Notícias

‘Hoje não é possível dizer se Lula irá subir em um palanque ou em dois em Pernambuco’, diz Humberto Costa

Por André Luis

Do Blog do Magno

O cenário político em Pernambuco continua gerando incertezas sobre as possíveis alianças para as eleições de 2026. Em entrevista ao jornalista Alberes Xavier, o senador Humberto Costa, novo presidente do diretório nacional do PT, comentou sobre a relação entre o PT e os principais partidos do estado, especialmente o PSB e o PSD, que agora conta com a governadora Raquel Lyra em suas fileiras. As informações são do jornal O Poder.

Segundo Humberto, a aliança nacional entre PT e PSB está consolidada e tranquila, mas a posição do PSD, partido de Raquel Lyra, ainda está indefinida, o que complica qualquer definição quanto ao apoio do presidente Lula à governadora no futuro.

O senador destacou que a prioridade do PT é a reeleição de Lula em 2026 e o fortalecimento do partido e de seus aliados no Congresso. “Será muito difícil o PT apoiar qualquer candidato, não apenas aqui em Pernambuco, mas em todo o Brasil, que não apoie a reeleição do presidente Lula. Ela [Raquel] deu um passo importante ao ir para um partido que está na base do presidente Lula, embora ainda não esteja clara a posição desse partido para a eleição do próximo ano”, explicou.

No entanto, o senador frisou que, apesar da mudança de Raquel Lyra para o PSD, ainda não está claro se o partido, que tem ministérios e tem votado com o governo, se alinhará formalmente com a candidatura de Lula. Humberto sugeriu que, para garantir o apoio de Lula, a governadora precisará dar passos mais concretos. “Outros passos são importantes, como uma declaração pública de apoio dela ao presidente Lula”, disse.

Por fim, Humberto Costa sinalizou que, embora o assunto ainda seja incerto, a definição sobre a aliança em Pernambuco deverá ser discutida mais adiante. “Hoje não é possível dizer se o presidente Lula irá subir em um palanque (João Campos) ou em dois (Campos e Raquel) em Pernambuco. Essa conversa acontecerá mais adiante, é uma discussão muito difícil de termos uma definição agora. Mas teremos um pouco mais para frente, quando teremos que resolver esse dilema”, concluiu.

Outras Notícias

EPTI diz que lei eleitoral trava cessão de terminais rodoviários a municípios

Em resposta à matéria publicada no blog, denominada “Deputada cobra recuperação de rodoviárias do Estado”, a Secretaria das Cidades do Estado de Pernambuco e a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) emitiram nota ao blog. A deputada fez um apelo ao Governo do Estado para que adote medidas efetivas para a recuperação dos terminais rodoviários […]

Em resposta à matéria publicada no blog, denominada “Deputada cobra recuperação de rodoviárias do Estado”, a Secretaria das Cidades do Estado de Pernambuco e a Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI) emitiram nota ao blog.

A deputada fez um apelo ao Governo do Estado para que adote medidas efetivas para a recuperação dos terminais rodoviários de Pernambuco, ou estabeleça parcerias para que os municípios possam administrá-los. Leia o que disse a ETPI:

A EPTI é uma empresa pública vinculada a SECID cuja finalidade é a gestão do Sistema de Transporte Coletivo Intermunicipal de Passageiros do Estado de Pernambuco – STIP. Diante disso, até o ano de 2017, a EPTI firmou, de forma gratuita, cessões para manutenção dos terminais rodoviários;

Contudo, considerando o ano eleitoral, a vigente legislação veda a cessão gratuita de qualquer bem público. Eis o exposto no parágrafo 10 do art. 73 da Lei nº. 9.504/97:

Art. 73 – São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais:

10. No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.

Corroborando esse entendimento está o ofício circular PGE nº. 011/18 – GAB que assim dispõe:

“Em ano eleitoral, a cautela impõe que apenas sejam realizadas cessões de bens públicos com encargos, para se evitar o enquadramento da conduta no conceito de ‘distribuição gratuita’ veiculado pelo art. 73, parágrafo 10, da Lei nº. 9.504/97;”

É bom também ressaltar que as condutas enumeradas pelo mencionado artigo 73, caracterizam, em tese, ato de improbidade administrativa, sujeitando os agentes infratores as sanções fixadas pelo art. 12, III, do mesmo diploma Legal.

Por fim, por respeito ao princípio da segurança jurídica, entende a EPTI, pela impossibilidade da continuidade do programa de cessão dos terminais rodoviários aos Municípios, sendo importante ressalvar que, haverá a competente retomada no ano de 2019.

De vendedor de picolé em Água Branca a Comandante Regional da PMCE: a bela história de Gilmá Henrique

A história de Gilmá Henrique do Nascimento é daquelas que emocionam e inspiram. Nascido em junho de 1986, na cidade de Água Branca, no Sertão da Paraíba, filho da faxineira Rosa Ferreira do Nascimento, foi criado pela avó, Jovelina Juliana de Jesus, agricultora e lavadeira. A infância foi marcada por dificuldades financeiras, mas também por […]

A história de Gilmá Henrique do Nascimento é daquelas que emocionam e inspiram. Nascido em junho de 1986, na cidade de Água Branca, no Sertão da Paraíba, filho da faxineira Rosa Ferreira do Nascimento, foi criado pela avó, Jovelina Juliana de Jesus, agricultora e lavadeira. A infância foi marcada por dificuldades financeiras, mas também por valores como honestidade, disciplina, trabalho e perseverança.

Ainda menino, ajudava no sustento da família vendendo picolés, carregando feiras e trabalhando como carroceiro no Mercado Público Municipal. Com o dinheiro que conseguia, comprava o próprio material escolar e contribuía até mesmo com a alimentação da casa. Muitas vezes, a família sequer tinha pão para o café da manhã, realidade que jamais apagou seus sonhos.

Mesmo diante das adversidades, destacou-se nos estudos. Liderou o movimento estudantil durante o ensino médio e conquistou aprovações em diversos concursos públicos. Foi aprovado para Agente de Endemias, Agente Penitenciário da Paraíba e também atuou como Recenseador do IBGE. Paralelamente, trabalhou como radialista, ingressou no curso de Jornalismo e, após superar dificuldades financeiras que interromperam temporariamente sua graduação, retornou aos estudos e concluiu a formação em Comunicação Social.

A vocação para servir à sociedade o levou às forças de segurança pública. Ingressou na Polícia Militar da Paraíba, onde permaneceu por nove anos, sendo três anos como Soldado e seis anos como Sargento, destacando-se pela dedicação à preservação da ordem pública. Em seguida, foi aprovado para o cargo de Agente de Investigação da Polícia Civil de Pernambuco, ampliando sua experiência na atividade policial.

Persistente, continuou estudando até alcançar um dos maiores objetivos de sua carreira: a aprovação no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Ceará, tornando-se 1º Tenente da PMCE.

Nos quase cinco anos de atuação no Ceará, exerceu funções estratégicas nos municípios de Barbalha, Juazeiro do Norte, Brejo Santo e Mauriti, onde atuou como Subcomandante de unidades e Chefe de Seções, acumulando experiência em planejamento operacional, gestão de efetivo e coordenação de ações voltadas à preservação da ordem pública.

O reconhecimento pelo trabalho veio no dia 3 de julho de 2026, quando foi nomeado pelo Comandante-Geral da Polícia Militar do Ceará para assumir o comando da 2ª Companhia do 34º Batalhão da PMCE, Unidade responsável pelo policiamento ostensivo dos municípios de Várzea Alegre, Lavras da Mangabeira, Cedro e Granjeiro.

A nova missão representa um enorme desafio. Sob sua responsabilidade estão aproximadamente 100 mil habitantes, distribuídos em uma área territorial de cerca de 2.616,7 km², exigindo liderança, planejamento estratégico e compromisso permanente com a segurança pública.

Mais do que uma ascensão profissional, a trajetória de Gilmá simboliza o poder transformador da educação, do trabalho e da perseverança. O menino que um dia vendeu picolés e carregou feiras pelas ruas de Água Branca tornou-se oficial da Polícia Militar e, hoje, comanda uma importante unidade operacional no interior do Ceará.

Sua história reafirma uma verdade simples e poderosa: a origem pode moldar o caráter, mas não determina o destino. Com disciplina, estudo e fé, o filho de uma faxineira e o neto de uma agricultora transformaram dificuldades em combustível para vencer, tornando-se exemplo para milhares de jovens que sonham em mudar de vida por meio do esforço e da dedicação.

BaianaSystem agita o Marco Zero no Carnaval do Recife com coro de “sem anistia”

Na noite desta segunda-feira (3), o Marco Zero, ponto central do Carnaval do Recife, foi palco de uma apresentação da banda BaianaSystem. Com seu estilo inconfundível e letras marcadas pelo engajamento social, o grupo baiano levou o público ao delírio ao entoar sucessos de sua trajetória. Um dos momentos mais marcantes do show foi durante […]

Na noite desta segunda-feira (3), o Marco Zero, ponto central do Carnaval do Recife, foi palco de uma apresentação da banda BaianaSystem. Com seu estilo inconfundível e letras marcadas pelo engajamento social, o grupo baiano levou o público ao delírio ao entoar sucessos de sua trajetória.

Um dos momentos mais marcantes do show foi durante a interpretação da música Sulamericano, que aborda golpes de Estado e tentativas de tomada de poder na América Latina. Aproveitando o teor político da canção, o vocalista Russo Passapusso puxou um coro de “sem anistia”, ecoado pela multidão.

A frase é um pedido claro para que todos os envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil, após as eleições de 2022 e durante os eventos de 8 de janeiro de 2023, sejam responsabilizados.

A reivindicação abrange participantes, financiadores, impulsionadores e autoridades estatais que, segundo críticos, teriam sido coniventes com os atos antidemocráticos.

Com forte carga simbólica, a manifestação reforça o papel da arte e da música como instrumentos de expressão política e social, trazendo à tona debates importantes sobre justiça e responsabilidade institucional no país.

Zeinha explica escolha de pré-candidatos Pedro Alves e Marquinhos Melo

O prefeito Zeinha Torres falou hoje ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, com Juliana Lima e Júnior Cavalcanti. Na pauta, o quadro de saúde do gestor após passar mal na semana passada, os trabalhos da gestão, a abertura dos festejos juninos e as eleições 2024. Sobre o estado de saúde, Zeinha disse aos comunicadores […]

O prefeito Zeinha Torres falou hoje ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, com Juliana Lima e Júnior Cavalcanti.

Na pauta, o quadro de saúde do gestor após passar mal na semana passada, os trabalhos da gestão, a abertura dos festejos juninos e as eleições 2024.

Sobre o estado de saúde, Zeinha disse aos comunicadores Júnior Cavalcanti e Juliana Lima que apesar do susto, está bem. Ele passou por uma bateria de exames, não sendo diagnosticado nada com gravidade.

Em relação ao processo sucessório, explicou os motivos para a escolha dos pré-candidatos com Dr Pedro e Marquinhos Melo. Ele brincou dizendo que a escolha o priorizou “quem teve mais paciência”.

“Na hora da decisão veio o conhecimento de Doutor Pedro. Ele não poderia ser mais vice. Numa conversa com os vereadores eles aceitaram se fosse Marquinhos eles também teriam aceitado.Decidimos juntar os dois e acho que foi uma grande chapa montada”. Zeinha Torres terá agenda na próxima semana com a governadora Raquel Lyra.

Violência em Serra Talhada: Estado vai reagir?

É imperativo que o Estado, através das suas forças de segurança e investigação, dê uma resposta à onda de crimes registrados em Serra Talhada. Até agora, nem uma nota, nem um pio das autoridades. E as mortes seguem sem resposta. Um exemplo é o fato de que ninguém apresentou resposta para a morte de Zé […]

É imperativo que o Estado, através das suas forças de segurança e investigação, dê uma resposta à onda de crimes registrados em Serra Talhada.

Até agora, nem uma nota, nem um pio das autoridades. E as mortes seguem sem resposta. Um exemplo é o fato de que ninguém apresentou resposta para a morte de Zé Dida Gaia, em junho do ano passado. De lá pra cá, foram executados o empresário Neurivaldo Pereira e agora, Danda Gaia.

Quando a sociedade não respeita as leis e promove a guerra civil, é o estado que tem que agir. Serra, notabilizada recentemente pelo boom econômico, pelo desenvolvimento, pelos eventos, até pelas recentes polêmicas da política, não pode virar manchete novamente pela violência.

Cadê o estado? Que uma força tarefa independente existente ou a ser criada, já que não há informações sobre a manutenção da anteriormente criada, diga a que veio. Serra Talhada não aceita mais lidar com tamanha violência.