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Humberto prevê derrota de Temer na Reforma da Previdência

Por Nill Júnior

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), disse, nessa segunda-feira (17), ter convicção de que a Reforma da Previdência não passa no Congresso Nacional.

Segundo Humberto, dois fatores devem pesar para que o parlamento assuma posição contrária ao projeto do governo de Michel Temer (PMDB): a crescente mobilização da sociedade e o enfraquecimento da gestão peemedebista.

“Não é por acaso que o governo vem batendo recorde de impopularidade. Temer não tem legitimidade nenhuma para aprovar uma proposta como essa. Ele é o representante de um modelo de governo fracassado que foi rejeitado nas quatro últimas eleições. Esse projeto não vai passar porque o País não aceita mais um golpe no trabalhador”, afirmou o senador.

Ele esteve na  audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sobre a Reforma da Previdência. Humberto participou do ato junto com parlamentares, sindicalistas, representantes do Movimento Sem Terra e trabalhadores rurais.

Entre os presentes também estavam o deputado federal Silvio Costa (PTdoB), o deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB), a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o deputado estadual Odacy Amorim (PT), o presidente da Fetape, Doriel Barros, o presidente da Contag, Aristides Santos e o presidente da CUT, Carlos Veras.

A audiência pública integrou as atividades do dia do 6o Grito da Terra de Pernambuco. Após o evento, cerca de seis mil pessoas seguiram em marcha até o Palácio do Campo das Princesas. Uma comissão foi recebida pelo governador Paulo Câmara (PSB) no local, juntamente com secretários de estado e o senador Humberto Costa.

 

Outras Notícias

Pandemia reafirma invisibilidade de 2 milhões de trabalhadores da área da Saúde

A pandemia do novo coronavírus aprofundou as desigualdades, a exploração e o preconceito que recaem sobre o contingente de mais de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, de nível técnico e auxiliar, os quais exercem atividades de apoio na assistência, no cuidado e no enfrentamento à Covid-19. A reportagem é de Filipe Leonel (Ensp/Fiocruz). Um estudo […]

A pandemia do novo coronavírus aprofundou as desigualdades, a exploração e o preconceito que recaem sobre o contingente de mais de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, de nível técnico e auxiliar, os quais exercem atividades de apoio na assistência, no cuidado e no enfrentamento à Covid-19. A reportagem é de Filipe Leonel (Ensp/Fiocruz).

Um estudo inédito realizado pela Fiocruz com esses trabalhadores considerados “invisíveis e periféricos” analisou as condições de vida, o cotidiano do trabalho e a saúde mental desse contingente, revelando que 80% deles vivem situação de desgaste profissional relacionado ao estresse psicológico, à sensação de ansiedade e esgotamento mental. 

A falta de apoio institucional foi citada por 70% dos participantes do estudo e 35,5% admitiram sofrer violência ou discriminação durante a pandemia. A maioria de tais agressões (36,2%) ocorreu no ambiente de trabalho, na vizinhança (32,4%) e no trajeto casa-trabalho-casa (31,5%).

A pesquisa ‘Os trabalhadores invisíveis da Saúde: condições de trabalho e saúde mental no contexto da Covid-19 no Brasil’ contou com a participação de 21.480 trabalhadores de 2.395 municípios de todas as regiões do país e descortinou a dura realidade de pessoas cujas vidas são marcadas pela ausência de direitos sociais e trabalhistas. 

Apesar de já atuarem há dois anos na linha de frente de combate à pandemia de Covid-19, muitos deles, tais como maqueiros, condutores de ambulância, pessoal da manutenção, de apoio operacional, equipe da limpeza, da cozinha, da administração e gestão dos estabelecimentos, sequer possuem “cidadania de profissional de saúde”. 

Também integram a lista de participantes do levantamento os técnicos e auxiliares de enfermagem, de saúde bucal, de radiologia, de laboratório e análises clínicas, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. 

“As consequências da pandemia para esse grupo de trabalhadores são muito mais desastrosas. São pessoas que trabalham quase sempre cumprindo ordens de forma silenciosa e completamente invisibilizadas pela gestão, por suas chefias imediatas, pela equipe de saúde em geral e até pela população usuária que busca atendimento e assistência. Portanto, são desprovidos de cidadania social, técnica e trabalhista. Falta o valioso pertencimento de sua atividade e ramo profissional. A pesquisa evidencia uma invisibilidade assustadora e cruel nas instituições, cujo resultado é o adoecimento, o desestímulo em relação ao trabalho e a desesperança”, lamenta a coordenadora da pesquisa, Maria Helena Machado. 

Os resultados do estudo da Fiocruz apontam que 53% dos “invisíveis” da saúde não se sentem protegidos contra a Covid-19 no trabalho. 

O medo generalizado de se contaminar (23,1%), a falta, escassez e inadequação do uso de EPIs (22,4%) e a ausência de estruturas necessárias para efetuar o trabalho (12,7%) foram mencionados como os principais motivos de desproteção. 

Ainda de acordo com 54,4% dos trabalhadores, houve negligência acerca da capacitação sobre os processos da doença (Covid-19) e os procedimentos e protocolos necessários para o uso de EPIs. 

As exigências físicas e mentais a que esses trabalhadores estão submetidos durante as atividades realizadas, por exemplo, pressão temporal, interrupções constantes, repetição de ações e movimentos, pressão pelo atingimento de metas e tempo para descanso, foram consideradas muito altas por 47,9% deles. Além disso, 50,9% admitiram excesso de trabalho. 

Perfil

As mulheres (72,5%) representam a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras invisíveis da saúde. São pretos/pardos 59%. A pesquisa mostra que 32,9% deles são jovens com até 35 anos, e a maior parte (50,3%) encontra-se na faixa etária entre 36 e 50 anos. 

Ainda assim, embora sejam relativamente jovens, 23,9% admitiram ter comorbidade anterior à Covid-19, chamando a atenção para: 31,9% hipertensão; 15,1% obesidade; 12,9% doenças pulmonares; 11,7% depressão; e diabetes 10,4%.

Mais da metade (52,6%) trabalha nas capitais e regiões metropolitanas. O estabelecimento de atuação predominante são os hospitais públicos (29,3%), seguidos pela atenção primária em saúde (27,3%) e os hospitais privados (10,7%). Os resultados da pesquisa também revelam que 85,5% possuem jornada de trabalho de até 60 horas semanais, e 25,6% necessitam de outro emprego para sobreviver. 

“Contudo, temos depoimentos recorrentes da realização de ‘plantões extras’ para cobrir o colega faltoso – por afastamento provocado por contaminação ou morte por Covid-19 –, mas eles não consideram essa atividade outro emprego, e sim um bico. Muitos deles declaram fazer atividade extra como pedreiro, ajudante de pedreiro, segurança ou porteiro de prédio residencial ou comercial, mototáxi, motorista de aplicativo, babá, diarista, manicure, vendedores ambulantes etc. É um mundo muito desigual e socialmente inaceitável”, explica a coordenadora do estudo. 

Os trabalhadores invisíveis da Saúde: condições de trabalho e saúde mental no contexto da Covid-19 no Brasil é um subproduto da pesquisa Condições de trabalho dos trabalhadores da Saúde no contexto da Covid-19 no Brasil. Os dados levantados expressam as verdadeiras condições de vida e trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas que atuam diretamente na assistência e no combate à pandemia do novo coronavírus. 

São José do Egito: vacinas chegam ao Lar do Idoso

Nesta quarta-feira (20), a campanha de vacinação contra a Covid-19, em São José do Egito, chegou ao Lar do Idoso, instituição sem fins lucrativos que mantém dezenas de idosos abrigados. Os idosos abrigados estão entre os grupos prioritários nessa primeira fase da campanha de imunização. No Lar do Idoso egipciense, 31 pessoas receberam a primeira […]

Nesta quarta-feira (20), a campanha de vacinação contra a Covid-19, em São José do Egito, chegou ao Lar do Idoso, instituição sem fins lucrativos que mantém dezenas de idosos abrigados.

Os idosos abrigados estão entre os grupos prioritários nessa primeira fase da campanha de imunização. No Lar do Idoso egipciense, 31 pessoas receberam a primeira dose da vacina CoronaVac, ao todo 149, entre trabalhadores da saúde e idosos já foram vacinados em São José do Egito.

Além dos idosos, trabalhadores da saúde seguem recebendo suas vacinas. Profissionais do Hospital Maria Rafael de Siqueira, da UPA/COVID, do Centro de Atendimento da Covid-19 e Atenção Básica.

Pessoas negras são 90% das vítimas de violência policial em Pernambuco

De acordo com o levantamento da Rede de Observatório da Segurança, as vítimas de violência policial em Pernambuco são pessoas negras com idades entre 12 e 29 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16). Assim como o ano de 2021, todos os mortos pela polícia no Recife em 2022 eram pessoas negras. Igarassu e […]

De acordo com o levantamento da Rede de Observatório da Segurança, as vítimas de violência policial em Pernambuco são pessoas negras com idades entre 12 e 29 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16).

Assim como o ano de 2021, todos os mortos pela polícia no Recife em 2022 eram pessoas negras. Igarassu e Olinda também se destacaram no recorte dos municípios de Pernambuco com mortes de negros.

No ano passado, Pernambuco registrou 91 mortes decorrentes de intervenções policiais. Os boletins de ocorrência informaram a cor e a raça das vítimas em 87 dos casos, apontando que 90% eram pessoas negras, segundo a coluna de segurança do JC.

Crescimento das mortes em Pernambuco por agentes de segurança

A Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou 66 mortes durante intervenções de agentes de segurança somadas em Pernambuco durante o período de janeiro e setembro de 2022. Em 2023, foram contabilizadas 95 mortes no mesmo período, ou seja, um aumento de 43,9% nos casos.

Compesa altera calendário em Salgueiro, Terra Nova, Serrita e Verdejante

A Compesa informa que  foi alterado o  calendário de abastecimento de água dos municípios de Salgueiro, Terra Nova, Serrita e Verdejante, neste mês de outubro, em caráter provisório.  A medida foi necessária em virtude da necessidade de serviços de manutenção emergencial para reparos no sistema de bombeamento que alimenta a Adutora do Sertão, no trecho […]

A Compesa informa que  foi alterado o  calendário de abastecimento de água dos municípios de Salgueiro, Terra Nova, Serrita e Verdejante, neste mês de outubro, em caráter provisório. 

A medida foi necessária em virtude da necessidade de serviços de manutenção emergencial para reparos no sistema de bombeamento que alimenta a Adutora do Sertão, no trecho da cidade de Cabrobó. 

As intervenções foram executadas e finalizadas ontem mesmo (6), mas com o impacto no calendário de distribuição em função da suspensão temporária do fornecimento de água. 

O calendário provisório para os municípios citados pode ser consultado no site da Compesa  https://servicos.compesa.com.br/calendario-de-abastecimento-da-compesa/

Caravana da Democracia termina hoje

A Caravana da Democracia termina neste dokingo com atividades em Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. Com o lema “Com dom Limacêdo, na defesa da democracia!”, a caravana reafirma a importância da participação popular, da defesa dos direitos humanos e da democracia, ao mesmo tempo em que denuncia o avanço dos discursos de ódio, da […]

A Caravana da Democracia termina neste dokingo com atividades em Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. Com o lema “Com dom Limacêdo, na defesa da democracia!”, a caravana reafirma a importância da participação popular, da defesa dos direitos humanos e da democracia, ao mesmo tempo em que denuncia o avanço dos discursos de ódio, da intolerância e das perseguições contra pessoas e lideranças religiosas que se posicionam publicamente em defesa da justiça social e dos direitos fundamentais.

A mobilização conta com a participação das Cáritas diocesanas de Pesqueira, Afogados da Ingazeira e Garanhuns, além da Cáritas Arquidiocesana de Olinda e Recife. Também estão presentes representantes de pastorais, movimentos e organizações da sociedade civil, entre elas o Grupo Fé e Política e a Diaconia, além de outras iniciativas e articulações comprometidas com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

Bispo de Afogados da Ingazeira, dom Limacêdo Antonio da Silva tornou-se uma das principais referências da defesa da democracia e da justiça social no Sertão pernambucano. Nos últimos meses, passou a ser alvo de ataques e discursos de ódio nas redes sociais após se posicionar publicamente em defesa dos trabalhadores, contra a jornada de trabalho 6×1 e contra a anistia para aqueles que atentaram contra a democracia em 8 de janeiro de 2023.

A Caravana também se soma a outras vozes religiosas que têm sido alvo de hostilidades por defenderem a justiça social, a democracia e os direitos humanos, reafirmando que a fé não pode ser utilizada para alimentar o ódio, a intolerância e a violência política.

A mobilização teve início no Recife, quando cerca de 50 participantes se concentrarão na Igreja das Fronteiras, lugar que foi morada de dom Helder Camara, uma das maiores referências brasileiras na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

Após a bênção, a caravana seguiu para Pesqueira, no Agreste pernambucano. Em seguida, o grupo seguiu para Afogados da Ingazeira.

Ontem, a programação começou com caminhada pela feira livre e celebração eucarística. À tarde, foi realizado um grande encontro público em frente ao Cine São José, com roda de diálogo, momentos de espiritualidade e apresentações culturais. À noite, os participantes seguiram em caminhada até a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Neste domingo, a programação teve início com a celebração da Santa Missa na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira. Em seguida, a caravana seguiu para Serra Talhada, onde serão realizadas visitas ao presídio e ao Abrigo Ana Ribeiro. À noite, haverá celebração eucarística na Concatedral Nossa Senhora da Penha.