Cerca de 2,8 mil entidades empresariais divulgam manifesto e cobram resposta do STF à crise institucional

Manifesto reúne associações, federações e sindicatos de diferentes setores e pede que o plenário da Corte examine os fatos com urgência e transparência.
Entidades empresariais brasileiras divulgaram, nesta quarta-feira (9), um manifesto em que cobram do Supremo Tribunal Federal (STF) uma resposta pública diante da crise que envolve a Corte nas últimas semanas.
Intitulado “Manifesto à Nação Brasileira”, o documento já reúne a adesão de aproximadamente 2,8 mil associações, federações e sindicatos de diferentes setores e regiões do país.
O texto afirma que o Brasil atravessa uma “crise institucional de extrema gravidade” e defende que os fatos sejam analisados pelo plenário do Supremo.
“A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo”, diz o manifesto.
O documento não cita nominalmente ministros nem detalha quais episódios deveriam ser examinados.
Entre as entidades signatárias estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Também aderiram ao manifesto a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo.
Segundo a reportagem, a articulação foi conduzida pela Fiesp e reuniu representantes de setores como indústria automotiva, construção civil, mercado imobiliário, sistema financeiro, agronegócio, comércio, cooperativas e advocacia.
Uma versão preliminar chegou a mencionar a possibilidade de afastamento de autoridades sob suspeita, mas a proposta acabou retirada. Interlocutores do movimento avaliaram que não caberia às entidades empresariais pedir diretamente a saída de ministros do Supremo.
Parte dos setores também teria demonstrado receio de aderir ao documento por temor de retaliação em processos na Corte ou de que o movimento fosse interpretado como interferência política durante o período eleitoral.
Em manifestação nas redes sociais, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que as sucessivas crises em Brasília colocam as instituições em risco e defendeu discussões públicas e transparentes, com espaço para esclarecimentos dos envolvidos.
Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Bruno Moura/STF
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