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Em primeiro discurso, Carlos Veras defende CUT, Margarida Alves e Chico Mendes

Por Nill Júnior

Em seu primeiro pronunciamento na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (14), o deputado federal Carlos Veras, ex-presidente da CUT Pernambuco, criticou as tentativas de criminalização da Central e disse que não são os sindicalistas que “fazem apologia ao crime” nem incentivam o ódio e a intolerância.

“Aproveito para defender o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, acusado injustamente aqui. Quero deixar registrado que não são os dirigentes sindicais que fazem apologia ao crime”, destacou Veras.

Os dirigentes são, na verdade, as vítimas, afirmou o parlamentar, que fez questão de lembrar de companheiros e companheiras sindicalistas assassinados no auge de suas lutas pelos direitos da classe trabalhadora. “Não são os dirigentes sindicais que carregam nas costas o gosto do sangue do assassinato de Margarida Alves e de Chico Mendes e do massacre dos Eldorados do Carajás”, disse.

Sem citar nomes, Veras, que também é trabalhador rural, apontou os que estão, de fato, estimulando a intolerância e o uso de armas de fogo. Em um discurso duro e seguro, o deputado disse que “não são os dirigentes sindicais que colocam criança no colo e fazem o símbolo de uma arma”.

E continuou: “Não somos nós que incentivamos o ódio e a intolerância. Não somos nós que somos responsáveis pelos assassinatos de indígenas, de sem terras, de mulheres e da comunidade LGBT”. “A CUT defende os trabalhadores e é responsável por não deixar que tivessem acabado com muitos dos nossos direitos. Respeitem a CUT!”, exigiu Carlos Veras no plenário da Casa do Povo.

Outras Notícias

Governo fala em “clima de reversão” contra impeachment, mas evita “euforia”

Uol Após uma semana marcada pelo desembarque de partidos do chamado “centrão” da base aliada, o governo diz ter ganho novo ânimo durante os debates sobre o impeachment na Câmara dos Deputados na noite desta sexta-feira (15). Vários deputados da base começam a falar em “clima de reversão” dos votos pró-impeachment. Mais cedo, a oposição […]

cepeUol

Após uma semana marcada pelo desembarque de partidos do chamado “centrão” da base aliada, o governo diz ter ganho novo ânimo durante os debates sobre o impeachment na Câmara dos Deputados na noite desta sexta-feira (15).

Vários deputados da base começam a falar em “clima de reversão” dos votos pró-impeachment. Mais cedo, a oposição chegou a divulgar que já havia conquistado os 342 votos necessários à aprovação do impedimento da presidente Dilma Rousseff.

Segundo levantamento da “Folha de S.Paulo”, no início da noite a oposição deixou de contar com dois votos a favor da abertura de processo de impeachment. Grávida de 36 semanas, a deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ) solicitou o início de sua licença-maternidade — as abstenções favorecem o governo.

“Ainda estamos preocupados, mas o ânimo mudou, sim. Estamos trabalhando pra neutralizar votos favoráveis e conseguir mais uns cinco pra nós”, disse Zé Geraldo (PT-PA).

Maria do Rosário (PT-RS) reafirmou que o “ânimo mudou de ontem para hoje”. Segundo a deputada, houve reversões de votos que não serão reveladas agora por estratégia do líder do PT.

O líder do governo na Câmara, no entanto, nega o clima de “euforia”. “Não há euforia, o que há é trabalho”, disse José Guimarães (PT-CE). “Foram eles (oposição) que criaram um clima de ‘já ganhou’ e agora estão se dando conta da realidade é a realidade é que eles não têm os 342 votos”, afirmou o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA).

Uma fonte próxima ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao UOL que “há um meião [grupo indeciso] de 100 [deputados] que quer estar ‘do lado que for ganhar’ e afirma que os cálculos da imprensa desconsideraram os deputados que podem mudar de ideia no último minuto.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), ao discursar em plenário nesta noite, disse acreditar que há um processo de virada no placar. “O clima de reversão reflete o clima das ruas, que não vão aceitar esse acordão para levar a cúpula do PMDB ao comando de todos os poderes da República.”

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) afirmou que qualquer prognóstico para a votação do impeachment é “chute” e que nenhum lado pode cantar vitória antes da votação. O motivo, segundo o parlamentar, é que há uma “massa pantanosa” de cerca de cem deputados que ainda não tem posição definida. Alencar disse que sentiu um aumento de protestos contra o impeachment no país, o que provoca algum eco na Câmara.

A oposição, no entanto, nega que esteja ocorrendo uma reviravolta. O deputado Mendonça Filho (DEM-PE) diz que a estratégia do governo de propagar o “clima de reversão” deve-se a “desespero final para reverter psicologicamente uma situação que está decretada, definida. O deputado disse ainda que “esse discurso de reversão não nos abala”.

“Isso é conversa fiada deles [governo]. Não há nenhuma possibilidade de perdermos votos. Estamos acompanhando esses votos um a um”, rebateu Paulinho da Força (SD-SP).

Coluna do Domingão

Ciro se afasta do PT Se na última semana o personagem foi Joaquim Barbosa, nesta quem roubou a cena pelos discursos foi Ciro Gomes (PDT). Em todas as entrevistas, Ciro foi muito crítico ao PT, e a suas maiores expressões,os ex-presidentes Lula e Dilma. Primeiro, disse não ter nenhuma expectativa de apoio do PT à […]

Ciro se afasta do PT

Se na última semana o personagem foi Joaquim Barbosa, nesta quem roubou a cena pelos discursos foi Ciro Gomes (PDT). Em todas as entrevistas, Ciro foi muito crítico ao PT, e a suas maiores expressões,os ex-presidentes Lula e Dilma.

Primeiro, disse não ter nenhuma expectativa de apoio do PT à sua candidatura e que não representa o Partido dos Trabalhadores na disputa presidencial. “Estamos cansados de saber que o PT não apoiará ninguém”.

De olho no eleitorado de esquerda crítico ao PT, Ciro fez questão de marcar posição e disse que o projeto que defende é diferente para o País. “O projeto do PT não é, definitivamente, o meu”, ressaltou. O ex-ministro do governo Lula disse que os partidos de esquerda têm suas peculiaridades, mas que diante da polarização acabam se unindo em algum momento. “A esquerda diz que ela só se une na cadeia, porque a tradição é um pouco essa”, completou.

Ciro, que pediu autorização judicial para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, enfatizou que não tratará de política com o petista e que pretende visitá-lo como “velho camarada de mais de 30 anos”. “Vou como amigo, não tratarei uma frase sobre política”, afirmou.

Ciro fez questão de endurecer o discurso em público e disse que “não era obrigado” a estar no evento de Lula em São Bernardo, já que estava em um compromisso pré-agendando no exterior. “Por que eu tinha de estar lá? Em nome de que eu tinha de estar lá? A quem estou devendo esse gesto?”, questionou.

Pouco depois, centrou fogo em Dilma. “Se vocês deixarem, vão me derrubar. Não vai ser fácil não, porque não sou a Dilma, sou do ramo. Tu acha que um marginal como Eduardo Cunha me derrubaria? É preciso ser muito mais homem do que eu para me derrubar”, disse na 16ª Marcha dos Vereadores, em Brasília.

Depois, disse que o ex-presidente Lula não tinha a prerrogativa da “inefabilidade papal”, para acrescentar que ele e o PT cometeram muitos erros.

Citou enfaticamente Geddel Vieira Lima. “Esse cara foi vice-presidente da Caixa, foi ministro, isso nos dois governos”. Depois perguntou: “quem colocou o Temer na linha sucessória da Dilma?”

Ciro primeiro está convencido de que o PT não segue com ele. Depois, certamente tem indicadores de que o eleitor com tendência mais à esquerda não tem a mesma confiança de no PT. Ele quer esses votos.

É uma busca por se identificar com esse eleitor, que hoje se divide, sem Lula no jogo, entre Marina e Joaquim Barbosa, com ele correndo por fora. Até agora, não houve quem conseguisse cravar para onde vai esse voto afinal. Ciro vai como na música, dizendo ao eleitor que ele precisa de um candidato pra chamar de seu. “Mesmo que esse candidato seja eu”…

Não perde a piada

Com presença de Luciano Huck em Serra Talhada, um internauta pediu que o apresentador pedisse ao xará, Luciano Duque, que fossem tapados os buracos próximos à Ponte da Cachichola. “Já mandei um recado pra Lula pedindo ajuda, mas não sei se o bilhete chegou em Curitiba…”

Lado A

Quando um bídepe de formação mediana lê a decisão que gerou uma multa de R$ 164 mil a José Patriota e AMUPE no caso da contratação da prefeitura, com Patriota Prefeito a serviços jurídicos da entidade, com Patriota Presidente, fica um cheiro de barbeiragem jurídico-administrativa.

Lado B

Mas quando o mesmo bípede escuta o procurador Carlos Marques, a barbeiragem foi da Primeira Câmara do TCE. “Não considerou as provas que mostram não ter havido ilegalidade. Vamos reverter no pleno do Tribunal”, garante.

Sinais

Pra quem não duvida de um arranjo político entre Igor Mariano, o ex-prefeito Totonho Valadares e o vereador Daniel, vê-los juntos na sessão que confirmou a reeleição de Igor, com Totonho ajudando a contar os votos e discursando nos bastidores enobrecendo a conquista, soa como a virada do prego já batido.

Vira virou

Em Serra Talhada, o troca-troca de vereadores foi grande nos últimos meses. E há qum diga que não acaba antes da pamonha junina. Depois de Pinheiro de São Miguel e Rosimério de Cuca que abandonaram o barco governista, aumentam rumores da volta à base do prefeito de Dedinha Inácio. Publicamente, ninguém admite nada…

PE 320 urgente

Com restauração inaugurada pelo governador Eduardo Campos, orçada em R$ 52,2 milhões a PE 320 não é mais aquele tapete que facilitava o acesso e cortava de ponta a ponta o Pajeú. Imagens somadas a relatos de motoristas mostram que, em alguns trechos, a via já carece de reparos emergenciais pelo DER, Departamento de Estradas e Rodagens ligados à Secretaria de Transportes.

Sono pesado

Quem estava no vôo Gol 1773 entre Brasília e Recife esta semana ficou impressionado com o sono pesado de um senhor de 45 anos e baixa estatura em uma das cadeiras da classe econômica. Muitos ao contrário estariam de olhos esbugalhados em virtude das notícias da semana. Ele nem aí, ou em sono induzido. Atende por Eduardo da Fonte.

Iniciativa

Uma decisão do prefeito José Patriota e um plano de ação envolvendo Guarda, PM e Bombeiros resolveram um problema histórico: o das mortes de banhistas inconsequentes na Barragem de Brotas. Até este domingo, nenhuma morte registrada.

Cada um pra um lado

É quase nula a possibilidade de que José e Anchieta Patriota apóiem o mesmo nome para Estadual este ano. Anchieta Patriota deu prazo para anúncio do nome até o início de maio. José Patriota ainda não dá sinais, mas também o fara logo. Vai ter que rodar com ele debaixo do braço.

Exceção à regra

Na coluna passada, com base no exemplo de propina via Jovem Pan BH Aécio, questionamos rádios com fins eleitoreiros. Vale registro de uma excessão: mesmo sendo de uma família política, com muitos interesses em jogo, Paulo Manú nunca interferiu na linha editorial e liberdade de expressão na Cidade FM, de Tabira. Pressionado pela parentada, já foi muito…

Frase da semana: “É uma juizeca, de quinta categoria, fascista, pau mandado”.

Do suplente de deputado federal Wadih Damous (PT/RJ) contra a juíza federal Carolina Moura Lebbos, que vetou a visita de políticos a Lula. A declaração foi condenada pela força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR).

No Dia Mundial das Comunicações Sociais, papa agradece coragem de jornalistas

“Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, afirma o pontífice. G1 O Papa Francisco agradeceu neste sábado (23) aos profissionais de comunicação pela coragem e determinação de mostrar os abusos e injustiças contra os […]

“Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, afirma o pontífice.

G1

O Papa Francisco agradeceu neste sábado (23) aos profissionais de comunicação pela coragem e determinação de mostrar os abusos e injustiças contra os pobres e de retratar as numerosas realidades do planeta nestes tempos de pandemia.

Intitulada “Vem e verás”, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano reflete sobre princípios do jornalismo. Extraído do Evangelho de João, o tema tem como subtítulo “Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são”.

“O próprio jornalismo, como exposição da realidade, requer a capacidade de ir aonde mais ninguém vai: mover-se com desejo de ver. Uma curiosidade, uma abertura, uma paixão. Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmara, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas. Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade”, afirma o Papa.

Segundo ele, há o risco de narrar a pandemia ou qualquer outra crise só com os olhos do mundo mais rico, como na questão das vacinas e dos cuidados médicos em geral, com a exclusão dos menos favorecidos.

“Quem nos contará a expectativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África? Deste modo, as diferenças sociais e económicas a nível planetário correm o risco de marcar a ordem da distribuição das vacinas anti-Covid, com os pobres sempre em último lugar”, disse o pontífice, alertando para que a distribuição das vacinas anti-Covid não obedeça a uma lógica de lucro.

O pontífice afirma que “vem e verás” foi a forma como a fé cristã se comunicou, começando pelos primeiros encontros nas margens do rio Jordão e do lago da Galileia. Aos primeiros discípulos que o quiseram conhecer, depois do seu batismo no Rio Jordão, Jesus respondeu: “Vinde e vereis”. Segundo o Papa, a fé cristã começa desta forma e assim é comunicada: “com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não por ouvir dizer”, algo muito atual em tempos de grupos de Whatsapp.

Segundo Francisco, vir e ver pressupõe dois movimentos. O primeiro deles é sair da presunção cômoda do “já sabido” e mover-se, ir ver, estar com as pessoas, ouvi-las. Isso requer transparência e honestidade intelectual. Mas além do aspecto moral, “ir e ver” se refere a algo básico no jornalismo, isto é, deixar de lado a informação construída nas redações, em frente do computador, para sair à rua, “gastar a sola dos sapatos”, encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar informações.

“Se não nos abrirmos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas”, afirma.

O Papa advertiu que cada instrumento só é útil e precioso se nos impelir a ir e ver coisas que, de outra forma, não saberíamos, se colocar em rede conhecimentos que, do contrário, não circulariam, se permitir encontros que de outra forma não teriam lugar.

O “vem e verás” é o método mais simples de conhecer uma realidade. Para conhecer, escreve ainda Francisco, é necessário encontrar, permitir que quem está à minha frente fale comigo, deixar que o seu testemunho chegue até mim.

Outro alerta do Papa diz respeito à informação produzida nas redes sociais. Se por um lado pode haver mais velocidade no fluxo da informação, por outro há o risco da sua manipulação. Um risco que chama a todos a uma responsabilidade “pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos juntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as”.

“Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar”, afirmou o pontífice.

Os Nonatos animaram penúltima noite de festa em Arcoverde

Na penúltima noite do São João de Arcoverde, o palco Multicultural foi aberto pelo Forró Pegada Top, seguido da tão esperada dupla de repentistas Os Nonatos. Os Nonatos causaram frisson no público que marcou presença e cantou junto com a dupla hits como: ‘Eu e Você’, ‘Amar Seus Defeitos’ e ‘Eu Juro Por Deus’. Os […]

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Os Nonatos

Na penúltima noite do São João de Arcoverde, o palco Multicultural foi aberto pelo Forró Pegada Top, seguido da tão esperada dupla de repentistas Os Nonatos.

Os Nonatos causaram frisson no público que marcou presença e cantou junto com a dupla hits como: ‘Eu e Você’, ‘Amar Seus Defeitos’ e ‘Eu Juro Por Deus’. Os Nonatos fazem sucesso também com suas músicas nas vozes de outras bandas, que interpretam suas composições, entre elas, Mastruz co Leite, Wesley Safadão, Forró do Muído e Cavaleiros do Forró.

Para fechar a noite, Arcoverde recebeu a conterrânea Noda de Caju, que com o seu forró estilizado apresentou um show, que esquentou ainda mais o frio de 19º graus marcado no termômetro da praça da Bandeira.

Nesta terça-feira (28), véspera de São Pedro, a partir das 20h, tem Forró dos 600; às 22h, Ycaro & Vitório e, às 00h, a grande atração da última noite do São João de Arcoverde, Aviões do Forró.

Paulo Câmara cria Comissão do Bicentenário da Confederação do Equador

Governador assinou decreto neste sábado, em evento na Academia Pernambucana de Letras. Grupo será responsável por difundir atos históricos ocorridos em Pernambuco O governador Paulo Câmara autorizou, neste sábado (02.07), a criação da Comissão do Bicentenário da Confederação do Equador, cujo objetivo será o de difundir amplamente, e por diversos meios, os atos históricos ocorridos […]

Governador assinou decreto neste sábado, em evento na Academia Pernambucana de Letras. Grupo será responsável por difundir atos históricos ocorridos em Pernambuco

O governador Paulo Câmara autorizou, neste sábado (02.07), a criação da Comissão do Bicentenário da Confederação do Equador, cujo objetivo será o de difundir amplamente, e por diversos meios, os atos históricos ocorridos em Pernambuco e seus protagonistas, visando preservar os valores defendidos pelo movimento, proclamado em 2 de julho de 1824. 

O decreto foi assinado neste sábado (02.06), em evento realizado na Academia Pernambucana de Letras (APL), no Recife.

“A Confederação do Equador é um dos marcos mais significativos da história do Brasil e se confunde com a própria história de Pernambuco, exercendo forte influência sobre a nossa cultura, em sentido amplo, até os dias de hoje. A assinatura desse decreto oficializa o nosso compromisso com a preservação histórica e evidencia a valorização do estudo e da ciência”, afirmou Paulo Câmara, que na solenidade também recebeu a Medalha Frei Caneca, criada para homenagear um dos principais líderes do movimento.

A comissão será composta por representantes das secretarias estaduais de Justiça e Direitos Humanos, da Casa Civil, de Educação e Esportes, de Cultura, além da Assessoria Especial do Governo. 

Também farão parte a Procuradoria-Geral do Estado; a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe); o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP); a Academia Pernambucana de Letras; a Arquidiocese de Olinda e Recife; e o Grande Oriente do Brasil.

Os integrantes ficarão responsáveis por programar e organizar atividades oficiais de comemoração do Bicentenário da Confederação do Equador, que ocorrerão ao longo dos anos de 2024 e 2025, marcando os 200 anos da execução do Frei Caneca, por arcabuzamento, no largo do Forte das Cinco Pontas.

“A comissão tem, fundamentalmente, o princípio de difundir a importância histórica dessas revoluções para Pernambuco”, frisou o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Marcelo Canuto, que coordenará os trabalhos do grupo.

Também estiveram presentes ao evento o secretário estadual de Cultura, Oscar Barreto; os presidentes da APL e do IAHGP, Lourival Holanda e Margarida Cantarelli, respectivamente; a vice-presidente da APL, Luzilá Gonçalves; o procurador do Estado, Marcelo Casseb; o primeiro-secretário do IAHGP, Reinaldo Carneiro Leão; e o deputado federal Tadeu Alencar.

REPUBLICANISMO – A Confederação do Equador foi um movimento que eclodiu em Pernambuco no dia 2 de julho de 1824, contra o autoritarismo imposto pelo imperador Dom Pedro I – que culminou com a outorga da Constituição – e se espalhou pelas províncias do Nordeste. 

Seus principais líderes foram Manuel de Carvalho e o Frei Joaquim do Amor Divino, conhecido como Frei Caneca, que terminou preso e condenado à morte, tornando-se o principal mártir daquela que foi a primeira revolução republicana no Brasil.