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Lulistas de Sertânia provocam Bolsonaro

Por Nill Júnior

Lulistas do município de Sertânia resolveram provocar o presidente Jair Bolsonaro em sua ida para inaugurar o Ramal do Agreste.

Grafaram o nome do ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva em uma pedra na Barragem de Negras, conhecida como Barragem dos Góis, bem onde o presidente foi fazer a inauguração hoje.

O serviço teria sido feito ontem e não deu tempo para apagar. Pela localização,  muitos notaram a provocação no ato com o presidente da República.  Ninguém assumiu a autoria da traquinagem.

O prefeito Ângelo Ferreira,  que teria sido hostilizado por bolsonaristas no evento anterior, decidiu não ir dessa vez ao evento com o presidente e aliados.

Outras Notícias

João Campos promete criar o Embarque Digital Pernambuco, com 10 mil vagas para formação em tecnologia

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) assumiu, nesta quarta-feira (3), o compromisso de levar o Embarque Digital para todo o estado. A proposta é que o programa, que foi uma das marcas de sua gestão como prefeito do Recife, disponibilize dez mil vagas de formação superior em tecnologia para estudantes de escolas públicas – […]

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) assumiu, nesta quarta-feira (3), o compromisso de levar o Embarque Digital para todo o estado.

A proposta é que o programa, que foi uma das marcas de sua gestão como prefeito do Recife, disponibilize dez mil vagas de formação superior em tecnologia para estudantes de escolas públicas – contemplando o ciclo de governo de quatro anos.

O anúncio foi feito na sede do Porto Digital, na capital, durante reunião com o presidente da instituição, Pierre Lucena.

A ideia é que os cursos sejam custeados integralmente pelo Governo de Pernambuco, ampliando para todo o território estadual uma oportunidade que já beneficiou mais de dois mil jovens recifenses.

“Mais de 50% dos alunos que se inscreveram no Embarque Digital não foram aprovados porque eram de fora do Recife. Isso vai mudar a partir do ano que vem. Nós vamos lançar o Embarque Digital de Pernambuco. A gente vai formar dez mil alunos que foram estudantes de escolas públicas em cursos superiores de tecnologia bancados 100% pelo Governo do Estado e levar as multinacionais de tecnologia para terem centros no interior do estado”, anunciou.

Conforme dados da Prefeitura do Recife e do Porto Digital, instituição parceira da iniciativa, 78,7% dos alunos dos cursos ofertados têm renda familiar de até três salários mínimos. Ao fim da formação, 69,8% saem com um emprego na área de tecnologia, e 85% mais do que dobram a renda média da família. O programa, 100% custeado pela gestão municipal, levou o Recife a ser a capital que mais forma jovens em tecnologia no Brasil.

No fim da visita, João Campos conversou com estudantes que já estão inseridos nos cursos de formação superior em tecnologia bancados pela Prefeitura do Recife e trocou experiências sobre a proposta de expansão da iniciativa. Segundo o pré-candidato, o Governo do Estado precisa trabalhar como um indutor da interiorização do desenvolvimento, processo que pode se inspirar na vocação tecnológica que já existe na capital.

Juíza que condenou Lula e foi acusada de conluio reassume a Lava Jato

A juíza federal substituta Gabriela Hardt reassumiu hoje (23) a condução dos processos relacionados à Operação Lava Jato após o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) afastar temporariamente o então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio. Hardt assume a titularidade de forma temporária, como fez no passado durante as ausências de […]

A juíza federal substituta Gabriela Hardt reassumiu hoje (23) a condução dos processos relacionados à Operação Lava Jato após o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) afastar temporariamente o então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Eduardo Appio.

Hardt assume a titularidade de forma temporária, como fez no passado durante as ausências de Sergio Moro (hoje senador pelo União Brasil) e Luiz Antônio Bonat, magistrados que conduziram a Lava Jato.

A juíza foi responsável, em uma dessas substituições, pela sentença que condenou Lula em 2019. A condenação foide 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio de Atibaia.

Hardt elogiou Moro na sentença, afirmando que o então ex-juiz sempre tomou decisões fundamentadas na condução do processo contra o petista. À época, Moro já era ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL).

A condenação de Lula, porém, foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal. A Corte entendeu que os casos não deveriam ter tramitado em Curitiba. O STF também apontou a parcialidade de Moro nas ações contra Lula.

Hardt também aparece nas conversas vazadas da Lava jato, a Vaza Jato. Diálogos entre integrantes da operação demonstraram o conluio entre procuradores e ele. Em uma das conversas, o coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol fala sobre uma “combinação” com a juíza Gabriela Hardt. O procurador menciona a criação de uma “planilha Google” na qual seriam relatadas as prioridades do órgão acusador, inclusive com a classificação de prioridade (1, 2 ou 3). O diálogo é de 19 de dezembro de 2018.

Arcoverde: Zeca Cavalcanti já prepara caminho para 2020

Um dia após confirmar segundo nota do blog, seu nome como candidato nas eleições de 2020 à Prefeitura de Arcoverde, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti (PTB) esteve na manhã deste sábado (13) circulando pela área central da cidade. Esteve acompanhado do ex-deputado Júlio Cavalcanti, passando por padaria, ponto de táxi e pela feira livre do Cecora, […]

Um dia após confirmar segundo nota do blog, seu nome como candidato nas eleições de 2020 à Prefeitura de Arcoverde, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti (PTB) esteve na manhã deste sábado (13) circulando pela área central da cidade. Esteve acompanhado do ex-deputado Júlio Cavalcanti, passando por padaria, ponto de táxi e pela feira livre do Cecora, além de algumas visitas em bairros da cidade.

Além de conversar com trabalhadores do comércio, taxistas, ambulantes, feirantes e consumidores do Cecora (Centro Comercial Regional de Arcoverde), o ex-prefeito também foi recepcionado no São Geraldo e Cohab I, aonde conversou com lideranças, comerciantes e populares.

O adeus ao meu sogro

Por Magno Martins* Perdi não apenas um sogro atencioso, carinhoso, de roupagem humanística, matuto apegado aos seus encantos, desde uma viola para traduzir a vida em versos a uma vaquejada. Se não derrubava o boi, apreciava a arte e patrocinava os troféus. Sua grande paixão era trovejar. Poeta e contador de causos dos bons, Antônio […]

Por Magno Martins*

Perdi não apenas um sogro atencioso, carinhoso, de roupagem humanística, matuto apegado aos seus encantos, desde uma viola para traduzir a vida em versos a uma vaquejada. Se não derrubava o boi, apreciava a arte e patrocinava os troféus.

Sua grande paixão era trovejar. Poeta e contador de causos dos bons, Antônio Mariano era um político completo, tinha o cheiro e a alma de povo. Palacetes não agradavam sua índole. Preferia viver distante, tinha ojeriza ao entorno festivo do poder.

Viveu intensamente. Boêmio de bater o ponto todos os fins de semana, o conheci no apogeu da sua carreira, chegando quatro vezes ao parlamento estadual. Brigamos por longo anos que a política dos dois lados do interior foi capaz. Mas não eram empates bisonhos, mas gigantescos, tendo começado no jornalismo e depois descambando para o campo pessoal. Até que um dia – e a vida dá muitas voltas – taquei um beijo em Aline, dançamos uma noite inteira e com o tempo viramos a protagonista de uma versão tupiniquim de Romeu e Julieta.

Antônio quase desmaia ao saber que sua filha xodó havia lhe traído no campo amoroso. Não ache exagero, mas aquele que viria o ser um sogrão literal passou seis meses sem dar um bom dia à filha. Se sentiu golpeado.

Mas logo conquistei o coração do Velho poeta, mais generoso e amplo do que poderia imaginar. E criamos uma relação de pai e filho. Antônio deixou a política no último mandato no meio do qual fez uma grande festa para celebrar nosso casamento.

Deus chamou um homem que, apesar de encerrado seus mandatos há mais de dez anos, continuava agarrado ao exercício da política partidária. Adorava buscar o voto. Sabido, inventou certa vez para uns índios do Moxotó que sabia ler mãos. E levou todos no papo, resultando em votos nas urnas.

Político não muito chegado aos modismos, Antônio Mariano não inventou a roda para ser vereador, prefeito de Afogados e deputado por quatro legislaturas. A vocação selou o casamento do chamado político bom de voto, sagaz, convivente, e com grandes serviços prestados na área social, principalmente.

Seu xodó se revelou, por sua vez, uma herdeira política magnânima, com carreira brilhante na capital, onde exerce seu terceiro mandato.

Eu sempre digo que Aline Mariano é uma Antônio de saias. Nunca vi tão parecidos. Em tudo: no temperamento, na sensibilidade, no jeito de buscar o voto, enfim, até no jeito maroto e manhoso, como é a política no Brasil.

*Casado com Aline Mariano, com quem teve dois filhos, Magno Martins é jornalista.  

Ministério Público abre inquérito para investigar “servidores fantasmas” em Moreno

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para investigar a possível existência de servidores comissionados que não exercem efetivamente suas funções na Prefeitura de Moreno. A investigação, formalizada pela Portaria nº 02266.000.600/2025, publicada em 12 de março de 2026, também busca apurar eventual desvio de recursos públicos relacionado à prática. O procedimento foi […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para investigar a possível existência de servidores comissionados que não exercem efetivamente suas funções na Prefeitura de Moreno. A investigação, formalizada pela Portaria nº 02266.000.600/2025, publicada em 12 de março de 2026, também busca apurar eventual desvio de recursos públicos relacionado à prática.

O procedimento foi aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Moreno, sob coordenação do promotor Jefson Marcio Silva Romaniuc, após denúncia encaminhada pela Ouvidoria do Ministério Público que apontava indícios de irregularidades na administração municipal.

A investigação teve origem em uma manifestação que relatava que servidores comissionados não exerciam efetivamente suas funções. Ao ser questionada preliminarmente sobre o assunto, a Procuradoria Geral do Município de Moreno argumentou que as nomeações estavam regulares e que ocupantes de cargos comissionados não se submetem ao regime formal de controle de jornada mediante registro de ponto, por se tratar de cargos de confiança.

O MPPE, porém, considerou que essa alegação não é suficiente para justificar a ausência de comprovação do efetivo exercício das funções públicas. Segundo o entendimento do órgão, a diferenciação do regime não afasta “o dever de comprovação do efetivo exercício das funções públicas”, sob pena de dano ao erário e violação aos princípios constitucionais da moralidade e eficiência.

As investigações preliminares apontaram que a legislação municipal de Moreno possui lacunas normativas significativas. A legislação não define claramente a carga horária nem descreve detalhadamente as atribuições tanto para cargos efetivos quanto para cargos comissionados, o que dificulta a fiscalização e o controle sobre o efetivo exercício das funções.

O MPPE citou precedente do Tribunal de Contas do Estado (Acórdão nº 1481/2024), que recomenda a extensão do controle eletrônico de frequência também aos servidores comissionados, como forma de garantir maior transparência e accountability na administração pública.

O promotor de justiça determinou uma série de ações para aprofundar a investigação. A prefeitura deverá apresentar, no prazo de dez dias, a relação completa de servidores comissionados, incluindo cargo, secretaria de lotação, descrição das atribuições e identificação da chefia imediata.

O município também deverá descrever os mecanismos atualmente utilizados para comprovar a prestação de serviços pelos comissionados e fornecer cópia das normas municipais que regulam jornada de trabalho e controle de frequência.

Além disso, o MPPE elaborará uma recomendação formal ao Município de Moreno para que implemente mecanismos formais de controle de frequência e produtividade para cargos comissionados e estabeleça protocolos para evitar fraudes.

A instauração do inquérito foi comunicada oficialmente ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) e à Corregedoria Geral, sinalizando que a investigação está sendo conduzida com acompanhamento das instâncias superiores do órgão.