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Kassio pede a Fachin providências após decisão de Dino e critica interferência do STF no TS

Por Michael Andrade

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, levou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta segunda-feira (28), preocupações sobre decisões individuais de integrantes do Supremo que, em sua avaliação, avançam sobre competências da Justiça Eleitoral.

O episódio mais recente envolve uma decisão do ministro Flávio Dino relacionada às publicações sobre Nossa Senhora Aparecida que passaram a integrar a disputa presidencial. Dino reverteu uma ordem do ministro André Mendonça, do TSE, que havia determinado a remoção de conteúdos considerados falsos sobre o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Mendonça havia atendido a um pedido da campanha do candidato e determinado que plataformas removessem publicações que o vinculavam a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Dino analisou um pedido do humorista Antonio Tabet, que teve uma publicação atingida pela decisão do TSE, em um processo que já tramitava em seu gabinete no Supremo. O ministro entendeu que não havia, naquele caso, elementos suficientes para justificar a restrição à liberdade de expressão.

Para Kassio Nunes Marques, porém, o procedimento levanta questionamentos sobre a distribuição de processos e sobre os limites da atuação do STF em assuntos que estão sob análise da Justiça Eleitoral.

Segundo a reportagem, o presidente do TSE manifestou preocupação com o que considera risco de “captura institucional” da Corte Eleitoral e defendeu a adoção de providências para evitar que processos já existentes no Supremo sejam utilizados para direcionar novas questões a ministros específicos.

A mesma preocupação aparece em apurações de outros veículos. Nos bastidores, Kassio teria usado a expressão “TSE paralelo” para se referir a decisões individuais tomadas no Supremo sobre assuntos com reflexos diretos na eleição.

Além do episódio envolvendo Dino, outra decisão mencionada nas críticas é a do ministro Gilmar Mendes sobre o reajuste do Bolsa Família. Gilmar analisou o tema em um processo anteriormente arquivado e entendeu que a correção do benefício não violava as restrições previstas na legislação eleitoral.

Gilmar e Dino sustentam, por outro lado, que os pedidos analisados guardavam relação com processos que já estavam sob suas relatorias e que, por isso, não houve irregularidade na distribuição.

A tensão ocorre em meio a divergências entre integrantes do STF e do TSE sobre os limites de atuação das duas Cortes durante o período eleitoral.

Nesta segunda-feira, Dino também pediu que sua decisão no caso das publicações sobre Nossa Senhora Aparecida seja submetida ao plenário do Supremo. Caberá a Fachin definir quando o colegiado analisará o tema.

A controvérsia ocorre a menos de uma semana do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Outras Notícias

Isenção do IR: Senado deve aprovar projeto rapidamente, avaliam senadores

Depois de mais de seis meses de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (1º) o projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais, além de descontos para quem ganha até R$ 7.350. Esse projeto (PL 1.087/25) foi proposto pelo governo federal. […]

Depois de mais de seis meses de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (1º) o projeto de lei que prevê a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais, além de descontos para quem ganha até R$ 7.350. Esse projeto (PL 1.087/25) foi proposto pelo governo federal.

A expectativa dos senadores é que a matéria tramite de forma mais rápida no Senado e possa valer já no próximo ano. Para entrar em vigor em 2026, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República ainda em 2025.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), avalia que a votação do projeto no Plenário do Senado deve ocorrer até o início de novembro. Mas, antes disso, o texto precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

— Tem de passar rápido, porque o brasileiro não quer pagar imposto no ano que vem. Nossa expectativa é que até novembro a gente possa votar aqui [no Plenário do Senado]. No máximo, no começo de novembro — disse Randolfe.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) considera que a proposta não enfrentará obstáculos no Senado.

— Acho que vai aprovar. É evidente que haverá alguns destaques. A proposta do PL é ampliar a faixa de isenção para R$ 10 mil, e não para R$ 5 mil, que ainda é pouco. Chegando aqui [no Senado], votamos rápido — reiterou.

O Senado já havia aprovado um projeto semelhante na semana passada, na Comissão de Assuntos Econômicos. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE, foi o relator da proposta, que foi encaminhada à Câmara. Conforme ele mesmo contou, essa decisão teve o objetivo de pressionar aquela Casa a aprovar o projeto do governo.

Compensação

Atualmente, estão isentos do Imposto de Renda os contribuintes que recebem até R$ 3.036 por mês. Para compensar a ampliação dessa faixa de isenção — que terá um custo estimado de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos —, o projeto propõe a criação de um “imposto mínimo” sobre a renda de pessoas físicas de alta renda, cujos ganhos costumam incluir parcelas isentas, como lucros e dividendos.

De acordo com a proposta, o novo imposto incidirá sobre contribuintes que recebem acima de R$ 50 mil por mês (ou R$ 600 mil por ano). A alíquota será progressiva, chegando a 10% para quem ganha R$ 100 mil ou mais por mês (equivalente a R$ 1,2 milhão por ano).

Segundo o governo, cerca de 141 mil contribuintes poderão ser impactados pelo novo imposto. Atualmente, esse grupo paga, em média, apenas 2,5% de Imposto de Renda efetivo sobre seus rendimentos totais.

Correção da tabela

O texto aprovado pela Câmara passou por alterações promovidas pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que foi o relator da matéria. O texto prevê que o Poder Executivo envie ao Congresso, no prazo de um ano, uma proposta de política nacional de atualização da tabela do Imposto de Renda.

A justificativa apresentada pelo governo, quando apresentou seu projeto, é que a iniciativa beneficiará diretamente cerca de 15 milhões de pessoas, enquanto apenas aproximadamente 140 mil contribuintes de alta renda serão impactados pela compensação da nova faixa de isenção. As informações são da Agência Senado.

Abordagem policial a comerciantes gera debate em Belo Jardim

Do Belo Jardim News Um vídeo que mostra policiais militares imobilizando um homem durante uma abordagem em frente a uma churrascaria, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, está repercutindo em grupos de notícias da cidade e da região. O homem sendo imobilizado foi identificado como Marcinho da Fruta, irmão do outro jovem que também […]

Do Belo Jardim News

Um vídeo que mostra policiais militares imobilizando um homem durante uma abordagem em frente a uma churrascaria, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, está repercutindo em grupos de notícias da cidade e da região.

O homem sendo imobilizado foi identificado como Marcinho da Fruta, irmão do outro jovem que também foi algemado. Ambos são filhos do empresário Macaxeira da Fruta, que aparece na filmagem na hora da ocorrência. A família trabalha com revenda de frutas no atacado abastecendo Belo Jardim e região.

O caso aconteceu na manhã deste domingo (09/08) e as circunstâncias da ocorrência ainda não foram esclarecidas. A forma como ocorreu a abordagem policial gerou o debate nas redes.

A POSIÇÃO DA PM

A PMPE e o 15º BPM se pronunciaram sobre a ação em Belo Jardim que tem gerado debate nas redes:

NOTA DE ESCLARECIMENTO – PMPE

Neste sábado (08/08), a Polícia Militar deteve dois homens em um comércio de Belo Jardim. Um deles resistiu à voz de prisão, mas foi contido e, em seguida, ambos foram conduzidos à delegacia local, onde a autoridade policial abriu um inquérito por portaria.

As circunstâncias do fato serão apuradas pela corporação para avaliar excessos na intervenção.

Atenciosamente,

Assessoria de Comunicação Social da PMPE

ASCOM – PMPE

Araripina: prefeito nomeia a filha como secretária de educação

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) encaminhou nesta sexta-feira (25) ao prefeito de Araripina, no Sertão do estado, Raimundo Pimentel (PSL), um ofício solicitando informações sobre as razões de ordem técnica que justifiquem a nomeação da filha do prefeito, Larissa Muniz Falcão, para o cargo de secretária de educação do município. A nomeação foi feita […]

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) encaminhou nesta sexta-feira (25) ao prefeito de Araripina, no Sertão do estado, Raimundo Pimentel (PSL), um ofício solicitando informações sobre as razões de ordem técnica que justifiquem a nomeação da filha do prefeito, Larissa Muniz Falcão, para o cargo de secretária de educação do município. A nomeação foi feita nesta semana. A filha do prefeito é formada em medicina. A informação é do G1 Petrolina.

Em nota, o prefeito de Araripina informou que, na visão dele, a filha tem total capacidade técnica e administrativa para exercer as funções de secretária municipal de educação. Ele disse ainda que se baseou em várias decisões do Supremo Tribunal Federal que tratam do tema do nepotismo na administração pública.

Segundo Raimundo Pimentel, nas decisões do STF ficou estabelecido que os cargos de secretário municipal são de natureza política, de nomeação a critério do prefeito, por conta do grau de confiança inerente à função. De acordo com o prefeito, o nepotismo não se aplica a esse tipo de situação, desde que comprovada a capacidade técnica do ocupante do cargo.

De acordo com o promotor de justiça Bruno Miquelão, após receber a notificação oficial, o prefeito vai ter um prazo de dez dias úteis pra responder ao Ministério Público. No último dia 8, o promotor já havia recomendado que o prefeito não empossasse parentes para cargos comissionados, ou familiares que tivessem relação de parentesco com ele, com o vice-prefeito ou com qualquer outro servidor com cargo de chefia, direção ou assessoria.

Em São José do Egito, vice também testa positivo para coronavirus

Em carta à população, o vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos, disse que seu exame pra detectar o coronavírus deu positivo. “Não me surpreendi. Por ser médico e me dedicar a combater esta epidemia em São José do Egito e região tinha grandes chances de ser infectado”. O Prefeito, Evandro Valadares, já tinha […]

Em carta à população, o vice-prefeito de São José do Egito, Eclérinston Ramos, disse que seu exame pra detectar o coronavírus deu positivo.

“Não me surpreendi. Por ser médico e me dedicar a combater esta epidemia em São José do Egito e região tinha grandes chances de ser infectado”.

O Prefeito, Evandro Valadares, já tinha revelado ter  dado positivo assintomático ontem.

Ele afirmou que  não desenvolveu até o momento nenhum sintoma grave da doença. Teve  apenas uma leve irritação na garganta. “Ninguém está livre de ser contaminado pelo COVID 19. Por isso venho em primeiro lugar agradecer a Deus por não estar em estado grave, agradecer a todos as manifestações de amigos, familiares, correligionários e aqueles que se solidarizaram mesmo com diferenças”.

Neste momento ele encontra-se isolado cuidando pra não contagiar outras pessoas. “Ao povo de São José do Egito deixo meu pedido; se cuidem, fiquem em casa, cuidem da higiene pessoal, só saia de casa se for extremamente necessário e use sempre máscara, mãos limpas e álcool em gel”, conclui.

 

Antônio Moraes aponta excesso em apreensões de lotações no Recife

“Há informações de que empresas de ônibus intermunicipais estariam gratificando policiais para interceptar os carros fretados”, critica o parlamentar A apreensão de veículos de aluguel, também conhecidos como lotações, que transportam passageiros do Interior para a capital do Estado, foi criticada por Antônio Moraes (PSDB), na Reunião Plenária desta segunda (5). Segundo o deputado, estão ocorrendo […]

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“Há informações de que empresas de ônibus intermunicipais estariam gratificando policiais para interceptar os carros fretados”, critica o parlamentar

A apreensão de veículos de aluguel, também conhecidos como lotações, que transportam passageiros do Interior para a capital do Estado, foi criticada por Antônio Moraes (PSDB), na Reunião Plenária desta segunda (5). Segundo o deputado, estão ocorrendo excessos das autoridades policiais nas abordagens a carros e vans consideradas irregulares para esse tipo de transporte.

“As pessoas vêm do Interior, principalmente, para consultas médicas, e, quando chegam à capital, o veículo é retido e o passageiro fica no meio da rua. Isso é abuso de autoridade e fonte de constrangimento para esses cidadãos”, considerou o parlamentar. “Há informações de que empresas de ônibus intermunicipais estariam gratificando policiais para interceptar os carros fretados. A Corregedoria deveria apurar essas denúncias”, complementou.

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Em apartes, os deputados Botafogo (PDT), João Eudes (PRP), Eduíno Brito (PHS), Tony Gel (PMDB) e Odacy Amorim (PT) relataram vários casos de dificuldades enfrentadas pela população por conta das apreensões. “O município de Petrolina, por exemplo, tinha feito uma licitação para fazer o transporte de pacientes em veículos fretados, mas desistiu de manter o serviço por conta dessas retenções”, apontou Amorim.

O deputado Aluísio Lessa (PSB), por sua vez, argumentou que também estaria havendo excessos na maneira como as cidades usam o fretamento. “Como muitas gestões municipais não têm capacidade de fazer o transporte de todos os pacientes, os vereadores estão alugando veículos para suprir essa carência”, relatou o socialista, que sugeriu uma audiência pública com representantes das esferas municipal e estadual para debater o tema.

Antônio Moraes propôs a realização do encontro pela Comissão de Administração Pública. “Precisamos regulamentar a concessão de placas de uso comercial e o transporte que pode ser feito por esses carros. É necessário ter o mesmo critério em todos os municípios”, pontuou o tucano.

Falta opções e há monopólio: A questão gera muitos debates também no interior. Há críticas ao monopólio de empresas como a Progresso, sem opções de horários e a falta de regulamentação deste transporte alternativo no interior. No Pajeú, por exemplo, muitas rotas alternativas deixaram de atender diante do rigor na fiscalização.