História do Cangaço será debatida no Seminário Sertão, Beatos e Cangaceiros
Por Nill Júnior
Especialistas vão discutir diferentes aspectos do cangaço: religiosidade, papéis das mulheres, espaços geográficos e literatura, na perspectiva das ciências sociais. Evento online será transmitido no Canal do You Tube do grupo Cabras de Lampião nos próximos dias 19, 20, 21
A Fundação Cabras de Lampião realiza nos próximos dias 19, 20, 21, em Serra Talhada, no sertão pernambucano, o seminário Sertão, Beatos e Cangaceiros.
Neste ano, o evento que está na sua quarta edição, ocorrerá de forma online, devido à pandemia. O propósito é divulgar os vários aspectos da história do cangaço, envolvendo o sincretismo religioso do sertão e o coronelismo, tendo como eixo a vida de Lampião. Toda a programação vai ser transmitida pelo canal do Youtube do grupo Cabras de Lampião, sempre a partir das 20h.
O Seminário será iniciado na sexta-feira (19/03) com uma discussão sobre “O que dizem os livros que abordam Lampião e Maria Bonita: Fatos e Mentiras”. Participam da mesa de diálogo, a neta de Lampião e Maria Bonita, jornalista e escritora, Vera Ferreira e o pesquisador, escritor do cangaço e produtor cultural Anildomá Willians de Souza. “Essa é uma ação para entendermos os diversos aspectos do cangaço, e como os cangaceiros ajudaram a compor a base de nossa identidade cultural”, declarou Anildomá.
No sábado (20/03), o tema da palestra será “Religiosidade no Sertão: Sincretismo religioso”, conduzido pelo historiador, sociólogo, pesquisador, escritor e professor José Ferreira Júnior, e pela historiadora, socióloga, pesquisadora e professora Janaína Freire dos Santos Ferreira.
A programação, no domingo (21/03), conta com uma discussão sobre “Maria Bonita – Nascimento, Vida e Morte da Rainha do Cangaço”, e quem vai falar sobre o assunto é a jornalista e pesquisadora do cangaço Wanessa Campos.
De acordo com a presidente da Fundação Cabras de Lampião e mediadora do evento, Cleonice Maria, debater a história, os mitos e a influência do Cangaço na formação da identidade cultural do Sertão contribui para fortalecer a autoestima de cada cidadão e cada cidadã do Sertão. A iniciativa conta com o apoio cultural da Lei Aldir Blanc, da Prefeitura Municipal de Serra Talhada, Governo Federal e Governo de Pernambuco.
A viagem de agradecimento do deputado Danilo Cabral chegou ao Sertão do Pajeú neste sábado (22). Foi nesta região que o parlamentar obteve o melhor resultado no primeiro turno da disputa para o governo de Pernambuco. “O Pajeú é uma região muito especial na minha trajetória. Sou votado aqui desde 2010, quando concorri pela primeira […]
A viagem de agradecimento do deputado Danilo Cabral chegou ao Sertão do Pajeú neste sábado (22). Foi nesta região que o parlamentar obteve o melhor resultado no primeiro turno da disputa para o governo de Pernambuco.
“O Pajeú é uma região muito especial na minha trajetória. Sou votado aqui desde 2010, quando concorri pela primeira para a Câmara Federal”, contou. O município de Solidão deu a maior votação proporcional de Danilo no estado, 60% dos votos.
“Vim agradecer a caminhada que fizemos. Não tivemos uma vitória eleitoral, mas acho que politicamente cumprimos o nosso papel. Fizemos uma campanha de respeito ao povo de Pernambuco, alegre, representando o conjunto de forças da Frente Popular, discutindo de forma responsável os desafios do nosso estado. Fizemos o bom combate. Agora, temos a missão de eleger o presidente Lula e seguir na luta”, afirmou Danilo.
Danilo esteve em Flores, ao lado do prefeito Marconi Santana (PSB) ainda na noite de ontem (21). Na manhã de hoje, participou de um café da manhã com o prefeito Sandrinho Palmeira (PSB), de Afogados da Ingazeira, o deputado estadual eleito José Patriota (PSB), vereadores e lideranças da cidade. Em seguida, esteve em Solidão com o prefeito Djalma Alves (PSB) e em Ingazeira com o prefeito Luciano Torres (PSB).
O deputado encerrará a visita ao Pajeú, nesta noite, em Carnaíba, onde vai prestigiar a 27ª Festa de Zé Dantas, ao lado do prefeito Anchieta Patriota (PSB) e demais lideranças do município.
Depois de dois anos sem realizar a tradicional homenagem ao compositor Zé Dantas, filho ilustre da cidade, este ano Carnaíba decidiu antecipar os festejos, que geralmente aconteciam em novembro. Danilo frequenta a festa há anos e disse que não poderia faltar no ano em que há a retomada.
Neste domingo (23), o deputado chega a municípios do Sertão de Itaparica e também do Agreste Meridional.
O deputado Carlos Eduardo Cadoca (PE) será expulso do PDT, após votar a favor do projeto de reforma trabalhista no plenário da Câmara, informou nesta quinta-feira (27) o presidente do partido, Carlos Lupi. A informação foi confirmada pelo G1. Na madrugada desta quinta, a Câmara aprovou a proposta, com 296 votos a favor e 177 […]
O deputado Carlos Eduardo Cadoca (PE) será expulso do PDT, após votar a favor do projeto de reforma trabalhista no plenário da Câmara, informou nesta quinta-feira (27) o presidente do partido, Carlos Lupi. A informação foi confirmada pelo G1.
Na madrugada desta quinta, a Câmara aprovou a proposta, com 296 votos a favor e 177 contrários. O texto segue agora para a análise do Senado.
“Diante do resultado da votação da reforma trabalhista ocorrida na noite de ontem, em Brasília, a Executiva Nacional do PDT decide, ad referendum, pela expulsão do parlamentar Carlos Eduardo Cadoca (PE)”, informou Lupi, por meio de nota.
Segundo o documento, a medida respeita a decisão tomada na última convenção nacional do PDT, em 17 de março, quando fechou questão contrária às reformas do atual governo.
“O PDT tem suas raízes históricas e lutas sempre em favor do trabalhador brasileiro. No momento que um governo ilegítimo, imoral e sem qualquer apoio popular decide atacar diretamente as conquistas trabalhistas, o PDT tem a obrigação de ficar ao lado do trabalhador brasileiro”, concluiu.
Do Correio Braziliense O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse no começo da noite desta terça (23/6) que os servidores concursados da Câmara que protestam contra possíveis mudanças no plano de saúde são um “grupamento do PT”. No começo da tarde, os servidores fizeram uma assembleia e um novo protesto contra o […]
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse no começo da noite desta terça (23/6) que os servidores concursados da Câmara que protestam contra possíveis mudanças no plano de saúde são um “grupamento do PT”. No começo da tarde, os servidores fizeram uma assembleia e um novo protesto contra o possível fim dos repasses da União para o plano de saúde da Câmara, o Pró-Saúde. Os servidores voltarão a discutir o tema na sexta, em uma audiência pública. Eles também farão uma “vigília permanente” enquanto durar o mandato de Cunha à frente da Câmara.
“Eu não vou comentar fantasia. Isso é um grupamento político do PT, incrustado dentro dos servidores da Casa, fazendo a contestação do processo político contra mim. É óbvio que é isso. É quem perdeu a eleição aqui tentando ganhar de outro jeito”, disse ele, referindo-se às eleições para a presidência da Câmara, em fevereiro, quando ele derrotou Arlindo Chinaglia (PT-SP). Os servidores voltarão a discutir o tema na sexta, em uma audiência pública.
O plano de saúde dos servidores acumula hoje cerca de R$ 380 milhões de reais em reservas, construídas a partir de pagamentos dos próprios servidores e da União, acumulados desde 1993. No fim da semana passada, servidores protestaram depois de circularem, nas redes sociais, informações de que a Mesa Diretora planejava mudanças no Pró-Saúde.
Conforme apurou o Correio, Eduardo Cunha chegou a pensar em substituir os reembolsos de despesas médicas feitos aos deputados pela contratação de planos de saúde. A ideia foi descartada depois do corpo técnico da Casa calcular que os custos subiriam dos atuais R$ 2 milhões para algo entre R$ 17 e 22 milhões. No fim da semana passada, Cunha disse que “não se pode viver de fofocas” e que não agiria para prejudicar os trabalhadores da Câmara. “O que eu não posso é onerar o contribuinte mais que o necessário. Ninguém vai alterar uma vírgula do plano existente, e nem onerar o servidor”, disse ele.
Uma nova Raquel Uma das impressões da visita da governadora Raquel Lyra ao Pajeú nesses dois dias é a da mudança de astral da gestora estadual. Claro, isso também se deve à forma como foi recebida e celebrada em São José do Egito, Itapetim, Tabira, Solidão e Afogados da Ingazeira. E isso não tem relação […]
Uma das impressões da visita da governadora Raquel Lyra ao Pajeú nesses dois dias é a da mudança de astral da gestora estadual.
Claro, isso também se deve à forma como foi recebida e celebrada em São José do Egito, Itapetim, Tabira, Solidão e Afogados da Ingazeira. E isso não tem relação apenas com os aliados Fredson e Flávio Marques, prefeitos de duas das cinco cidades visitadas por Raquel. A gestora teve tapete vermelho institucional estendido por prefeitos socialistas, que deixaram as divergências de lado e compareceram à agenda. Claro, Aline Karina, Mayco da Farmácia e Sandrinho Palmeira o fizeram também por estratégia, para abafar a possibilidade de que Anderson Lopes, Adriana Godê e Danilo Simões absorvesssem sozinhos o impacto positivo da agenda.
Esse movimento ajudou o discurso de Raquel, que tem dito, Pernambuco não pode olhar para a pequena política em detrimento do que é melhor para o Estado. É isso que a faz questionar a condução de Álvaro Porto na ALEPE. “Não prejudica a mim, prejudica a Pernambuco”, reclamou na Rádio Pajeú sobre a demora na votação da Lei Orçamentária Anual.
No mais, a governadora mostrou uma versão diferente da apresentada nas edições anteriores. A impressão é de que, em um ano estratégico, entende que há uma mudança de astral na percepção de seu governo, com mais entregas que cobranças, ambiente necessário para buscar caminhos de uma virada eleitoral sobre um adversário fortíssimo no nome e no que envolve seu projeto, o prefeito João Campos.
Os rumos dessa eleição, quem ganha, quem perde, se João, se Raquel, ninguém consegue prever. Mas o fato é que a governadora quis transmitir uma mensagem nesse mergulho ao Pajeú: ganhe ou perca, vai viver ou morrer atirando…
Garantias
Dentre as garantias de Raquel na entrevista à Rádio Pajeú, a de que vai olhar para o Sertão na redistribuição dos novos “laranjinhas”, como são classificados os PMs recém formados. Sobre a PE-320, prometeu melhorar sua trafegabilidade e disse já ter feito alguns reparos. E brincou: “o problema é que ela é longa demais”.
A recepção
Ninguém recebeu Raquel como o prefeito de Tabira, Flávio Marques, do PT. A carreata com Raquel gerou ciúme até entre aliados da governadora, além de levantar questionamentos sobre possível campanha antecipada. Sabendo que fazer Raquel majoritária também diz muito sobre 2028, Marques “botou furando”.
Esperando
O neo-petista Breno Araújo não cravou apoio a João Campos ou a Raquel Lyra. Disse a Francys Maya, na Vilabela FM, que aguarda uma definição do Diretório Estadual do partido. Só está comprometido com Humberto Costa. Nos bastidores, apesar dos aliados de Raquel na legenda e dos que fazem jogo duplo, dando à legenda o apelido de “total flex”, a tendência é o apoio a João Campos.
Crechômetro
Álvaro Porto disse em Lajedo que o governo Raquel há anos cuida de anúncios e promessas, mas não consegue fazer entregas. A observação foi feita em referência ao fato de a governadora Raquel Lyra, faltando dez meses para encerrar a gestão, ter inaugurado apenas duas das 250 creches prometidas em campanha.
Simbólica
Um dos momentos simbólicos de Raquel no Pajeú foi registrado em Curralinho, São José do Egito, onde ao lado do prefeito Fredson Britto, inaugurou o dessalinizador da comunidade, além da requalificação da estrada que liga Curralinho ao distrito de São Pedro. Além de ser promessa de Fredson fortalecer a qualidade de vida nas comunidades, emocionou Raquel o depoimento de Luciana, líder comunitária que fez um depoimento que foi parar nas redes sociais da governadora.
Nem aí
A falta de compromisso ideológico dos partidos, o jogo do poder e de busca por espaços explica porque, à exceção de Humberto Costa, todos conversam com todos sobre as duas vagas ao Senado. Isso explica Sílvio Costa Filho, Marília Arraes, Miguel Coelho e Dudu da Fonte negociando com os palanques de Raquel Lyra e João Campos, com zero pudor.
Sangue novo
O prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que assumirá a presidência da AMUPE terça-feira, promete entregar muito mais que o antecessor Marcelo Gouveia, mais preocupado com seu projeto político do que com a pauta municipalista. Pedro tem currículo: foi superintendente do BNB em Pernambuco, vice-presidente nacional da Caixa, tem juventude e articulação. A AMUPE, que respirava por aparelhos, ganha vida nova.
Voltando da porta?
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que as conversas sobre a candidatura de Marília Arraes ao Senado com João Campos foram retomadas, mesmo admitindo que Raquel a quer na chapa. Já João Campos defendeu o alinhamento político. “Marília tem uma condição muito próxima da gente, e eu tenho certeza que, na nossa construção, esse processo vai se afunilar da forma certa”, argumentou o prefeito.
Ausências
As ausências mais sentidas na agenda de Raquel na região foram as de Pedro Alves (Iguaracy) e Marconi Santana (Flores). Publicamente, nenhum justificou a ausência. A princípio, Pedro Alves estaria incomodado com o protagonismo de Zeinha Torres no governo. E Marconi alegou questões de agenda, revogadas as disposições em contrário.
Nem tudo é civilidade
Em Solidão, foi engraçado ver Adriana Godê se engalfinhando pra sair na foto com Raquel Lyra, incomodada com a presença de Mayco da Farmácia na posição de destaque no palanque oficial. A vereadora não teve êxito na busca por protagonismo ao lado de Raquel, mas teria vetado a ida da governadora à uma recepção organizada pelo prefeito. Ficou no 1×1.
Leitora
Ao concluir a entrevista na Rádio Pajeú, a governadora Raquel Lyra disse acompanhar o blog regularmente. “É uma das minhas fontes de informação no Estado”, afirmou, para depois parabenizar a independência editorial do veículo.
Frase da semana:
“Agora é todo mundo conversando com todo mundo”.
De Raquel Lyra, sobre as negociações para o Senado e a conversa que teve com Carlos Lupi e Marília Arraes.
Por Mauricio Stycer A Globo promoveu uma mudança importante na equipe do “Jornal Nacional” que faz a cobertura dos assuntos que dizem respeito ao governo Bolsonaro. A repórter Delis Ortiz, até a semana passada responsável pela área, a mais nobre do noticiário, está trocando a cobertura do Planalto pela do Congresso. O motivo da troca […]
A Globo promoveu uma mudança importante na equipe do “Jornal Nacional” que faz a cobertura dos assuntos que dizem respeito ao governo Bolsonaro. A repórter Delis Ortiz, até a semana passada responsável pela área, a mais nobre do noticiário, está trocando a cobertura do Planalto pela do Congresso.
O motivo da troca envolve uma questão familiar. No último dia 12, uma filha da jornalista foi nomeada para um cargo na coordenação de relações públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Os princípios editoriais da Globo estabelecem que os jornalistas da empresa “devem evitar situações que possam provocar dúvidas sobre o seu compromisso com a isenção”. E dá como exemplo: “Pode acontecer que atividades sociais ou econômicas de parentes tenham impacto no trabalho cotidiano ou eventual dos jornalistas”.
Segundo a Globo, a própria jornalista informou aos seus superiores sobre a nomeação da filha para o cargo no governo e pediu para deixar a cobertura do Planalto. “Delis cumpriu as normas e comunicou que foi informada pela própria filha do cargo para o qual ela foi convidada (sem nenhuma participação da Delis). Não foi preciso sequer que a chefia determinasse que Délis deixasse de cobrir o Planalto. Ela mesmo fez a sugestão, imediatamente aceita. E, assim, Delis passará a cobrir o Congresso”, disse a emissora, em nota enviada ao blog.
A Globo ainda não decidiu qual jornalista será designado para fazer a cobertura do Planalto para o “Jornal Nacional”.
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