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Lava Jato vazou delação para interferir na Venezuela após sugestão de Moro, diz The Intercept

Por Nill Júnior

The Intercept

Procuradores da Lava Jato se articularam para vazar informações sigilosas da delação da Odebrecht para a oposição venezuelana após uma sugestão do então juiz Sergio Moro.

As conversas privadas pelo aplicativo Telegram em agosto de 2017 indicam que a principal motivação para o vazamento era política, e não jurídica, e que os procuradores sabiam que teriam que agir nas sombras.

“Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?”, sugeriu Moro ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol às 14h35 do dia 5 de agosto.

Deltan respondeu mais tarde, explicando como eles poderiam fazer a operação: “Naõ dá para tornar público simplesmente porque violaria acordo, mas dá pra enviar informação espontãnea [à Venezuela] e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar público”.

Deltan já havia dito a Moro, em meio a uma conversa sobre os vazamentos: “Haverá críticas e um preço, mas vale pagar para expor e contribuir com os venezuelanos”.

A intenção de expor informações secretas comprometedoras contra o governo de Nicolás Maduro, agindo politicamente, o que não é papel do MPF, chegaria em um momento bastante tenso.

Em julho daquele ano, os EUA tinham ameaçado novas sanções se a Venezuela prosseguisse com a fundação de uma Assembleia Constituinte — uma nova entidade legislativa criada para fortalecer o governo e desmoralizar o Congresso, dominado pela oposição.

Uma semana depois, Trump faria uma ameaça de ação militar pela primeira vez desde o começo das tensões entre Washington e Caracas, quando Hugo Chávez foi eleito presidente em 1999.

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Outras Notícias

Escolha de Bolsonaro para Educação causa crise com bancada evangélica

Após repercussão negativa, professor universitário é chamado às pressas para conversa com eleito Da Folha de São Paulo A escolha do futuro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro gerou uma crise da equipe de transição com a bancada evangélica no Congresso. O nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, definido […]

Foto: Reprodução/YouTube

Após repercussão negativa, professor universitário é chamado às pressas para conversa com eleito

Da Folha de São Paulo

A escolha do futuro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro gerou uma crise da equipe de transição com a bancada evangélica no Congresso. O nome de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, definido por Bolsonaro para assumir o cargo causou reação de deputados contrários à escolha.

Com a pressão por uma desistência do educador, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez foi chamado às pressas de Juiz de Fora (MG) para conversar com Bolsonaro nesta quarta-feira (21). O nome do professor já circulava entre os cotados para o Ministério da Educação.

Rodriguez é formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana e em teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Hoje é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

A informação da escolha vazou na quarta (21), um dia antes da reunião marcada entre Mozart e Bolsonaro para selar a indicação.

Em nota, o Instituto Ayrton Senna disse que Mozart não foi convidado e que ele teria reunião com Bolsonaro nesta quinta-feira (22).

Nas redes sociais, após a veiculação do nome de Mozart e a reação da bancada, o presidente eleito disse que “até o presente momento não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação”.

Ao site O Antagonista, Bolsonaro afirmou que “não existe essa possibilidade” ao comentar a nomeação do diretor do instituto.

Segundo relato à Folha de pessoas próximas ao educador, ele foi sim procurado na semana passada e acenou ao futuro governo aceitar o posto.

O plano da equipe do presidente eleito era de que o nome fosse oficializado nesta quinta após a reunião, em Brasília, quando Mozart e Bolsonaro discutiriam condições para ele assumir a pasta.

Membro da bancada, Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ) disse que os parlamentares levaram a insatisfação ao futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Onyx, segundo ele, confirmou que teve conversas com Mozart, mas que nada havia sido definido.

O deputado afirmou que o nome de Mozart “desagradou e muito”. “Para nós, o novo governo pode errar em qualquer ministério, menos no da Educação, que é uma questão ideológica para nós”, disse.

O perfil do educador é classificado por servidores do Ministério da Educação como moderado. Em nenhum momento, por exemplo, ele deu declarações a favor do projeto da Escola sem Partido ou contra discussões sobre gênero em sala de aula.

Os dois temas, em debate no Congresso Nacional contra o que seria uma doutrinação partidária por professores, serviram para alavancar o nome de Bolsonaro no cenário nacional bem antes de sua pré-candidatura presidencial.

Com apoio dos evangélicos, o presidente eleito foi um dos líderes de movimento contra a discussão de gênero nas escolas.

Comício de Trump é interrompido após sons de tiros, na Pensilvânia

Donald Trump foi escoltado por seguranças e retirado do palco de um comício após serem ouvidos sons que se parecem com tiros, na cidade de Butler, estado da Pensilvânia, neste sábado (13). O evento foi interrompido. A imagem mostra o que parece ser sangue na orelha de Trump. Segundo o Serviço Secreto dos EUA, ele está bem e seguro, e […]

Donald Trump foi escoltado por seguranças e retirado do palco de um comício após serem ouvidos sons que se parecem com tiros, na cidade de Butler, estado da Pensilvânia, neste sábado (13). O evento foi interrompido.

A imagem mostra o que parece ser sangue na orelha de Trump. Segundo o Serviço Secreto dos EUA, ele está bem e seguro, e que medidas de proteção foram implementadas ao seu redor.

O candidato presidencial republicano levantou o punho enquanto foi escoltado até um veículo pelos agentes do Serviço Secreto. Atiradores se posicionaram no telhado perto do palco onde Trump estava.

O Serviço Secreto anunciou que há uma investigação em andamento: “Esta é agora uma investigação ativa e mais informações serão divulgadas quando disponíveis”. A Casa Branca divulgou uma nota informando que o presidente e candidato Joe Biden foi informado sobre o incidente envolvendo Donald Trump.

Temer é transferido para batalhão da PM em SP

O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso desde quinta-feira da semana passada na sede da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, foi transferido, hoje, para o Comando de Policiamento de Choque, da Polícia Militar, localizado na Luz, região central da cidade. A PF alegou não ter condições de abrigá-lo. Por ser ex-presidente e advogado, a […]

O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso desde quinta-feira da semana passada na sede da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, foi transferido, hoje, para o Comando de Policiamento de Choque, da Polícia Militar, localizado na Luz, região central da cidade.

A PF alegou não ter condições de abrigá-lo. Por ser ex-presidente e advogado, a defesa alegou que Temer tem direito a uma sala de estado maior, o que não há no prédio da PF Lapa.

A juíza Carolina Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, aceitou pedido da PF e determinou a transferência.

Em nota, a PF afirmou que “Conforme determinação da 7 Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, o ex-presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia foi transferido da Sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo para o Comando de Policiamento de Choque, onde deverá cumprir a prisão preventiva em sala de Estado-Maior”.

A Polícia Militar cogitou outras duas salas, ambas no prédio que abriga a Cavalaria, na Rua Dr. Jorge Miranda, a mesma rua em que fica o CP Choque.

Temer passou uma noite em uma sala de reunião no 9º andar do prédio da Superintendência da PF, a poucos metros do gabinete do superintendente. O espaço tem cerca de 20 m², usado em reuniões e para entrevistas coletivas, e não tinha banheiro.

No dia seguinte, Temer foi levado para outro local – uma sala no 10º andar, onde há banheiro, onde ficou no final de semana. Ele dispensou o direito a banho de sol, mas pediu para caminhar no corredor.

Morre Hélio Urquiza, político e radiodifusor

Faleceu na madrugada desta sexta-feira o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Bom Conselho, Hélio Urquiza. Tinha 82 anos.  Ele foi dormir e acabou sendo encontrado morto pela esposa Jacilda pela madrugada. A família suspeita de um infarto. Gente boa e de um agradável convívio, Hélio era também radiodifusor, como proprietário e idealizador da Rádio Papacaça […]

Faleceu na madrugada desta sexta-feira o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Bom Conselho, Hélio Urquiza. Tinha 82 anos.  Ele foi dormir e acabou sendo encontrado morto pela esposa Jacilda pela madrugada. A família suspeita de um infarto.

Gente boa e de um agradável convívio, Hélio era também radiodifusor, como proprietário e idealizador da Rádio Papacaça de bom Conselho. Participava ativamente das reuniões da entidade, como no Encontro Asserpe de Afogados da Ingazeira, em 2015, quando visitou com demais radiodifusores o Museu do Rádio.

Casado com a ex-prefeita de Olinda, Jacilda Urquiza, tinha uma filha militando na política, Isabel Urquiza. Ela foi candidata à vice-governadora na chapa de Anderson Ferreira.

Hélio foi marcado por algumas tragédias pessoais. Em 2012, perdeu um filho, Hélio Urquisa Filho, devido a problemas surgidos após uma cirurgia. Dois anos antes, o casal perdera uma filha, Há dois anos, a ex-deputada estadual e ex-prefeita Jacilda Urquiza perdera uma filha, Magda Urquisa.

Ainda não foram divulgados horário de velório e sepultamento.

Dinca diz que filho de Sebastião Dias ostenta na Dinamarca enquanto servidores sofrem

O ex-prefeito de Tabira, Dinca Brandino, criticou o prefeito Sebastião Dias por ser flagrado jogando baralho em uma reunião da Amupe e seu filho, Alan Dias, segundo ele de férias por países nórdicos como a Dinamarca. No link do post você vê o vídeo. “Enquanto o filho do prefeito brinca de asa delta na Dinamarca […]

Segundo Dinca, flagrante de Alan Dias na Dinamarca é uma vergonha

O ex-prefeito de Tabira, Dinca Brandino, criticou o prefeito Sebastião Dias por ser flagrado jogando baralho em uma reunião da Amupe e seu filho, Alan Dias, segundo ele de férias por países nórdicos como a Dinamarca. No link do post você vê o vídeo.

“Enquanto o filho do prefeito brinca de asa delta na Dinamarca e o prefeito joga baralho em Recife durante palestra que apresentava alternativas para os problemas do município, o povo de Tabira sofre com salários em atraso, falta remédios e médicos no hospital e até nos postos de saúde tambem falta”, denuncia.

Na verdade o esporte praticado no vídeo não é Asa Delta, mas um voo de parasail, um paraquedas rebocado geralmente por uma lancha.

“A meu ver, quem não foi eleito, administra o dinheiro do municipio de Tabira enquanto aquele que deveria administrar brinca de baralho” acrescenta .

Segundo Dinca, apenas no mês de novembro de 2019, fruto do FPM, ICMS e arrecadação municipal, a Prefeitura de Tabira recebeu mais de R$ 3 milhões e 400 mil. “Mesmo assim,  servidores se queixam de quatro meses de salários em atraso e sem previsão de receber”.

“Falta dinheiro na Prefeitura ou vergonha para administrar o dinheiro público ? Eu esperava que neste Natal que se aproxima em Tabira, fosse um natal sem fome. Mas infelizmente o Natal será sem fome para alguns, e com muita fome para outros”, diz.

Assista o vídeo do filho do Prefeito passeando de Asa Delta pela Dinama