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Em nota, Flávio Bolsonaro rebate Paulo Marinho. “Não passa de invenção”

Por André Luis
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Oposição cobra anulação de eleições e CPI após revelações de Paulo Marinho

Em resposta às acusações feitas pelo empresário Paulo Marinho, a assessoria de Flávio Bolsonaro disse haver interesse político da parte do suplente.

“Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão”, diz a nota divulgada pelo gabinete do senador neste domingo (17).

Segundo a nota, Marinho tem interesse em prejudicar Flávio porque é seu sucessor no Senado, caso o senador seja afastado do cargo.

De acordo com Marinho, que é presidente do PSDB no Rio e pré-candidato a prefeito, o filho do presidente Bolsonaro foi avisado pela Polícia Federal de que o assessor Fabrício Queiroz seria alvo de investigação na Operação Furna da Onça.

Próximo à família Bolsonaro, Queiroz era funcionário de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e é investigado por acusações de rachadinha e desvio de dinheiro público na Alerj.

Leia abaixo a íntegra da nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Dória e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição.

É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado.

Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás?

Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos.

Repercussão – Deputados federais e senadores de oposição e ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional reagiram às declarações do empresário Paulo Marinho em entrevista ao jornal Folha de São Paulo neste sábado com pedidos de investigação, impeachment e até cassação da chapa que elegeu o presidente e seu vice Mourão, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) caso as denúncias do empresário sejam comprovadas.

“Se comprovadas as denúncias, o TSE pode anular as eleições de 2018 ele pode cassar a chapa Jair Bolsonaro e Mourão para que tenha novas eleições ainda em 2020”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), do MBL (Movimento Brasil Livre). “As denúncias são gravíssimas.”

O adversário de Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT-SP), afirma que houve fraude. “Conforme suspeita, suplente de Flavio Bolsonaro confirma que PF alertou-o, entre o 1° é o 2° turno, de que Queiroz seria alvo de operação, que foi postergada para evitar desgaste ao clã durante as eleições. Isso se chama FRAUDE!”, escreveu no Twitter.

*Com informações do UOL e Congresso em Foco.

Outras Notícias

Governo cumpre só 13,5% da meta do Minha Casa para os mais pobres

Do Estado de São Paulo O presidente Michel Temer descumpriu em 2017 a primeira meta do seu governo para o Minha Casa Minha Vida, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo se comprometeu a bancar a construção de apenas 23 mil moradias […]

Do Estado de São Paulo

O presidente Michel Temer descumpriu em 2017 a primeira meta do seu governo para o Minha Casa Minha Vida, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo se comprometeu a bancar a construção de apenas 23 mil moradias destinadas a famílias que ganham até R$ 1,8 mil. Isso representa apenas 13,5% da meta de 170 mil, segundo dados obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

O governo também descumpriu a meta geral do Minha Casa para todas as faixas de renda. Somando as quatro faixas do programa, a gestão Temer firmou contratos para financiar com juros mais baixos – e subsidiar, no caso, dos mais pobres – 442,2 mil unidades habitacionais no ano passado: 72,5% da meta de 610 mil.

Em 2013, auge do programa, criado em 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo se comprometeu em financiar 913 mil unidades. Nessa primeira fase, a União assina o contrato com a construtora responsável pela obra. Mas até as casas ficarem prontas e serem entregues aos beneficiados leva em torno de um ano e meio.

O Ministério das Cidades, responsável por gerir o programa, admite que não cumpriu a meta. No caso da faixa 1, voltada para os mais pobres, a pasta afirmou que “o baixo atendimento da meta” foi provocado por mudanças na forma como são selecionados os empreendimentos e pelos sucessivos contingenciamentos no Orçamento da União anunciados pelo governo no ano passado. Nessa faixa, é o Tesouro que banca os custos da construção e assume o risco de calote.

“O não cumprimento da meta é um fato. Mas pretendemos criar um modelo de seleção de projetos que vise deixar dinâmico e célere o processo de contratação do faixa 1”, diz o ministro das Cidades, o deputado licenciado Alexandre Baldy (GO), que está no cargo desde novembro do ano passado.

Portaria

No início do ano, o ministro revogou portaria de seu antecessor, Bruno Araújo (PSDB-PE), que autorizava o subsídio para mais 54 mil unidades da faixa 1 no ano passado. Com isso, ficaram apenas as 23 mil casas.

Guilherme Boulos, membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), classifica como um “descalabro” o desempenho do governo Temer no programa e prometeu “inúmeras mobilizações” neste ano para reverter a paralisia do programa. “Visivelmente houve uma decisão do governo de desvalorizar a faixa 1, o que significa liquidar o Minha Casa como programa social.”

Segundo ele, as moradias destinadas às famílias das chamadas faixas 2 e 3 (que ganham até R$ 9 mil) não podem ser classificadas como programa social, mas como financiamento imobiliário. “A faixa 1 – liquidada pelo presidente Temer – atende a famílias que ganham menos que três salários mínimos, correspondente a quase 80% do déficit habitacional brasileiro.”

Para o vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, a saída para o programa é investir mais na faixa batizada de 1,5 (destinada a famílias que ganham até R$ 2,6 mil). Nessa modalidade, as famílias têm um desconto de até R$ 45 mil na aquisição de um imóvel, de acordo com a localidade e a renda. Os juros do financiamento também são subsidiados, mas 90% do subsídio é dado pelo FGTS; só 10% são da União.

“O dinheiro público para a construção de uma casa da faixa 1 constrói até quatro casas na faixa 1,5”, diz. No ano passado, o governo contratou 33.888 moradias da faixa 1,5, menos do que as 40 mil prometidas. Na faixa 1, o governo arca com 90% do valor da casa em subsídios.

“Se o Minha Casa dependesse só de dinheiro do Orçamento, o programa estava morto”, sentencia José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Construção (Cbic). Ele afirma que as despesas de custeio, como o pagamento de salários e da aposentadoria, consomem cada vez mais o Orçamento, o que prejudica a destinação de recursos para investimentos, rubrica onde está o Minha Casa Minha Vida.

Plano Safra será lançado no Congresso Pernambucano de Municípios

Será lançado em Pernambuco o Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020, conjunto de ações e políticas públicas da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. O lançamento acontecerá no próximo dia 27, das 9h às 12h30, no Teatro Tabocas, Centro de Convenções, dentro da programação do 4º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação […]

Será lançado em Pernambuco o Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020, conjunto de ações e políticas públicas da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. O lançamento acontecerá no próximo dia 27, das 9h às 12h30, no Teatro Tabocas, Centro de Convenções, dentro da programação do 4º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

Na apresentação, o titular da Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário em Pernambuco, Rodrigo Almeida, falará sobre as diretrizes das políticas públicas que integram o programa.  “Somente para linhas de crédito do Pronaf, a Sead (Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário) disponibilizou recursos da ordem de R$ 30 bilhões”, diz o delegado.

No dia anterior, 26 de julho, Rodrigo Almeida discorrerá sobre o tema: A agricultura familiar para o desenvolvimento das cidades, também no Centro de Convenções. O delegado estará no painel Os municípios e o desenvolvimento rural, dividindo mesa com o secretário de Agricultura do Estado, Nilton Mota, e a economista Tânia Bacelar. E no dia 27 a apresentação será em  Petrolina, no prédio do Banco do Brasil, a partir das 9h.

A grande novidade do programa, que passa a ser plurianual, é a diminuição de juros do crédito rural. Os juros para a safra 2017/2020 variam de 0,5%, 2,5% e 5,5% ao ano.  “Taxas reduzidas também favorecem sistemas de produção de base agroecológica e orgânica, assim como investimentos em produção de energia renovável, irrigação, armazenagem e práticas sustentáveis de manejo do solo e da água”, ressalta Rodrigo Almeida.

O Plano Safra é um conjunto de ações para o fortalecimento da agricultura familiar e possui dez eixos de atuação voltados para a segurança jurídica da terra, titulação e regularização fundiária, seguro da produção, ações para o Semiárido, assistência técnica e extensão rural, entre outras políticas.

MDR promete entrega do Ramal do Agreste para outubro

Foto: Alan Santos/PR Em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta quarta-feira (11), o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, prometeu que o Ramal do Agreste será inaugurado em outubro. Na prática, trata-se de um sistema adutor que vai se ligar ao Rio São Francisco e pretende levar água tratada para […]

Foto: Alan Santos/PR

Em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta quarta-feira (11), o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, prometeu que o Ramal do Agreste será inaugurado em outubro. Na prática, trata-se de um sistema adutor que vai se ligar ao Rio São Francisco e pretende levar água tratada para 70 cidades pernambucanas.

“Vamos inauguras o Ramal do Agreste em outubro. É a maior obra hídrica do Brasil, hoje, e vai beneficiar quase 2 milhões de pernambucanos, que terão acesso à água tratada”, disse o ministro Rogério Marinho. O projeto do ramal começou ainda em 2014, no governo de Dilma Rousseff. A obra traz grandes expectativas para os moradores da região, que sofrem com a escassez de água. 

O ministro Rogério Marinho falou sobre o assunto ao ser questionado sobre a lentidão em obras de dessalinização em Pernambuco. O ministro explicou na entrevista que há projetos também neste segmento, mas que, segundo ele, não há recursos financeiros suficientes para tocar todos os projetos com a mesma velocidade. “Ou paralisamos obras ou  damos prioridade a uma ou outra ação”, contou.

Na entrevista, Marinho também falou sobre programas de habitação, estradas e tratamento de esgoto. Clique aqui e ouça a íntegra.

Presidente da Câmara de Ouro Velho-PB devolve mais de R$ 41 mil aos cofres da Prefeitura

A presidente da Câmara de Ouro Velho, Martevânia, mais conhecida como Marta Bernardo (DEM), devolveu o valor de R$ 41.066,45 aos cofres da Prefeitura Municipal. Em comum acordo com o prefeito eleito Dr. Augusto Valadares, o valor devolvido servirá para a construção de uma nova sede para a Casa Sebastião Gomes de Queiroz, em um […]

A presidente da Câmara de Ouro Velho, Martevânia, mais conhecida como Marta Bernardo (DEM), devolveu o valor de R$ 41.066,45 aos cofres da Prefeitura Municipal.

Em comum acordo com o prefeito eleito Dr. Augusto Valadares, o valor devolvido servirá para a construção de uma nova sede para a Casa Sebastião Gomes de Queiroz, em um novo espaço público que será cedido pela Prefeitura.

Em entrevista ao Cariri Ligado, Martevânia destacou que esta economia é fruto da transparência e o zelo com os gastos da Câmara ao longo dos últimos 2 anos, sempre em parceria com a gestão da prefeita Natália de Dr. Júnior.

“Quero aqui agradecer a parceria que sempre tivemos com a gestão da prefeita Natália Lira, com o médico Dr. Júnior e com todos os vereadores que compõem a Câmara, na certeza de que o trabalho irá continuar com o prefeito Dr. Augusto Valadares. Desejo a todos um Feliz 2021”, disse Marta.

Secretária de Administração e pré-candidato rotulam de “irresponsáveis” quem apontou irregularidades no Bolsa Família

Por Anchieta Santos Fazendo uso da Tribuna Popular da Câmara de vereadores de Solidão na Sessão de ontem, a Secretária de Administração Cícera Celma (irmã da Prefeita Cida Oliveira) soltou o verbo contra a pessoa ou pessoas que denunciaram os beneficiários irregulares do Bolsa Família na cidade. “Irresponsáveis”. Foi assim que Celma definiu os denunciantes. […]

A Secretária de Administração Cícera Celma
A Secretária de Administração Cícera Celma

Por Anchieta Santos

Fazendo uso da Tribuna Popular da Câmara de vereadores de Solidão na Sessão de ontem, a Secretária de Administração Cícera Celma (irmã da Prefeita Cida Oliveira) soltou o verbo contra a pessoa ou pessoas que denunciaram os beneficiários irregulares do Bolsa Família na cidade.

“Irresponsáveis”. Foi assim que Celma definiu os denunciantes. E disse mais: “A Prefeita (Cida Oliveira), não tem culpa sobre as irregularidades. Pessoas irresponsáveis fizeram as denúncias, ao invés de estarem falando das coisas boas de Solidão. Repudio quem denunciou. Se tinha cinco irregulares, eles prejudicaram todo município”. Ouça abaixo:

Ainda em seu discurso para os vereadores, a Secretária de Administração admitiu que não é só Solidão que tem problemas com o Bolsa.

O Presidente da Câmara Antônio Bujão ao usar palavra disse que quem denunciou as irregularidades deve estar “com a consciência doendo”.

Djalma Alves
Djalma Alves

Já o vereador e pré-candidato a Prefeito pela ala governista Djalma Alves fez uso da palavra dizendo que agora com o Ministério Público entrando no caso vão sair metade dos atendidos do Bolsa Família e “só vão receber quem for miserável”.

Ele completou dizendo: “Se tinha cinco ou sei lá quantos irregulares, não precisava denunciar e sim resolver aqui mesmo conversando com a Assistência Social e a Coordenação, que resolvia. Alguém denunciou e é irresponsável”, completou.

Ouça Djalma em seu discurso na Câmara :

Detalhe: o vereador Djalma esqueceu que tanto a Coordenadora do Bolsa Família Cida Genú, como a Secretária de Assistência Social Maria de Lurdes, constam na relação irregular. Então denunciar a quem? Perguntar na ofende.