Lula lança programa Imóvel da Gente para democratização de imóveis da União
Por André Luis
Durante evento realizado nesta segunda-feira (26) no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou o lançamento do Programa Imóvel da Gente. A iniciativa, conduzida pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, tem como objetivo principal destinar estrategicamente os imóveis do Governo Federal para políticas públicas prioritárias, considerando sua função social e ambiental.
“Essa iniciativa representa uma mudança significativa na gestão do patrimônio imobiliário federal. Estamos substituindo o antigo modelo de alienação por uma abordagem que prioriza a função social dos imóveis”, destacou Lula.
Moradias populares, novos espaços para atendimento de políticas públicas, escolas e unidades de saúde são algumas das destinações previstas para os imóveis ociosos, conforme salientado pelo presidente.
Durante o evento, foram apresentados dados que indicam que mais de 500 imóveis estão em estudo para possível destinação em cerca de 200 municípios. Entre as áreas contempladas estão educação, saúde, assistência social, segurança alimentar, cultura e esporte.
Além disso, foram assinados atos para a implementação do programa, incluindo o decreto de regulamentação do Programa de Democratização de Imóveis da União. O Imóvel da Gente contará também com o apoio de fóruns estaduais, que terão um papel importante na identificação e sugestão de destinações para os imóveis federais.
“A iniciativa representa um marco na promoção da habitação digna e no fortalecimento das políticas públicas de interesse social, demonstrando o compromisso do Governo Federal em buscar soluções inovadoras para os desafios habitacionais enfrentados pelo Brasil”, concluiu o presidente Lula.
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar. Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 […]
Salvo raras exceções, me furto de frequentar ambientes políticos. Numa região onde a atribuição do jornalista é sempre colocada a prova a partir de uma mera imagem, melhor evitar.
Mas não poderia deixar de dar um abraço no ex-prefeito Totonho Valadares, que ontem reuniu amigos e familiares em sua casa fazenda, onde celebrou seus 80 anos. A festa teve um simbolismo ainda maior depois do susto que ele sofreu, dia 10 de abril passado, quando enfrentou complicações de uma arritmia grave. Escapou, levado às pressas para o Hospital Regional Emília Câmara e depois, para o Eduardo Campos em Serra Talhada.
De lá pra cá, ainda enfrentou uma cirurgia para implantar um marca-passo (CDI) no PROCAPE, em Recife, e as complicações de uma infecção respiratória, provavelmente de origem hospitalar. Teve alta definitiva e está em casa. Os filhos decidiram por alguns cuidados, dentre eles, o de que Totonho não conceda entrevistas, temendo emoções fortes que possam causar uma intercorrência. Mas Valadares está em linhas gerais ótimo, principalmente em relação à consciência e cognição. Me recebeu com surpresa, principalmente depois de muitos convites sem presença à sua tradicional recepção de 1º de janeiro, uma marca de décadas, onde costuma receber os amigos.
Quando Totonho foi eleito vice-prefeito de Orisvaldo Inácio, em 1988, eu ainda não estava no rádio. Jovem, vi meu pai envolvido naquela eleição muito mais pela figura de Orisvaldo, envolvido que era no PSB local, que ajudou a fundar. Era também compadre de Antônio Mariano, que apoiou João Ézio, mas foi um dos 5.927 votos que ajudaram o socialista, contra os 5.622 eleitores que votaram em Ézio, para muitos uma invenção de Mariano, ao trazer um médico sertanejo, mas com vida no Marabá, o que determinou o início do fim de sua vitoriosa trajetória na política.
Como não havia reeleição, Totonho buscou pavimentar sua candidatura. Enfrentou resistência dos setores populares por ser tido como “homem das elites”, empresário, engenheiro, imagem construída desde a juventude, como alguém que teve condições de deixar Afogados e estudar fora, dentre outros rótulos que tentavam lhe impor. Venceu duas eleições na verdade. A primeira, contra os preconceitos em torno de sua candidatura. A segunda, ao bater Heleno Mariano nas eleições de 1992 com 6.508 votos contra 6.093 do candidato do PFL. Detalhe, Totonho foi eleito aos 46 anos, pelo PSDB.
Teve dois anos prefeito com um opositor, o governador Joaquim Francisco no Palácio, mas soube aproveitar os dois últimos, com Miguel Arraes no governo. Começou a implementar sua marca desenvolvimentista e ganhou as comunidades apoiando associações e organizações do campo. Aos poucos, foi deixando a imagem que o perseguiu até conquistar o governo, e passou a ser visto como quem se alinhou ao alicerce dos projetos mais populares, somando a visão que a engenharia lhe agregou para a vida política.
O ponto de fissura veio após a primeira eleição de Giza, que ele e a Frente Popular apoiaram em 1996, com a imagem que a ex-prefeita construiu de “mãe da pobreza”, após passar pela Secretaria de Assistência Social na gestão Orisvaldo. Giza invocou o direito à reeleição, aprovada em 1997 pelo Congresso, numa articulação por mais um mandato para FHC. Totonho invocara um documento assinado por Giza, ele, Patriota e partidos da Frente Popular em que a ex-gestora se comprometia em não disputar a reeleição caso a emenda passasse. Giza argumentou que havia um sentimento popular por sua reeleição e que estava disposta a seguir com o projeto. Nascia ali uma das maiores rivalidades da política afogadense, nada sequer próximo do que vemos hoje entre Sandrinho Palmeira e Danilo Simões, por exemplo. Era visceral, pessoal, além da divisão política.
Com a Frente rachada, Giza, então no PPS, buscou se alinhar a Antônio Mariano, garantindo os votos que lhe faltavam para bater o próprio Totonho em 2000, com 7.767 votos, contra 7.394 votos de Valadares, candidato pelo PTB.
Totonho venceria Giza em 2004, quando ela indicou Zé Ulisses, e em 2008, quando ela voltou a enfrentá-lo, chegando a três mandatos como prefeito do seu município. Giza, registre-se, também teve contribuição determinante para Afogados. A divergência também alimentou a vontade dos dois líderes de querer fazer mais que o outro.
Aquele período foi desafiador justamente porque, para quem fazia imprensa, na principal emissora, a Rádio Pajeú AM, era um inferno administrar a relação turbulenta entre eles. Mais ainda porque uma característica de Totonho, para muitos a virtude que o manteve tanto tempo vivo, era a de não guardar palavras, sentimentos, não ser politicamente correto, ao se furtar ou escolher o que dizer para não desagradar ou escandalizar. “Traidora” era o adjetivo mais comum. Administrar os direitos de resposta, que eram na verdade “direito de ataque”, era dificílimo. Um atacava, a outra respondia, o “um” queria rebater o rebate. E eu no meio desse fogo cruzado.
Naquela confusão, acho que nasceu um traço importante de minha relação com Totonho. Aprendi que tinha que estar preparado para responder ou ser franco no tom dele, ou pelo menos próximo a isso. Não lembro quantas vezes isso ocorreu ao vivo ou fora do microfone, mas a vida me ensinou a respeitá-lo exatamente por isso. Num mundo tão falso da política, onde você recebe tapas nas costas e é atacado a menos de 50 metros depois, a franqueza de Totonho sempre me admirou. Nunca sugeriu ou permitiu qualquer perseguição, boicote, cara feia de seus aliados e assessores em relação a mim. Se discordava de uma crítica, me ligava ou, antes de sentar na cadeira para uma entrevista, me dizia na lata o que pensava, questionava, discordava, mas me respeitava na divergência. E foi assim, em mais de 30 anos de convivência.
Totonho deixa um legado que, para quem acompanha e entende de história, representa um divisor de águas entre uma cidade interiorana e seu encontro com o futuro, abrindo horizontes para seu desenvolvimento e crescimento. O talentoso engenheiro, que trocou o sucesso na profissão pela política, desafiou a desconfiança inicial para se consolidar, com suas virtudes e defeitos, como um fundamental personagem de nossa história de 116 anos. Se Afogados é o que é hoje, tem muito de sua visão de mundo e determinação para contribuir com essa história. Isso vale um abraço!
Depois de ter sua peça cancelada por uma mescla de confusão e desrespeito da Secretaria de Cultura de Monteiro, na Paraíba, o artista eipciensese conversou com a prefeita Anna Lorena, que só tomou conhecimento da história através da repercussão do caso. Vi Araújo vai se apresentar na Praça de Alimentação da cidade dia 7 de […]
Depois de ter sua peça cancelada por uma mescla de confusão e desrespeito da Secretaria de Cultura de Monteiro, na Paraíba, o artista eipciensese conversou com a prefeita Anna Lorena, que só tomou conhecimento da história através da repercussão do caso.
Vi Araújo vai se apresentar na Praça de Alimentação da cidade dia 7 de abril, com o show de humor “Ví Araújo e a lucidez de Bíu Doido”, com todo o apoio e incentivo da prefeitura de Monteiro.
“A chefe do executivo municipal não havia tomado ciência da situação até a divulgação do incidente por meio da imprensa. Ela e assessores tiveram sensibilidade e profissionalismo para tratar o assunto”, disse.
“Reiteramos o nosso compromisso com o público, com os patrocinadores e com a arte. Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos que se mobilizaram, nos ajudaram e continuam torcendo para o sucesso do espetáculo”, pontuou Diógenes Freire, Produtor Cultural da Peça.
Vi Araújo é ator, comediante, diretor e produtor de filmes. Participou de filmes ao lado de Zé do Caixão. Também produziu e foi o ator principal do filme ”Biu Doido, um louco em estado de lucidez”.
Na manhã desta sexta-feira (10), a Prefeitura de Itapetim deu abertura ao programa Leite de Todos com um evento com a participação do prefeito Adelmo Moura e todas as mães cadastradas do município. O programa Leite de Todos é um convênio entre o governador Paulo Câmara e o Governo Municipal. Itapetim está sendo contemplado com […]
Na manhã desta sexta-feira (10), a Prefeitura de Itapetim deu abertura ao programa Leite de Todos com um evento com a participação do prefeito Adelmo Moura e todas as mães cadastradas do município.
O programa Leite de Todos é um convênio entre o governador Paulo Câmara e o Governo Municipal. Itapetim está sendo contemplado com 3,150 mil litros de leite semanal, totalizando 12.600 mil mensalmente. O programa vai beneficiar uma média de 450 pessoas, entre crianças de 2 a 6 anos e idosos a partir dos 60 anos.
A secretária de Ação Social Fia Cândido esteve presente na solenidade ao lado de outros secretários e vereadores.
Por motivos superiores, o deputado e secretário de Agricultura Nilton Mota, não pode comparecer ao evento hoje. Em breve será marcada uma nova data para o secretário vir em Itapetim.
No País, a saúde (pública ou privada) é classificada como péssima ou ruim por 55% dos brasileiros e regular para outros 34%. De modo geral, essa avaliação aparece de diferentes maneiras na sociedade e representa a visão de 94% dos que possuem planos de saúde e de 87% dos que dependem apenas do Sistema Único de […]
No País, a saúde (pública ou privada) é classificada como péssima ou ruim por 55% dos brasileiros e regular para outros 34%. De modo geral, essa avaliação aparece de diferentes maneiras na sociedade e representa a visão de 94% dos que possuem planos de saúde e de 87% dos que dependem apenas do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber assistência médico-hospitalar.
Os dados constam de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). O trabalho também teve o objetivo de identificar a expectativa dos brasileiros a respeito da atuação dos próximos governantes e parlamentares em relação à assistência médica. Como parte da investigação, ainda foi medida a opinião dos entrevistados, num aspecto geral, sobre a área da saúde e, de modo particular, a avaliação dos usuários sobre o atendimento no SUS, que neste ano completa 30 anos desde sua implementação.
O relatório será apresentado durante o XIII Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM), que ocorre nos dias 26 e 27 de junho em Brasília (DF). No encontro, espera-se reunir uma agenda de reivindicações da categoria sobre questões envolvendo a saúde e a medicina, a qual será encaminhada a todos os postulantes às Eleições de 2018, em níveis federal e estadual.
Para fazer frente aos problemas que geram esse tipo de avaliação, os brasileiros dão a fórmula aos candidatos que serão eleitos em 2018. Para a população, os políticos que vencerem o pleito devem adotar medidas que combatam a corrupção na área da saúde (26%); reduzam o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos (18%); aperfeiçoem a fiscalização dos serviços na rede pública (13%); fomentem a construção de mais postos e hospitais (11%); e garantam a oferta de melhores condições de trabalho e de remuneração para médicos e outros profissionais da área (9%).
“Os números deixam claro: a saúde não pode ser ignorada pelos candidatos, e para atender o anseio legítimo da população por uma assistência de qualidade, é preciso tratar a questão com seriedade. Em vez de anúncios midiáticos, os brasileiros cobram planejamento, mais recursos e uma boa gestão. Essa pesquisa é uma importante contribuição dos médicos para o debate político, com foco sobretudo na qualificação do SUS, sistema que a população considera uma grande conquista a ser mantida e aperfeiçoada”, ressaltou o presidente do CFM, Carlos Vital.
A proposta de realização do levantamento foi feita pela Comissão de Comunicação do CFM. “Somos defensores inquestionáveis do SUS. Assim, ao promover esse estudo, esperamos chamar a atenção de todos para a crise que afeta a assistência. Contamos que isso gere reflexões e tomada de decisões, principalmente entre os políticos candidatos em outubro”, ressaltou o 1º secretário do CFM, Hermann von Tiesenhausen, coordenador do grupo.
Para ele, a recuperação do sistema público, garantindo dignidade aos pacientes e aos médicos e outros profissionais que atuam nos postos e hospitais, “deve constar das plataformas de campanha e ser cumprido por aqueles que tomarem posse”.
A pesquisa CFM/Datafolha teve abrangência nacional e ouviu 2.087 pessoas – 59% delas residentes no interior. A amostra composta por homens e mulheres, com idade superior a 16 anos ou mais, respondeu a um questionário estruturado.
O governador Paulo Câmara se reúniu pela primeira vez após a posse, com todo o secretariado nesta sexta-feira (27). O encontro ocorreu no Palácio do Campo das Princesas esta tarde e foi encerrado agora há pouco. Na ocasião, Paulo Câmara reforçou sua determinação de completo rigor com as contas públicas do Estado. O governador destacou que Pernambuco […]
O governador Paulo Câmara se reúniu pela primeira vez após a posse, com todo o secretariado nesta sexta-feira (27). O encontro ocorreu no Palácio do Campo das Princesas esta tarde e foi encerrado agora há pouco.
Na ocasião, Paulo Câmara reforçou sua determinação de completo rigor com as contas públicas do Estado. O governador destacou que Pernambuco tem que se adequar ao novo cenário econômico do Brasil, determinado pelo Governo Federal. Paulo tratou com os auxiliares do Plano Plurianual (PPA) e do início das reuniões do Programa Todos por Pernambuco, que será retomado no próximo dia 13 de março.
Lançado em 2007 e reeditado em 2011 por Eduardo Campos, o Todos por Pernabuco da gestão de Câmara terá início no próximo dia 13 no Sertão do estado. O cronograma definido terá encontros em todas as regiões do Estado. No Sertão, passará dia 13 de março por Araripina, seguido por Petrolina (dia 14), Salgueiro (dia 15), Floresta (dia 19) e Afogados da Ingazeira dia 20. No total serão 12 seminários, que irão até o dia 29 de abril.
O governador acredita que o atual cenário de crise nacional não será permanente, mas perdurará por pelo menos dois anos, conforme anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “Todos os Estados devem fazer a sua parte. Adequando o planejamento para essa realidade nacional, com absoluto controle das contas públicas, mas sem deixar de lado os investimentos necessários para que a gente continue crescendo”.
O programa tem como objetivo coletar porpostas nas 12 microrregiões pernambucanas para que sejam analisadas ou até executadas pelo Executivo estadual. Essas propostas ajudarão a embasar o Plano Plurianual.
Antes do encontro, a única reunião de Paulo com o secretariado ocorreu no final do ano passado e teve como principal tema o Pacto Pela Vida.
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