Fachin revoga decisão de Toffoli que deu à PGR acesso a dados das forças-tarefa da Lava Jato
Decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, foi tomada durante o recesso do Judiciário e atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).
Por Márcio Falcão e Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília
O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta segunda-feira (3) a decisão liminar (provisória) que determinou o compartilhamento de dados entre as forças-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, no Rio de Janeiro e São Paulo com a Procuradoria Geral da República (PGR).
Fachin é o relator da ação e revogou a decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.
No dia 9 de julho, Toffoli atendeu a um pedido da PGR, que relatou ter enfrentado “resistência ao compartilhamento” e à “supervisão de informações” por parte dos procuradores da República.
Pela decisão do presidente do STF, as forças-tarefa deveriam entregar “todas as bases da dados estruturados e não-estruturados utilizadas e obtidas em suas investigações, por meio de sua remessa atual, e para dados pretéritos e futuros, à Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise do gabinete do procurador-geral da República”.
Na decisão desta segunda-feira, Fachin determina que ela tem eficácia retroativa. Na prática, isso significa que eventuais dados compartilhados não poderão ser mais acessados pela PGR.
Fachin afirma que o tipo de ação utilizada pela PGR, uma reclamação, não era cabível para tratar do compartilhamento de dados. Isso porque o recurso ao STF usou como base um julgamento do tribunal sobre deslocamentos de procuradores dentro do MPF.
Além de negar o recurso da PGR, Fachin retirou o sigilo da ação e considerou que o processo deve tramitar de forma pública. Ele lembrou que a Constituição prevê a publicidade dos atos processuais como regra. As exceções, citou o ministro, são os casos em que a defesa da intimidade ou do interesse social exigem o sigilo.
Dados lacrados
Em relatório técnico enviado ao STF em julho, a PGR detalhou o procedimento de armazenamento dos dados a ser repassados pelas forças-tarefa da Lava Jato.
O documento deixa claro que o material estará codificados, desde a origem até o destino, e à disposição do procurador-geral da República, Augusto Aras.
Segundo o documento, as “imagens forenses criptografadas não serão acessadas, nem decifradas, até que haja a solicitação formal para disponibilização do conteúdo para análise pelo Gabinete do Procurador-Geral da República”.
Foro privilegiado
Um dos argumentos utilizados pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, no pedido ao STF foi o de que há suspeita de as investigações da Lava Jato terem atingido pessoas com foro privilegiado.
Medeiros citou que a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba suprimiu sobrenomes dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, em uma ação que investiga lavagem de dinheiro ligada a contratos da Petrobras.
Os nomes sem os sobrenomes completos aparecem na denúncia da Lava Jato do Paraná oferecida à Justiça em dezembro do ano passado.
Os dois parlamentares têm foro privilegiado no STF. Os procuradores da Lava Jato negam ter investigado políticos com foro.
Segundo Fachin, esta questão está sendo discutida em outro processo em andamento no STF e que vai tratar da eventual usurpação da competência do Supremo nos casos dos presidentes da Câmara e do Senado.



Por Anchieta Santos
A presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, integrou, nesta segunda-feira (30), agenda presidencial no município de Floresta, no semiárido pernambucano.
Ninguém recebeu Raquel como o prefeito de Tabira, Flávio Marques, do PT. A carreata com Raquel gerou ciúme até entre aliados da governadora, além de levantar questionamentos sobre possível campanha antecipada. Sabendo que fazer Raquel majoritária também diz muito sobre 2028, Marques “botou furando”.
O neo-petista Breno Araújo não cravou apoio a João Campos ou a Raquel Lyra. Disse a Francys Maya, na Vilabela FM, que aguarda uma definição do Diretório Estadual do partido. Só está comprometido com Humberto Costa. Nos bastidores, apesar dos aliados de Raquel na legenda e dos que fazem jogo duplo, dando à legenda o apelido de “total flex”, a tendência é o apoio a João Campos.
Álvaro Porto disse em Lajedo que o governo Raquel há anos cuida de anúncios e promessas, mas não consegue fazer entregas. A observação foi feita em referência ao fato de a governadora Raquel Lyra, faltando dez meses para encerrar a gestão, ter inaugurado apenas duas das 250 creches prometidas em campanha.
Um dos momentos simbólicos de Raquel no Pajeú foi registrado em Curralinho, São José do Egito, onde ao lado do prefeito Fredson Britto, inaugurou o dessalinizador da comunidade, além da requalificação da estrada que liga Curralinho ao distrito de São Pedro. Além de ser promessa de Fredson fortalecer a qualidade de vida nas comunidades, emocionou Raquel o depoimento de Luciana, líder comunitária que fez um depoimento que
O prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que assumirá a presidência da AMUPE terça-feira, promete entregar muito mais que o antecessor Marcelo Gouveia, mais preocupado com seu projeto político do que com a pauta municipalista. Pedro tem currículo: foi superintendente do BNB em Pernambuco, vice-presidente nacional da Caixa, tem juventude e articulação. A AMUPE, que respirava por aparelhos, ganha vida nova.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que as conversas sobre a candidatura de Marília Arraes ao Senado com João Campos foram retomadas, mesmo admitindo que Raquel a quer na chapa. Já João Campos defendeu o alinhamento político. “Marília tem uma condição muito próxima da gente, e eu tenho certeza que, na nossa construção, esse processo vai se afunilar da forma certa”, argumentou o prefeito.
Em Solidão, foi engraçado ver Adriana Godê se engalfinhando pra sair na foto com Raquel Lyra, incomodada com a presença de Mayco da Farmácia na posição de destaque no palanque oficial. A vereadora não teve êxito na busca por protagonismo ao lado de Raquel, mas teria vetado a ida da governadora à uma recepção organizada pelo prefeito. Ficou no 1×1.
Ao concluir a entrevista na Rádio Pajeú, a governadora Raquel Lyra disse acompanhar o blog regularmente. “É uma das minhas fontes de informação no Estado”, afirmou, para depois parabenizar a independência editorial do veículo.
“Agora é todo mundo conversando com todo mundo”.
A OAB de Pernambuco, em ofício enviado à Secretaria de Defesa Social do Estado, sugeriu ao secretário Humberto Freire a adoção de algumas medidas, como a instalação de câmeras nos uniformes dos policiais, acopladas aos coletes.
O departamento de Justiça dos EUA avisou em maio o presidente, Donald Trump, que seu nome aparecia entre outros nos arquivos do milionário Jeffrey Epstein, que abusava sexualmente de menores de idade. A informação foi publicada pelo jornal “Wall Street Journal” nesta quarta-feira.












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