 2006, nós temos a oportunidade neste dia de hoje de adubar essa ideia, juntando nossos esforços para que essa PEC possa ser transformada em lei, e que todos nós sertanejos venhamos a ser beneficiados por esse instrumento, para o desenvolvimento da nossa região”.

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Foto: Bruna Verlene

“Esse é um investimento que resgata o desenvolvimento da região do semiárido. Nós sabemos que o desenvolvimento chega a Zona Litorânea, chega ao sudeste, ao centro-oeste, mas na região do Semiárido Nordestino nós precisamos de maiores de investimentos. Para isso o Governo Federal e o Congresso Nacional aportem políticas publicas que possam corrigir as distorções históricas. É uma divida que o Governo Brasileiro tem com o povo dessa região”, declarou o prefeito de Serra Talhada Luciano Duque.

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Foto: Bruna Verlene

O  deputado federal Gonzaga Patriota agradeceu a presença de todos aqueles que estiveram presentes e deu detalhes do projeto.  “Vai ser instalado – eu tenho certeza – no Nordeste Brasileiro, a Zona Franca, como foi instalada em Manaus. Lá a Zona Franca já está muito desenvolvida naquela região. Está Zona Franca do Semiárido Brasileiro, não vai ser criada como há 50 anos. Ela vai ser criada com um Brasil moderno, cuja a área atinge mais de 20 milhões de pessoas”, afirmou Gonzaga.

Após os pronunciamentos, dois técnicos do Congresso Nacional explicaram como será a criação da Zona Franca. Através de slides foram apresentados para a população e autoridades dados econômicos de como a região do Semiárido necessita de desenvolvimento e da efetivação desta zona franca.

Estiveram presentes no seminário, autoridades, empresários, vereadores, servidores municipais e a população em geral.

Comissão do Senado vai investigar espionagem ilegal da Abin no celular de brasileiros

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (16) requerimento (REQ 2/2023-CRE) de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pedindo informações do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alessandro Moretti, sobre um programa secreto da Abin de monitoramento ilegal da localização de pessoas através do […]

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (16) requerimento (REQ 2/2023-CRE) de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pedindo informações do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alessandro Moretti, sobre um programa secreto da Abin de monitoramento ilegal da localização de pessoas através do celular.

A iniciativa tem como base uma reportagem do jornal O Globo, dando conta que entre 2019 e 2021 o programa “FirstMile”, comprado junto à empresa israelense Cognyte, permitia à Abin operar um sistema secreto de monitoramento de até dez mil cidadãos em todo o território nacional, segundo documentos obtidos pelo jornal e relatos de servidores da própria agência de inteligência.

Randolfe lembrou que a Abin não tem autorização legal para acessar dados privados e que o “FirstMile” permite rastrear o paradeiro de uma pessoa a partir de dados transferidos do celular para torres de telecomunicações. Com base no fluxo de informações, torna possível acessar o histórico de deslocamentos e até criar “alertas em tempo real” de movimentações de uma pessoa em diferentes endereços. Randolfe acrescenta que a compra junto à Cognyte foi feita sem licitação, e que o programa funcionou durante os três primeiros anos do governo Jair Bolsonaro.

“Na prática, qualquer celular no Brasil poderia ser monitorado sem justificativa oficial. (…) Além de violar direitos fundamentais do cidadão como o direito à vida privada, à intimidade e à liberdade de locomoção, põe em risco a vida da pessoa, quando a geolocalização é feita de forma tão indiscriminada”, denuncia o senador.

O presidente da CRE, Renan Calheiros (MDB-AL), deixou claro que a comissão atuará nos próximos meses na redefinição do sistema de inteligência brasileiro. Para ele, um dos problemas da Abin seria culturalmente ainda guardar resquícios de visões de mundo que remetem à ditadura militar. Lamenta que parte da atividade se dê de forma “semiclandestina”, e que também é preciso averiguar as falhas da Abin no descontrole que gerou os invasões às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro.

Esperidião Amin (PP-SC) protocolou um pedido para que a CRE tenha acesso aos dados do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em resposta à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CMCAI), relativos aos dias entre 2 e 8 de janeiro.

O senador Cid Gomes (PDT-CE) foi eleito vice-presidente da comissão. As informações são da Agência Senado.

Sebastião Oliveira projeta fortalecimento do Avante nas urnas em Pernambuco e no Brasil

De passagem pelo município de Goiana, neste sábado (10), onde foi recepcionado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Batista, e por diversas lideranças políticas e amigos, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, cravou que o partido sairá fortalecido das eleições de outubro, tanto em Pernambuco quanto no cenário nacional. De acordo com Sebastião, […]

De passagem pelo município de Goiana, neste sábado (10), onde foi recepcionado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Batista, e por diversas lideranças políticas e amigos, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, cravou que o partido sairá fortalecido das eleições de outubro, tanto em Pernambuco quanto no cenário nacional.

De acordo com Sebastião, que estava ao do lado deputado federal Waldemar Oliveira e do vereador do Recife, Alcides Teixeira Neto, a legenda mantém uma trajetória de crescimento, citando as eleições de 2022, quando esteve entre os 13 partidos que alcançaram a cláusula de barreira e consolidou sua relevância no Congresso Nacional.

Sebastião Oliveira destacou que, neste momento, a prioridade do Avante Pernambuco é a consolidação de chapas competitivas, para ampliar a representação do partido na Câmara dos Deputados e ocupar espaço na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele citou Eduardo Batista como uma peça importante do Avante, que poderá ter seu nome lançado para disputar vaga numa da Casas. Durante o encontro, ainda foram debatidas pautas ligadas ao desenvolvimento de Goiana.

“O trabalho desenvolvido ao longo de 2025 foi extremamente positivo, com o cumprimento de todo o planejamento estratégico. Agora, entramos em uma fase de colher frutos de um projeto construído com responsabilidade. Estamos montando um time qualificado, priorizando competência e compromisso com Pernambuco”, afirmou.

Totonho Valadares defende candidatura de José Patriota para deputado federal

Por André Luis Nesta terça-feira (06.07) o ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, defendeu, durante entrevista ao Debate das Dez da Rádio Pajeú, a candidatura do também ex-prefeito e atual primeiro secretário da CNM e presidente da Amupe, José Patriota. Totonho revelou que caso Patriota se candidate a deputado estadual, terá o seu apoio, […]

Por André Luis

Nesta terça-feira (06.07) o ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, defendeu, durante entrevista ao Debate das Dez da Rádio Pajeú, a candidatura do também ex-prefeito e atual primeiro secretário da CNM e presidente da Amupe, José Patriota.

Totonho revelou que caso Patriota se candidate a deputado estadual, terá o seu apoio, mas defendeu o nome do presidente da Amupe para deputado federal.

“Qual é hoje o político, daqui da nossa região e de Afogados da Ingazeira com maior capacidade de gerenciamento a não ser Patriota. Ele é o que tem essa maior capacidade. É um cara que sabe fazer política, muito mais do que eu. Ele sabe agregar os poderes políticos até na solução das cidades. Agora, eu queria que ele fosse candidato a coisa maior. Deputado estadual, hoje, eu acho que é pouco pra Patriota”, afirmou Totonho. 

Questionado como ficaria a relação com o deputado federal Gonzaga Patriota – a quem sempre apoiou – caso José Patriota decida se candidatar a federal, Totonho disse não ver problemas. “Eu procuro e digo pra ele que sempre estive junto, mas que no momento agente está precisando de uma pessoa daqui. E quando eu digo daqui, é de Afogados da Ingazeira, que tenha repercussão na região e no estado todo”, destacou Totonho.