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Em nota, HREC afirma que atendimento a gestante seguiu protocolo clínico

Por André Luis

Segundo nota oficial, familiares não aceitaram conduta médica indicada e optaram por transferir a paciente por conta própria para outro município

Após repercussão de uma denúncia feita por um morador de Afogados da Ingazeira sobre o atendimento prestado à sua esposa grávida no Hospital Regional Emília Câmara (HREC), a direção da unidade divulgou nota oficial nesta terça-feira (13) com esclarecimentos sobre o caso.

De acordo com o hospital, a paciente deu entrada na unidade com 41 semanas de gestação e, após avaliação médica, foi constatado que ela estava em início de trabalho de parto. Segundo a direção, o quadro clínico estava “dentro do esperado para a idade gestacional” e, por isso, foi indicada a indução para parto normal, conforme os protocolos clínicos adotados.

Ainda segundo a nota, os familiares da gestante não concordaram com a conduta proposta pela equipe médica. No momento do atendimento, a unidade contava com um médico obstetra de plantão e outros profissionais da equipe assistencial, habilitados para acompanhar o parto.

A direção informou ainda que, diante da recusa dos familiares, a equipe iniciou o processo de transferência da paciente para outra unidade, por meio da Central de Regulação de Leitos, como forma de garantir a continuidade do cuidado de maneira segura. No entanto, segundo o HREC, os familiares “optaram por se evadir da unidade, dirigindo-se por meios próprios a outro hospital localizado em município vizinho”, onde o parto foi realizado.

“Reiteramos nosso compromisso com a assistência segura às gestantes, sempre baseando nossas condutas em critérios técnicos”, diz o comunicado. O hospital também se colocou à disposição dos familiares para novos esclarecimentos. Leia abaixo a íntegra da nota:

Nota de esclarecimento

Diante da denúncia realizada sobre o atendimento prestado a uma gestante em nossa unidade, a direção do Hospital Regional Emília Câmara (HREC) esclarece que:

A paciente deu entrada em nosso serviço com 41 semanas de gestação. Após avaliação médica, foi constatado que ela estava em início de trabalho de parto e o quadro clínico estava dentro do esperado para a idade gestacional, sendo indicada, conforme protocolo clínico, a indução para parto normal.

No entanto, os familiares da gestante não concordaram com a conduta médica proposta. Ressaltamos que, no momento do atendimento, havia um médico obstetra de plantão, além de outros profissionais da equipe assistencial, aptos para o acompanhamento do trabalho de parto e realização do procedimento.

Diante da recusa da conduta indicada, a equipe médica, de forma responsável e dentro dos protocolos estabelecidos pelo sistema de regulação, iniciou o processo de transferência da paciente para outra unidade de saúde, por meio da Central de Regulação de Leitos, buscando garantir a continuidade segura do cuidado à gestante. Antes que a transferência fosse efetivada, os familiares optaram por se evadir da unidade, dirigindo-se por meios próprios a outro hospital localizado em município vizinho, onde o parto foi realizado.

Reiteramos nosso compromisso com a assistência segura às gestantes, sempre baseando nossas condutas em critérios técnicos. o HREC segue à disposição dos familiares para novos esclarecimentos.

Outras Notícias

Afogados da Ingazeira é tema de palestra em Congresso Internacional

Nesta sexta-feira (17), Portugal pode conhecer as principais ações de gestão do município de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, entre os anos de 2013-2020.  As pesquisadoras Mariah Silva e Helena de Oliveira Rosa apresentaram as políticas públicas elaboradas pelo município no Congresso Luso-Afro-Brasileiro, em Coimbra/POR (CONLAB 2021).   As pesquisadoras estudaram as práticas de […]

Nesta sexta-feira (17), Portugal pode conhecer as principais ações de gestão do município de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, entre os anos de 2013-2020. 

As pesquisadoras Mariah Silva e Helena de Oliveira Rosa apresentaram as políticas públicas elaboradas pelo município no Congresso Luso-Afro-Brasileiro, em Coimbra/POR (CONLAB 2021).  

As pesquisadoras estudaram as práticas de todas as secretarias do município, que foram levantadas in loco, quando visitaram Afogados da Ingazeira no ano de 2019. 

Foram apresentadas as obras de reúso da água do Estádio Municipal Valdemar Viana de Araújo, o Vianão; a instalação de 270 biodigestores; a compra da área da Serra do Giz, com recursos próprios, e criação da Unidade de Conservação; instalação de Laboratório Fitoterápico Municipal, dentre outras.

O trabalho elaborado por Mariah e Helena concluiu que “políticas públicas ambientais da gestão 2013/2019 do município de Afogados da Ingazeira refletem os parâmetros estabelecidos pelo Estatuto da Cidade no que tange à sustentabilidade ambiental, a partir de um ciclo de políticas públicas que envolveu o respeito às necessidades da localidade para viabilizar o desenvolvimento econômico.”

O presidente da Amupe, José Patriota, gestor do município durante o período estudado, comemorou o reconhecimento. 

“Estes avanços são reflexos da luta do povo de Afogados da Ingazeira, de estar junto da gestão, fiscalizando e sugerindo pautas que levam à melhoria de vida dos afogadenses. Cada avanço obtido ao longo das duas gestões são motivos de orgulho, de dar um futuro melhor para nossa cidade”, disse Patriota.

Serra: Centro de Parto Normal registra recorde de nascimentos em setembro

O Centro de Parto Normal de Serra Talhada alcançou um marco histórico no mês de setembro, registrando 12 partos, o maior número desde a inauguração do equipamento. Desde que começou a funcionar, o espaço já realizou 37 partos, sendo 3 em maio, 8 em junho, 8 em julho, 6 em agosto e 12 em setembro, […]

O Centro de Parto Normal de Serra Talhada alcançou um marco histórico no mês de setembro, registrando 12 partos, o maior número desde a inauguração do equipamento.

Desde que começou a funcionar, o espaço já realizou 37 partos, sendo 3 em maio, 8 em junho, 8 em julho, 6 em agosto e 12 em setembro, consolidando-se como uma importante referência em atendimento humanizado na região.

O equipamento fortalece a rede de atenção à saúde da mulher em Serra Talhada, oferecendo um espaço moderno, seguro e humanizado para o nascimento de novas vidas, e reforçando o compromisso do município com uma assistência cada vez mais qualificada. Para o diretor do Centro de Parto Normal, João Antônio, o diferencial da unidade está na forma acolhedora com que as gestantes são assistidas.

“Uma das principais características do nosso centro é a humanização. Aqui, as mães têm a oportunidade de estar próximas da família no momento da chegada do bebê, o que torna esse instante ainda mais especial e cheio de amor”, destacou João.

Inaugurado em maio deste ano, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Centro de Parto Normal recebeu investimentos de R$ 2,5 milhões, viabilizados por meio de recursos federais, municipais e de emenda parlamentar do senador Humberto Costa. Para a secretária de Saúde de Serra Talhada, Lisbeth Rosa, o resultado é reflexo de uma política de saúde voltada para o cuidado integral da mulher. “O Centro de Parto Normal é um símbolo do quanto Serra Talhada avançou na assistência à saúde materno-infantil. Estamos garantindo um atendimento de qualidade e acolhedor, com uma equipe preparada para oferecer segurança e tranquilidade às gestantes”, ressaltou Lisbeth.

A prefeita Márcia Conrado comemorou os resultados e destacou o investimento contínuo na saúde do município. “Cada parto realizado aqui representa uma vitória para nossa cidade. Estamos cuidando com carinho das mães e dos bebês, garantindo um atendimento digno, humanizado e de qualidade para as famílias serra-talhadenses”, afirmou.

TCE obriga Doido de Zé Vicente e assessores a devolução de mais de R$ 400 mil

Ainda cabe recurso da decisão que tem relação com contratações da gestão de 2016. Uma auditoria especial realizada na Câmara Municipal de São José do Egito analisou os atos de gestão do Presidente da Mesa Diretora, José Vicente de Souza, o Doido de Zé Vicente, durante o exercício financeiro de 2016 quando foi presidente. Além […]

Ainda cabe recurso da decisão que tem relação com contratações da gestão de 2016.

Uma auditoria especial realizada na Câmara Municipal de São José do Egito analisou os atos de gestão do Presidente da Mesa Diretora, José Vicente de Souza, o Doido de Zé Vicente, durante o exercício financeiro de 2016 quando foi presidente.

Além de José Vicente de Souza, Marcos Antônio de Souza e Rodrigo Henrique Veras, que trabalhavam com o presidente, foram devidamente notificados. “No entanto apresentou defesa apenas José Vicente de Souza”, diz a decisão.

Instruem os autos, ainda, uma Nota Técnica de Esclarecimento, que analisou a documentação juntada pelo interessado e, acatando algumas de suas justificativas, diminuiu o débito inicialmente imputado para R$ 400.948,45, decorrente da irregularidade no pagamento de salários.

Em seguida, os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Contas para elaboração de Parecer, tendo sido distribuídos ao Gabinete do Procurador Gilmar Severino de Lima.

Ele subscreveu o Parecer MPCO nº 541/2020, opinando pela irregularidade do objeto da auditoria especial e devolução de valores, bem como aplicação de multa aos responsáveis.

A Segunda Câmara, no último dia 19 de novembro, à unanimidade, julgou irregulares as contas objeto da auditoria especial, relativas a atos de gestão da Câmara Municipal de São José do Egito.

Em virtude de despesa não comprovada, foi definido um débito no valor de R$ 400.948,45, de forma solidária entre José Vicente de Souza, Marcos Antônio de Souza Costa e Rodrigo Henrique Veras Castelo Branco, que deverá ser atualizado monetariamente a partir do primeiro dia do exercício financeiro subsequente ao das contas ora analisadas, no prazo de 15 dias do trânsito em julgado do Acórdão.

Ainda foi aplicada multa de R$ 17.179,00 a José Vicente de Souza e multa individual de R$ 8.589,50  a Marcos Antônio de Souza Costa e Rodrigo Henrique Veras Castelo Branco.

Doido de Zé Vicente não conseguiu ser reeleito. Cabe recurso da decisão. A informação foi publicada na íntegra pelo Afogados On Line.

Pharmaplus recebe Secretários de Saúde em encontro estadual

A Pharmaplus Distribuidora montou stand no X COSEMS PE e 67º Encontro de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Pernambuco. O evento aconteceu esta semana no Auditório Wilson Brito, da Pousada de Brotas. A Pharmaplus apresentou um mix dos produtos que comercializa, buscando firmar novas parcerias e consolidar novas parcerias. Vários secretários de Saúde […]

Secretárias de Carnaíba e Tabira

A Pharmaplus Distribuidora montou stand no X COSEMS PE e 67º Encontro de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Pernambuco. O evento aconteceu esta semana no Auditório Wilson Brito, da Pousada de Brotas.

A Pharmaplus apresentou um mix dos produtos que comercializa, buscando firmar novas parcerias e consolidar novas parcerias.

Vários secretários de Saúde de todas as regiões do Estado visitaram o espaço, conhecendo mais da empresa e fechando parcerias.

A empresa esteve sob a coordenação do Gerente Adriano Feitosa, mais os representantes Allan Luiz e Igor Manoel e demais colaboradores.

Orlando Andrade, Secretário de Paudalho e Presidente do CONASEMS

Completando dez anos de sua criação, a Pharmaplus, especializada em fornecimento de medicamentos para hospitais, clínicas e setor público de saúde.

Com o projeto nascendo em 2007 e o início da empresa um ano depois, hoje a Pharmaplus é uma das cinco maiores distribuidoras do estado, com clientes em Pernambuco, Paraíba e Ceará. Em Pernambuco, fornece para todas as regiões e pólos como Recife, Serra Talhada e Petrolina. No Ceará, está em centros como Juazeiro e Crato.

Herança maldita: Gestão Fredson apresenta débitos herdados da gestão Evandro

A nova administração de São José do Egito, liderada pelo prefeito Fredson Brito, revelou um quadro financeiro delicado herdado da gestão anterior, comandada por Evandro Valadares. De acordo com informações apresentadas pela atual gestão, o município acumula dívidas próximas a R$ 12 milhões, abrangendo setores como saneamento, energia elétrica, previdência municipal, saúde e folha de […]

A nova administração de São José do Egito, liderada pelo prefeito Fredson Brito, revelou um quadro financeiro delicado herdado da gestão anterior, comandada por Evandro Valadares. De acordo com informações apresentadas pela atual gestão, o município acumula dívidas próximas a R$ 12 milhões, abrangendo setores como saneamento, energia elétrica, previdência municipal, saúde e folha de pagamento.

Entre os débitos detalhados estão R$ 1,5 milhão em atraso com a Compesa, acumulados nos últimos seis anos, e R$ 300 mil com a Neoenergia, referentes ao fornecimento de energia elétrica. O Fundo Próprio de Previdência Municipal (FUNPRESJE) apresenta uma dívida de R$ 6 milhões, exigindo um aporte mensal de R$ 700 mil para pagamento de aposentados e pensionistas, além de uma pendência imediata de R$ 450 mil para viabilizar o parcelamento de débitos com o INSS, que somam R$ 1,5 milhão.

Na área da saúde, os números são ainda mais preocupantes. Salários atrasados e dívidas com fornecedores totalizam R$ 3 milhões, embora o secretário municipal de Saúde, Dr. Hugo, tenha apontado que os débitos do setor podem alcançar a marca de R$ 10 milhões. Apenas uma ambulância encontra-se em condições de uso, enquanto o tomógrafo do município está inoperante. Postos de saúde da zona rural estão em situação precária, e a casa de apoio para pacientes será substituída devido às condições deterioradas.

Na educação, metade da frota de ônibus escolares está sucateada e todas as escolas municipais necessitam de pintura e reparos. Além disso, um ônibus utilizado para transporte de pacientes precisa de uma reforma orçada em R$ 80 mil.

Apesar de o ex-prefeito Evandro Valadares ter declarado à Rádio Gazeta que deixou R$ 32 milhões em caixa, a atual gestão aponta contradições. Segundo o secretário de Finanças, Tarcízio Leite, R$ 27 milhões desse montante estão vinculados ao FUNPRESJE, sem possibilidade de uso para outras finalidades. O restante seria destinado a obras inacabadas, enquanto, na prática, a conta destinada à saúde possuía apenas R$ 1.300 no momento da transição.

A gestão anterior ainda arrecadou mais de R$ 30 milhões após o período eleitoral, mas não efetuou o pagamento de funcionários, aposentados e fornecedores, além de ter realizado compras acima de R$ 4 milhões sem licitação, segundo Dr. Hugo.

Fredson Brito, ao comentar a situação, reafirmou seu compromisso com a recuperação do município: “Recebemos uma cidade em caos, mas fomos eleitos para resolver. Com esforço e de mãos dadas com o povo, colocaremos a casa em ordem.” Entre as prioridades da nova gestão estão a regularização das contas públicas, a recuperação da infraestrutura escolar e da frota de veículos, e a melhoria dos serviços básicos, com foco em saúde e educação.