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Frente a frente: outro ângulo do depoimento de Lula a Moro é divulgado

Por Nill Júnior

A Justiça Federal liberou nesta quinta-feira (11) as filmagens da histórica audiência em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi interrogado pela primeira vez como réu da Operação Lava Jato, em Curitiba, pelo juiz federal Sérgio Moro (assista a todos os vídeos abaixo).

Separados apenas pela mesa do juiz, que iniciou os processos do escândalo Petrobras, na sala de audiências da 13ª Vara Federal, em Curitiba, Lula falou por cerca de 5 horas.

A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

As acusações contra Lula são relativas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira por meio do tríplex 164-A no Edifício Solaris, no Guarujá (SP), e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela Granero de 2011 a 2016. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção.

O ex-presidente Lula negou ser dono do tríplex, atribuiu o fato a um interesse da ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro, de adquirir o imóvel, que teria sido oferecido pessoalmente pelo ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro.

Ineditismo

É a primeira vez em três anos de Lava Jato que a Justiça faz uma gravação em vídeo das audiências do processo com uma visão geral da sala.

O registro histórico autorizado por Moro foi uma solução dada por ele para o pedido da defesa do ex-presidente, que queria gravar com equipe própria o interrogatório.

A filmagem, em um outro plano de visão, mostra pela primeira vez como Moro interroga os réus e testemunhas da Lava Jato, que em três anos descobriu o maior esquema de corrupção do governo. Políticos da base, PT, PMDB e PP, em conluio com empresários teria desviado de 1% a 3% em contrato da Petrobras, entre 2004 e 2014, gerando um rombo de mais de R$ 40 bilhões nos cofres públicos.

Moro está de gravata vermelha, que segundo ele, quando questionado em evento na segunda-feira, 8, era “vermelho fraternidade”. Perguntaram se, ao usar a cor, o juiz fazia uma provocação ao PT, que adota a cor vermelha.

Ao seu lado direito sentaram os procuradores da República, da força-tarefa da Lava Jato, Roberson Pozzobon, Julio Motta Noronha e Carlos Fernando dos Santos Lima.

Na mesa frontal estavam com Lula seus defensores: Cristiano Zanin Martins, à esquerda do petista, Roberto Teixeira – o compadre de Lula – à frente, com Valeska Teixeira Martins ao lado. Na ponta da mesa estava o assistente de acusação, em nome da Petrobras, o jurista René Ariel Dotti.

Lula vestia gravata com as cores da bandeira brasileira, verde, amarelo, azul e branco, e bebeu água durante o longo interrogatório. Além de papeis sob a mesa, ele carregava óculos de leitura.

Outras Notícias

Veja fotos: Governador prestigia São João de Arcoverde‏

Depois de participar da solenidade que firmou a cooperação técnica entre o Instituto Federal do Sertão e a prefeitura de Arcoverde, nessa segunda-feira (22), o governador Paulo Câmara prestigiou a programação de São João do município. A festa, uma das mais tradicionais do Estado segundo nota, atrai cerca de 700 mil pessoas durante o período junino. As […]

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Depois de participar da solenidade que firmou a cooperação técnica entre o Instituto Federal do Sertão e a prefeitura de Arcoverde, nessa segunda-feira (22), o governador Paulo Câmara prestigiou a programação de São João do município.

A festa, uma das mais tradicionais do Estado segundo nota, atrai cerca de 700 mil pessoas durante o período junino. As atrações seguem até o próximo dia 28.

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“O São João é uma das melhores festas da cultura nordestina e nós queremos comemorar em cada canto desse Estado. Já comprovamos que Pernambuco faz o melhor São João do mundo e eu fico feliz em curtir essa festa aqui em Arcoverde, agora como governador”, afirmou Paulo Câmara, que acompanhou a programação ao lado da prefeita Madalena Brito e do senador Fernando Bezerra Coelho, entre outras autoridades.

Antes de chegar ao pátio de eventos, o chefe do Executivo estadual conheceu os polos de animação e conversou com a população, que aprovou a festa junina. O técnico em enfermagem, Edío Souza, natural de Arcoverde, destacou a valorização dos artistas da terra na edição 2015.

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Câmara assinou o termo de cooperação técnica para a instalação do IF na cidade, ao lado do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), da prefeita Madalena e de nomes como o Deputado Eduíno Brito.

Raquel Lyra comemora vitórias de aliados nas eleições de Olinda e Paulista

Pernambuco celebrou, neste domingo (27), as eleições de segundo turno em Olinda e Paulista, e a governadora Raquel Lyra (PSDB) demonstrou entusiasmo com a vitória de seus aliados políticos nas duas cidades. Os resultados consolidaram as lideranças de Mirella Almeida (PSD) em Olinda e Ramos (PSDB) em Paulista, reforçando a presença de aliados da governadora […]

Pernambuco celebrou, neste domingo (27), as eleições de segundo turno em Olinda e Paulista, e a governadora Raquel Lyra (PSDB) demonstrou entusiasmo com a vitória de seus aliados políticos nas duas cidades.

Os resultados consolidaram as lideranças de Mirella Almeida (PSD) em Olinda e Ramos (PSDB) em Paulista, reforçando a presença de aliados da governadora nas gestões municipais da região metropolitana.

Em Olinda, Mirella Almeida foi eleita com 51,38% dos votos, somando 111.613 eleitores que a escolheram para liderar o município. Ao lado da nova prefeita, Raquel Lyra destacou o valor da conquista. “A vontade do povo foi feita e decidiu ter uma mulher arretada à frente da prefeitura, uma mulher que tem história, que sabe o que quer e que está junto com o povo. Eu tô muito orgulhosa de estar aqui nesse dia”, declarou a governadora.

Mirella agradeceu o apoio e confiança dos olindenses e prometeu uma gestão próspera e dedicada. “Obrigada por tudo, a minha gratidão ao povo de Olinda, a cada um de vocês, a todos que estiveram ao nosso lado nessa trajetória. A decisão foi feita e o povo escolheu, Mirella prefeita”, disse a prefeita eleita.

Em Paulista, a vitória do candidato Ramos (PSDB) veio com uma margem expressiva: ele obteve 73,36% dos votos válidos, conquistando 120.228 eleitores. Raquel Lyra exaltou o compromisso de Ramos com a cidade. “Cidade do Paulista, alegria de poder ter aqui consagrada a vitória desse cara arretado, decente, trabalhador, para prefeito da cidade na maior vitória política que essa cidade já viu. É claro que a gente vem no movimento de mudança em Pernambuco e agora, no Litoral Norte do nosso Estado, vamos estar firmes ajudando Ramos na prefeitura para fazer Paulista voltar a crescer, sem deixar ninguém para trás”, afirmou Raquel.

Ramos, por sua vez, destacou seu compromisso com o desenvolvimento e bem-estar da população. “Tenha certeza, governadora, que eu vou honrar cada voto que eu ganhei, trabalhando como a senhora está fazendo em Pernambuco. Vamos ter uma Paulista mais humana, uma Paulista progressista, uma Paulista voltando a ser a Paulista que dá emprego, a Paulista que dá saúde, a Paulista que cuida do seu povo, das suas crianças e até dos seus animais. Tenha certeza disso, governadora, aqui estaremos juntos, empenhados nesse novo momento de Pernambuco”, declarou o prefeito eleito.

Com essas vitórias, a governadora reforça sua base aliada e projeta uma parceria com as gestões de Olinda e Paulista, com o objetivo de consolidar um governo estadual de apoio e integração com as prefeituras do estado.

Fala de vereador questionando “Acorda Serra Talhada” é criticada por líder de movimento. “Falou bobagem”

Representante do movimento ‘Acorda Serra Talhada’, o policial civil  Cornélio Pedro, não gostou de comentário do vereador Zé Raimundo na sessão da última segunda. Zé disse que não se sentia pressionado ou se pautaria pelo movimento, que afirmou não saber se era “Acorda Serra Talhada ou Dorme Serra Talhada”. Foi sobre a votação das contas […]

ze_3Representante do movimento ‘Acorda Serra Talhada’, o policial civil  Cornélio Pedro, não gostou de comentário do vereador Zé Raimundo na sessão da última segunda.

Zé disse que não se sentia pressionado ou se pautaria pelo movimento, que afirmou não saber se era “Acorda Serra Talhada ou Dorme Serra Talhada”. Foi sobre a votação das contas de 2007 de Carlos Evandro, cuko TCE recomendou rejeição. a votação foi adiada por falta de quorum.

Em entrevista ao blogueiro Júnior Campos, nesta quarta-feira (16), não deixou sem resposta o discurso do vereador Zé Raimundo (PTC), que durante a sessão ordinária da última segunda-feira (14) ao externar indignação pela não votação das contas do exercício financeiro – 2007 do ex-prefeito Carlos Evandro (PSB), por falta de quórum, criticou o movimento social chegando a sustentar que não será pautado por ‘Acorda Serra Talhada ou dorme Serra Talhada’.

“Tivemos a surpresa de o vereador Zé Raimundo ter feito esse comentário que eu considero infeliz. Eu entendo que foi uma grande bobagem”, devolveu.

O representante do movimento ainda disse esperar que Zé Raimundo entenda qual o papel do movimento na sociedade. O movimento nasceu após o debate dos salários dos legisladores em Serra Talhada. Depois dele, na mesma linha de atuação, surgiu o Fiscaliza Afogados.

Em todos os casos, houve e há resistência de parte do legislativo. O comentário de Zé Raimundo surpreendeu porque o parlamentar é tudo como um dos que tem mais conteúdo nos debates da casa.

 

Tacaratu: Washington lidera corrida eleitoral, diz Múltipla

O prefeito e candidato à reeleição pelo MDB tem 50,3% das intenções de voto,  contra 34,7% de Gerson Júnior,  do PSB O atual prefeito e candidato à reeleição de Tacaratu,  Washington,  do MDB, lidera as intenções de voto em Tacaratu,  no Médio São Francisco.  É o que diz pesquisa do Instituto Múltipla. Na pesquisa estimulada,  […]

O prefeito e candidato à reeleição pelo MDB tem 50,3% das intenções de voto,  contra 34,7% de Gerson Júnior,  do PSB

O atual prefeito e candidato à reeleição de Tacaratu,  Washington,  do MDB, lidera as intenções de voto em Tacaratu,  no Médio São Francisco.  É o que diz pesquisa do Instituto Múltipla.

Na pesquisa estimulada,  aquela em que são oferecidas as opções para o eleitor,  ele tem 50,3% de preferência.

O candidato da oposição,  Gerson Júnior,  do PSB, aparece com 34,7%. Nesse cenário,  4% disseram votar branco ou nulo e 11% se dizem indecisos ou não opinaram.

Na pesquisa espontânea,  em que não são oferecidas opções para o eleitor,  Washington tem 44,3% contra 28,3% do candidato socialista. Se disseram indecisos ou não opinaram 11%. E os que disseram votar branco ou nulo são 4%.

Rejeição: quando o tema é rejeição,  o candidato da oposição,  Gerson Júnior,  tem o maior número de pessoas que dizem não votar nele de jeito nenhum: 39,3%. Já a rejeição do prefeito Washington é de 28,7%.

Avaliação da gestão Washington

O Múltipla quis avaliar a gestão do prefeito Washington. Quando a pergunta é sobre aprovar ou desaprovar o governo,  58,7% aprovam, contra 30,3% que aprovam e 11% que não opinaram.

Quando chamada a classificar a gestão,  14,7% disseram ser boa, 31,7% afirmaram ser ótima,  26% disseram regular,  5,3% o classificaram como ruim e 18,3%, péssimo.

Dados técnicos: a pesquisa foi registrada sob o número PE 04509/2024.

Contratada pelo blog,  foi realizada no último dia 20 de agosto.

Foram 300 entrevistas, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro para mais ou menos de 5,7%.

Fonte pública para realização da pesquisa: Censo 2010/2022 e TSE (Julho/24).

Documentos indicam grampo ilegal e abusos de Moro na origem da Lava Jato

Do Uol Nas últimas semanas, a operação Lava Jato levantou polêmica ao divulgar conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atual presidente Dilma Rousseff (PT). Os questionamentos sobre a legalidade da investigação, entretanto, surgem desde sua origem, há quase dez anos. Documentos obtidos  apontam indícios da existência de uma prova ilegal no embrião da operação, […]

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Do Uol

Nas últimas semanas, a operação Lava Jato levantou polêmica ao divulgar conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atual presidente Dilma Rousseff (PT). Os questionamentos sobre a legalidade da investigação, entretanto, surgem desde sua origem, há quase dez anos. Documentos obtidos  apontam indícios da existência de uma prova ilegal no embrião da operação, manobras para manter a competência na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sergio Moro, e até pressão sobre prisioneiros.

Esses fatos são alvo de uma reclamação constitucional, movida pela defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, no STF (Supremo Tribunal Federal). A ação pede que as investigações da Lava Jato que ainda não resultaram em denúncias sejam retiradas de Moro e encaminhadas aos juízos competentes, em São Paulo e no próprio STF. Para ler a íntegra do documento, clique aqui.

A reportagem ouviu nove profissionais do Direito, dentre advogados sem relação com o caso e especialistas de renome em processo penal, e a eles submeteu a reclamação constitucional e os documentos obtidos. Os juristas afirmam que a Operação Lava Jato, já há algum tempo, deveria ter sido retirada da 13ª Vara Federal de Curitiba, além de ter sido palco de abusos de legalidade. O portal também questionou o juiz Sergio Moro sobre o assunto, mas o magistrado preferiu não se pronunciar.

A Lava Jato foi deflagrada em 2014, mas as investigações já aconteciam desde 2006, quando foi instaurado um procedimento criminal para investigar relações entre o ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e o doleiro Alberto Youssef, peça central no escândalo da Petrobras. Entretanto, um documento de 2009 da própria PF (Polícia Federal), afirma que o elo entre Youssef e Janene e a investigação surgiram de um grampo aparentemente ilegal.

A conversa grampeada em 2006, à qual a reportagem também teve acesso, é entre o advogado Adolfo Góis e Roberto Brasilano, então assessor de Janene. Seu conteúdo envolve instruções sobre um depoimento, exercício típico e legal da advocacia. Os desdobramentos dessa ligação chegaram, anos depois, a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras e o primeiro delator da Lava Jato.

“Se as premissas estiverem corretas, realmente parece que se tratava de conversa protegida pelo sigilo advogado-cliente. Nesse caso, a interceptação telefônica constitui prova ilícita”, explica Gustavo Badaró, advogado e professor de Processo Penal na graduação e pós-graduação da Universidade de São Paulo. “Essa prova contaminará todas as provas subsequentes. É a chamada “teoria dos frutos da árvore envenenada”. Todavia, a prova posterior poderá ser mantida como válida, desde que haja uma fonte independente”, conclui o professor.

Representação da Polícia Federal admite que investigação começou a partir de grampo entre advogado e cliente
Representação da Polícia Federal admite que investigação começou a partir de grampo entre advogado e cliente

Os supostos delitos e criminosos que estão sendo investigados na Operação Lava Jato não deveriam estar sendo julgados por Moro, segundo a tese da defesa de Paulo Okamoto, corroborada por juristas ouvidos pela reportagem. O principal ponto é que Moro não é o “juiz natural”, princípio previsto na Constituição, para julgar os crimes em questão.

De acordo com Geraldo Prado, professor de processo penal da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Universidade de Lisboa, “na Lava-Jato, o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba [onde atua Moro] há muito tempo não é mais competente para julgar casos que remotamente surgiram de investigação no âmbito do chamado caso Banestado. Pelas regras em vigor, praticamente todos os procedimentos seriam ou de competência de Justiças Estaduais ou da Seção Judiciária Federal de São Paulo, porque nestes lugares, em tese, foram praticadas as mais graves e a maior parte das infrações. Há, portanto, violação ao princípio constitucional do juiz natural. Exame minucioso da causa pelo STF não pode levar a outra conclusão.”

Leia mais da reportagem do Uol, clicando aqui.