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Janot contraria Gilmar e pede investigação contra Aécio

Por Nill Júnior

rodrigo_janotO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta quarta-feira (1º) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o prosseguimento da investigação contra o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, e da coleta de provas no inquérito sobre o suposto envolvimento do tucano em um esquema de corrupção em Furnas. A decisão sobre o prosseguimento das investigações caberá agora ao ministro Gilmar Mendes.

Ao opinar pelo prosseguimento da investigação, o procurador destacou que a decisão de investigar é do procurador e o Judiciário não pode usurpar uma competência do Ministério Público. Segundo o procurador, a suspensão das diligências por parte de Gilmar Mendes pode ser considerada uma “incontornável violação ao princípio acusatório”. “A suspensão do cumprimento das diligências já autorizadas, destarte, equivale à suspensão do curso das investigações, afetando diretamente os trabalhos do órgão acusador, em incontornável violação ao princípio acusatório consagrado pela Constituição Federal de 1988”, afirmou o procurador.

O procurador manteve o pedido original que fez ao STF, baseado na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral. Janot também pediu o desarquivamento da citação feita pelo doleiro Alberto Youssef sobre o parlamentar. Em depoimento, Youssef disse que Aécio “dividia” uma diretoria de Furnas com o PP, e que ouviu isso do ex-deputado José Janene, já falecido. O doleiro disse ainda que ouviu que o senador do PSDB recebia valores mensais, por meio de sua irmã, por uma das empresas contratadas por Furnas. Delcídio confirmou as informações em dua delação premiada.

No documento, Rodrigo Janot afirmou que a delação de Delcídio e elementos de convicção dela decorrentes “constituem indubitavelmente provas novas a exigirem o desarquivamento da menção feita por Youssef”.

Janot cita que, segundo Delcídio e Youssef, a irmã de Aécio tinha empresas em seu nome na época dos fatos. E que a Operação Norbert, feita no Rio de Janeiro pela Polícia Federal, apontou que diversas pessoas valendo-se de doleiros criaram empresas para manter e ocultar valores no exterior, “inclusive na Suíça e no Principado de Liechtenstein, na Europa”.

Outras Notícias

Boletim das eleições

Do Uol O ex-prefeito do Recife e candidato João Paulo (PT) votou esta tarde na Escola Cônego Rochael de Medeiros, no bairro de Santo Amaro. O voto do único petista que disputa o segundo turno em capitais no país ocorreu precisamente às 14h47. Pela manhã –como faz em todas as eleições–, praticou um ritual de […]

Do Uol

O ex-prefeito do Recife e candidato João Paulo (PT) votou esta tarde na Escola Cônego Rochael de Medeiros, no bairro de Santo Amaro. O voto do único petista que disputa o segundo turno em capitais no país ocorreu precisamente às 14h47. Pela manhã –como faz em todas as eleições–, praticou um ritual de meditação em seu comitê. “Cumprimos um papel importante nessa eleição e espero que o eleitor confie no nosso projeto e consolidemos, à noite, a caminhada com uma vitória”, disse o petista, que está atrás do prefeito Geraldo Júlio (PSB) nas pesquisas eleitorais.

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, disse neste domingo (30), em Belo Horizonte, que ficou “surpresa” com os altos índices de abstenção, votos nulos e brancos nas eleições municipais deste ano, e defendeu que seja mantida a obrigatoriedade do voto até que a população tenha “suficiente informação” para escolher os seus governantes. “Sou favorável ao voto obrigatório até que educação no Brasil garanta que todo mundo tenha suficiente informação, para poder se posicionar com liberdade absoluta”, disse.

O ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), declarou que um dos motivos para atual rejeição do PT foi a adoção da “tese da hegemonização”. Gomes comentava sobre a possibilidade de um apoio petista a uma eventual candidatura presidencial de seu irmão, o também ex-ministro Ciro Gomes (também do PDT). Ele afirma que hoje há integrantes do partido com visão crítica a essa ideia. “Penso que há frações no PT que compreendem a importância de oxigenar a estrutura do partido”, conta.

O quarto boletim eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgado neste domingo (30) mostra que, até as 13h15, foram registradas 199 ocorrências nas 57 cidades que realizam o segundo turno das eleições — dentre as quase 200 pessoas, 22 foram presas. Dois candidatos se envolveram em confusão por causa de boca de urna, mas nenhum foi preso. Foram substituídas 519 urnas eletrônicas, o que corresponde a 0,56% do total de urnas desse modelo utilizadas em todo o país. Nenhuma seção precisou de votação manual, diz o TSE.

O atual prefeito do Recife e candidato à reeleição, Geraldo Júlio (PSB, à dir. na foto abaixo, ao lado do senador Fernando Bezerra Coelho-PSB), foi hostilizado enquanto acompanhava o voto da mulher no Colégio Equipe, na Torre, zona oeste. Aos gritos de “golpista” e “corrupto”, ele deixou o local em direção à Faculdade Marista, em Apipucos, local de votação da ex-primeira dama Renata Campos, viúva de Eduardo Campos.

Boletim do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Pernambuco aponta que 38 urnas apresentaram problemas neste domingo (30) e 10 delas precisaram ser substituídas nos quatro municípios onde há votação no segundo turno. Sobre a votação na UFRPE, no Recife, onde houve troca de locais de seções por causa da ocupação de estudantes, a Justiça diz que o plano de orientação e deslocamento para o eleitor funciona, e a votação ocorre sem problemas. Não há registro de prisões.

Presidenciáveis tucanos aparecem em delações da Lava Jato

Uol Os três principais nomes do PSDB para a disputa da Presidência da República em 2018 já foram citados em delações da Operação Lava Jato. O mais recente deles é o governador paulista, Geraldo Alckmin. Em praticamente todos os casos, o esquema envolveria dinheiro de caixa dois para campanhas. Antes da menção à Alckmin, delatores […]

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Os três principais nomes do PSDB para a disputa da Presidência da República em 2018 já foram citados em delações da Operação Lava Jato.

O mais recente deles é o governador paulista, Geraldo Alckmin. Em praticamente todos os casos, o esquema envolveria dinheiro de caixa dois para campanhas.

Antes da menção à Alckmin, delatores citaram casos envolvendo os nomes de José Serra, atual ministro das Relações Exteriores, e do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB. Os três negam as acusações.

Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” afirma que, em delação, a Odebrecht informou que fez doação ilegal, em dinheiro vivo, para as campanhas de Alckmin em 2010 e 2014, ambas para o governo de São Paulo.

Executivos da empreiteira mencionam duas pessoas próximas ao governador como intermediárias dos repasses e afirmam que não chegaram a discutir o assunto diretamente com Alckmin.

Segundo a delação, os R$ 2 milhões em espécie foram repassados ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. A entrega do recurso, de acordo com os termos da delação, ocorreu no escritório de Ribeiro, na capital paulista.

Segundo um mesmo delator, Serra também está ligado a um esquema de caixa dois em sua campanha presidencial no ano de 2010. Executivos da Odebrecht afirmaram aos investigadores da Lava Jato que a campanha do agora ministro recebeu R$ 23 milhões em doações ilícitas.

Os executivos disseram que parte do dinheiro foi entregue no Brasil e parte foi paga por meio de depósitos bancários realizados em contas no exterior. Oficialmente, a Odebrecht doou apenas R$ 2,4 milhões para a campanha de Serra.

Segundo os depoimentos de executivos da Odebrecht, a negociação para o repasse à campanha de Serra se deu com a direção nacional do PSDB à época, que, depois, teria distribuído parte do dinheiro entre outras candidaturas. A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

No âmbito da Lava Jato, o nome de Aécio foi mencionado pelo ex-deputado federal Pedro Corrêa, que afirmou que ele foi um dos responsáveis pela indicação do diretor de Serviços da Petrobras, Irani Varella, na fase final governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2001.

Na época, Aécio era deputado federal. Segundo o delator, Varella era responsável por conseguir “propinas com empresários para distribuir com seus padrinhos políticos”.

Na época em que a delação de Corrêa foi divulgada, Aécio disse que Corrêa é desprovido de qualquer credibilidade e que sua afirmação é falsa e absurda.

O presidente do PSDB também foi citado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Segundo o delator, ele participou da captação de recursos ilícitos para a bancar a eleição de Aécio para a presidência da Câmara dos Deputados em 2001. Foram arrecadados cerca de R$ 7 milhões, segundo Machado. Já o ex-petista e senador cassado Delcídio Amaral afirmou em deleção no âmbito da Lava Jato que Aécio recebeu propina de Furnas.

Adelmo Moura não descarta disputar vaga na Alepe

A região do Pajeú se encontra sem representatividade na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) após a morte do deputado estadual José Patriota, deixando um vazio político significativo, especialmente na defesa do municipalismo, uma de suas bandeiras mais marcantes. O sentimento é compartilhado pelas principais lideranças locais, que já começam a discutir a necessidade de eleger […]

A região do Pajeú se encontra sem representatividade na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) após a morte do deputado estadual José Patriota, deixando um vazio político significativo, especialmente na defesa do municipalismo, uma de suas bandeiras mais marcantes. O sentimento é compartilhado pelas principais lideranças locais, que já começam a discutir a necessidade de eleger um novo representante regional nas próximas eleições.

Em entrevista ao programa Cidade Alerta, o prefeito de Solidão, Djalma Alves, reforçou a importância de eleger um nome do Pajeú para defender os interesses da região na Alepe. “É uma unanimidade entre nós, prefeitos e lideranças, que precisamos de uma nova representatividade para continuar o trabalho em defesa dos municípios, algo que Patriota sempre fez com muita dedicação”, declarou Djalma.

Adelmo Moura, prefeito de Itapetim, também se pronunciou sobre o tema durante o programa. Segundo ele, já existe uma orientação por parte do prefeito do Recife, João Campos, para que as lideranças do PSB construam um consenso em torno de um nome que possa disputar a vaga de deputado estadual nas próximas eleições. “O prefeito João Campos já nos indicou que deve haver entendimento para escolher um candidato do PSB que represente o Pajeú”, afirmou Adelmo.

Questionado se ele próprio poderia ser esse nome, Adelmo não descartou a possibilidade. “O Pajeú tem muitos nomes bons, e o meu também está à disposição para ser analisado pelas lideranças”, disse, destacando que a escolha deverá ser feita com base na união de forças políticas em torno de um projeto que continue a fortalecer a região na política estadual.

Com a ausência de Patriota, o desafio agora é encontrar um nome que mantenha viva a voz do Pajeú na Alepe e que possa lutar por causas essenciais, como a defesa do municipalismo e o desenvolvimento regional.

Raquel estará sexta em Afogados

Exclusivo A governadora Raquel Lyra estará sexta-feira no fim da tarde em Afogados da Ingazeira. Por volta das 17 horas, Raquel inaugura 20 leitos de UTI no Hospital Regional Emília Câmara. A governadora também visita outras alas da unidade. A Secretária de Saúde Zilda Cavalcanti também acompanha a agenda. Em dezembro do ano passado,  Raquel Lyra […]

Exclusivo

A governadora Raquel Lyra estará sexta-feira no fim da tarde em Afogados da Ingazeira.

Por volta das 17 horas, Raquel inaugura 20 leitos de UTI no Hospital Regional Emília Câmara.

A governadora também visita outras alas da unidade. A Secretária de Saúde Zilda Cavalcanti também acompanha a agenda.

Em dezembro do ano passado,  Raquel Lyra e Priscila Krause, entregaram tomógrafo e o equipamento ultrassonografia do Hospital Regional Emília Câmara.

À época,  houve investimentos de R$ 1,7 milhão. Os equipamentos têm capacidade de realizar 500 exames por mês, atendendo cerca de 180 mil pacientes da X Gerência Regional de Saúde.

Ainda não há detalhes dos outros municípios que vão integrar a agenda da governadora no Sertão. Sabe-se preliminarmente que pernoita sexta em Arcoverde e deve ir a Cabrobó no sábado.

Governo lança Médicos pelo Brasil em substituição ao Mais Médicos

Novo programa terá 18 mil vagas e deverá pagar entre R$ 12 mil a até R$ 31 mil Natália Cancian e Talita Fernandes/Folha de São Paulo ​O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (1º) um novo programa para substituir o Mais Médicos, estratégia criada em 2013, na gestão Dilma Rousseff (PT) para levar profissionais de […]

Foto: Twitter/Reprodução

Novo programa terá 18 mil vagas e deverá pagar entre R$ 12 mil a até R$ 31 mil

Natália Cancian e Talita Fernandes/Folha de São Paulo

​O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (1º) um novo programa para substituir o Mais Médicos, estratégia criada em 2013, na gestão Dilma Rousseff (PT) para levar profissionais de medicina ao interior do país.

Batizado de Médicos pelo Brasil, o programa terá novo critério para distribuição de vagas entre os municípios e novas regras para seleção dos profissionais.

Já o valor pago aos médicos deverá variar de R$ 12 mil a R$ 31 mil, conforme a etapa de atuação, local onde o médico estará inserido e progressão na carreira, a qual deverá ocorrer a cada três anos.

Conforme adiantado pela Folha, estão previstas 18 mil vagas. Destas, 13 mil devem estar em municípios avaliados como de difícil provimento, sendo 4.000 no Norte e Nordeste.

A previsão é que elas sejam ofertadas gradualmente, conforme o fim de contratos do Mais Médicos, programa que deve ser encerrado nos próximos anos.

Já a participação será restrita a médicos brasileiros ou estrangeiros com diploma revalidado. Cubanos que permaneceram no Brasil, assim, devem ficar de fora do processo.