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Governo Temer corta recursos para a transposição do São Francisco, diz Humberto

Por Nill Júnior

IMG_1283Prevista para ser concluída no final deste ano pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o programa de Transposição e Revitalização do Rio São Francisco vai sofrer cortes de recursos pelo governo interino de Michel Temer (PMDB).

Conhecido como o maior programa de infraestrutura hídrica do país, a transposição deve deixar de receber investimentos da ordem de R$7,5 bilhões. Os recursos serviriam para ações de recuperação de nascentes e áreas degradadas, gestão e fiscalização ambiental, entre outros.

Inicialmente orçado em R$ 10 bilhões, o programa que daria continuidade à transposição só terá 25% do valor previsto para atender ações de saneamento e esgoto. Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que é relator da comissão especial do Senado que fiscaliza Os trabalhos, isso mostra a falta de prioridade com “a obra que vai mudar a cara do Nordeste”.

“Quando o presidente Lula encampou esse projeto, era para mudar uma história que ele mesmo viveu como pernambucano. Uma história de seca e de governos que vivam desta indústria. A transposição veio para mudar essa realidade e é de importância vital para o desenvolvimento de todo o Nordeste. Cortar investimentos na obra é de uma insensibilidade não só com Pernambuco, mas com toda a nossa região. Não vamos deixar que um governo provisório atrapalhe o andamento deste projeto”, disse o senador Humberto Costa.

A obra de transposição já está com mais de 80% concluída. A transposição vai beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios de quatro estados nordestinos: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Outras Notícias

O casório do ano

Por questões profissionais,  entre João Pessoa e São José do Egito,  levei falta no aguardado casamento do querido casal Magno Martins e Nayla Valença,  ontem, em Arcoverde. A celebração dos 25 do Sicoob, cuja presença dos membros do Conselho Administrativo era imperativa, me tirou da festa,  num dia em que rodei mais de 800 quilômetros entre […]

Por questões profissionais,  entre João Pessoa e São José do Egito,  levei falta no aguardado casamento do querido casal Magno Martins e Nayla Valença,  ontem, em Arcoverde.

A celebração dos 25 do Sicoob, cuja presença dos membros do Conselho Administrativo era imperativa, me tirou da festa,  num dia em que rodei mais de 800 quilômetros entre Arcoverde (LW Cast), João Pessoa (agenda com o Ministro das Comunicações Frederico Filho) e São José do Egito.

Mas, como relata a irmã de Magno,a jornalista Denise Martins,  e pelos relatos, uma linda festa e muito prestigiada.

No Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, Magno Martins e sua Nayla oficializaram a união conjugal em uma cerimônia intimista e emocionante, numa casa de eventos em Arcoverde, na presença apenas de familiares e amigos mais próximos.

Entre os padrinhos, o empresário Eduardo Monteiro e sua esposa Cláudia. Ele, presidente do Grupo EQM, que inclui a Folha de Pernambuco, parceira deste blog. Também compuseram o altar como padrinhos o irmão do noivo, Augusto Martins, secretário de Cultura de Afogados da Ingazeira, e sua esposa Socorro Martins.

Em um ambiente marcado pela emoção e simplicidade, Magno fez questão de celebrar os valores que o movem: o amor, a família e o trabalho que dignificam o homem.

Após a celebração civil, os convidados foram recepcionados com um coquetel, em clima de celebração discreta e acolhedora. Uma festa que uniu o sertão,  de Afogados da Ingazeira a Arcoverde,  e todo o Estado.

Juventude, informação e democracia: Um desafio contemporâneo

Navegando pelo meu feed do Instagram neste domingo (14), me deparei com duas informações de extrema importância, que mostram estudos recentes que revelam aspectos cruciais sobre a juventude contemporânea, destacando tanto sua relação com a informação quanto seu posicionamento político. A primeira informação, divulgada pela Fundação Tide Setubal, revela que segundo a pesquisa TIC Kids […]

Navegando pelo meu feed do Instagram neste domingo (14), me deparei com duas informações de extrema importância, que mostram estudos recentes que revelam aspectos cruciais sobre a juventude contemporânea, destacando tanto sua relação com a informação quanto seu posicionamento político.

A primeira informação, divulgada pela Fundação Tide Setubal, revela que segundo a pesquisa TIC Kids Online, conduzida pelo NIC.br, 43% dos jovens enfrentam dificuldades em verificar a veracidade das informações que consomem, evidenciando um desafio na formação de uma participação bem informada na sociedade.

Já a informação divulgada no Portal de Jornalismo Antirracista Notícia Preta, aponta que por outro lado, um estudo global conduzido pela Agência Internacional de Pesquisas Glocalities aponta para um fenômeno preocupante: o crescimento do conservadorismo entre os jovens, resultado do “desespero e desilusão” com a política tradicional. Essa pesquisa, que analisou mais de 300.000 indivíduos em cerca de 20 países, incluindo o Brasil, ressalta uma tendência de aumento do conservadorismo em contraponto à ascensão de movimentos e partidos de direita.

A intersecção desses dados revela um panorama desafiador. Enquanto parte significativa da juventude carece de habilidades para discernir informações confiáveis, outra parcela se vê cada vez mais atraída por discursos conservadores, muitas vezes caracterizados pelo simplismo e pela polarização. Esse contexto apresenta uma ameaça à saúde democrática, que depende da participação informada e crítica de seus cidadãos.

Diante disso, surge a urgência de investir em educação para a democracia e alfabetização midiática e digital. A capacidade de discernir entre informações verdadeiras e falsas é essencial para a formação de cidadãos conscientes e engajados. Além disso, é preciso compreender as razões por trás do crescente conservadorismo entre os jovens e buscar alternativas que os aproximem da política de maneira construtiva e inclusiva.

A democracia só pode florescer quando seus participantes são capazes de compreender, questionar e contribuir para o debate público de forma informada e responsável. Portanto, é fundamental que a sociedade como um todo, desde instituições educacionais até governos e organizações da sociedade civil, se mobilize para promover a educação e o engajamento cívico dos jovens, garantindo assim um futuro democrático e plural.

TRE-PE concede direito de resposta a João Campos em propaganda que o associava à gestão Paulo Câmara

Plenário reformou decisão anterior e determinou 72 inserções de 30 segundos no horário eleitoral da coligação de Raquel Lyra, sendo 53 no rádio e 19 na televisão. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu à Frente Popular de Pernambuco, do candidato João Campos (PSB), direito de resposta a uma propaganda da campanha da governadora […]

Plenário reformou decisão anterior e determinou 72 inserções de 30 segundos no horário eleitoral da coligação de Raquel Lyra, sendo 53 no rádio e 19 na televisão.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu à Frente Popular de Pernambuco, do candidato João Campos (PSB), direito de resposta a uma propaganda da campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). A decisão foi tomada pelo plenário após recurso contra um entendimento anterior que havia negado o pedido. 

A peça questionada associava João à gestão do ex-governador Paulo Câmara, período em que ele exerceu o cargo de chefe de gabinete. A propaganda mencionava, entre outros pontos, obras paralisadas, “desvio de recurso público” e números de homicídios registrados durante o governo do PSB. 

A Frente Popular questionou especialmente a forma como a propaganda relacionava João Campos à afirmação sobre desvio de recursos. Em primeira análise, no dia 10 de setembro, o relator Fernando Braga Damasceno entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar fato sabidamente inverídico para fins de direito de resposta. A coligação recorreu, e o caso foi levado ao plenário. 

Outro ponto contestado foi a referência a 1.547 obras paralisadas ou inacabadas em Pernambuco. Levantamento do Tribunal de Contas do Estado referente ao período mostrava que o número abrangia contratos de diferentes entes públicos: 19% eram de responsabilidade do Estado e 81% estavam vinculados a prefeituras e câmaras municipais. 

Ao analisar o recurso, o TRE-PE decidiu conceder o direito de resposta, mas limitou o tempo à duração das veiculações consideradas ofensivas. A Frente Popular terá 72 inserções de 30 segundos no espaço da coligação Pernambuco de Coração: 53 no rádio e 19 na televisão. As 19 exibições na TV correspondem a nove minutos e 30 segundos de resposta. 

Até a última atualização da reportagem do G1 sobre a decisão, a campanha de Raquel Lyra havia sido procurada, mas não tinha se manifestado. 

Foto: Rodolfo Loepert/Prefeitura do Recife

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Afogados: Protesto na Gangorra pede quebra-molas na PE 292

Um protesto na Gangorra, que fica as margens da PE 292, na manhã desta sexta-feira (21), pediu uma ação da Prefeitura de Afogados da Ingazeira para a instalação de quebra-molas na via. Moradores fecharam a via colocando fogo em pneus e impedindo a passagem dos veículos que transitavam no local. Há relatos de motoristas que […]

Um protesto na Gangorra, que fica as margens da PE 292, na manhã desta sexta-feira (21), pediu uma ação da Prefeitura de Afogados da Ingazeira para a instalação de quebra-molas na via.

Moradores fecharam a via colocando fogo em pneus e impedindo a passagem dos veículos que transitavam no local. Há relatos de motoristas que ficaram parados no local por mais de 30 minutos.

Segundo relatos, a via que é muito movimentada, sendo uma das saídas para o Recife, tem registrado muitos atropelamentos. 

Outro relato feito por uma moradora é de que o local estaria sendo utilizado por motorista e motociclistas irresponsáveis disputando rachas.

Ministério da Saúde decide exonerar diretor após denúncia de propina por vacina

Foto: Anderson Riedel/PR A medida ocorre em meio a uma denúncia de que ele teria cobrado propina de um representante de uma vendedora de vacinas Folhapress O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu exonerar o diretor de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias. A medida ocorre em meio a uma denúncia, revelada pela Folha de […]

Foto: Anderson Riedel/PR

A medida ocorre em meio a uma denúncia de que ele teria cobrado propina de um representante de uma vendedora de vacinas

Folhapress

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu exonerar o diretor de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias. A medida ocorre em meio a uma denúncia, revelada pela Folha de S. Paulo, de que ele teria cobrado propina de um representante de uma vendedora de vacinas.

Também ocorre em meio a investigações sobre suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin, processo em que o diretor também é citado.

A exoneração foi confirmada em nota pelo ministério. A medida será publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União.

Em entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo, Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou que recebeu de Dias um pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

Segundo ele, Dias cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

Representantes do ministério também dizem que foi instaurado um procedimento administrativo para apurar as suspeitas no caso da Covaxin. A pasta alega ainda que a exoneração de Dias foi decidida na manhã desta terça, antes das revelações da Folha de S. Paulo.

Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Em uma rede social nesta terça, Barros negou ter indicado Dias ao posto. “Em relação à matéria da Folha, reitero que Roberto Ferreira Dias teve sua nomeação no Ministério da Saúde no início da atual gestão presidencial, em 2019, quando não estava alinhado ao governo. Assim, repito, não é minha indicação. Desconheço totalmente a denúncia da Davati.”

Em entrevista à reportagem, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) que, junto com o irmão Luis Ricardo Miranda, chefe do departamento de importação do Ministério da Saúde, denunciou suspeita de irregularidade no contrato de compra da vacina Covaxin, disse que Roberto Ferreira Dias é quem dá as cartas na pasta.

“Eu acho assim, nada ali acontece se o Roberto não quiser. Tudo o que aconteceu, inclusive a pressão sobre o meu irmão, é sob a aprovação dele. Sem ele, ninguém faz nada. Isso é uma das únicas certezas que tenho”, afirmou o deputado.

A suspeita sobre a compra de vacinas veio à tona em torno da compra da vacina indiana Covaxin, quando a Folha de S. Paulo revelou no último dia 18 o teor do depoimento sigiloso do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda ao Ministério Público Federal, que relatou pressão “atípica” para liberar a importação da Covaxin.

Desde então, o caso virou prioridade da CPI da Covid no Senado. A comissão suspeita do contrato para a aquisição da imunização, por ter sido fechado em tempo recorde, em um momento em que o imunizante ainda não tinha tido todos os dados divulgados, e prever o maior valor por dose, em torno de R$ 80 (ou US$ 15 a dose).

Meses antes, o ministério já tinha negado propostas de vacinas mais baratas do que a Covaxin e já aprovadas em outros países, como a Pfizer (que custava US$ 10).

A crise chegou ao Palácio do Planalto após o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor da Saúde, relatar que o presidente havia sido alertado por eles em março sobre as irregularidades. Bolsonaro teria respondido, segundo o parlamentar, que iria acionar a Polícia Federal para que abrisse uma investigação.

A CPI, no entanto, averiguou e constatou que não houve solicitações nesse sentido para a PF. Ao se manifestar sobre o assunto, Bolsonaro primeiro disse que a Polícia Federal agora vai abrir inquérito para apurar as suspeitas e depois afirmou que não tem “como saber o que acontece nos ministérios”.

Nesta terça, o Ministério da Saúde decidiu suspender o contrato com a Precisa Medicamentos para obter 20 milhões de doses da Covaxin. Segundo membros da pasta, a decisão atual é pela suspensão até que haja novo parecer sobre o caso. A pasta, porém, já avalia a possibilidade de cancelar o contrato.

Já nesta segunda-feira (28) a Folha de S. Paulo também revelou que o advogado do deputado Ricardo Barros atuou como representante legal da vacina chinesa Convidecia no Brasil, participando inclusive de reunião com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Sócio do genro de Barros até março deste ano, o advogado Flávio Pansieri participou de reunião com a Anvisa no último dia 30 de abril. Segundo o site da agência, a pauta da reunião referia-se às “atualizações sobre a desenvolvimento da vacina do IVB [Instituto Vital Brazil] & Belcher & CanSinoBio a ser submetida a uso emergencial para a Anvisa”.

Integrantes da CPI da Covid querem apurar a negociação da Convidecia com o Ministério da Saúde. A empresa Belcher Farmacêutica, com sede em Maringá (PR), atuou como representante no país do laboratório CanSino Biologics no Brasil, responsável pelo imunizante.

No último domingo (27), Barros divulgou nota por ter sido citado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) em depoimento à CPI da Covid como parlamentar que atuou em favor da aquisição de vacinas superfaturadas. Para se defender, o líder do governo apresentou a íntegra da defesa preliminar enviada à Justiça Federal. O documento é assinado por Pansieri.

O advogado também assumiu a defesa de Barros no STF (Supremo Tribunal Federal), após o deputado ter sido delatado por executivos da construtora Galvão Engenharia.

Além de atuar na defesa de Barros, Pansieri acompanhou o líder do governo durante encontro com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto no dia 24 de fevereiro, durante a posse do deputado do centrão João Roma (Republicanos-BA) como ministro da Cidadania.