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Fraudes em compras do Consórcio Nordeste já deram prejuízo de R$ 13,7 milhões ao Estado, diz relatório do TCE

Por Nill Júnior
Respiradores não foram entregues. Caso ganhou repercussão nacional.

Da Assessoria do MPCO

Alvo da Operação Ragnarok, da Polícia Civil da Bahia, e também investigado em inquérito criminal do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Consórcio Nordeste, entidade que reúne os nove estados da região, já ocasionou até agora prejuízo financeiro de R$ 13,7 milhões aos cofres do Estado de Pernambuco nas compras da pandemia de covid-19.

A informação consta em relatório oficial do TCE. O relatório dos auditores do TCE, assinado nesta quinta-feira (11), informa que os prejuízos ao Estado de Pernambuco se deram em dois contratos, celebrados com empresas privadas através do Consórcio Nordeste. A denúncia está sendo analisada pelo conselheiro Carlos Porto, do TCE.

CONTRATOS – Segundo o relatório dos auditores, no primeiro contrato questionado, o Contrato de Rateio 001/2020, o Consórcio Nordeste comprou 300 respiradores para os Estados da região, pelo valor total de R$ 49.475.358,00 (quarenta e nove milhões, quatrocentos e setenta e cinco mil e trezentos e cinquenta e oito reais).

Pernambuco estava comprando 30 destes 300 respiradores. Os R$ 49 milhões foram pagos adiantados pelo Consórcio Nordeste, sendo que o Estado Pernambuco entrou com R$ 4.947.535,80 (quatro milhões, novecentos e quarenta e sete mil, quinhentos e trinta e cinco reais e oitenta centavos) deste pagamento antecipado.

A empresa contratada já informou, na Operação Ragnarok, que não vai entregar os respiradores. O Consórcio Nordeste tomou um “calote”. A empresa subcontratada, que iria produzir os respiradores, que tinha recebido R$ 24 milhões, também já informou que não vai devolver o dinheiro. Segundo matérias na imprensa nacional, a possível devolução dos valores aos Estados dependerá da Justiça.

A compra dos 30 respiradores para o Estado de Pernambuco foi intermediada pelo então secretário da Casa Covil da Bahia, que pediu exoneração após a deflagração da Operação Ragnarok.

No segundo contrato do Consórcio Nordeste questionado, o Contrato de Rateio 002/2020, segundo o relatório do TCE-PE, o Estado de Pernambuco transferiu R$ 8.743.680,00 (oito milhões, setecentos e quarenta e três mil reais e seiscentos e oitenta reais) ao Consórcio do Nordeste para a aquisição de 80 ventiladores pulmonares.

Neste caso, a empresa contratada pelo Consórcio Nordeste descumpriu seguidos prazos de entrega dos respiradores, sem entregar os equipamentos. O próprio Consórcio Nordeste pediu a anulação do contrato com a empresa e a devolução dos recursos, mas não foi atendido. A empresa não devolveu o dinheiro, inclusive os R$ 8 milhões do Estado de Pernambuco. Este segundo caso, ainda não havia sido comunicado pela imprensa e não foi alvo da Operação Ragnarok.

OMISSÃO – Os auditores do TCE-PE fizeram críticas ao Estado de Pernambuco, pela suposta omissão, nos dois prejuízos financeiros ocasionados até agora pelo Consórcio Nordeste.

“Restou clara, ainda, a inércia do Estado de Pernambuco, diante de tal causa, delegando exclusivamente à presidência do Consórcio – Estado da Bahia – a resolução deste fato, conforme reproduzido nos memorandos emitidos pela SEAF da SES/PE”, dizem os auditores, no relatório oficial.

Os auditores do TCE-PE apontaram também uma suposta falta de transparência do Estado de Pernambuco nos gastos feitos pelo Consórcio Nordeste.

“Vale salientar que para tais aquisições, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco não enviou ao TCE-PE informações relativas ao Processo de Dispensa nem ao Contrato Administrativo, firmado entre a empresa fornecedora e o Consórcio Nordeste (com valores, prazos, pagamentos, etc.), revelando a falta de transparência exigida na execução da despesa pública”, diz o relatório.

ALERTA – Os auditores propõe ao final do relatório que o TCE-PE expeça um “alerta” ao Governo do Estado, cobrando providências sobre os prejuízos ocasionados ao Estado de Pernambuco pelo Consórcio Nordeste.

A decisão caberá ao conselheiro Carlos Porto, responsável pelas contas da Secretaria Estadual de Saúde, que transferiu os recursos ao Consórcio Nordeste. O conselheiro ainda está analisando os documentos, segundo informação oficial.

OPERAÇÃO – Três suspeitos de fraudar a venda de respiradores para governos do Nordeste foram presos em 1° de junho, na operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia.

A chamada Operação Ragnarok investiga a ação de uma suposta organização criminosa que, segundo a Polícia Civil da Bahia, deixou de entregar os respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste.

O secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster, pediu demissão após polêmica com respiradores. Ele confirmou que foi o responsável pela compra de 300 respiradores pelo Consórcio do Nordeste, que não foram entregues.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, também resolveu abrir inquérito criminal sobre a compra dos 300 respiradores do Consórcio Nordeste. Segundo o STJ, há o possível envolvimento de governadores na compra fraudulenta, sendo que governadores têm foro privilegiado no STJ.

MACONHA – A empresa contratada sem licitação pelo Consórcio Nordeste foi criada recentemente, em junho de 2019, para comercializar no país produtos à base de canabidiol (o principal ingrediente não psicoativo da planta de cannabis, mais conhecida como maconha). O nome da empresa Hempcare remete diretamente ao nome, em inglês, da cannabis sativa.

O site oficial da empresa informa que a “Hempcare é uma empresa brasileira, dedicada a distribuir produtos de saúde e bem-estar. Contamos com uma linha Care de medicamentos, suplementos, cosméticos e alimentos importados dos EUA e Europa, à base de Cannabis spp na América Latina”.

A despeito do nome e origem da empresa, o Consórcio Nordeste fez o contrato sem licitação de R$ 48 milhões, dos quais R$ 4,8 milhões eram do Estado de Pernambuco, para a compra de respiradores.

Outras Notícias

Marília diz que aceitaria ser apoiada por aliados de Temer

Do Farol de Notícias Defendendo a necessidade da candidatura própria do PT em Pernambuco, a vereadora por Recife, Marília Arraes, em visita a Serra Talhada neste sábado (27), disse que aceitaria receber apoio, se fosse o caso, do PSB de Paulo Câmara, e até de aliados do presidente Michel Temer, como Mendonça Filho e Fernando […]

Foto: Max Rodrigues/Farol de Notícias

Do Farol de Notícias

Defendendo a necessidade da candidatura própria do PT em Pernambuco, a vereadora por Recife, Marília Arraes, em visita a Serra Talhada neste sábado (27), disse que aceitaria receber apoio, se fosse o caso, do PSB de Paulo Câmara, e até de aliados do presidente Michel Temer, como Mendonça Filho e Fernando Bezerra Coelho.

A declaração da petista foi registrada no programa de rádio Farol de Notícias, na Vilabela FM.

“Se o PSB quiser coligar com a gente pode vir, não tem problema, não!”, disse Marília Arraes, logo após ter criticado a sigla durante a entrevista, afirmando que o modo de fazer política do PSB remonta a uma “oligarquia”.

Ao ser indagada sobre a possibilidade de apoio com aliados do presidente Michel Temer, num eventual segundo turno, a petista também não fechou as portas, ponderando que não iria por conta disso ‘flexibilizar’ o projeto do seu partido.

“Infelizmente, em um primeiro turno se eles (FBC e Mendonça) continuarem defendendo o governo Michel Temer não tem como (coligar). Uma questão é você ser apoiado e ser apoiado não tem problema, agora, você não pode fazer concessões e flexibilizar seu projeto de governo”, disse Marília Arraes, reforçando:

“A gente tem que aceitar apoio. Miguel Arraes foi apoiado por gente que tentou assassinar ele em 64. Mas ele não flexibilizou seu projeto de governo por conta disso, não fez flexibilização ideológica. Então, nós podemos sim, lógico (coligar). Quem quiser apoiar seja bem vindo, agora não vamos mudar e flexibilizar o nosso projeto para fazer um projeto parecido com o que Michel Temer está fazendo com o Brasil que é isso o que eles defendem”.

Marília está em Serra Talhada para participar do evento que marca o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, que ocorre no ginásio Egídio Torres, na região central da cidade.

EUA criticam Mais Médicos e cancelam visto de secretário do Ministério da Saúde

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação dos vistos americanos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde do Brasil, e Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro. A decisão foi revelada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele disse que o programa […]

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (13) a revogação dos vistos americanos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário do Ministério da Saúde do Brasil, e Alberto Kleiman, um ex-funcionário do governo brasileiro.

A decisão foi revelada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele disse que o programa Mais Médicos, em que o governo federal brasileiro contratou cubanos para conseguir preencher vagas no Sistema Único de Saúde (SUS), foi “um golpe diplomático inconcebível”.

“O Departamento de Estado está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS, cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de ‘médicos’ estrangeiros”, afirmou o secretário, citando a Organização PanAmericana da Saúde.

A contratação de médicos cubanos pelo Mais Médicos ocorreu entre 2013 e 2018 (veja mais abaixo).

Trata-se de mais uma medida do governo Trump tendo como alvo o Brasil. Trump já impôs tarifaço a produtos brasileiros, revogou o visto de ministros do STF e aplicou a lei Magnistsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

Em um post anterior, Rubio contou que estava impondo restrições de visto a autoridades dos governos africanos, cubanos e granadinos – e seus familiares – devido a acusações de que eles privaram os cubanos de cuidados médicos essenciais.

Luciano Torres pede soro contra picada de cobra ao secretário de Saúde

Por Anchieta Santos O prefeito de Ingazeira e presidente em exercício da Amupe, Luciano Torres (PSB), pediu ao secretário Iran Costa (saúde) o envio de soro antiofídico para os hospitais do interior. Só este mês, disse ele, três pessoas foram picadas por cobra em seu município e todas tiveram que ir para o Recife. Se casos simples […]

luciano-torres1Por Anchieta Santos

O prefeito de Ingazeira e presidente em exercício da Amupe, Luciano Torres (PSB), pediu ao secretário Iran Costa (saúde) o envio de soro antiofídico para os hospitais do interior.

Só este mês, disse ele, três pessoas foram picadas por cobra em seu município e todas tiveram que ir para o Recife. Se casos simples como este pudessem ser tratados no interior, disse o prefeito, o HR (Recife) não vivia superlotado.

Eleitor de Bolsonaro, Edgley Freitas volta ao Governo de Sebastião Dias admitindo votar até em candidato do PT em 2020

Com um histórico que soma junto ao Governo do Prefeito Sebastião Dias(PTB), os cargos de Secretário de Cultura e Secretário de Obras e rompimento para ser candidato a vice-prefeito na última eleição municipal  pela 3ª via, o empresário Edgley Freitas está de volta a gestão para tocar a Secretaria de Juventude e Meio Ambiente. Ontem, […]

Com um histórico que soma junto ao Governo do Prefeito Sebastião Dias(PTB), os cargos de Secretário de Cultura e Secretário de Obras e rompimento para ser candidato a vice-prefeito na última eleição municipal  pela 3ª via, o empresário Edgley Freitas está de volta a gestão para tocar a Secretaria de Juventude e Meio Ambiente.

Ontem, Edgley falou ao radialista Anchieta Santos no Programa Cidade Alerta da Rádio Cidade FM. Ao responder sobre entre ele o prefeito quem foi que mudou. Freitas respondeu que ninguém mudou. “O povo na eleição aprovou a gestão e deu a Sebastião mais 4 anos. Então meu proposito é ajudar Tabira”.

Revelou que não vê problema em ter votado com Bolsonaro para Presidente e compor com um governo que tem a participação do PT. Inclusive, Edgley garantiu que se em 2020 o Prefeito Sebastião Dias apoiar um nome do Partido dos Trabalhadores, ele votará sem problemas.

Disse que ainda não fez a transição com o ex-secretário Dedé Rodrigues, mas que já se reuniu com Alan Dias, filho do prefeito Sebastião, Diaconia e Secretário de Obras Claudio Alves para traçar estratégias para o tratamento do lixo na cidade.  Vai ouvir os catadores e fazer funcionar o maquinário de reciclagem conquistado junto a Diaconia. O fogo no lixão também receberá atenção do novo Secretário. Ele também se comprometeu em incentivar as politicas publicas em defesa da juventude tabirense.

Rogério Leão recebe apoio político de lideranças de Inajá

O deputado estadual Rogério Leão recebeu em sua casa, no distrito Bom Nome, município de São José do Belmonte, uma comitiva de lideranças políticas do município de Inajá. O encontro foi para firmar o apoio político com o ex-prefeito, Airon Timóteo, o atual vice-prefeito, Rafael Araújo, e os vereadores, Armando Timóteo e Zé de Aliete. […]

O deputado estadual Rogério Leão recebeu em sua casa, no distrito Bom Nome, município de São José do Belmonte, uma comitiva de lideranças políticas do município de Inajá.

O encontro foi para firmar o apoio político com o ex-prefeito, Airon Timóteo, o atual vice-prefeito, Rafael Araújo, e os vereadores, Armando Timóteo e Zé de Aliete. Todos da cidade de Inajá.

Segundo o deputado, este é um encontro para reafirmar o compromisso de trabalho com o município. “É uma alegria enorme poder trabalhar ainda mais pelo povo de Inajá tendo estas lideranças políticas ao nosso lado, nessa trajetória de compromisso e novas conquistas”, afirmou Rogério Leão.

Inajá fica a 383 km de Recife, no Sertão do Moxotó de Pernambuco e tem uma população de mais de 21 mil habitantes. O ponto forte da economia do município é a integração entre a pecuária e agricultura, áreas defendidas no trabalho parlamentar do deputado estadual Rogério Leão.