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Governo fez acordo com militares sobre acampamento golpista

Por André Luis

Documentário “8/1: A Democracia Resiste” reconstitui hora a hora os momentos cruciais desse dia histórico e as tomadas de decisão que garantiram a defesa da democracia.

Por Arthur Stabile, Matheus Moreira, Jéssica Valença – g1

Há um ano, o Brasil sofria um dos maiores ataques à democracia, quando uma multidão invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes em Brasília. Na noite de 8 de janeiro de 2023, o governo brasileiro precisou fazer um acordo com generais do Exército para desmobilizar o acampamento onde estavam concentrados os golpistas.

É o que revelam autoridades em entrevistas concedidas aos jornalistas Julia Duailibi e Rafael Norton para o documentário “8/1: A Democracia Resiste”, da GloboNews, que estreia neste domingo (7), às 23h30, e será reexibido na segunda-feira (8), às 21h, aniversário de um ano do ataque à democracia. O filme ficará disponível no Globoplay para todos os assinantes da plataforma.

Na noite dos ataques, após a invasão e depredação das sedes dos três poderes, Ricardo Cappelli, número dois do Ministério da Justiça e recém-nomeado interventor na Segurança Pública do Distrito Federal, tinha ordens para entrar no acampamento dos golpistas, que ficava em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e realizar as prisões em flagrante.

Não foi tão simples. O interventor esbarrou no general Gustavo Henrique Dutra, que era contra a entrada da PM no local sob justificativa de que a operação teria “alto grau de risco”. Dutra disse acreditar que, caso Cappelli entrasse naquela noite no acampamento, poderia “terminar a noite com sangue”.

A PM estava sob comando de Cappelli havia apenas algumas horas, uma vez que ele havia se tornado interventor.

O impasse levou ambas as tropas, da polícia do Exército e da Polícia Militar, a ficarem frente a frente próximo ao quartel.

“Eu chego na altura em que o Cappelli havia me dito que a PM estava. Quando me viro, vejo a polícia do Exército em formação, duas ou três linhas, mas não de frente para o acampamento, de frente para a PM. E eu vi também uns blindados do Exército se locomovendo, saindo de vias e se agrupando ali com soldados aparatados como se fossem para um combate”, diz o ministro Flávio Dino.

Encontro

Antes que Dino e outros ministros chegassem ao local, o então comandante do Exército, Júlio César Arruda, pediu a Cappelli que conversassem. O interventor foi então ao encontro de Arruda.

Cappelli diz ter sido questionado pelo então comandante, na presença de outros generais do Alto Comando do Exército.

“Ele me cumprimenta muito sério, nós subimos para a sala dele, sentamos em uma mesa e assim que eu me sentei, ele se virou para mim e falou: ‘O senhor ia entrar aqui com homens armados sem a minha autorização?’”, afirma Cappelli, que atualmente é o ministro interino da Justiça e Segurança Pública.

O interventor teria respondido que tinha ordens para cumprir e que avisaria o general.

“[O general Arruda] vira para o coronel Fábio Augusto [PMDF] e fala: ‘Porque eu acho que eu tenho um pouquinho mais de homens armados do que o senhor, coronel Fábio Augusto’.”

Diante do clima tenso, Cappelli tentou argumentar sobre a necessidade de desmontar o acampamento e prender todos.

“Eu fiz a afirmação e falei para ele: ‘O senhor concorda, general?’. E ele falou: ‘Não'”, diz Cappelli.

Acordo

O acordo que levou ao fim do acampamento e a prisão dos golpistas foi firmado após a chegada dos ministros Flávio Dino (Justiça), José Múcio Monteiro (Defesa) e Rui Costa (Casa Civil), enviados pelo presidente Lula, já no final da noite daquele dia.

“Nós fomos conduzidos para uma sala em que estavam vários militares. E aí eu digo ao comandante: ‘Comandante, nós vamos cumprir o que a lei manda’. E ele diz: ‘Não, não vão’”, afirma Flávio Dino.

Após um longo debate, foi formalizado o acordo.

Às 6h da manhã de 9 de janeiro, uma segunda-feira, a Polícia Militar do Distrito Federal e o Exército realizaram a operação que desmontou o acampamento golpista e que culminou na prisão, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, de 1.200 pessoas.

8/1 – A Democracia Resiste

Conduzido pela jornalista Julia Duailibi e Rafael Norton, o filme reconstitui hora a hora os momentos cruciais desse dia histórico e as tomadas de decisão que garantiram a democracia.

O documentário traz mais de 500 horas de imagens inéditas da destruição provocada pelos golpistas e depoimentos exclusivos.

Durante seis meses, a equipe da GloboNews ouviu personagens que viveram os momentos de tensão daquele domingo e entrevistou autoridades como o presidente Lula; o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre Moraes; os ministros da Justiça, Flávio Dino, da Defesa, José Múcio Monteiro, da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo; o interventor do Distrito Federal, Ricardo Cappelli; e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva; além de integrantes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da segurança do Senado e das forças de segurança do Distrito Federal.

“8/1 – A democracia resiste” é um filme de Julia Duailibi e Rafael Norton, que também dividem direção e roteiro; e tem produção de Jéssica Valença, Henrique Picarelli, Carolline Leite e Bárbara Carvalho e edição de Flavio Lordello.

O documentário “8/1 – A democracia resiste” estreia na GloboNews no dia 7 de janeiro, às 23h30, e será reexibido na segunda-feira (08), às 21h. Ele também ficará disponível no Globoplay para todos os assinantes da plataforma.

Outras Notícias

Sebastião Oliveira cumpre agenda em Angelim

O deputado federal e candidato a reeleição, Sebastião Oliveira, cumpriu agenda na noite desta quarta-feira (19), no município de Angelim, Agreste do Estado.  Sebá (como é conhecido), que conta com o apoio do grupo político do prefeito Douglas Duarte, aproveitou a ocasião para noticiar a requalificação da estrada que dá acesso ao município.   “Vamos iniciar em breve a […]

Foto: Henrique Genecy

O deputado federal e candidato a reeleição, Sebastião Oliveira, cumpriu agenda na noite desta quarta-feira (19), no município de Angelim, Agreste do Estado. 

Sebá (como é conhecido), que conta com o apoio do grupo político do prefeito Douglas Duarte, aproveitou a ocasião para noticiar a requalificação da estrada que dá acesso ao município.  

“Vamos iniciar em breve a obra de requalificação da estrada que dá acesso a Angelim. É um sonho antigo que será realizado que vai trazer muitos benefícios. A crise que afeta todo o país não impediu que o governador Paulo Câmara continuasse investindo na melhoria da qualidade de vida das pessoas e no desenvolvimento de Pernambuco”, ressaltou Sebastião Oliveira, que até recentemente comandou a secretária de Transportes. 

Sebá ainda aproveitou para assumir um novo compromisso com o município. “Vou destinar recursos para a compra de um ônibus com ar-condicionado, que vai garantir mais conforto e segurança para os alunos”, ressaltou Sebastião Oliveira. “Só a educação transforma. Ela é uma das principais ferramentas que o político disponibiliza para transformar vidas e promover a verdadeira inclusão social”, finalizou o republicano.

TCE imputa débito de quase meio milhão a Zeca Cavalcanti

Auditoria especial realizada pelo TCE na prefeitura de Arcoverde identificou uma série de irregularidades na gestão do ex-prefeito José Cavalcanti Alves Júnior, Zeca Cavalcanti, do PTB, relativas ao ano de 2009, entre elas a contratação, sem o devido processo licitatório, do escritório de advocacia “Bernardo Vidal e Associados” para a recuperação de créditos previdenciários. O voto do relator do […]

Auditoria especial realizada pelo TCE na prefeitura de Arcoverde identificou uma série de irregularidades na gestão do ex-prefeito José Cavalcanti Alves Júnior, Zeca Cavalcanti, do PTB, relativas ao ano de 2009, entre elas a contratação, sem o devido processo licitatório, do escritório de advocacia “Bernardo Vidal e Associados” para a recuperação de créditos previdenciários.

O voto do relator do processo (nº 1102419-7), conselheiro substituto Ricardo Rios, foi pela irregularidade da contratação e pela imputação de um débito ao ex-prefeito no valor de R$ 468.484,89, solidariamente com o ex-secretário de Finanças, Geovane Freitas Leite e a empresa “Bernardo Vidal Consultoria Ltda”.

Feita a análise dos argumentos oferecidos pela equipe técnica do TCE e pela defesa dos interessados, o Ministério Público de Contas (MPCO) opinou pelo afastamento de duas irregularidades e pela manutenção de outras, dentre elas, cálculo incorreto dos valores a compensar, compensação indevida do FAT (Seguro de Acidente de Trabalho), não comprovação de retificação da GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social) e pagamento indevido de honorários advocatícios.

Após o TCE ter emitido parecer prévio, o município de Arcoverde, através de sua prefeita Madalena Britto, protocolou no TCE uma representação contra o ex-prefeito José Cavalcanti Alves Júnior, o então secretário de Finanças, Eduardo Geovane Freitas Leite a empresa Bernardo Vidal Consultoria Ltda. O MPCO elaborou um parecer complementar, porém, mantendo todos os termos do parecer anterior.

A origem – De acordo com os autos do processo, em 02/12/2009 o então secretário Eduardo Geovane enviou oficio ao prefeito dando conta da existência de créditos junto ao INSS que teriam sido recolhidos indevidamente. Esses créditos diziam respeito a salários e subsídios pagos a agentes políticos, contribuições pagas sobre parcelas de natureza indenizatória (férias, licenças, auxílio-doença, etc). No mesmo dia, segundo os autos, o então prefeito autorizou a contratação, com inexigibilidade, do escritório de advocacia Bernardo Vidal, com “cláusula de êxito”, ou seja, 20% do valor dos créditos recuperados.
Na análise da documentação da prefeitura, ficou comprovado que ela pagou indevidamente R$ 1.518.245,91 (contribuições de agentes políticos), R$ 3.067.006,21 (verbas de natureza indenizatória) e R$ 49.587.47 (pagamento a maior de riscos de acidentes do trabalho e de seguro de acidentes do trabalho). No período compreendido entre dezembro de 2009 a janeiro de 2011, foram compensados créditos da ordem de 1.234.718,92 e pagos ao escritório a título de honorários R$ 246.864,45.
Em seu voto, o conselheiro relator afirma que o município de Arcoverde procedeu à compensação de supostos créditos previdenciários junto à Receita Federal do Brasil sem a devida comprovação de pagamentos das contribuições que lhe serviram de base, salientando também que as compensações feitas não foram homologadas por quem de direito e que foi “indevido” o pagamento feito pela prefeitura ao escritório Bernardo Vidal Associados.
O relator deixou de aplicar multa ao ex-prefeito em face da preclusão do prazo previsto da Lei Orgânica da TCE para a aplicação desse tipo de penalidade. Os interessados ainda podem recorrer da decisão.
Arrecadação deve fechar o ano com queda real próxima de 3,5%, diz Receita

Agência Brasil – A arrecadação deverá encerrar o ano com queda real, descontada a inflação, próxima de 3,5%, disse hoje (23) o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Segundo Malaquias, o esforço extra feito pelo governo para recuperar débitos em atraso deverá amenizar o ritmo de queda das receitas até […]

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Agência Brasil – A arrecadação deverá encerrar o ano com queda real, descontada a inflação, próxima de 3,5%, disse hoje (23) o chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Segundo Malaquias, o esforço extra feito pelo governo para recuperar débitos em atraso deverá amenizar o ritmo de queda das receitas até o fim do ano.

Até novembro, o Fisco projetava queda real de 4,5% da arrecadação em 2015. Malaquias não quis passar números, mas disse que a projeção foi revista e que a redução ficará próxima da estimativa de queda de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) divulgada hoje pelo Relatório de Inflação do Banco Central.

“Em 2015, tivemos uma recuperação importante de débitos em atraso por meio de ações fiscais. Estamos fazendo um esforço para atenuar a queda na arrecadação decorrente da atividade econômica. Como tivemos um dezembro positivo [na cobrança de dívidas] do nosso ponto de vista, acredito que a arrecadação encerrará o ano com queda real muito próxima à do PIB”, declarou Malaquias.

De janeiro a novembro, o Fisco arrecadou R$ 13,1 bilhões em receitas extraordinárias. Desse total, R$ 4,6 bilhões devem-se a uma transferência de ativos entre empresas registrada em abril, R$ 1 bilhão relacionados à cobrança de uma remessa para o exterior promovida por uma empresa, realizada em maio, e R$ 7,5 bilhões relativos à recuperação de débitos em atraso. De acordo com Malaquias, as receitas extraordinárias deverão encerrar dezembro em torno de R$ 14,5 bilhões por causa de novas cobranças de dívidas tributárias feitas neste mês.

De acordo com Malaquias, as receitas extras amenizaram o impacto da crise econômica sobre a arrecadação. “Via de regra, a arrecadação é mais elástica que o PIB. Para cada 1 ponto percentual [de alta ou de queda], a arrecadação sobe ou desce mais que 1 ponto. Expurgando parcelamentos especiais, a arrecadação está próxima do desempenho da atividade econômica, graças ao esforço que temos feito para recuperar receitas”, disse.

A realização de parcelamentos especiais em 2014, que não se repetiram neste ano, como o Refis da Copa, foi um dos principais responsáveis pela queda da arrecadação em 2015. Até novembro, a arrecadação com a renegociação de dívidas tributárias foi R$ 15,602 bilhões menor que nos 11 primeiros meses de 2014. “O nosso trabalho para atenuar a queda da arrecadação [R$ 14,5 bilhões] praticamente compensou o impacto dos parcelamentos [que não foram realizados este ano]”, disse Malaquias.

O chefe do Centro de Estudos Tributários da Receita não quis fazer projeções para o desempenho da arrecadação em 2016. Segundo ele, as receitas deverão terminar o próximo ano com nova queda real, mas o recuo pode ser amenizado caso a economia comece a se recuperar no primeiro semestre. “A economia brasileira tem potencial para se recuperar rapidamente. A questão é quando vamos reverter as expectativas dos consumidores e do setor produtivo”, afirmou.

Outro fator que pode atenuar o recuo da arrecadação em 2016, destacou Malaquias, é a entrada em vigor de medidas de aumento de tributos. Ele citou a redução pela metade da desoneração da folha de pagamento, que deve render R$ 10 bilhões no próximo ano, e o aumento de Imposto sobre Produtos Industrializados sobre bebidas quentes e a suspensão de incentivos fiscais para tablets e smartphones.

Tabira: Câmara de Vereadores entrega comenda aos ganhadores da OBA

A noite da última segunda-feira (23), foi de reconhecimento e emoção para os alunos da rede municipal de ensino que disputaram a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica  2021 (OBA).  Durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, os ganhadores receberam homenagens dos parlamentares que entregaram troféus aos alunos e professores. A homenagem foi solicitada […]

A noite da última segunda-feira (23), foi de reconhecimento e emoção para os alunos da rede municipal de ensino que disputaram a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica  2021 (OBA). 

Durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, os ganhadores receberam homenagens dos parlamentares que entregaram troféus aos alunos e professores.

A homenagem foi solicitada pelo vereador Valdemir Filho (MDB), que apresentou uma Moção de Aplausos, sendo aprovada por unanimidade de votos. Na oportunidade, o presidente Djalma Nogueira, convidou os vencedores, juntamente com os professores, para receberam a homenagem pessoalmente no plenário da Casa Eduardo Domingos de Lima.

“A Câmara de Tabira abriu o espaço da sessão semanal para fazer o reconhecimento público aos alunos e alunas vencedores da competição, comprovando que a força do aprendizado podem levá-los a conseguirem muitas conquistas.”, comemorou Djalma.

Confira os vencedores

Miguel da Graça Barros- Medalha de Ouro – 9º ano- Escola Cicero Correia – Professora: Tatiane Alcântara da Silva – Coordenadora: Kátia Ferreira Lima – Gestora: Dinaura Pereira de Lima Rezzo;

José Igor De Souza Leite- Medalha de Ouro – 6° Ano- Escola Cônego Luiz Muniz do Amaral – Professor: José Batista De Souza – Coordenadora Pedagógica: Iraci Sousa Meneses

Gestora: Graciene Costa Moura; 

Maria Eloisa Ferreira Lino- Medalha de Prata – 8⁰ ano A- Escola Municipal Professor José Odano de Góes Pires – Professor: Cícero Ricardo de Lima – Coordenadora: Camilla de Brito Cavalcante Medeiros – Gestora: Paula Nei Limeira do Amaral Pires;

Pablo Ruan Siqueira Costa- Medalha de Prata – 9º ano- Escola Adeildo Santana Fernandes – Professora: Luana Daniel – Coordenadora: Maria Edna Barbosa Ramos – Gestora: Sandra Maria de Souza Freitas;

Joicy Leite Santos- Medalha de Prata – 9⁰ ano A- Escola Municipal Professor José Odano de Góes Pires – Professor: Cícero Ricardo de Lima – Gestora: Paula Nei Limeira do Amaral Pires – Coordenadora: Camilla de Brito Cavalcante Medeiros;

Maria Rickaely Marcolino Gomes- Medalha de Bronze – 6⁰ ANO A- Escola Municipal Professor José Odano de Góes Pires – Professora: Débora Campos Marinho – Coordenadora: Camilla de Brito Cavalcante Medeiros – Gestora: Paula Nei Limeira do Amaral Pires; 

Jennifer Gomes- Medalha de Bronze – 9⁰ ano A- Escola Andréa Pires – Professora: Êmilly Ribeiro – Coordenadora: Maria Edna Barbosa Ramos – Gestora: Rúbia Daniela Rodrigues dos Santos; 

Julia Almeida Silva- Medalha de Bronze – 9º ano- Escola Cicero Correia – Professora: Tatiane Alcântara da Silva – Coordenadora: Kátia Ferreira Lima – Gestora: Dinaura Pereira de Lima Rezzo.

João Paulo: “Nem consegui fazer ainda uma avaliação desse resultado”

João Paulo estava acostumado a ter o protagonismo na política pernambucana. Confiante, o ex-prefeito do Recife com uma boa avaliação, quando lançou-se candidato ao Senado, passava longe de seus pensamentos estar fora do Congresso, onde terminará, no final do ano, o mandato de deputado federal. Liderava as pesquisas de intenção de voto até a última […]

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João Paulo estava acostumado a ter o protagonismo na política pernambucana. Confiante, o ex-prefeito do Recife com uma boa avaliação, quando lançou-se candidato ao Senado, passava longe de seus pensamentos estar fora do Congresso, onde terminará, no final do ano, o mandato de deputado federal.

Liderava as pesquisas de intenção de voto até a última semana da campanha. Mas o voto casado da Frente Popular o relegou para o segundo plano. Foi ultrapassado por Fernando Bezerra Coelho (PSB) em mais de 1,2 milhão de sufrágios. No Recife, seu grande reduto, a derrota foi grande: 68,99% a 29,04%.

Tirando um hiato entre a saída da Prefeitura do Recife e a eleição para deputado federal, entre 2008 e 2010, esta será a primeira vez que João Paulo ficará sem mandato desde 1988, quando foi eleito vereador do Recife. Depois do parlamento municipal, foi deputado estadual e, em seguida, chegou à prefeitura.

Na noite desse domingo (5), na coletiva da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, João Paulo estava visivelmente surpreso com o resultado. “Nem consegui fazer ainda uma avaliação desse resultado. Se o percentual é maior ou menor, o resultado é o mesmo. Sempre fui preparado e treinado para qualquer cenário. A vida continua. Não é o resultado de uma eleição que vai abalar o meu compromisso de luta com o povo”, disse.

João Paulo fez uma campanha para o Senado com olhos em 2016. Uma vitória ontem o deixaria mais perto de buscar a Prefeitura do Recife. Mas, por ora, despistou sobre o retorno às urnas em dois anos. “Falar agora em 16 é colocar a carroça na frente dos bois. O partido ainda vai definir como vai se posicionar”, resumiu.