Governo de Pernambuco anuncia mudanças em duas secretarias
Por André Luis
As secretarias da Mulher e de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do Governo de Pernambuco terão novo comando a partir deste sábado (29).
A administradora Mariana Melo assume a Secretaria da Mulher e a professora Ellen Viégas foi escolhida para Desenvolvimento Agrário. O atual secretário executivo dessa Pasta, Bruno França, será designado para responder pela Secretaria enquanto se conclui o processo de cessão da docente junto à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
“Agradeço a Regina Célia e a Aloísio Ferraz pelo tempo dedicado ao serviço público nestes sete meses de governo”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Mariana Melo é formada em administração de empresas pela Universidade de Pernambuco (UPE), com mestrado em estratégia empresarial pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É professora do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) desde 2015 e também é secretária executiva de Relações Internacionais do Governo de Pernambuco.
Ellen Viégas possui graduação em agronomia pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e mestrado e doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade de São Paulo (USP). É membro do Grupo de Pesquisa do diretório do CNPq “Grupo de Produção Agrícola no Semiárido”. Atualmente é professora adjunta da UFRPE.
O candidato a governador pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando Monteiro (PTB), tem uma agenda intensa no Sertão e Agreste de Pernambuco neste fim de semana. Os compromissos começam já nesta sexta-feira (25). Acompanhado dos candidatos a vice, Paulo Rubem Santiago (PDT), e ao Senado, João Paulo (PT), em todos os eventos, Armando visita […]
O candidato a governador pela coligação Pernambuco Vai Mais Longe, Armando Monteiro (PTB), tem uma agenda intensa no Sertão e Agreste de Pernambuco neste fim de semana. Os compromissos começam já nesta sexta-feira (25). Acompanhado dos candidatos a vice, Paulo Rubem Santiago (PDT), e ao Senado, João Paulo (PT), em todos os eventos, Armando visita alguns pólos do Festival de Inverno, em Garanhuns. No sábado (26), pela manhã, o petebista permanece no município, onde fará uma visita ao comércio local, ao lado do prefeito Izaías Régis (PTB) e lideranças da região.
De Garanhuns, Armando Monteiro segue para Araripina, onde prestigia, às 20h, o lançamento da candidatura a deputada estadual de Socorro Pimentel (PSL), esposa do deputado Raimundo Pimentel (PSB), que declarou a apoio às candidaturas de Armando, à de Paulo Rubem Santiago (PDT), como vice, à de João Paulo (PT), ao Senado, e à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Ainda no município, Armando terá uma reunião com lideranças políticas do Sertão do Araripe.
No domingo, às 9h, Armando prestigia a Missa do Vaqueiro, que chega a sua 44ª edição, homenageando o lendário vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga. À tarde, às 15h30, o candidato a governador visita a Exposição Especializada em Caprinos e Ovinos (Expocose) e a Feira da Indústria, Comércio e Serviços de Sertânia (Exposertânia), no Parque de Exposição Professor Renato Moraes.
A agenda de Armando no fim de semana se encerra com a participação no lançamento da candidatura a deputado estadual Álvaro Porto, ex-prefeito de Canhotinho. Álvaro é tio do atual prefeito do município, Felipe Porto (DEM), que também apoia a chapa majoritária da coligação Pernambuco Vai Mais Longe.
A Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA – Comunica a População em geral que desde as 10h do domingo, dia 26 de março, o sistema da Adutora do Pajeú está parado devido a um estouramento ocorrido entre a Estação Elevatória 04 e 05 entre Serra Talhada e Flores. Com isso, está paralisada a distribuição nas […]
A Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA – Comunica a População em geral que desde as 10h do domingo, dia 26 de março, o sistema da Adutora do Pajeú está parado devido a um estouramento ocorrido entre a Estação Elevatória 04 e 05 entre Serra Talhada e Flores.
Com isso, está paralisada a distribuição nas cidades de Flores, Carnaiba, Quixaba, Afogados da Ingazeira, Tabira, Solidão, Tuparetama, Iguaracy, Ingazeira, além dos Distritos de Jabitacá e Borborema, além de redução de vazão em São José do Egito.
Serra Talhada escapou dessa vez, mas na cidade aumentaram muito as queixas contra a Compesa.Com queda no principal manancial, a cidade é cada vez mais dependente da Adutora. O tema chegou à Câmara de Vereadores, onde a Compesa foi alvo de muitas críticas.
“Por tal motivo ficará com o abastecimento suspenso com previsão de retorno para o final do dia de hoje, mas assim que o problema for resolvido volta a comunicar através dos meios de comunicação”, diz a nota.
Por Décio Petrônio* O Carnaval, historicamente conhecido como a “festa de Momo” e a legítima expressão da alegria popular, parece ter perdido seu DNA em Afogados da Ingazeira. O que antes era uma celebração da cultura e da espontaneidade da gente sertaneja, hoje atravessa um processo de descaracterização que preocupa quem preza pelas tradições da […]
O Carnaval, historicamente conhecido como a “festa de Momo” e a legítima expressão da alegria popular, parece ter perdido seu DNA em Afogados da Ingazeira. O que antes era uma celebração da cultura e da espontaneidade da gente sertaneja, hoje atravessa um processo de descaracterização que preocupa quem preza pelas tradições da cidade.
O ponto mais crítico dessa metamorfose é a transformação da avenida em um ostensivo ato político. O Carnaval de Afogados rendeu-se à exclusividade dos blocos “Bora pra frente” e “Tô na folia”, que mais parecem extensões de campanhas eleitorais do que agremiações carnavalescas.
Essa partidarização da festa atinge seu ápice no uso dos Bonecos de Olinda. Em uma inversão de valores culturais, as figuras gigantes que desfilam representam o atual prefeito Alessandro Palmeira e o ex-prefeito Totonho Valadares. É um equívoco histórico: em vez de personificar o poder político, esses bonecos deveriam homenagear as verdadeiras lendas que construíram a identidade local, como os saudosos foliões como Professor Dinamerico Lopes, Mestre Bil, Luzinete Tavares, dentre outros. O palanque, definitivamente, engoliu o frevo.
Outro fato negativo é o atual formato da festa, elaborado pela prefeitura, respira cansaço. Sem criatividade e visivelmente desorganizada, a gestão municipal entrega uma estrutura que não valoriza a magnitude da maior festa popular do país. A Avenida Rio Branco, que deveria ser o coração pulsante da folia, tornou-se um corredor vazio de atrativos.
A dinâmica atual restringe-se à descida de um trio elétrico tarde da noite. Não há um polo principal organizado, com atrações que ofereçam um fluxo contínuo de entretenimento. A longa espera pelo trio “esfria” o ânimo do folião, restando apenas o desfile dos blocos de cunho político em uma avenida que carece de vida e de planejamento artístico.
Em meio a esse cenário de declínio, a “mágica” do Carnaval popular ainda sobrevive a duras penas em iniciativas que mantêm a essência da festa. Os blocos “Das Virgens” e o “Mela Mela” são hoje os únicos refúgios onde o povo se reconhece e brinca sem amarras ideológicas, preservando o que ainda resta de autenticidade na cidade.
Infelizmente, a falta de renovação em Afogados já reflete no cenário regional. Enquanto a cidade vizinha de Tabira retomou com vigor o protagonismo do Carnaval no Pajeú, apresentando festas vibrantes e organizadas, Afogados da Ingazeira caminha em sentido oposto, mergulhada em um puro declínio técnico e cultural.
O Carnaval de Afogados da Ingazeira precisa, urgentemente, ser devolvido ao seu verdadeiro dono: o povo. A festa não pode ser refém de cores partidárias ou de vaidades políticas. É necessário resgatar a criatividade, honrar os ícones históricos e reorganizar a estrutura para que a Avenida Rio Branco volte a ser palco de alegria, e não apenas de propaganda.
Em um áudio em um encontro na entrega da Casa da Providência, no Bairro Viturino Gomes, Dinca Brandino, que a oposição chama de “prefeito de fato”, defendeu a prefeita Nicinha. “Tem que ter os pés no chão. Se alguém for dar tudo o que pedem, se alguém pede dez e eu tenho cinco, eu não […]
Em um áudio em um encontro na entrega da Casa da Providência, no Bairro Viturino Gomes, Dinca Brandino, que a oposição chama de “prefeito de fato”, defendeu a prefeita Nicinha.
“Tem que ter os pés no chão. Se alguém for dar tudo o que pedem, se alguém pede dez e eu tenho cinco, eu não vou dar os dez”.
Dinca acrescentou que Nicinha Melo, ao contrário do que pregam, formou-se em Letras, mas não exerceu o Magistério. “Foi Secretária da Carlota Breckenfeld”.
“A prefeita está agindo com muita responsabilidade. E não é verdade que a prefeita negou o aumento aos professores. Ela concedeu 33% referente aos professores das categorias 1, 2 e 3. Tem professor que ganha aí quase R$ 20 mil, mais do que ela e ainda achando que tá ganhando pouco”.
“Quando a gente acha que tem direito, o que é que tem que fazer? Procura a justica. E a prefeita tem seus meios também de se defender, de dizer porque não pode pagar a categoria 4 e a 5, que são aquelas que estão com seus salários elevados”.
G1 O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância, disse neste sábado (13), em um evento em Londres organizado por brasileiros que estudam em universidades britânicas, que juízes não podem julgar pensando na consequência política que a decisão irá gerar. Em apresentação no Brazil Forum UK, o magistrado […]
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação Lava Jato na primeira instância, disse neste sábado (13), em um evento em Londres organizado por brasileiros que estudam em universidades britânicas, que juízes não podem julgar pensando na consequência política que a decisão irá gerar.
Em apresentação no Brazil Forum UK, o magistrado foi questionado sobre a exposição de juízes na mídia e respondeu: “não creio que isso gera um grande problema, desde que não invadam política partidária”.
Em seguida, Moro falou sobre casos envolvendo corrupção de agentes políticos. “Um julgamento, seja absolvitório ou seja condenatório, ele sempre tem reflexos políticos, mas esses reflexos políticos ocorrem fora da corte de justiça”, disse.
“Quando se condena, por exemplo, um ex-político de envergadura, alguém que teve um papel às vezes até respeitável dentro da conjuntura política do país, isso vai gerar reflexos dentro da vida partidária. […] O juiz não pode julgar pensando nisso, o juiz tem que cumprir seu dever e julgar segundo as leis e as provas”, afirmou.
“Se o juiz for julgar pensando na consequência política, ele não está fazendo seu papel de juiz”, enfatizou Moro. “Muitas vezes tem essa confusão de que julgamentos são políticos, quando na verdade não são”, completou o juiz, sob vaias e aplausos da plateia.
Na apresentação, Sérgio Moro afirmou que as prisões preventivas aplicadas por ele na operação Lava Jato visaram deter uma “corrupção sistêmica e serial”. As decisões, segundo ele, também obedeceram a uma aplicação “ortodoxa” da lei.
Moro participou de um debate com o título de “Reequilibrando os poderes: o papel do Judiciário na democracia brasileira”. O juiz falou por cerca de 15 minutos. Quando foi chamado pela organização para discursar, ouviu aplausos e algumas vaias. Ao final da sua fala, os aplausos prevaleceram.
Ele disse reconhecer que pode haver divergência sobre o entendimento a respeito das prisões preventivas. No entanto, segundo Moro, todas as aplicadas na Lava Jato foram baseadas na lei.
“Esse tema da prisão preventiva tem sido polêmico. O que tenho falado nas minhas decisões é que não defendo nada diferente da aplicação ortodoxa da lei penal”, afirmou o juiz.
“O que foi evidenciado por esses casos é que aquilo chamado corrupção sistêmica. Uma corrupção como uma prática habitual, profissional, serial, profunda e permanente, que chegou a contaminar as instituições”, completou.
O ex-ministro da Justiça e Advogado-Geral da União no governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, também participou do debate em Londres. Ele manifestou preocupação com o que chamou de um “fortalecimento do Judiciário” em comparação com os poderes Executivo e Legislativo.
Para Cardozo, esse fenômeno ocorre no Brasil e no mundo, e tem levado juízes a tomar decisões além da lei.
“Hoje nós temos um problema no mundo. Quem limita o arbítrio do Judiciário? Quem controla o controlador? Essa é uma questão mundial. Absolutamente mundial. Há autores que falam de ditadura de juízes”, afirmou Cardozo.
O ex-ministro petista foi aplaudido tanto no início quanto no fim de sua fala. Ele ressaltou que o juiz pode não ser neutro, já que tem preferências pessoais, mas precisa ser imparcial.
“Eu vejo hoje no Brasil e no mundo decisões judicias que vão além do que a lei permite. O juiz não é neutro, é humano. Um juiz jamais será neutro. Ele não pode é ser parcial. Eu falo isso por convicção, não é de agora”, disse.
Você precisa fazer login para comentar.