Notícias

João Paulo torna pública nota reafirmando oposição à Raquel Lyra

Por André Luis

Por André Luis

Durante a Reunião Plenária realizada nesta segunda-feira (7) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o deputado estadual João Paulo (PT), fez a leitura da nota da Frente Brasil da Esperança, uma coalizão composta por PT, PCdoB e PV, na qual é reafirmada a posição de oposição ao governo da atual gestora do Estado, Raquel Lyra.

O documento, que já havia sido elaborado e discutido internamente pelos integrantes da coalizão, enfatiza que a Frente Brasil da Esperança não apoiou Raquel Lyra durante o período eleitoral. Além disso, a nota ressalta a existência de parcerias políticas da governante que não estão alinhadas com os objetivos e a visão política liderada por Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente e atual líder do Partido dos Trabalhadores.

Ao tornar pública essa nota de oposição, o deputado João Paulo evidencia o comprometimento da Frente Brasil da Esperança em desempenhar um papel ativo e crítico na esfera política estadual. 

A coalizão se posiciona como uma voz de fiscalização e monitoramento das ações do governo de Raquel Lyra, enquanto destaca seu compromisso em defender as parcerias estabelecidas entre o governo Lula e as administrações estaduais e municipais em prol do bem-estar da população.

“A posição política da frente se dá reafirmando nosso compromisso com Pernambuco, acompanhando e fiscalizando ações da gestão estadual com responsabilidade, fazendo um debate positivo e de alto nível e defendendo as importantes parcerias que vêm sendo estabelecidas entre o governo Lula e as gestões estadual e municipais para benefício da população”, afirmou o deputado João Paulo durante a leitura.

O pronunciamento do deputado destaca o contexto político multifacetado em Pernambuco, onde diferentes visões e posturas políticas se entrelaçam, moldando a dinâmica das decisões governamentais e legislativas no estado.

Outras Notícias

Vice-prefeito de Calumbi é vítima de sequestro relâmpago na PE-320

O vice-prefeito de Calumbi, João Mocó, e passageiros de uma Van foram vítimas de sequestro relâmpago nesta quinta-feira (28), na rodovia estadual PE-320. O condutor do veículo ao parar pra um suposto passageiro foi surpreendido com o anúncio do assalto. Enquanto apontava a arma para o político, mais dois homens saíram da caatinga e reforçaram […]

assalto2jpg1346243351503e0b17bb841
Foto ilustrativa

O vice-prefeito de Calumbi, João Mocó, e passageiros de uma Van foram vítimas de sequestro relâmpago nesta quinta-feira (28), na rodovia estadual PE-320.

O condutor do veículo ao parar pra um suposto passageiro foi surpreendido com o anúncio do assalto. Enquanto apontava a arma para o político, mais dois homens saíram da caatinga e reforçaram a ação criminosa.

Segundo informações do blogueiro Júnior Campos, os homens levaram o veículo pra uma estrada vicinal, próximo ao Sitio Baixa do Juá e liberaram os passageiros após subtraírem todos seus pertences. Ao buscar por socorro em uma casa, uma das vítimas, por telefone, acionou a polícia, que em uma ação rápida prendeu um dos acusados de praticar o assalto.

9º Festival de Cinema de Triunfo começa segunda-feira (8)‏

O 9º Festival de Cinema de Triunfo, que acontece de 8 a 13 de agosto no Sertão de Pernambuco, presta uma homenagem especial neste ano a Germano Haiut e Maeve Jinkings, em reconhecimento à contribuição do ator e da atriz para o audiovisual brasileiro. “Todos os anos homenageamos profissionais que dão/deram uma grande contribuição ao cinema produzido em […]

Foto-teatro-Triunfo-642x336O 9º Festival de Cinema de Triunfo, que acontece de 8 a 13 de agosto no Sertão de Pernambuco, presta uma homenagem especial neste ano a Germano Haiut e Maeve Jinkings, em reconhecimento à contribuição do ator e da atriz para o audiovisual brasileiro.

“Todos os anos homenageamos profissionais que dão/deram uma grande contribuição ao cinema produzido em nosso Estado e no Brasil. A escolha de Germano e Maeve reflete essa relação estreita que eles possuem com a cadeia audiovisual e, mais do que isso, tem o objetivo de dar visibilidade a tudo o que eles produziram ao longo de suas carreiras”, comentou a coordenadora de Audiovisual da Secult-PE/Fundarpe, Milena Evangelista.

Com mais de 50 anos de carreira dedicados às artes, cinema e teatro, Germano Haiut revelou estar surpreso com a homenagem do evento. “Essa é a primeira vez que recebo um reconhecimento desse porte. Fiquei assustado no começo, pois esse tipo de coisa parece um prenúncio do fim das nossas vidas, mas me sinto muito honrado em dividir o palco com cineastas tão talentosos e reconhecidos no mundo todo, como os de Pernambuco”, disse Haiut.

Nascido no Recife (1938) e com mais de 20 peças no currículo, o ator possui ampla trajetória no Teatro Pernambucano. No cinema, atuou em curtas-metragens como Clandestina FelicidadePapa Figo e Rosa e Benjamin e nos longas-metragens Eles VoltamPaís do DesejoQuincas Berro D’ÁguaReflexões de um LiquidificadorO ano em que meus pais saíram de fériasBaile Perfumado, entre outros. Além do cinema e do teatro, Germano Haiut também atuou nas minisséries A Pedra do Reino e Amores Roubados. “Apesar dos 78 anos, devo voltar em breve aos palcos”, contou.

Já Maeve Jinkings disse que ficou muito feliz com o agraciamento e revelou que está ansiosa para chegar logo em Triunfo. “Quero muito chegar à cidade e receber o carinho do público que admira e reconhece minha trajetória artística”, disse Jinkings.

“Apesar de não ser de Pernambuco, Maeve representa a força feminina do cinema pernambucano, tendo atuado em mais de dez longas de nosso Estado, tanto como atriz e quanto preparadora de elenco”, comentou Evangelista.

Festival: De 8 a 13 de agosto, 33 curtas e longas-metragens em competição vão ganhar a tela do Cine Theatro Guarany, um dos mais belos equipamentos públicos e também patrimônio material do Estado. Um júri oficial e um júri popular vão selecionar as melhores produções nas categorias longa-metragem nacional, curta-metragem nacional, curta-metragem pernambucano, curta-metragem infanto-juvenil e curta-metragem dos Sertões. Este ano, serão R$ 26 mil em prêmios aos vencedores, que também receberão o Troféu Caretas.

Além disso, o 9º Festival de Cinema de Triunfo está com uma série de atividades descentralizadas em todo o Sertão do Pajeú, que irá alcançar moradores da cidade de Serra Talhada e Afogados da Ingazeira. Destaque para o Seminário Inclusão no Audiovisual, que discutirá temas como cotas, descentralização e representação de gênero na cadeia produtiva; o Seminário Diálogos da ABPA (Associação Brasileira de Preservação Audiovisual), que, em parceria com a Fundaj, debaterá a importância dos arquivos regionais; e as oficinas gratuitas de cinema voltadas para crianças e jovens da região. Confira aqui a programação completa do evento.

Armando Monteiro pede para a militância “trabalhar mais do que nunca”

Restando pouco mais de 45 dias para o fim da campanha eleitoral Armando Monteiro (PTB) candidato a governador, pediu a militância para “trabalhar mais do que nunca” e garantir o sucesso nas urnas no pleito deste ano. “Nessa reta final, nós precisamos trabalhar mais do que nunca. Vamos precisar de cada um para que nós […]

militancia

Restando pouco mais de 45 dias para o fim da campanha eleitoral Armando Monteiro (PTB) candidato a governador, pediu a militância para “trabalhar mais do que nunca” e garantir o sucesso nas urnas no pleito deste ano.

“Nessa reta final, nós precisamos trabalhar mais do que nunca. Vamos precisar de cada um para que nós possamos garantir nas urnas o resultado que abre uma perspectiva nova para Pernambuco”, clamou, durante plenária com as lideranças ligadas à candidata a deputada federal, Isabella de Roldão (PDT), na noite desta quarta-feira (20), no Recife.

Armando ainda lembrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT) apoiam seu projeto aqui em Pernambuco.

Por fim, o candidato a governador pelo PTB enfatizou que, se eleito, vai acelerar o processo de mudanças e de novas conquistas para o Estado. Para tanto, Armando reforçou que a educação será “a prioridade das prioridades” em seu governo. “Vamos fazer com que Pernambuco possa promover um desenvolvimento de melhor qualidade, mais justo, mais equilibrado, que garanta aos jovens a oportunidades que não estão sendo oferecidas”, garantiu.

Fiocruz divulga ajustes no cronograma de entregas de vacinas contra a Covid-19

Através de comunicado divulgado nesta terça-feira (23), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esclareceu que, “por tratar-se de uma nova tecnologia e da complexidade de implantação da produção da vacina Covid-19, foram necessários ajustes no cronograma de entregas do Instituto de Tecnologia em Imunobilógicos (Bio-Manguinhos) ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde”. Segundo […]

Através de comunicado divulgado nesta terça-feira (23), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esclareceu que, “por tratar-se de uma nova tecnologia e da complexidade de implantação da produção da vacina Covid-19, foram necessários ajustes no cronograma de entregas do Instituto de Tecnologia em Imunobilógicos (Bio-Manguinhos) ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde”.

Segundo a Fiocruz, o cronograma de previsão de entregas será o seguinte: março – 3,9 milhões; abril – 18,8 milhões; maio – 21,5 milhões; junho – 34,2 milhões e julho – 22 milhões.

Ainda segundo a Fiocruz, “por se tratar de um processo complexo de formulação, envase e controle de qualidade de vacina com a nova tecnologia, qualquer alteração no cronograma será comunicada com transparência e a maior brevidade possível”. 

Por último o comunicado informa que, “as entregas ao Ministério da Saúde somarão 100,4 milhões no primeiro semestre do ano. A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deve entregar mais 110 milhões de doses”.

Se o governo quiser, como baixar o preço da energia elétrica?

Por Heitor Scalambrini* A reestruturação do setor elétrico brasileiro completará 27 anos em 2022. Teve início em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos. Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, era a criação de um mercado competitivo, […]

Por Heitor Scalambrini*

A reestruturação do setor elétrico brasileiro completará 27 anos em 2022. Teve início em 1995 com a lei no 8987 de 13 de fevereiro, que tratou do regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos.

Um dos objetivos desta reforma, como diziam na época, era a criação de um mercado competitivo, através de investimentos privados, que resultaria no aumento da eficiência dos serviços elétricos oferecidos à população, e a diminuição do preço da energia para o consumidor.

Promessa enganosa, mentirosa, pois hoje pagamos, segundo a Agência Internacional de Energia, a terceira maior tarifa de energia elétrica do mundo, e os serviços prestados são de qualidade questionável.

Hoje é evidente uma deterioração dos serviços elétricos prestados por falta de gestão, planejamento, investimentos e de organização. O que tem resultado nos preços das tarifas, pago principalmente pelo consumidor cativo (pequeno e médio consumidor industrial e residencial e serviços públicos), literalmente nas nuvens. O espírito da privatização e do neoliberalismo dos anos de 1990 foi mantido inteiramente, com suas mentirosas e enganosas justificativas de sempre.

Segundo os “especialistas (?)”, transvestidos de lobistas, aqueles mesmos que, ora estão no balcão da iniciativa privada, ora no balcão do setor público; o que impactam nas tarifas para o consumidor são: os impostos, subsídios, cobrança de outorgas em licitações, não autorização e demora de liberação para os empreendimentos energéticos, entre outros pontos. Lembrando também as acusações recorrentes feitas a São Pedro, pela falta de chuvas. Todavia tais posições devem ser refutadas, pois geralmente defendem seus próprios interesses, e de seus “patrões”, agindo como lobistas, e contra o interesse da grande maioria da população. Não vão ao ponto central da questão, obviamente.

E o ponto central são os contratos de concessão realizados na privatização. Tais contratos têm pontos extremamente favoráveis às empresas, ao concessionário, pois transferem à população todos os riscos do negócio, criando uma situação excepcional e de privilégios para as concessionárias que deveriam prestar o serviço com continuidade, qualidade e modicidade tarifária, por sua própria conta e risco.

Mas porque as distribuidoras ganham tanto dinheiro, cobrando tarifas que fogem da realidade econômica do país? Se tem dúvida, nobre leitor, veja os balancetes anuais das empresas. Cito como exemplo o grupo Neoenergia, cujo lucro líquido em 2020 foi de 2,8 bilhões de reais. A Companhia Energética de Pernambuco-Celpe, uma de suas distribuidoras, teve crescimentos de lucro líquido extraordinários. Saltou em 2018, 98,4% em relação a 2017, 62% em relação a 2019, e 20% a mais em 2020.

A resposta a esta enorme transferência de recursos para as empresas está nos contratos draconianos de privatização (contratos de concessão), reconhecidos como “juridicamente perfeitos”, garantindo que não haja a diminuição de lucros das empresas.

A noção de equilíbrio econômico-financeiro, introduzida nos contratos, funciona como mecanismo de proteção ao capital (estrangeiro) investido no setor elétrico, garantindo que tais investimentos sejam sempre muito bem remunerados. Criando no setor elétrico o “capitalismo sem risco”.

Na prática os aumentos nas tarifas das concessionárias, concedidos pela ANEEL, está previsto na lei. As distribuidoras serão ressarcidas desde que ocorra qualquer interferência que afete os preços da energia por elas adquirida. Até interferências divinas são levadas em conta. Assim é o consumidor que sempre paga, via aumento das tarifas, subsidiando a saúde financeira das empresas, e seus ganhos estratosféricos.

Os conhecidos defensores do processo de privatização, se confundem com os mesmos que querem taxar o Sol, instalar novas usinas nucleares, instalar mais e mais termelétricas a combustíveis fósseis, em nome da diversificação da matriz elétrica e da segurança energética. Escondem da população seus reais interesses, que não tem nada a ver com uma política energética sustentável, justa, democrática e de interesse nacional.

Estes mesmos “vendilhões da Pátria” propagavam (propagam) aos “quatro cantos” que com a privatização das empresas estatais, inclusive da Eletrobrás, haveria redução das tarifas e melhoria dos serviços prestados à população. E que os Estados assim poderiam (poderão) investir mais e mais nas áreas sociais, como educação e saúde, deixando para o capital privado a tarefa de ampliar e melhorar o setor. Quem não se lembra deste discurso tão presente? Quem ainda acredita neste blá, blá, blá?

Então, como únicas alternativas aos consumidores restam duas saídas. Reclamar ao Bispo de Itu, ou como cidadãos conscientes, se insurgir contra mais este descalabro que avilta seus interesses e os interesses nacionais (tudo “legal” e com a conivência dos governos).

Que não reste dúvidas. Foi a maracutaia do famigerado equilíbrio econômico-financeiro, introduzida sob encomenda nos contratos de privatização, é quem garante que as distribuidoras sempre ganhem (muito) às custas do consumidor.

Daí a necessidade de reverter esta situação com a modificação destes contratos draconianos.

A consequência desta desastrada e nefasta política no setor elétrico penaliza perversamente os consumidores que estão pagando uma conta abusiva para altos lucros de poucos, em detrimentos do prejuízo de muitos. Revisão já dos contratos de privatização das distribuidoras de energia elétrica. O resto são churumelas.

*Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco