O certo não é errado e o errado não é certo a depender de onde venha. Assim, o fim de semana foi marcado pela repercussão de bolas foras do governo Paulo Câmara e dos Campos.
Semana passada, o estado se apequenou e não apertou as medidas restritivas para combate à Covid-19. O lobby pelos eventos em plena alta da pandemia é liderado por aliados como Felipe Carreras e João Paulo Costa. Graças a pressão deles e falta de posição firme do estado, as atuais medidas foram mantidas, apesar da alta de casos e pressão no sistema de saúde.
Da mesma forma, as imagens compartilhadas na imprensa do casamento de Pedro Campos, irmão do prefeito do Recife, João Campos, são um péssimo exemplo. O correto seria antes informar à sociedade os protocolos para acesso ao evento, com necessária e obrigatória testagem no dia da realização.
A viralização das imagens é muito ruim no combate à pandemia. Gera a impressão de que alguns poucos mortais são privilegiados enquanto a maioria se submete às regras. Isso sem falar no impacto para os profissionais de saúde, exauridos no combate á pandemia, sem férias nos próximos 60 dias. Má decisão, mau exemplo.
do JC Online Uma declaração dada na última quinta-feira por Paulo Câmara (PSB), de que seria difícil governar Pernambuco sem o apoio de Eduardo Campos, serviu de arma para Armando Monteiro (PTB) ironizar o adversário. Nessa sexta-feira (3), durante uma carreata em Olinda, o petebista reiterou o discurso de que o rival não tem experiência […]
Uma declaração dada na última quinta-feira por Paulo Câmara (PSB), de que seria difícil governar Pernambuco sem o apoio de Eduardo Campos, serviu de arma para Armando Monteiro (PTB) ironizar o adversário. Nessa sexta-feira (3), durante uma carreata em Olinda, o petebista reiterou o discurso de que o rival não tem experiência política e independência para governar o Estado. “A declaração de Paulo foi a confirmação do que eu vinha dizendo, mas esse risco o povo pernambucano não corre porque vamos ganhar a eleição”, destacou confiante, apesar de estar em segundo lugar nas pesquisas de opinião divulgadas recentemente.
Esse discurso com base na “comparação de currículos” vem sendo feito por Armando desde a pré-campanha e se intensificou nos últimos dias. Esta semana o petebista chegou a declarar que a eleição do rival representaria um retrocesso para Pernambuco. O candidato também tem afirmado que o socialista não teria condições de caminhar com as próprias pernas e que, caso eleito, poderia se submeter à família de Eduardo Campos.
Ele defendeu a presidente Dilma Rousseff (PT), de quem é aliado, das críticas da rival Marina Silva (PSB) no debate promovido pela Rede Globo na última quinta à noite. “Marina já havia feito esse juízo de que a experiência política faz falta. Pode até ter feito a Dilma, mas só que agora ela já tem experiência porque foi presidente. Acredito que o segundo mandato será melhor do que o primeiro”, falou.
À tarde, em outra carreata no Ibura, Armando afirmou que uma das suas primeiras medidas como governador será reforçar a segurança. “Eu acho que nessa área de segurança tem algo que precisa ser feito já. É preencher essas delegacias que estão sem delegados, aumentar efetivo. Tem que ser uma coisa rápida. Tem gente que já fez concurso, tem que agilizar isso”, explicou. O petebista encerrou a agenda do dia em Caruaru, à noite.
Pesquisa IPMN
Armando também comentou a pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), que Apontou Paulo Câmara com 44% e Armando com 31%. No mesmo levantamento, João Paulo (PT) aparece com 29% e Fernando Bezerra, com 35% na disputa pelo Senado. O petebista contestou os resultados. “É uma disparidade entre as pesquisas que é preocupante e vai merecer um exame das autoridades. É uma discrepância. Como é que um instituto dá um candidato com seis, sete pontos na frente e outro dá com seis, sete pontos atrás? Estamos falando de doze ou treze pontos. Tem um instituto que me dá 36, outro me dá 31, isso está fora de margem. Pesquisas com o mesmo campo e que são fechadas na mesma data, com discrepâncias imensas”, declarou.
A alegria da população de Ipubi, município situado no Sertão do Araripe pernambucano, demorou pouco. O calçamento de quatro ruas da Vila Poço Verde, que faz parte do pacote de entregas que a prefeitura realizará, nesta sexta-feira (26), virou motivo de piada na cidade. A razão da chacota é que, por causa do serviço de […]
A alegria da população de Ipubi, município situado no Sertão do Araripe pernambucano, demorou pouco. O calçamento de quatro ruas da Vila Poço Verde, que faz parte do pacote de entregas que a prefeitura realizará, nesta sexta-feira (26), virou motivo de piada na cidade.
A razão da chacota é que, por causa do serviço de má qualidade, o piso das vias, que sequer foram inauguradas, cedeu e já precisa de recuperação.
“É um descuido inexplicável com o dinheiro do povo. Não houve fiscalização e, se houve, sobrou incompetência da gestão municipal, comandada pelo prefeito Chico Siqueira. Seria trágico, se não fosse cômico, inaugurar as ruas nesse estado. As pessoas e veículos que transitarem por elas estarão correndo perigo de se acidentar”, destacou Dr. Wilson, ex-candidato a prefeito e importante liderança política da região.
A pergunta que fica no ar é se as “famosas” ruas sairão na foto oficial do evento, que pretende ser animado com muito forró.
A Polícia Militar de Pernambuco informou nesta sexta-feira (29) que a proibição do rádio de pilha nos estádios de futebol do Estado está suspensa. Em entrevista à Rádio Jornal, o tenente coronel Luiz Carlos Brito disse que a medida será “melhor estudada”. “Essa medida restritiva com relação ao rádio foi suspensa, ela será melhor estudada. Pode avisar aos ouvintes e […]
A Polícia Militar de Pernambuco informou nesta sexta-feira (29) que a proibição do rádio de pilha nos estádios de futebol do Estado está suspensa. Em entrevista à Rádio Jornal, o tenente coronel Luiz Carlos Brito disse que a medida será “melhor estudada”.
“Essa medida restritiva com relação ao rádio foi suspensa, ela será melhor estudada. Pode avisar aos ouvintes e à sociedade em geral que a nossa corporação vai avaliar melhor e tratar disso com o Grupo de Trabalho de Futebol”, declarou, ao comunicador Geraldo Freire.
Apesar de não ser nova, a proibição por parte da Secretaria de Defesa Social (SDS) repercutiu nessa quinta-feira (28), o que pode indicar que estaria havendo um maior rigor na fiscalização.
Nas redes sociais, torcedores tinham criticado a proibição, alegando que utilizam o rádio de pilha há décadas e o veto seria absurdo.
Na quinta, a SDS informou que a medida tinha como objetivo garantir a segurança nos estádios. O protocolo existe desde a Copa das Confederações de 2013 e não conta apenas com o rádio de pilha na lista. Estão proibidos também baterias, instrumentos musicais e apitos.
A ASSERPE, Associação das Empresas de Rádio e TV de Pernambuco repudiou a decisão “Ao contrário, a ausência do rádio amplia a desinformação e falta da prestação de serviço que balizam o papel da radiodifusão na cobertura de competições esportivas. O radinho é presente e faz parte da tradição de boa parte do torcedor pernambucano, sem condições de acesso a smarthfones ou plano de dados no caso de aparelhos sem chip celular”.
Disse ainda que, ao contrário do que prega a Polícia Militar de Pernambuco, o rádio informa, prestando serviço do pré ao pós jogo, orientando torcedores sobre o trânsito, a logística de saída de mandante e visitante, intercorrências no entorno das praças esportivas, além das informações pertinentes ao espetáculo.
Em visita neste final de semana a Associação Quilombo Aguas Claras, o candidato da Frente Popular de Triunfo, João Batista (PR), ouviu as reivindicações desta comunidade que fica na zona rural da cidade e tem uma ação cultural muito grande com festas e eventos feitos ali. O candidato do PR disse que vai implementar um […]
Em visita neste final de semana a Associação Quilombo Aguas Claras, o candidato da Frente Popular de Triunfo, João Batista (PR), ouviu as reivindicações desta comunidade que fica na zona rural da cidade e tem uma ação cultural muito grande com festas e eventos feitos ali.
O candidato do PR disse que vai implementar um projeto para que o quilombo se torne atração turística como acontece com a Cacheira do Pinga, Cacimba de João Neco e o Pico do Papagaio.
“Vamos levar ao conhecimento de todas as pessoas que visitam nossa cidade a riqueza cultural queremos aqui em Águas Claras e pra isso temos que melhorar a infraestrutura do local melhorando as estradas pra um acesso melhor e dando suporte profissional na área de eventos culturais”. Disse João em palestra feita para lideranças do lugar.
Por Djnaldo Galindo* Se existem algumas verdades nas próximas eleições de Arcoverde, dentre elas está a que novamente será uma eleição dura e fortemente polarizada. E desta feita como um elemento totalmente novo, o peso da máquina tão estimado e hipervalorizado, uma vez se concretizando a candidatura do atual prefeito, será quase nulo. Como um […]
Se existem algumas verdades nas próximas eleições de Arcoverde, dentre elas está a que novamente será uma eleição dura e fortemente polarizada. E desta feita como um elemento totalmente novo, o peso da máquina tão estimado e hipervalorizado, uma vez se concretizando a candidatura do atual prefeito, será quase nulo.
Como um observador que tem lado, sobre a minha visão pesará sempre a sombra da parcialidade, mas, isso não me incomoda, afinal “parcialidade” é apenas um objetivo utópico e que mesmo com uso dos rigores do método científico, nas Ciências da Humanidade os fatos históricos serão quase sempre uma mera abstração do observador.
Ciente dessa humilde constatação, posso afirmar que até dezembro do ano passado, com um cenário de um prefeito sem chance de reeleição, irrelevante como apoiador e com o pouco eleitorado que lhe restara formando uma maior interseção com o eleitorado de Madalena, tínhamos um cenário de Zeca como franco favorito, pois, muito embora venha de sucessivas derrotas, dispõe de um eleitorado fortemente cristalizado.
Sabendo disso e a partir de um leque de alianças com quatro vereadores de mandato, claramente tentou empurrar Madalena para o isolamento, o que para seu azar não logrou êxito.
Dispondo de grande capilaridade social e capital político, a nossa ex-prefeita foi a campo e – não tenho medo de errar – conseguiu não apenas frustar a tentativa de isolamento político e muito mais que isso, já conseguiu reverter completamente a situação e agora é ela a favorita.
Assim como não se perdem várias eleições por uma única razão, não se vence várias senão evitando-os, além da obra do acaso de nos fazer contar com elementos que não estavam no nosso controle.
Digo isso porque é perceptível nesse cenário de uma governadora desgastada prematuramente e um presidente buscando acertar o ponto da comunicação, colocando as eleições municipais nas cidades pólos um status diferente, além de que a nossa próxima disputa será não entre aqueles que querem reeleger Madalena ou Zeca, mas, ao contrário, daqueles que querem evitar uma reeleição de um dos dois.
Nessa perspectiva conta muito o movimento a ser tomado ao que existe do eleitorado atual prefeito, pequeno, mas importante numa eleição apertada. E em nosso ver isso também favorece Dona Madalena. Nas eleições municipais em cidades do nosso perfil, tão importante quando liderar as intenções de votos é importante dispor de uma eleição crível, não a toa o grosso do marketing de Zeca é sendimentado nessa premissa. Ele sabe que o histórico pesa.
Dona Madalena, vindo numa crescente que salta aos olhos, reacendeu o moral da sua base e assim que esse crescimento vir a público através de pesquisas minimamente idôneas, será de uma força incapaz de segurar. Aguardemos as próximas pesquisas.
*Djnaldo Galindo é formato em História pela AESA e graduando em Ciências Políticas pela Uninter.
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