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Luciano Duque cria o concurso “Puxa Saco do Ano” em ST

Por Nill Júnior

 

 

O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, do PT, aproveitou um almoço de confraternização no fim de semana na Fazenda Nova para brincar com o radialista Francys Maya, da Vilabella FM. Também para dar um recado, sabe-se lá a quem.

O prefeito disse ao ser filmado que o comunicador deveria lançar no seu programa o concurso “Puxa saco do ano em Serra Talhada”. O vídeo, claro, viralisou.

“É um dos maiores concursos que vamos ter na cidade. E não pense que essa figura só tem na política, tem no ramo de rádio também, porque tem uns que andam atrás dos radialistas, tem o que anda atrás dos empresários. É um ramo especializado, tem muito profissional”, disse.

Puxa saco, diz o Aurélio, é um adjetivo ou substantivo usado com sentido pejorativo que significa adulador, bajulador, baba ovo.

Um puxa saco é conhecido por rasgar seda, ou seja, elogiar alguém excessivamente com o objetivo de conseguir alguma coisa para o seu próprio benefício.

Normalmente os puxa-sacos mostram uma profunda admiração perante alguém que é superior em alguma hierarquia, como por exemplo, um político, patrão ou professor.

Em Serra Talhada, assim como na região, a maioria parece de fato ser ligada a políticos. Na corrida sucessória, por exemplo, cada pré-candidato tem seus seguidores mais fiéis. Eles estão no pé dos principais nomes, pra sair na foto, chalerar e alguns, para mostrar algum serviço. Claro, o adjetivo não se aplica aos que de fato contribuem estrategicamente com os projetos. Mas será um páreo duro. E se rodar outras cidades da região…

Outras Notícias

Vereador Carlos Roberto rompe com Carlos Veras em Tuparetama

O vereador Carlos Roberto do Sindicato (Avante) anunciou rompimento político com o deputado federal Carlos Veras (PT) em Tuparetama. Agricultor familiar e ex-presidente do sindicato dos trabalhadores rurais, Carlos Roberto foi eleito com 540 votos em 2024. A movimentação acontece na mesma semana em que o presidente da Câmara, Valmir Tunú (Podemos), fez o caminho […]

O vereador Carlos Roberto do Sindicato (Avante) anunciou rompimento político com o deputado federal Carlos Veras (PT) em Tuparetama.

Agricultor familiar e ex-presidente do sindicato dos trabalhadores rurais, Carlos Roberto foi eleito com 540 votos em 2024.

A movimentação acontece na mesma semana em que o presidente da Câmara, Valmir Tunú (Podemos), fez o caminho inverso e declarou apoio a Veras após romper com o deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos).

As mudanças em sentidos opostos mostram o momento de reconfiguração política pelo qual passa Tuparetama, município com cerca de 8 mil eleitores, a menos de seis meses das eleições.

São José do Egito: George Borja diz que não há disputa interna no PSB

Segundo a Gazeta FM 95,3 de São José do Egito, o odontólogo George Borja de Freitas compartilhou em conversas com jornalistas sua visão sobre o momento de escolha que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) do município enfrenta, no qual seu nome está inserido no processo. Durante a semana, a ex-vereadora Ana Maria lançou-se como pré-candidata […]

Segundo a Gazeta FM 95,3 de São José do Egito, o odontólogo George Borja de Freitas compartilhou em conversas com jornalistas sua visão sobre o momento de escolha que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) do município enfrenta, no qual seu nome está inserido no processo.

Durante a semana, a ex-vereadora Ana Maria lançou-se como pré-candidata pelo PSB, partido ao qual George também é filiado. Entretanto, o odontólogo assegura que não há disputa interna e que o nome escolhido pelo grupo será apoiado por todos. Ele ressalta que não tem objeções em apoiar Ana Maria, que compartilha da mesma perspectiva.

George enfatiza que não encara a situação como uma competição, mas sim como uma oportunidade de contribuir para a unidade da Frente Popular. Além de suas habilidades e experiências como odontólogo, empresário e professor universitário com Doutorado e Pós-Doutorado, ele destaca a necessidade de articular apoios e apresentar propostas sólidas para conquistar a confiança dos membros do partido e da população.

O odontólogo, que também é servidor concursado da Prefeitura de São José do Egito, demonstra estar comprometido com o processo democrático e com a construção de um projeto político que atenda às demandas e necessidades da comunidade local.

Prefeitura de Afogados promove 10ª. Semana do bebê 

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu início, na manhã nesta segunda-feira (17), a décima edição da semana do bebê, que este ano traz o tema “A vida pede licença, vacinar é preciso.” A solenidade de abertura aconteceu na praça em frente à secretaria municipal de saúde. A Semana do Bebê visa dar visibilidade às […]

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu início, na manhã nesta segunda-feira (17), a décima edição da semana do bebê, que este ano traz o tema “A vida pede licença, vacinar é preciso.”

A solenidade de abertura aconteceu na praça em frente à secretaria municipal de saúde.

A Semana do Bebê visa dar visibilidade às políticas públicas intersetoriais desenvolvidas pela Prefeitura de Afogados em benefício da primeira infância, enfatizando esse ano um tema tão importante: a cobertura vacinal de nossas crianças.

“O tema deste ano traz a reflexão sobre a importância das vacinas, sobretudo com a ameaça da volta de doenças que estávamos livres, como o sarampo e a paralisia infantil. A população sempre confiou nas vacinas, mas de uns anos para cá, com o negacionismo e a disseminação de fake news, vimos uma redução na procura, nos percentuais de cobertura”, destacou o Secretário de Saúde, Artur Amorim.

A programação da semana inclui ações no âmbito das diversas secretarias municipais. Durante o evento de abertura, profissionais de saúde vacinaram crianças e adultos com vacinas contra a pólio, febre amarela, influenza, bem como a vacina tríplice viral, além de outras vacinas ofertadas pela rede pública de saúde. 

A campanha de atualização da carteira de vacinação das crianças terá sequência durante toda a semana nas unidades básicas de saúde. 

“Nós estamos dando início a mais uma Semana do Bebê, ação fundamental para a promoção da atenção integral à primeira infância, uma ação que propiciou que Afogados conseguisse o selo Unicef, ainda na gestão José Patriota, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Prefeitura,” afirmou o vice-prefeito Daniel Valadares, presente à abertura, que contou ainda com a apresentação do Balé Expressart. 

Presenças também da Secretária de Assistência Social, Madalena Leite, da articuladora do Selo Unicef, Socorro Martins, do Secretário de Cultura e Esportes, Augusto Martins, da representante da Secretaria de Educação, Merizane Lacerda, do Coordenador do Programa Mãe Coruja Pernambuco, Wilson Rodrigues, e da presidente do Conselho da Criança e do Adolescente, Márcia Helena.

Projeto Cisterna na Escola já existe desde 2015 e foi luta da ASA, dizem entidades

Representantes de organizações ligadas à Articulação do Semi-árido mantiveram contato com o blog para destacar que a Articulação do semi-árido (ASA) já trabalha desde 2004 com o projeto “Cisterna na Escola”. Ontem, um projeto com mesmo nome foi apresentado pelo prefeito José Patriota ao Ministro Mendonça Filho. A nota dando “paternidade” de um novo projeto à […]

Imagem do projeto, apresentado no site da ASA Brasil

Representantes de organizações ligadas à Articulação do Semi-árido mantiveram contato com o blog para destacar que a Articulação do semi-árido (ASA) já trabalha desde 2004 com o projeto “Cisterna na Escola”. Ontem, um projeto com mesmo nome foi apresentado pelo prefeito José Patriota ao Ministro Mendonça Filho.

A nota dando “paternidade” de um novo projeto à gestão do prefeito José Patriota em Afogados gerou mal estar no meio de representantes de movimentos sociais que já lutam com a iniciativa há anos. Eles garantiram inclusive que o programa já é política pública do MDS desde 2015.

A ASA é uma rede que defende, propaga e põe em prática, inclusive através de políticas públicas, o projeto político da convivência com o Semiárido. É  formada por mais de três mil organizações da sociedade civil de distintas naturezas – sindicatos rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONG´s, Oscip, etc.

Ao blog, enviaram informações de toda a história do projeto. As experiências iniciais nasceram no meio das organizações da ASA, bastante impulsionadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Lançado em 2004, o Pacto Nacional Um Mundo para Criança e Adolescente do Semiárido, previa medidas para a melhoria das condições de vida das crianças e dos adolescentes, cumprindo metas em algumas áreas, incluindo educação. Enquanto isso, a constatação de que inúmeras escolas na região e fora dela deixam de funcionar por falta de água levou a Plenária do Consea, ocorrida em Recife, em julho de 2009, ano do centenário de Josué de Castro, a pautar especialmente a questão da água nas escolas.

Ainda em 2009, teve início um projeto-piloto mais amplo e mais organizado, protagonizada pela ASA Bahia, através do Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), com o apoio do MDS e do Governo da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).

A iniciativa foi ampliada em 2010, dessa vez sob a coordenação da ASA Brasil, a partir da parceria com o MDS, via Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS) e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). Deste modo, entre 2009 e 2011 foram construídas 875 cisternas escolares, em 143 municípios do Semiárido.

No período de 2012 a 2014, o Programa foi apoiado pela Fundação Avina, através da Avina Americas, e pela empresa Xylem. Tais apoios permitiram a implantação de 52 cisternas em escolas rurais do Semiárido baiano e cearense. Em 2015, a ASA iniciou uma nova fase, que beneficiaria cinco mil escolas.

O site do MDS também destacou o início das atividades do projeto. “Nova Russas, no Ceará, é a primeira beneficiária do Programa Cisterna nas Escolas, que irá atender 5 mil centros de ensino em 254 municípios da região até 2016; Armazenamento de água da chuva é fundamental para garantir segurança alimentar e aulas durante período de estiagem”, diz o órgão em nota de abril de 2015.

Provocado, o blog ouviu Alexandre Pires, da coordenador estadual e membro nacional Articulação do Semi-Árido. De fato desde 2013, quando a ASA conversava com o Ministério do Desenvolvimento Social e a Ministra Tereza Campelo, bem como o Ministério da Educação refletia a percepção de que muitas escolas no semi-árido estavam sendo fechadas por falta de segurança hídrica e abastecimento.

Ele diz que foi um movimento duplo, com entidades como a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB). Havia fragilidade nas escolas rurais por falta de água. Foi proposto um programa piloto chamado Cisterna nas Escolas. Em 2015 tivemos a primeira experiência do programa. Não é uma coisa que surge agora e é resultado de um diálogo entre Governo e Asa Brasil.

Segundo ele, qualquer movimento que surja agora contemplando cisternas nas escolas seria algo a se somar ao processo já em curso. Mas diz que por si só não aprofunda o debate. Também nos opomos a fechamento das escolas rurais. Há todo um debate politico para educação contextualizada para quem vive no semi-árido, envolvendo professores, cozinheiras, profissionais, sobre a gestão dos recursos hídricos, construindo valores além da construção física.

Queiroga diz que inclusão de novos grupos na vacinação atrapalha o PNI

Ministro participou de audiência da Comissão Temporária da Covid-19 Agência Brasil O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira (26) que a inclusão de determinados grupos por decisão de estados e municípios no programa de vacinação contra a covid-19 tem atrapalhado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. “Se nós respeitássemos […]

Ministro participou de audiência da Comissão Temporária da Covid-19

Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira (26) que a inclusão de determinados grupos por decisão de estados e municípios no programa de vacinação contra a covid-19 tem atrapalhado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. “Se nós respeitássemos o Programa Nacional de Imunizações conforme pactuado na [reunião] tripartite [União, estados e municípios], ele seria melhor”.

“É até um apelo que eu faço. Nós sabemos que, no afã de contribuir com a vacinação, às vezes, se pressiona para botar um grupo prioritário ou outro. Todos têm razão em querer ter a vacinação o mais rápido possível, mas, às vezes, isso atrapalha o nosso PNI. Então, fazer com que o PNI tenha as decisões pactuadas na tripartite mantidas e com que, nos municípios, nos mais de cinco mil municípios do Brasil, ele seja cumprido é um desafio para todos nós”, afirmou, durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado.

Queiroga também voltou a comentar sobre o cronograma divulgado pela pasta no sábado (24), o qual reduziu em 31% a previsão de entrega de doses de vacinas contra Covid em maio.

Até então, o cronograma anterior previa 46,9 milhões de doses para o próximo mês, enquanto o atual prevê 32,4 milhões de doses.

Segundo ele, a mudança ocorre devido à decisão da pasta de retirar do cronograma a previsão de doses das vacinas Covaxin e Sputnik, ainda não aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e pelo atraso na chegada de insumos usados pela Fiocruz e Butantan para produção das doses.

Questionado pelos senadores, o ministro negou que haja dificuldades diplomáticas para liberação dos insumos e atribuiu o atraso a entraves na produção do material.

“São questões administrativas e não diplomáticas. Se houve isso no passado, está superado”, disse.

Doses distribuídas e aplicadas

Queiroga criticou a polêmica entre doses distribuídas e as efetivamente aplicadas no país. Segundo o ministro, o vacinômetro do Ministério da Saúde aponta mais de 57 milhões de doses distribuídas e cerca de 37 milhões de doses aplicadas.

Sobre a diferença de 20 milhões de doses, o ministro explicou que algumas são reservadas para segunda dose e estão guardadas. Disse ainda que outras não chegaram aos municípios, porque “há um retardo, um delay de cerca de 10 dias para que essas doses, uma vez entregues, sejam distribuídas para os municípios”.

“O fato é que essa disparidade entre doses distribuídas e doses aplicadas tem gerado muita polêmica, muita polêmica em rede social, e tudo o que nós não precisamos neste momento é polêmica. Nós precisamos passar uma mensagem harmônica para a nossa sociedade”, ressaltou.

Óbitos

Sobre o Brasil já ter atingido este ano mais registro de óbitos pela covid-19 na comparação com todo o ano de 2020, o ministro da Saúde atribuiu ao fato da variante P1 do vírus, a de Manaus, ser mais contagiosa e também estar associada a uma maior letalidade. E defendeu a vacinação, aliada a outras medidas que considera fundamentais.

“É claro que não é só a vacinação. Tenho, desde o primeiro dia em que assumi o cargo, reiterado a importância das chamadas medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras e o distanciamento social”, disse.