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Mais da metade do ‘quadrilhão’ do PMDB já está presa

Por André Luis
Da esquerda para a direita: Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures. Fotos: Dida Sampaio, Ed Ferreira/Estadão

Ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, ex-ministro Geddel Vieira Lima (pela segunda vez), e o ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’, foram capturados pela Polícia Federal ao longo de quase um ano

Do Estadão

Na denúncia que levou ao Supremo Tribunal Federal na quinta-feira, 14, contra Temer e seus aliados históricos, Janot afirma que a liderança do ‘quadrilhão’ era exercida pelo presidente.

Também fazem parte do grupo, segundo a acusação, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República).

Todo o ‘quadrilhão’ foi denunciado por organização criminosa na última flechada de Janot, que encerra seu segundo mandato neste domingo, 17.

Eduardo Cunha foi o primeiro integrante do ‘quadrilhão’ a ser capturado. Em 19 de outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o peemedebista foi preso na Asa Sul, em Brasília, e levado a Curitiba.

O ex-deputado já foi condenado por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas a 15 anos e 4 meses de prisão na Lava Jato. O peemedebista foi sentenciado em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.

A prisão de outros dois protagonistas do ‘quadrilhão’ ocorreu em um período de três dias, este ano.

Em 3 de junho, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’, foi capturado preventivamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo.

No dia 6, Henrique Alves foi levado pela Polícia Federal, aos gritos de ‘ladrão’ e ‘safado’, na Operação Manus por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal.

Loures é o ‘homem da mala preta’. Em abril, a Polícia Federal filmou, em ação controlada autorizada pela Corte, Loures saindo apressado do estacionamento de uma pizzaria em São Paulo. Na mão direita, uma mala recheada com R$ 500 mil em propinas da JBS.

A prisão de Loures foi substituída, em 30 de junho, por uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno (das 20 às 6 horas) e também aos sábados, domingos e feriados. O homem da mala e Michel Temer foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva em 26 de junho. A acusação foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em agosto.

Henrique Alves continua preso. O ex-deputado é acusado de receber propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, entre 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

O peemedebista foi ministro do Turismo do Governo Temer por pouco mais de um mês. Em junho do ano passado, Henrique Alves deixou o cargo após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que declarou ter repassado ao ex-deputado R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014. Henrique Alves também foi ministro do Turismo de Dilma.

O último peemedebista do ‘quadrilhão’ a ser preso foi Geddel Vieira Lima. O ex-ministro de Temer e Lula foi capturado duas vezes em dois meses por ordem juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.

Em 3 de julho, Geddel foi levado pela PF em caráter preventivo por supostamente tentar atrapalhar as investigações da Operação Cui Bono?. A ação investiga irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo aliado de Temer.

Geddel ficou preso pouco mais de 1 mês. Por ordem do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 13 de julho, o peemedebista foi mandado para casa. Sem tornozeleira eletrônica, porque o equipamento não estava disponível na Bahia.

A prisão domiciliar de Geddel foi encerrada em 8 de setembro. Três dias antes, a Polícia Federal havia encontrado a fortuna de R$ 51 milhões em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador. O dinheiro estava armazenado em caixas e malas dentro do bunker atribuído a Geddel. Nas cédulas, a PF identificou as digitais do peemedebista. Geddel está agora no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O ‘quadrilhão’ do PMDB arrecadou R$ 587 milhões em propina, segundo a denúncia de Janot. Valores teriam sido arrecadados na Petrobrás, em Furnas, na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Integração Nacional, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e na Câmara dos Deputados.

“Os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, em acórdão lavrado pelo TCU, estimou-se que a atuação cartelizada perante a Petrobrás implicou prejuízos à estatal que podem ter chegado a R$ 29 bilhões”, afirma o procurador-geral.

COM A PALAVRA, CEZAR BITENCOURT, QUE DEFENDE RODRIGO ROCHA LOURES

“Rodrigo Rocha Loures não participou de nenhum acordo de pagamento ou recebimento de propinas atribuído ao PMDB da Câmara.Rodrigo era apenas um assessor pessoal do Presidente e não tinha nenhuma intervenção em atividades financeiras, ao contrário da recente denúncia contra o PMDB da Câmara.  A defesa repudia veemente mais uma denúncia leviana de Rodrigo Janot!!!”

COM A PALAVRA, DANIEL GERBER, QUE DEFENDE ELISEU PADILHA

Sobre a denúncia por organização criminosa feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal, contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o advogado Daniel Gerber que defende o ministro afirma: “Entendo como equivocada o oferecimento de uma denúncia com base em delações que estão sob suspeita, mas iremos demonstrar nos autos a inexistência da hipótese acusatória”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DELIO LINS E SILVA JÚNIOR, QUE DEFENDE EDUARDO CUNHA

Sobre a nova denúncia oferecida pela PGR, a defesa de Eduardo Cunha tem a dizer que provará no processo o absurdo das acusações postas, as quais se sustentam basicamente nas palavras de um reincidente em delações que, diferentemente dele, se propôs a falar tudo o que o Ministério Público queria ouvir para fechar o acordo de colaboração.

COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

O procurador-geral da República continua sua marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas. Ignora deliberadamente as graves suspeitas que fragilizam as delações sobre as quais se baseou para formular a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Finge não ver os problemas de falta de credibilidade de testemunhas, a ausência de nexo entre as narrativas e as incoerências produzidas pela própria investigação, apressada e açodada. Ao fazer esse movimento, tenta criar fatos para encobrir a necessidade urgente de investigação sobre pessoas que integraram sua equipe e em relação às quais há indícios consistentes de terem direcionado delações e, portanto, as investigações. Ao não cumprir com obrigações mínimas de cuidado e zelo em seu trabalho, por incompetência ou incúria, coloca em risco o instituto da delação premiada. Ao aceitar depoimentos falsos e mentirosos, instituiu a delação fraudada. Nela, o crime compensa. Embustes, ardis e falcatruas passaram a ser a regra para que se roube a tranquilidade institucional do país. A segunda denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro. O presidente tem certeza de que, ao final de todo esse processo, prevalecerá a verdade e, não mais, versões, fantasias e ilações. O governo poderá então se dedicar ainda mais a enfrentar os problemas reais do Brasil.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Outras Notícias

Aumento do ICMS sobre combustíveis abre nova frente de embate entre lulistas e Tarcísio

O aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, previsto para fevereiro de 2027, provocou uma troca de críticas entre integrantes do governo Lula (PT) e aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A disputa ganhou força nas redes sociais nesse domingo (1º), após manifestações do ministro Guilherme Boulos (PSOL). […]

O aumento do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, previsto para fevereiro de 2027, provocou uma troca de críticas entre integrantes do governo Lula (PT) e aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A disputa ganhou força nas redes sociais nesse domingo (1º), após manifestações do ministro Guilherme Boulos (PSOL).

O reajuste foi aprovado por unanimidade pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), realizada em 27 de outubro. As novas alíquotas foram publicadas no Diário Oficial da União na quarta-feira (28).

O maior aumento será aplicado ao diesel, cujo imposto passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, uma elevação de 11,1%. Na gasolina, a cobrança subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, alta de 4,5%. Já no gás de cozinha, o ICMS passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, reajuste de 4,8%.

A discussão política começou quando Boulos publicou um vídeo criticando Tarcísio pela aprovação do aumento. O ministro afirmou que a medida contraria o discurso adotado por aliados do governador durante a campanha eleitoral, quando criticavam a elevação de impostos.

Boulos também argumentou que o reajuste sobre o diesel ocorre enquanto o governo federal mantém medidas para conter o preço do combustível. Segundo ele, a elevação da tributação estadual poderá afetar os custos do transporte de mercadorias e, consequentemente, os preços dos alimentos.

Tarcísio respondeu por meio de uma nota, acusando o ministro de utilizar informações distorcidas para fazer ataques políticos. O governador ressaltou que a decisão não foi tomada exclusivamente por São Paulo, mas pelo conjunto dos estados, incluindo aqueles administrados pelo PT.

Na manifestação, Tarcísio citou os governos da Bahia, do Ceará e do Piauí, que também concordaram com o reajuste. Ele afirmou ainda que São Paulo manteve a alíquota geral do ICMS em 18% nos últimos quatro anos, enquanto outros estados promoveram aumentos.

Boulos voltou às redes sociais para rebater o governador. O ministro reconheceu que a decisão foi coletiva, mas sustentou que a participação de outros estados não elimina, em sua avaliação, a contradição entre o posicionamento de Tarcísio durante a campanha e sua concordância com o reajuste.

Parlamentares aliados do governador também participaram da discussão. Os deputados estaduais Tomé Abduch (PL) e Danilo Campetti (Republicanos) divulgaram vídeos ressaltando que o aumento foi aprovado por todos os estados.

O reajuste segue a metodologia prevista na legislação federal para a tributação dos combustíveis. O cálculo considera a variação dos preços médios registrados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), comparando períodos equivalentes de anos anteriores.

As novas alíquotas entrarão em vigor em 1º de fevereiro de 2027. Os percentuais anunciados correspondem ao aumento do imposto cobrado sobre os produtos, não necessariamente à variação final dos preços nos postos e pontos de venda.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Trump deve começar a perder hegemonia amanhã, com as eleições de meio de mandato

Em meu comentário das 12h desta segunda-feira (2) falo sobre a expectativa das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e por que Donald Trump deve ser o grande derrotado no pleito. Com mais de 52 milhões de eleitores antecipando seus votos, destaco uma corrida às urnas inédita, impulsionada pela alta rejeição do […]

Em meu comentário das 12h desta segunda-feira (2) falo sobre a expectativa das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos e por que Donald Trump deve ser o grande derrotado no pleito.

Com mais de 52 milhões de eleitores antecipando seus votos, destaco uma corrida às urnas inédita, impulsionada pela alta rejeição do presidente americano que beira os 70%.

O cenário reflete a frustração da população com a política econômica e internacional do governo Trump

Diante disso, pesquisas indicam a possibilidade de uma virada democrata até mesmo em estados tradicionalmente republicanos como Texas (onde a maioria democrata não ocorre desde 1988), Kansas (desde 1932), além de Ohio, Michigan e Carolina do Norte.

Derrotar a maioria republicana na Câmara e no Senado é visto pela oposição como a única forma de impor um

“freio de arrumação” às pretensões hegemônicas de Trump, que já sinaliza contestar os resultados e alegar fraude caso a oposição vença.

Confira clicando no link abaixo

Morre em João Pessoa a enfermeira egipciense Helenice Andrade

A enfermeira Helenice Andrade, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, faleceu nesse domingo (1º), em João Pessoa, na Paraíba. A causa da morte não foi informada pela família. Helenice era filha do conhecido taxista Doutor da Praça, já falecido. O corpo será trasladado para São José do Egito, onde o velório acontecerá […]

A enfermeira Helenice Andrade, de São José do Egito, no Sertão do Pajeú, faleceu nesse domingo (1º), em João Pessoa, na Paraíba. A causa da morte não foi informada pela família.

Helenice era filha do conhecido taxista Doutor da Praça, já falecido.

O corpo será trasladado para São José do Egito, onde o velório acontecerá na Central de Velórios do PASC.

Os familiares ainda não divulgaram informações relacionadas ao sepultamento.

O Blog manifesta pesar pelo falecimento de Helenice Andrade e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor.

Informações: Gilberto Lopes
Foto: Reprodução

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Em São José do Egito, homem morre ao cair e bater cabeça em base de bandeira

Estava na festa da vitória  A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade. O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado. No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a […]

Estava na festa da vitória 

A morte de Epaminondas Celso da Silva, o Nondas, em São José do Egito, chamou atenção pela fatalidade.

O eletricista, bastante conhecido, com passagem pela Neoenergia e proprietário da Climatização Silva, de instalação e manutenção de aparelhos de ar-condicionado.

No dia 25, ele estava na Rua da Baixa, comemorando a vitória de Lula. Ele se desequilibrou e bateu a cabeça. Desacordado, foi socorrido, levado ao Hospital Maria Rafael de Siqueira e em seguida para Recife, onde faleceu no hospital Alpha.

Nondas teve melhoras, mas na noite desse domingo teve uma parada cardíaca e faleceu. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

“Vamos bater no chão”: áudio revela últimos momentos de avião que caiu nos EUA e matou nove pessoas

  Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude. A gravação, divulgada […]

 

Uma gravação das comunicações de um avião com os controladores de tráfego aéreo revelou os momentos que antecederam a queda de um jato na Flórida, nos Estados Unidos, nesse domingo (1º). O acidente deixou nove mortos, e o áudio registra pedidos de socorro da tripulação diante da rápida perda de altitude.

A gravação, divulgada pela plataforma LiveATC, que monitora comunicações aeronáuticas, mostra que a tripulação enfrentava condições meteorológicas adversas antes do acidente.

O avião, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. Durante o percurso, uma pessoa na cabine informou aos controladores que a aeronave estava a aproximadamente 35 mil pés de altitude e enfrentava turbulência moderada, formação de gelo e precipitação.

A tripulação solicitou autorização para subir, mas, pouco depois, comunicou uma descida acelerada e declarou emergência.

“Mayday, mayday”, disse uma voz da cabine, utilizando o código internacional de pedido de socorro.

Na sequência, a pessoa relatou que o avião perdia altitude a uma velocidade de aproximadamente 10 mil pés por minuto. Segundos depois, a taxa de descida chegou a 20 mil pés por minuto.

“Vamos bater no chão”, afirmou a voz durante a comunicação com os controladores.

Entre as últimas frases registradas está “Estamos sem tempo”, pronunciada pouco antes da interrupção da transmissão.

A aeronave caiu por volta das 12h50, no horário local, em uma área residencial do condado de Palm Beach, próximo à comunidade de Cresthaven.

Imagens registradas por testemunhas mostram o jato descendo em alta velocidade antes de atingir o solo e provocar uma explosão. O impacto deixou uma cratera próxima a uma rodovia movimentada e espalhou destroços pela região.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou que as nove pessoas que estavam a bordo morreram. As identidades das vítimas não haviam sido divulgadas.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, esteve nas proximidades do local e informou que não havia registros imediatos de mortos ou feridos em solo.

A Administração Federal de Aviação (FAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) investigam as circunstâncias do acidente.

Embora a gravação registre relatos de turbulência, gelo e perda acelerada de altitude, as autoridades ainda não determinaram a causa da queda.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução/AFP

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