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Jarbas Vasconcelos lamenta perda de Eduardo e aposta em ascensão de Marina

Por Nill Júnior

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“É uma perda irreparável”. A frase, dita por Jarbas Vasconcelos (PMDB), exprime o sentimento do senador após saber do acidente que vitimou o presidenciável Eduardo Campos nesta quarta-feira (13). Também ex-governador, Jarbas recebeu a imprensa, nesta quinta (14), para falar sobre o choque da perda e as mudanças no cenário político a partir de agora, com possível ascensão de Marina Silva à candidata a presidente.

O senador estava em casa quando recebeu as primeiras notícias sobre o acidente – Murilo Cavalcanti, secretário de Segurança Urbana do Recife, ligou informando que um acidente de avião havia acontecido e que Eduardo estava voando pela área de Santos. A partir daí, o senador passou a acompanhar o noticiário até a confirmação da tragédia.

Antes de qualquer coisa, Jarbas foi taxativo nos elogios a Eduardo. “Ele foi, sem dúvida, o político mais brilhante da geração dele. Determinado, com vontade e coragem política admiráveis. Vamos continuar a luta e os sonhos dele”, comentou. “Por ser uma perda irreparável, a gente tem que juntar as nossas forças. É como disse em uma reunião, nós temos que chorar e trabalhar”.

Outras Notícias

AMUPE discute carga horária dos médicos em Ouricuri

Na próxima segunda-feira (20) o presidente da Amupe, José Patriota, reúne prefeitos e secretários municipais de saúde da Região do Araripe em Ouricuri, para discutir a resolução do Ministério Público Federal quanto a carga horária dos médicos contratados pelos municípios. O Sindicato dos Médicos e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/PE) também participam […]

Na próxima segunda-feira (20) o presidente da Amupe, José Patriota, reúne prefeitos e secretários municipais de saúde da Região do Araripe em Ouricuri, para discutir a resolução do Ministério Público Federal quanto a carga horária dos médicos contratados pelos municípios.

O Sindicato dos Médicos e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/PE) também participam da discussão.

O MPF tem notificado as prefeituras e exigido a assinatura de um TAC para adequar os municípios à exigência de 40 horas para os médicos. A exigência tem causado diversos pedidos de demissão, pela impossibilidade dos profissionais em atender essa carga horária, tornando inviáveis as contratações.

A busca por soluções será a pauta da reunião que acontecerá no Teatro da Praça do Céu, a partir das 9h. A região congrega 21 municípios. Todos foram convidados a participar da busca de soluções.

São eles: Belém de São Francisco, Cabrobó, Carnaubeira da Pena, Cedro, Mirandiba, Orocó, Parnamirim, Salgueiro, Serrita, Terra Nova, Verdejante, Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Trindade, Santa Cruz e Santa Filomena.

Serviço: o encontro acontece no Teatro da Praça do Céu – Av. Fernando Bezerra S/N – Centro de Ouricuri, a partir das 9h. Para mais informaçõies, falar com Gorette Aquino, no (87) 3455-5131.

Coluna do Domingão

O que está acontecendo com a Frente Popular? A Frente Popular de Pernambuco tem uma contribuição histórica inquestionável.  Só pegando uma janela mais contemporânea,  emocionou Pernambuco com a volta de Arraes do exílio e sua eleição em 1986, um ciclo que durou até 1998, até a derrota para Jarbas Vasconcelos. Arraes saiu de cena e […]

O que está acontecendo com a Frente Popular?

A Frente Popular de Pernambuco tem uma contribuição histórica inquestionável.  Só pegando uma janela mais contemporânea,  emocionou Pernambuco com a volta de Arraes do exílio e sua eleição em 1986, um ciclo que durou até 1998, até a derrota para Jarbas Vasconcelos.

Arraes saiu de cena e a Frente Popular se reinventou com Eduardo Campos,  vivo ou morto,  o grande responsável por um ciclo de poder que já chega a incríveis 16 anos com seus dois mandatos,  mais os de João Lyra Neto e Paulo Câmara.

Em todo esse período,  se há algo que a Frente aprendeu a fazer foi política.  Não é fácil gerir um bloco tão heterogêneo,  claro, em parte pelos partidos fisiologistas, parte dos mesmos que agora ameaçam pular o barco, tal qual o papagaio que só solta um arame quando está agarrado ao outro, a complexa relação PT-PSB, administrar egos e interesses aos montes, tudo para manter um modelo político e de poder. Até esses dias, a Frente Popular conseguiu. Até esses dias.

Isso porque há muito não se via como nesse processo tanto jogo de interesses à mostra, ameaças de rompimento,  chantagens,  dissidências.  A ponto de aliados de Danilo Cabral,  o ungido ao governo, especularem que ele pode estar imaginando onde foi que se meteu. A todo momento, um incêndio,  cada um maior que o outro.

Só nessa semana,  foram três importantes partidos a darem o passo da discordância do caminho apontado pela Frente.  Progressistas,  PSD e Avante fecharam em torno de André de Paula para o Senado,  contra a indicação de Teresa Leitão.  Não são poucos os que dizem que o passo seguinte será o pulo para apoio à primeira e mais importante dissidente, a candidata do Solidariedade,  Marília Arraes.  Se muitos apostavam no definhar de sua candidatura por falta de estrutura e tempo no guia, perder esses partidos vai lhe garantir exatamente o que faltava.

Mas, estariam André,  Dudu e Sebá traindo Paulo, Danilo e o bloco? O pior, aparentemente a condução sem um firme fio condutor indica que não.  Isso a partir da intencional revelação de Sebastião Oliveira de que há 40 dias,  ouviu de Paulo Câmara que o candidato ao Senado seria André de Paula.  De fato, toda a nata política de Pernambuco,  de vereador a Deputado, jornalistas especializados, analistas, cientistas políticos,  já cravavam a candidatura de André.  Quando tudo parecia pacificado,  o PT nacional e o ex-presidente Lula viram a mesa, rifam e desmoralizam André e anunciam Teresa Leitão.  A reação de André,  com suas virtudes e defeitos, foi a que qualquer um tomaria. O estrago estava feito.

Pior é o efeito manada ou dominó.  A cada dia e a cada pesquisa mostrando as posições de Marília e Danilo, o movimento vai se replicando no interior. Claro, em muito por lideranças sem nenhum compromisso político ou afinidade ideológica,  mas pela simples percepção de “pular” pra quem pode ganhar. Ou se estanca logo esse movimento ou a partir de determinado marco temporal,  ele pode se tornar irreversível.

Aí entra o debate sobre quem lidera o processo.  Arraes era tratado como mito. Vi muito político tomando decisões ou recuando delas após ouvi-lo. Já Eduardo era da conquista pela liderança natural, mas também sabia chamar na catraca, ser duro, habilidoso negociador e conciliador, onde o atual bloco viveu seu auge.

Já no atual contexto, o líder natural é o governador Paulo Câmara.  Só que a impressão que passa é que sua liderança resistiu até sua reeleição.  Paulo, que se não é o melhor governador da história,  de longe não é o pior, ainda paga um preço pela personalidade mais retraída , a ausência de Eduardo e os guetos formados na Frente,  do grupo de Renata e João Campos, a Geraldo Júlio,  Sileno Guedes, Tadeu Alencar,  o próprio Danilo.  São muitas vozes carentes de um comando inquestionável.  Nenhuma personalidade pós Eduardo hoje veste esse personagem. O resultado é esse.

Pior é ouvir essa história de muitos socialistas,  alguns históricos e outros de ocasião,  se perguntando o que está acontecendo com a condução do processo na Frente Popular, sem colocar a cara, mas sem tirar uma vírgula dessa análise.  Pra quem é adepto e torce pra Frente, um consolo de que a política ensina que uma campanha tem muitas variantes, que ainda há possibilidade de reverter os erros no processo até aqui.  Mas os erros precisam ser enfrentados agora, em um gabinete político de crise. Porque você pode até querer parar o tempo,  mas o tempo não tem parada.

Força estranha 

A presidente do SINDUPROM,  Dinalva Melo, disse ao comunicador Júnior Alves que uma “força estranha” atrapalha a negociação do piso com a gestão Nicinha em Tabira. A força estranha já disse que “tem professor querendo ganhar mais que a prefeita” e a orientou a botar educadores na justiça.  Chama-se Dinca Brandino.

Opostos

Luciano Duque e Sebastião Oliveira não se juntam. Em Custódia,  após o Federal do AVANTE ganhar o apoio do  prefeito Manuca, a oposição fechou apoio ao ex-prefeito do Solidariedade.

Refugou

O petista Flávio Marques,  de Tabira, foi convidado a assumir a Secretaria Executiva de Cultura do Estado, apenas um degrau abaixo do titular,  Oscar Barreto. Até a Fundarpe chegou a ser sondada, com menos força.  Mas Flávio disse não.

Dois

De prefeitos do Pajeú no lançamento da candidatura de Lula, apenas Márcia Conrado e Anchieta Patriota (foto). O prefeito de Carnaíba também é aliado de primeira ordem de Danilo Cabral,  que apoiou mais de uma vez pra Deputado.

Agenda de mãe 

Mãe na política não é fácil.  Márcia Conrado ficou toda noite da sexta e madrugada do sábado recebendo convidados no camarote oficial, acordou cedo pra o desfile pelos 171 anos, teve programação extensa o dia todo e sábado estava no lançamento da candidatura de Lula em São Paulo.

Debate

Evângela Vieira, que surpreendeu ao anunciar sua candidatura à Deputada Estadual,  é convidada do Debate das Dez dessa segunda, ma Rádio Pajeú.  Evângela se filiou ao Solidariedade de Marília Arraes.

Sabe de nada

A entrevista de João do Skate,  presidente da ARCOTRANS, à TV LW sobre o fim do contrato da Zona Azul e da organização do trânsito na cidade só prova o que o arrumadinho político traz de prejuízo. O que João aparenta entender de trânsito, Safadão entende de forró autêntico.

O que diz o procurador 

O Procurador Regional Eleitoral Roberto Moreira de Almeida opinou pelo não provimento dos recursos de Sebastião Dias, Flávio Marques e Aldo Santana contra a condenação por abuso de poder econômico nas eleições de 2020. “Os servidores contratados eram inseridos no grupo para realizarem campa­nha eleitoral”. A palavra final será do TRE.

Passou da hora

O prefeito Sandrinho Palmeira garante que bota pra andar a municipalização do trânsito em Afogados da Ingazeira.  E já era tempo. Esses dias, até carro de Auto Escola foi flagrado estacionado em faixa amarela, em frente ao prédio do Cine São José.

Frase da semana:

“Sou candidato a senador pelo Estado de Pernambuco”.

De André de Paula (PSD), botando mais fogo no caldeirão da sucessão em Pernambuco.

Sem surpresas, de lavada, Arthur Lira é eleito presidente da Câmara

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi eleito nesta segunda-feira (1º) presidente da Câmara dos Deputados e ficará no comando da Casa Legislativa pelos próximos dois anos, até 2023. Lira recebeu 302 votos, mais que o dobro do segundo colocado, Baleia Rossi (145 votos) e mais que a metade dos 503 votantes. Com isso, a vitória foi definida já […]

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi eleito nesta segunda-feira (1º) presidente da Câmara dos Deputados e ficará no comando da Casa Legislativa pelos próximos dois anos, até 2023.

Lira recebeu 302 votos, mais que o dobro do segundo colocado, Baleia Rossi (145 votos) e mais que a metade dos 503 votantes. Com isso, a vitória foi definida já no primeiro turno.

Líder dos partidos do Centrão, que fazem parte da base do governo na Câmara, o deputado tinha o apoio do Palácio do Planalto. O resultado representa uma vitória política do presidente da República, Jair Bolsonaro, que trabalhava para ter um aliado no comando na Casa.

Além de definir as pautas de votação do plenário, o presidente da Câmara tem a prerrogativa de decidir, sozinho, se abre ou não um processo de impeachment para afastar o presidente da República.

O deputado do PP ainda contou com ajuda extra do governo, que entrou de cabeça nas negociações para elegê-lo. Adversários acusaram o Executivo de liberar, em troca de votos, recursos adicionais para parlamentares aplicarem em obras em seus redutos eleitorais.

Bolsonaro também sinalizou que poderia recriar ministérios para acomodar indicações dos partidos que apoiaram Lira, descumprindo a promessa feita na campanha de 2018 quando prometeu uma Esplanada com 15 ministérios. Hoje, já são 23. Depois, diante da repercussão negativa, o presidente voltou atrás e negou a intenção de reabrir pastas.

Questionado sobre o impacto da atuação do Planalto na eleição, Lira negou interferência do Planalto e disse que ninguém “influi” na Presidência da Câmara.

PT abre processo na Comissão de Ética contra Marília Arraes

Em decisão interna, realizada neste sábado (06.03), a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu, por 16 votos a 4, abrir um processo na Comissão de Ética da sigla contra a deputada federal Marília Arraes (PT). As informações são do Diário de Pernambuco. Em reserva, um correligionário da petista vaticinou que: “Todo mundo já […]

Em decisão interna, realizada neste sábado (06.03), a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu, por 16 votos a 4, abrir um processo na Comissão de Ética da sigla contra a deputada federal Marília Arraes (PT). As informações são do Diário de Pernambuco.

Em reserva, um correligionário da petista vaticinou que: “Todo mundo já sabia que Marília tinha um perfil que puxava mais para um lado pessoal”. Outro aliado próximo disparou: “Na primeira curva do caminho, ela desviou. Não faz nem três meses que ela perdeu a eleição e já mudou completamente o comportamento.

Questionado pela reportagem sobre os caminhos que devem ser seguidos pelo PT após a decisão de abrir um processo na Comissão de Ética contra Marília (PT), o vereador Osmar Ricardo (PT) assinalou que a decisão da sigla é certeira. 

“O PT está no caminho certo: o de dialogar e debater. É um exemplo o que aconteceu com essa abertura do processo na comissão de ética.”, frisou o petista. “A deputada errou quando se alinhou à direita e isso possui consequências”, pontuou Osmar (PT).

“Marília é uma pessoa problemática. Criou problema no PSB, tentou ir pro PSOL e não conseguiu. Foi pro PT e está conseguindo destruir o partido. Desde o lançamento de sua candidatura à prefeitura do Recife, ela vem destruindo a reputação do partido tanto no estado quanto no País”, ponderou o correligionário.

“O PT não vai deixar Marília levar o PT ao suicídio e esse passo reforça isso”, pontuou um parlamentar em reserva. 

“Uma candidatura do PT ao governo de Pernambuco seria uma espécie de suicídio. O partido conta com um projeto político que não engloba uma candidatura própria em Pernambuco. Essa movimentação tem ligação com isso”, pondera o parlamentar.

Posicionamento

Procurada pela reportagem do Diário de Pernambuco, a assessoria da deputada federal não retornou o contato até o momento da publicação desta matéria.

Lembrança e esquecimento: o dever de lembrar do 8 de janeiro de 2023

Por Augusto César Acioly Paz Silva* Lembrança e esquecimento, são partes integrantes da condição humana, que tem os seus usos históricos, políticos, sociais e culturais. A História, como forma de conhecimento e aprendizagem humana, tem papel fundamental na reflexão à respeito destas duas dimensões. Por isto, tal conhecimento e os profissionais da História, possuem um […]

Por Augusto César Acioly Paz Silva*

Lembrança e esquecimento, são partes integrantes da condição humana, que tem os seus usos históricos, políticos, sociais e culturais. A História, como forma de conhecimento e aprendizagem humana, tem papel fundamental na reflexão à respeito destas duas dimensões. Por isto, tal conhecimento e os profissionais da História, possuem um compromisso ético em problematizar quais os motivos que faz com que determinada sociedade lembre e esqueça dos seus eventos e problemas.

Há um ano atrás, num domingo, a menos de uma semana após a posse do presidente que foi eleito de maneira livre e democrática, vários partidários do candidato derrotado nas urnas, aderiram numa tentativa de tomar o poder, dentro de todo um cenário simbólico que se materializou na invasão das sedes dos poderes da República: o Congresso, o Palácio do Planalto e o STF, identificados como espaços, que uma vez ocupados seriam centros irradiadores para à adesão de diversos segmentos na deposição do governo constituído a partir da eleição de 2022.

A justificativa dos extremistas de Direita foi sendo construída e aprofundada ao longo dos quatro anos da Gestão presidencial de Jair Bolsonaro, numa estratégia política de tensionamento aos poderes constituídos, operando dentro da lógica de construção do Caos, realidade muito bem analisada pelo cientista político italiano Giuliano da Empoli, no seu importante livro “Os Engenheiros do Caos: Como as Fake News, as Teorias da Conspiração e os Algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições”. Nos últimos anos, a internet através das diversas redes sociais, foram utilizadas para disseminar todos os tipos de absurdos, que procuraram construir lógicas, sem base na realidade concreta. 

Dentre estas construções, antigos discursos, que defendiam “a verdadeira democracia”, foram recuperados na perspectiva de que o sistema democrático em que vivemos, não era mais válido e precisávamos superá-los, muitas vezes, estruturando discursos de defesa de uma suposta “liberdade de Expressão”, usada pelos bolsonaristas para justificar a licença de cometer toda sorte de crimes e de falta de respeito ao que estava estabelecido na constituição e, nos Direitos, que foram sendo construídos, ao longo do processo de mobilização e luta pelo alargamento dos Direitos, de diversas populações que, não foram ao longo dos séculos respeitados.

A Democracia é um aprendizado e, nós enquanto, sociedade temos o dever de lutar de maneira intransigente pela sua defesa e manutenção. Como aprendizado não podemos relativizar a defesa de princípios que ordenam este sistema, por isto, diferente das versões que foram sendo estabelecidas desde o dia 08/01/2023, não é possível encarar este evento como se não fosse uma tentativa de Golpe, não podemos ser lenientes com aqueles que orquestraram, sejam os autores intelectuais, financiadores ou as pessoas tomaram parte na invasão e destruição do patrimônio dos poderes, sejam aquelas que aderiram por convicção ou dinheiro.

Não podemos diminuir a gravidade do que aconteceu e lembrá-lo, é dever de todo cidadão que tem compromisso com a Democracia, pois esta é a única fórmula política possível de se viver. Historicamente, enquanto sociedade, em vários momentos, devido a uma Cultura Política assentada numa dimensão autoritária, convivemos com diversas formas de autoritarismos, que se efetivaram em regimes de exceção, como a Ditadura do Estado Novo (1937-45) e o Golpe Civil Militar de 1964. A arquitetura de Golpes, sempre se apresentaram como solução pelos segmentos mais conservadores, na tentativa de barrar conquistas, ou mesmo, consolidar em vários momentos do nosso processo histórico, o aprofundamento de experiências democráticas.

Por tais questões, não é possível diminuir as ações que se efetivaram com o 08 de janeiro de 2023, não podemos tratar tal ação como algo “menor”, porque não se efetivou como pretendiam os seus articuladores, as pessoas têm que continuar a ser efetivamente punidas, seguindo óbvio todo o processo devido legal e o respeito aos seus Direitos. Pensar e lembrar tal evento, deve se constituir, numa experiência de consolidação e defesa da Democracia em nossa sociedade como um valor permanente. Dito isto, todos nós temos o dever de lembrar do 08 de janeiro de 2023, para que eventos que questionem, ou coloquem em risco, os valores democráticos sejam combatidos e repudiados e cada vez mais, a Democracia seja respeitada e internalizada pelos indivíduos que vivem na sociedade brasileira.

*(Doutor em História, professor da AESA-CESA, do ProfHistória e PGH UFRPE)