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Mais emprego e menos corrupção: os desejos dos eleitores para 2018

Por André Luis
Assim como o motorista Robson Barreto, de 38 anos, morador do Ibura, eleitor vai querer mais emprego, mais saúde e segurança e menos corrupção em 2018
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

Na hora do voto, eleitor vai priorizar candidatos que apontem solução para emprego e renda, segurança e saúde. Corrupção também é prioridade

Por Paulo Veras/JC Online

Emprego e renda. Mais saúde e segurança. Menos corrupção. Esses são os temas que os eleitores devem levar em consideração na hora de escolher seus candidatos na próxima eleição. São os desejos para 2018 de gente como o motorista Robson Barreto, morador do Ibura, na Zona Oeste do Recife, que diz esperar mais seriedade dos representantes no novo ano. “O que a gente tem visto é só corrupção. Isso faz com que a gente perca a credibilidade nos políticos. Ficamos até sem saber em quem votar”, admite.

Em novembro, o Ibope foi às ruas perguntar os problemas que angustiam os brasileiros. A corrupção apareceu em primeiro, como uma preocupação para 62% dos entrevistados, um recorde para o tema. Depois vieram a saúde pública (50%) e a segurança (44%). Em seguida, o desemprego, com 38%, e a pobreza, para 35%.

Para especialistas ouvidos pelo JC, a geração de empregos, o poder de compra e qualidade de vida serão os fatores decisivos para o eleitor definir seu voto na corrida presidencial. Nas disputas para governador, assuntos do cotidiano como segurança e saúde devem dominar a pauta das eleições.

“A questão principal não só dessa, mas de todas as eleições presidenciais no Brasil é a economia. O ponto número 1 deve ser o emprego e o desenvolvimento econômico. Nacionalmente, a discussão vai ser se o País está melhorando ou não”, projeta o publicitário Chico Malfinatani, que atua em campanhas em todo o Brasil. “O segundo tema mais importante será a violência. É o caso do Bolsonaro. Isso vai ter um peso, embora não seja o mais decisivo. É um tema em que a direita transita com mais fluência. E a esquerda tem dificuldade de mexer”, lembra.

Para o cientista político Adriano Oliveira, professor da UFPE, além da economia no plano nacional, a pauta da segurança pública estará muito presente nas eleições para governadores. “Mas eu ressalto sempre que só o número de homicídios não traz impopularidade para os governos estaduais. Veja que a oposição sempre explora os homicídios, mas a questão fundamental é a sensação de insegurança pública. Esse é o tema que pode desgastar governos e que certamente será explorado”, explica.

Além dos temas tradicionais, como saúde, segurança e educação, o cientista político Felipe Borba, professor da UniRio, sugere que reformas, como a da previdência, que têm dominado o noticiário político, não ficarão de fora da disputa eleitoral. “O eleitor é racional. Ele procura, dentro das opções que estão colocadas, a que ele imagina que é melhor para ele. Ou seja, vai buscar aquele candidato que ele imagine que vai resolver os problemas da sua vida. Outro tema central serão essas mudanças feitas pelo Michel Temer, como a reforma da Previdência, que não passaram ainda pelo crivo do eleitor. Temer colocou uma série de pautas que não foram debatidas na eleição, como a reforma trabalhista, a da previdência, e o teto de gastos”, projeta.

Corrupção iguala partidos

Em 2011, apenas 9% dos eleitores consideravam a corrupção a principal prioridade do País, segundo o Ibope. Levantamento do jornal O Globo mostrou que o tema passou a ganhar força principalmente a partir de 2015, em meio às manifestações de rua, mas só no ano passado apareceu como a principal angustia do brasileiro. Ainda assim, especialistas acham que o tema terá impacto menor na decisão de voto do eleitor.

“Não vejo espaço para o debate sobre a corrupção. É claro que haverão candidatos que explorarão. Mas em virtude de os principais partidos estarem acusados por alguma prática de corrupção, esse tema deve se esvaziar”, diz Adriano Oliveira. “Não prevejo que a Lava Jato vá provocar uma onda de mudança na escolha do eleitor. Candidatos acusados que tenham estrutura de campanha tenderão, sim, a ser reeleitos”, projeta.

Em setembro, pesquisa do Datafolha mostrou que 74% dos eleitores discordam que o fato de um político ser corrupto é irrelevante caso ele administre bem o País. Já 67% dizem não ser aceitável a corrupção no País caso ela sirva para gerar empregos. “Não é que o eleitor esteja relativizando, mas quando chega o momento eleitoral, ele precisa resolver aspectos cotidianos da vida, como transporte, segurança e educação. Não é atoa que o Lula está liderando as pesquisas, mesmo com as denúncias. Existe na memória do eleitor, aquela sensação de que a época do Lula havia uma vida melhor”, explica Felipe Borba.

Para Chico Malfitani, o tema será mais importante para a classe média, mas ele acaba igualando as principais siglas. “Isso explica porque o Lula está em primeiro lugar. As pessoas achavam que viviam melhor naquele período”, argumenta.

Outras Notícias

Candidatos ao governo declaram patrimônio ao TSE

Do Jornal do Commercio Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram a relação de bens informada pelos postulantes ao governo estadual e por seus respectivos vices. ​Os candidatos ao Governo de Pernambuco e seus vices já apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declaração de bens exigida para o registro oficial de candidatura. Os […]

Do Jornal do Commercio

Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram a relação de bens informada pelos postulantes ao governo estadual e por seus respectivos vices.

​Os candidatos ao Governo de Pernambuco e seus vices já apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a declaração de bens exigida para o registro oficial de candidatura.

Os dados públicos divulgados pela Justiça Eleitoral revelam a composição patrimonial dos integrantes das chapas encabeçadas por Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB).

• ​Chapa: Raquel Lyra (PSD) e Priscila Krause (PSD):

​A candidata ao governo Raquel Lyra (PSD) declarou um patrimônio total de R$ 359.498,33.

​Sua candidata a vice, Priscila Krause (PSD), declarou o valor total de R$ 145.474,59.

​Juntas, a candidata ao governo e a candidata a vice somam um patrimônio de R$ 504.972,92.

• ​Chapa: João Campos (PSB) e Carlos Costa (Republicanos):

​O candidato ao governo João Campos (PSB) declarou ao TSE um patrimônio total de R$ 2.892.723,46.

​Por sua vez, o candidato a vice na chapa, Carlos Costa (Republicanos), informou um patrimônio total de R$ 3.726.354,33.

Somados, os bens declarados pelos integrantes da chapa chegam a R$ 6.619.077,79.

​A declaração de bens é uma exigência legal para todos os candidatos que disputam cargos eletivos no Brasil.

Os dados ficam disponíveis para consulta pública no repositório do TSE, permitindo que os eleitores acompanhem a evolução patrimonial dos postulantes ao longo de suas trajetórias políticas e profissionais.

Motorista tenta desviar de buracos e capota carro nesta terça-feira em Santa Terezinha

Um motorista ainda não identificado sofreu um acidente na manhã desta segunda-feira (03.11), próximo a Santa Terezinha. De acordo com as primeiras informações, ele vinha no sentido da cidade quando na altura do Sítio Macacos perdeu o controle do veículo ao tentar desviar de buracos na pista de rolamento, vindo a passar por cima de […]

Um motorista ainda não identificado sofreu um acidente na manhã desta segunda-feira (03.11), próximo a Santa Terezinha. De acordo com as primeiras informações, ele vinha no sentido da cidade quando na altura do Sítio Macacos perdeu o controle do veículo ao tentar desviar de buracos na pista de rolamento, vindo a passar por cima de uma cerca de arames e capotar o carro Fiat.

O veículo está adesivado com “Carnaíba Eletrodomésticos” e de acordo com o que chega a redação do blog, o condutor foi socorrido ao hospital da cidade com escoriações pelo corpo, mas passa bem. A informação é do Blog do Pereira.

Gonzaga reúne imprensa para almoço de confraternização

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB/PE), como tradicionalmente faz há exatamente 33 anos, convidou os profissionais ligados aos veículos de comunicação de Petrolina e Juazeiro, para a sua festa anual de confraternização. No cardápio não poderia faltar política. Quase todos os veículos de comunicação da cidade se fizeram representar e Patriota aproveitou para agradecer a cobertura […]

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O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB/PE), como tradicionalmente faz há exatamente 33 anos, convidou os profissionais ligados aos veículos de comunicação de Petrolina e Juazeiro, para a sua festa anual de confraternização. No cardápio não poderia faltar política.

Quase todos os veículos de comunicação da cidade se fizeram representar e Patriota aproveitou para agradecer a cobertura jornalística recebida ao longo de 2015, e a parceria estabelecida com todos os profissionais da região.

O socialista afirmou ainda que os veículos de comunicação são ferramentas importantes na construção da democracia, responsável pela ponte entre o poder público e a sociedade.

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Num ambiente de cordialidade, o deputado Gonzaga Patriota respondeu aos questionamentos dos convidados e fez uma breve exposição das ações realizadas neste ano. Dentre tantos projetos, Patriota destacou o seu Projeto de Lei que interliga o rio Tocantins com o rio São Francisco.

PSB e eleições municipais: Durante a coletiva, Gonzaga Patriota ratificou suas declarações afirmando que não acompanhará o grupo de Fernando Bezerra Coelho. O socialista ainda informou que não estar fora do páreo para disputar a prefeitura de Petrolina e que, caso isso não aconteça, apoiará a candidatura de Lucas Ramos.

O evento aconteceu na Feijoada Casuarinas, localizada na Vila Mocó.

Paulo Câmara oficializado candidato a reeleição

Do Diário de Pernambuco O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), oficializou sua candidatura à reeleição, neste domingo, dia 5, na convenção do partido realizada em um clube da zona oeste do Recife. No evento, com direito a orquestra de frevo e clima de Carnaval fora de época, também foi confirmada a presidente nacional do […]

Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Do Diário de Pernambuco

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), oficializou sua candidatura à reeleição, neste domingo, dia 5, na convenção do partido realizada em um clube da zona oeste do Recife. No evento, com direito a orquestra de frevo e clima de Carnaval fora de época, também foi confirmada a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, como candidata a vice-governadora no lugar de Raul Henry, do MDB, que tentará um vaga na Câmara.

O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e o senador Humberto Costa (PT) completam a chapa concorrendo ao Senado.

Quatro anos depois de ser lançado pelo ex-governador do Estado Eduardo Campos (PSB) – morto em um acidente aéreo durante a campanha daquele ano, com uma base de 21 partidos, Câmara chega à sua segunda eleição com o apoio de 12 legendas. “Ainda estamos conversando com o PROS e com o PDT para aumentar a chapa. Quanto mais gente conosco, melhor. Doutor Arraes dizia que o que ‘os políticos separam e o povo junta'”, afirmou o presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes.

No últimos meses, Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, trabalhou nos bastidores para levar o partido a fechar uma aliança nacional com o PT. Sem conseguir conversar com os correligionários, principalmente de Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, o governador costurou um acordo que garantisse a neutralidade do partido, em troca da retirada da candidatura de Márcio Lacerda (PSB) ao governo mineiro e a da vereadora do Recife Marília Arraes (PT) da disputa em Pernambuco. De quebra, os petistas conseguiram isolar Ciro Gomes (PDT).

Ex-aliados dizem que Câmara não foi capaz de dialogar com a base ao dar prioridade à coligação com o PT, com quem tinha rompido em 2013 e confirmando o posicionamento adversário em 2016, quando ajudou na articulação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e, em seguida, ingressou na base do governo Michel Temer.

Além da base mais enxuta, o governador vai enfrentar uma rejeição bem maior do que a de Campos, além de cobranças, sobretudo nas áreas de segurança pública e saúde. A oposição acusa o governador de ter falido o Pacto pela Vida, principal programa de combate à violência deixado por Campos, e calcula que Câmara não cumpriu 70% das promessas feitas na campanha de 2014.

Brasil passa de 60 mil mortes e 1,4 milhão de casos de Covid-19

Foto: Karim Sahib/AFP Pernambuco totaliza 59.705 casos já confirmados e 4.894 mortes pela doença. O Brasil passou das 60 mil mortes por coronavírus confirmadas na manhã desta quarta-feira (01.07), pouco mais de 4 meses após a doença chegar ao país. Os dados são de um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir […]

Foto: Karim Sahib/AFP

Pernambuco totaliza 59.705 casos já confirmados e 4.894 mortes pela doença.

O Brasil passou das 60 mil mortes por coronavírus confirmadas na manhã desta quarta-feira (01.07), pouco mais de 4 meses após a doença chegar ao país. Os dados são de um levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

De acordo com os dados atualizados às 13h desta quarta-feira, o país contabiliza: 60.194 mortos e 1.426.913 casos confirmados.

Pernambuco – A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (01.07), 847 novos casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 705 (83%) são casos leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar e que estavam na fase final da doença ou já curados. Outros 142 (17%) se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Agora, Pernambuco totaliza 59.705 casos já confirmados, sendo 19.638 graves e 40.067 leves. Também foram confirmados 65 óbitos, ocorridos desde o dia 13 de abril. Com isso, o Estado totaliza 4.894 mortes pela doença.