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Eleições 2020: Zé Negão, Raimundo Lima e Rivelton Santos, já tem lado; JK espera definições

Por André Luis

Zé, o opositor, Raimundo e Rivelton, os governistas e JK o independente.

Por André Luis

Os vereadores, Raimundo Lima, Rivelton Santos, Zé Negão e Wellington JK, participaram do Debate das Dez da Rádio Pajeú FM, desta terça-feira (9). Na pauta os trabalhos da casa e claro as perspectivas com relação as eleições municipais deste ano.

Zé Negão voltou a afirmar ser o único pré-candidato da oposição. Ele explica que isto se deve a sua atuação dentro da política municipal. “Eu sou quem vive há sete anos na oposição aqui. Sempre levantei a bandeira da oposição”, explicou Zé.

Sobre o impasse dentro da Frente Popular, Zé disse que para ele “já está rachado. Agora só esperar eles anunciarem o rompimento”.

Raimundo, que nos bastidores é um dos que trabalham para manter a unidade do grupo. Questionou a fala de Zé Negão. Quando ele diz ser o único pré-candidato da oposição e ao mesmo tempo, que a Frente já rachou.

“Eu não consigo identificar essa posição. Dentro da Frente eu só consigo entender um candidato. Se o rompimento acontecer mesmo, acho que não tem condições de serem dois candidatos dentro do mesmo grupo. A Frente Popular de Afogados da Ingazeira, toda eleição apresentou o seu candidato e sempre foi só um”, ressaltou Raimundo.

Raimundo ainda acredita na unidade do grupo, mas destaca que tudo sem limite. “Quem tem tempo não tem pressa e nesse tempo ainda é capaz de haver um entendimento pela unidade, mas também, até onde dá, chega uma hora que se não deu, cada um tem que procurar o seu caminho”, Afirmou.

Lima voltou a afirmar que estará do lado do prefeito José Patriota durante o processo. “A minha posição é ao lado do candidato do prefeito Patriota”, destacou.

Sobre reeleição e possível nome pra vice, Raimundo disse que seu nome está à disposição do grupo e garantiu que não há por dele nenhuma especulação com relação a uma vice.

O vereador Wellington JK, voltou a se colocar como independente. Não negou ter sido eleito na base do governo Patriota, mas destacou que cumpre com o seu papel de vereador. Com relação as eleições, disse que quando chegar a hora vai declarar o seu apoio.

Eu preferi tomar a posição de um vereador independente e cobrar quem tem que fazer, que é o executivo. Agora quando chegar o momento de começar a campanha e de registrar candidaturas eu vou tomar a minha posição e digo quem eu vou apoiar. Eu sempre vou me declarar um vereador independente em qualquer palanque que eu estiver. O prefeito tem que ter a dignidade de me escutar porque o oque estou passando pra ele é o que a população está me passando ele tem que ter a dignidade e a humildade de aceitar as minhas críticas, porque elas são construtivas para melhorar a vida da população”, ressaltou JK.

Rivelton, o vereador mais novo da casa, herdou o mandato do ex-vereador Franklin Nazário, que teve que renunciar por conta de incompatibilidade com a profissão de policial, lembrou que está apenas há sete meses na Câmara e que por enquanto tem buscado observar e entender o funcionamento da Casa.

Ele disse que vai tentar a reeleição e quando questionado sobre em qual lado palanque estará, afirmou: “vamos continuar junto com o prefeito José Patriota”.

Os vereadores ainda responderam a muitas perguntas dos ouvintes e internautas da Pajeú.

Outras Notícias

Acessibilidade: tema ganha cada vez mais espaço em debates. Falta crescer nas cidades

As cidades sertanejas, assim como os grandes centos, não podem fugir do tema Acessibilidade. O debate no sentido de fazer que se cumpra a legislação fazendo com que os municípios se adequem à realidade dos portadores de necessidades especiais é urgente. Prova disso foi a participação do Major Marcelino, da PMPE, que proferiu palestra no […]

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As cidades sertanejas, assim como os grandes centos, não podem fugir do tema Acessibilidade. O debate no sentido de fazer que se cumpra a legislação fazendo com que os municípios se adequem à realidade dos portadores de necessidades especiais é urgente.

Prova disso foi a participação do Major Marcelino, da PMPE, que proferiu palestra no 2º Congresso da AMUPE, com o tema: “Cidades para as pessoas”. Ele esteve  representando o Lions Clube Arcoverde.

A temática da acessibilidade foi abordada através de imagens que mostram como estão e como devem ser as nossas cidades e a legislação, mostrando as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

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Romério Guimarães (São José do Egito), Marcelino Carvalho e Geraldo Júlio (Recife) : voz em defesa da acessibilidade nas cidades pernambucanas

Também foi apresentada a campanha de acessibilidade do Lions Clube coordenada pelo Major em parceria com a prefeitura de Arcoverde que vem transformando a cidade exemplo em acessibilidade.

Marcelino Carvalho encontra-se paraplégico em virtude de um acidente automobilístico em serviço ocorrido em 2007. Não se intimidou e transformou seu drama em uma bandeira na defesa dos portadores de necessidades especiais.

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Joana Darck (Secretária de Assistência Social), Lobsan Góis, Lindomarques Silva e Ailton: luta por melhores condições, contra o desordenamento urbano e preconceito

O movimento pela acessibilidade só vem crescendo. Afogados da Ingazeira, por exemplo, já conta com uma Associação de Deficientes que promete pressionar as autoridades e opinião pública para cumprimento à legislação e mais tolerância.

“Vi um carro na vaga de deficiente e não consegui estacionar. Fui reclamar e ainda ouvi desaforo e preconceito do motorista. Há muito preconceito e desrespeito”, admite Josimarques Silva, integrante da Associação.

Falta de coordenação nacional dificulta combate a pandemia no Brasil, diz Mariana Varella

Editora-chefe do Portal Drauzio Varella, a jornalista de saúde e cientista social falou ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú. Por André Luis Nesta quarta-feira (10), o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, conversou Mariana Varella, editora-chefe do Portal Drauzio Varella. Jornalista de saúde, cientista social e aluna de pós-graduação da Faculdade de Saúde […]

Editora-chefe do Portal Drauzio Varella, a jornalista de saúde e cientista social falou ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú.

Por André Luis

Nesta quarta-feira (10), o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, conversou Mariana Varella, editora-chefe do Portal Drauzio Varella. Jornalista de saúde, cientista social e aluna de pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Ela falou sobre as dificuldades de se implementar um lockdown no Brasil – ao contrário do que muitos pensam, o país nunca conseguiu implantar essa ação de forma verdadeira -, sobre a corrida para tentar tirar o atraso na aquisição de vacinas, os prejuízos causados pela onda de desinformação, pela politização da pandemia e das vacinas.

Também falou sobre as expectativas para os próximos dias diante do cenário pandêmico que o país se encontra e sobre a apatia tanto da população, como das autoridades frente a falta de ações coordenadas do Governo Federal.

O tuíte

“Relutei muito em fazer este alerta, porque não quero soar leviana e nem sei se avisar adianta. Mas dada a situação atual, estou disposta a correr o risco. Então aviso: A situação do país é extremamente grave. Evitem, se possível, aglomerações. Usem máscara sempre. Teremos semanas terríveis”. O alerta foi feito no Twitter de Mariana na tarde do dia 26 de fevereiro, chamando a atenção da produção do programa A Tarde é Sua.

Fiz esse tuíte num momento de desespero mesmo. Porque agente aqui trabalhando observando os dados, temos visto que a situação no país todo tem se agravado muito rapidamente nos últimos dias e que teremos dias muito difíceis mesmo. Acredito que a gente vive o pior momento da pandemia desde o seu início”, explicou Mariana.

Dificuldades na implantação de um lockdown no país

“São vários os motivos. Primeiro, essas medidas de lockdown são difíceis de serem executadas. Elas implicam perdas financeiras e econômicas, então fazer isso sem o apoio de autoridades do governo é muito difícil para a população. As pessoas precisam ganhar dinheiro, precisam sobreviver e sem o apoio do governo é muito difícil conseguir fazer isso. As medidas de lockdown nos países onde foram implementadas, foram seguidas de outras medidas, não isoladamente, como, por exemplo: auxílios financeiros, isenção de impostos para setores econômicos, para diversos setores para estimular as pessoas a ficarem em casa. Não dá pra dizer só fica em casa, sem fornecer condições para que as pessoas possam ficar, sem fornecer condições pra que, por exemplo, as crianças tenham aula online, sem fornecer condições pro setor do comércio, para eles poderem fechar, além disso, o Governo Federal nunca apoiou essa ideia do isolamento, isso ficou a cargo dos prefeitos e governadores. Então cada estado, cada município, agiu conforme conseguiu, de acordo com as suas condições. Obviamente, os estados com mais dinheiro conseguiram adotar algumas medidas restritivas mais eficazes, mas não houve um projeto, uma coordenação nacional para facilitar isso”.

“A gente sabe que em momentos em que o vírus está circulando muito, o isolamento social é a única medida. Temos o exemplo aqui em São Paulo, em Araraquara, que decretou lockdown e conseguiu em 15 dias diminuir bastante o número de casos, mas foi um lockdown pesado mesmo, porque eles tiveram um aumento de casos muito grande e muito rapidamente e agora estão colhendo os frutos disso. Então sabemos que nesse momento a gente não tem outra saída a não ser investir agora em medidas de distanciamento e vacinar. Vacinar o máximo possível de pessoas com maior rapidez possível também”.

Falta vontade política, colaboração da população, ou os dois?

“A gente sabe que medidas de restrição de circulação tem impacto em outras áreas na educação, na economia… então precisamos pensar, por isso que insistimos muito na necessidade de medidas coordenadas, se tivesse o Ministério da Saúde e o Governo Federal, juntos organizando com governadores e prefeitos, medidas pra facilitar o acesso para que a população pudesse aderir…, mas tem também obviamente o fator da população, que precisa colaborar e não sei se as pessoas entendem a gravidade ou pelo menos todas as pessoas entendem a gravidade dessa doença que a gente está vivendo. Essa doença causa quadros muito graves em algumas pessoas que requerem internações hospitalares muito longas, com pessoas que vão para a UTI e tem um risco de morte muito alto, principalmente por sistemas colapsados. Então realmente é muito grave o que a gente está vivendo e precisamos que a população coopere no que for preciso. Evitando aglomerações, usando máscara sempre, dando preferência para atividades ao livre…”

Modelo de lockdown

“O Brasil tem várias características muito pessoais. É um país muito grande, com muita desigualdade, com diferenças regionais imensas, então é difícil citarmos exemplos de países… europeus, por exemplo, que são muito menores que a gente, com menos desigualdades, com mais recursos  e com autoridades mais implicadas em se basear pela ciência e pelo que funciona de fato. O que a gente viu é que alguns países adotaram essas medidas de restrição muito pontualmente, quer dizer, quando a coisa aperta, quando a situação sai de controle ou um pouco antes disso acontecer. Adotam-se estas restrições para tentar evitar mesmo. Ninguém gosta de lockdown, ninguém acredita que temos que passar a vida agora dentro de casa, não é isso, mas é que em momento, sem vacina, em que a situação está como está, com os hospitais todos colapsados, não temos outra alternativa.”

“Na Europa muitos países adotaram lockdown’s com sucesso, Reino Unido foi um, Israel também é um exemplo muito bem-sucedido de lockdown com vacinação, eles adotaram lockdown’s muito rígidos e também estão se emprenhando em vacinar a população com muita rapidez. Outros países também adotaram lockdown: França, Espanha, Italia… em momentos específicos, quando a pandemia começou a sair fora de controle, talvez isso a gente já sabia no início da pandemia, que um lockdown só, não daria certo porque a pandemia tem uma dinâmica também, ha momentos de piora,  de melhora, conforme as pessoas vão relaxando nos cuidados ela tende a piorar. Então é esperado que se adote alguns lockdow’s durante a pandemia, sempre que piorar, segurar um pouco para tentar aliviar o movimento nos hospitais e diminuir a circulação do vírus.”

Movimentação de prefeitos em busca de vacinas

“A gente sabe vacinar. O Brasil sempre vacinou muito bem. Nós temos um dos melhores planos de vacinação do mundo que é o Plano Nacional de Imunizações (PNI). Conseguimos vacinar de graça, um número enorme de pessoas todos os anos. Nenhum país do mundo vacina tanta gente como nós de graça e de maneira tão efetiva. Então assim, a gente sabe vacinar, teoricamente não precisaria inventar nada, diferentemente de outros países que não tem a experiência em vacinação que temos. Temos estrutura para isso, o que precisamos é de vacinas e realmente o Governo Federal deixou passar essa oportunidade de adquirir vacinas no ano passado, poderíamos ter mais vacinas agora, infelizmente não temos. Estamos correndo atrás do prejuízo agora, tentando firmar novos acordos que provavelmente se derem certo, essas vacinas só vão chegar provavelmente no segundo semestre. É uma pena ver o PNI desmantelado desse jeito. Queríamos ver o governo adquirindo as vacinas pra gente vacinar. Assim fica todo mundo tentando se virar, os prefeitos estão tentando adquirir as vacinas por causa disso, da ausência de vacinas vindo do Governo Federal, isso talvez gere uma pressão no Governo Federal para que adquira as vacinas, parece que isso está acontecendo. As negociações agora em andamento o governo finalmente resolveu adquirir vacinas da Pfizer e de outras farmacêuticas também, mas a gente torce para que isso aconteça rapidamente, porque uma vez que esses acordos estejam fechados, ainda vai demorar um bom tempo para as vacinas chegarem aqui e a não temos esse tempo sabe.”

Aquisição de vacinas por empresas

“No momento nenhuma farmacêutica esta fechando com setor privado em nenhum pais do mundo. Nem os Estados Unidos, que não tem o Sistema Único de Saúde. Todo mundo está vacinando através dos governos. As farmacêuticas estão fechando acordos apenas com os governos nesse momento, no mundo todo, então essa participação do setor privado, eu não vejo nem como ela poderia ser feita. Primeiro, porque muitas das vacinas não tem sequer autorização definitiva – a gente viu que a Pfizer conseguiu pela Anvisa agora no Brasil, mas as outras vacinas têm autorização apenas emergencial, tanto a da Aztrazeneca como a Coronavac do Butantan, então elas não podem ser comercializadas ainda.”

“O setor privado poderia, talvez, conseguir da Pfizer, só que a Pfizer não está negociando com o setor privado ainda. Eu acho ótimo que o setor privado se interesse por essa questão e pressione o Governo Federal para adquirir vacina, penso que esse é o principal papel que o setor privado tem agora, mas adquirir vacinas… primeiro que não é possível neste momento e segundo que as vacinas são produtos em escassez. Não seria nem justo que quem tivesse mais dinheiro adquirisse ou como se pensou em fazer, empresas pegarem uma parte dessa vacina e doarem o resto pro SUS. A gente tem que insistir na vacinação gratuita coordenada nacionalmente que é o que a gente sabe fazer no Brasil.”

Desinformação 

“Acredito que temos vivido períodos aí de muito desinformação, as redes sociais têm dois lados. Elas facilitam a circulação de informação correta, mas também facilitam a circulação de informação errada, que nem é informação é desinformação mesmo e agora com a pandemia foi terreno fértil para isso. Temos um vírus novo, que surgiu no ano passado, do qual a ciência não conhecia, não sabíamos nada desse vírus, então havia muitas dúvidas ainda. A ciência apesar de estar indo muito rápido, leva um tempo pra juntar informações fazer análises, pra juntar evidência com estudos, então ela é um terreno fértil.”

“Um vírus novo com potencial devastador atingindo países na Ásia, que a gente nem sabia direito, não tinha acesso também das informações de lá, e isso gerou uma quantidade de desinformação absurda e temos que combater. A minha preocupação acontece quando autoridades e pessoas que teoricamente deveriam se preocupar com veiculação de informações corretas passam a disseminar estas desinformações, isso gera mais confusão, deixa as pessoas perdidas sem saber em quem acreditar, gera um clima de desconfiança na ciência que é a única que pode dar as respostas pra gente neste momento. Então é péssimo o cenário que estamos vivendo e vimos agora na pandemia uma enorme quantidade de desinformação.”

Politização da pandemia e das vacinas

“Estamos tendo uma ideia do que está acontecendo agora. Estamos com mais de 1,5 mil mortes diárias, hoje provavelmente vamos bater 2 mil mortes. Então eu penso que o resultado está aí. Esse descontrole tão prolongado da pandemia. Está todo mundo cansado, muita gente perdeu parentes, alguns mais de uma vez. Então eu acredito que esse esgotamento, essa crise econômica que está sendo consequência do descontrole da pandemia, porque a crise econômica não vem por conta do lockdown, mas sim, pelo descontrole da pandemia. Acho um equivoco quando eu vejo empresários… eu entendo que fechar traz um impacto econômico imediato, mas o descontrole da pandemia, por tanto tempo tem um impacto econômico muito maior, já existem estudos mostrando isso. Então eu acho que o resultado de tudo isso está aí, mortes, os hospitais lotados, todo mundo exausto, crise econômica, crise na educação, que nós provavelmente teremos anos aí de repercussão disso no Brasil. O resultado a gente já está vendo e vai piorar nos próximos dias eu não tenho menor dúvida.”

Expectativas para os próximos dias

“Eu nunca torci tanto para estar errada na vida. Mas por tudo que eu tenho acompanhado, analisado os dados, conversado com especialistas de diversas áreas, epidemiologistas, infectologistas… a gente deve ter dias muito difíceis. O vírus esta se disseminando com uma rapidez extraordinária. Estamos correndo contra o tempo, os hospitais tanto da rede pública como da privada, do país inteiro, estão lotados. Obviamente ha diferenças regionais, então alguns estados estão piores que outros, mas no país inteiro não tem nenhuma região hoje que podemos olhar com tranquilidade. Então eu espero dias muito, muito difíceis. Eu acho que março como já disseram vários especialistas vai ser o pior mês da história do Brasil, eu não tenho dúvida disso e torcemos para que isso não invada abril, que isso não continue por muito tempo, porque serão dias muito difíceis. Semanas muito difíceis e talvez até meses. Então pedimos pra população redobrar os cuidados individuais já que no nível federal essas recomendações não têm vindo e a gente nem espera que venha mais sabe.”

Passou da hora da gente se levantar da mesa?

“Eu acredito que já passou da hora. Temos que levantar da mesa. Eu não entendo muito essa apatia que temos vivido. Estamos nos acostumando com 1,5 mil mortes diárias, isso sem contar com a subnotificação, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave que não entram como Covid, quer dizer, a gente está vendo o Brasil enterrar mais de 250 mil pessoas em um ano e não faz nada! Estamos assistindo a isso. Eu acredito que já passou da hora das autoridades, dos deputados, quem pode realmente decidir, quem pode tomar decisões… eu não tenho a menor dúvida. É claro que para as pessoas é muito difícil. Muitas vezes eu vejo falando: ‘o que eu posso fazer?’ É realmente muito difícil pensarmos nisso individualmente. Mas temos que tomar ações coletivas, pressionar as autoridades para tomar ações coletivas e individualmente a gente se proteger porque estamos mais ou menos por contra própria agora.”

Mensagem final

“Não é hora de baixar a guarda! Eu peço que as pessoas se lembrem do começo da pandemia, todos os cuidados que nos tomávamos. Agora estamos numa situação muito pior do que aquela. Então precisamos redobrar os cuidados. Usar máscara, manter a higiene das mãos, evitar aglomerações, dá preferencia por atividades ao ar livre, não baixar a guarda de jeito nenhum.”

Presidente do Sindicato volta a defender servidores na Câmara de Salgueiro

Chama atenção que em meio a tema tão importante, maioria dos vereadores se deteve a votos de pesar e aplauso A queda de braço entre servidores municipais e o governo Clebel Cordeiro foi pauta de uma parte da sessão de hoje da Câmara de Vereadores do Salgueiro.  A Presidente do Sindicato dos Servidores Edivânia Texeira, […]

Chama atenção que em meio a tema tão importante, maioria dos vereadores se deteve a votos de pesar e aplauso

A queda de braço entre servidores municipais e o governo Clebel Cordeiro foi pauta de uma parte da sessão de hoje da Câmara de Vereadores do Salgueiro.  A Presidente do Sindicato dos Servidores Edivânia Texeira, falou sobre o motivo da greve da categoria, que é o reajuste salarial. A questão se arrasta sem uma solução ou meio termo entre executivo e servidores.

Curioso é que, a considerar a transcrição do resumo da sessão, apenas dois vereadores se manifestaram sobre tão importante tema. O vereador Ednaldo Barros, disse estar solidário aos servidores municipais e que a prefeitura tem que se adequar e promover o reajuste salarial.

Além dele, apenas os vereadores George Arraes e Pedro Pereira ocuparam à Tribuna sendo solidários aos servidores municipais e afirmando que a prefeitura deve ver o caso com atenção.

À exceção dos dois, os demais,   Bruno Marreca, Auremar Carvalho, Erivaldo Pereira, Veronaldo Gonçalves, André Cacau, Hercílio de Alencar, Paizinha Patriota, Eliane Alves , Flávio Barros, Augusto Matias, Antônio Pires e José Carlos Parente se detiveram a votos de aplauso, pesar, pedido de mudança de nomes de ruas e requerimentos, a maioria como folhas ao vento, pois historicamente não costumam ter atenção do executivo.

Planalto vê ‘marcha irresponsável’ de Janot e diz que nova denúncia está ‘recheada de absurdos’

Presidente foi denunciado desta vez pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. G1 e TV Globo apuraram que Temer avalia fazer um pronunciamento nesta sexta (15). Do G1 O Palácio do Planalto divulgou uma nota nesta quarta-feira (14) na qual afirmou que a nova denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente […]

Presidente foi denunciado desta vez pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. G1 e TV Globo apuraram que Temer avalia fazer um pronunciamento nesta sexta (15).

Do G1

O Palácio do Planalto divulgou uma nota nesta quarta-feira (14) na qual afirmou que a nova denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer está “recheada de absurdos”. Para o Planalto, o procurador-geral, Rodrigo Janot, “continua sua marcha irresponsável” (leia a íntegra mais abaixo).

Procurada, a PGR informou que Janot não vai comentar o assunto.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota da Presidência:

Nota à imprensa

O procurador-geral da República continua sua marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas. Ignora deliberadamente as graves suspeitas que fragilizam as delações sobre as quais se baseou para formular a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Finge não ver os problemas de falta de credibilidade de testemunhas, a ausência de nexo entre as narrativas e as incoerências produzidas pela própria investigação, apressada e açodada.

Ao fazer esse movimento, tenta criar fatos para encobrir a necessidade urgente de investigação sobre pessoas que integraram sua equipe e em relação às quais há indícios consistentes de terem direcionado delações e, portanto, as investigações. Ao não cumprir com obrigações mínimas de cuidado e zelo em seu trabalho, por incompetência ou incúria, coloca em risco o instituto da delação premiada. Ao aceitar depoimentos falsos e mentirosos, instituiu a delação fraudada. Nela, o crime compensa. Embustes, ardis e falcatruas passaram a ser a regra para que se roube a tranquilidade institucional do país.

A segunda denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro.

O presidente tem certeza de que, ao final de todo esse processo, prevalecerá a verdade e, não mais, versões, fantasias e ilações. O governo poderá então se dedicar ainda mais a enfrentar os problemas reais do Brasil.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Raquel Lyra comenta relação política com Márcia e Duque. “A gente precisa é de união”

A governadora Raquel Lyra falou com exclusividade à Rádio Cultura FM 92,9 nesta quinta-feira (14) sobre a relação política com a prefeita Márcia Conrado (PT) e o deputado estadual Luciano Duque (SD). Respondendo pergunta da jornalista Juliana Lima, para o Sertão Notícias, Raquel evitou polemizar a questão local entre Márcia e Duque, afirmando que não […]

A governadora Raquel Lyra falou com exclusividade à Rádio Cultura FM 92,9 nesta quinta-feira (14) sobre a relação política com a prefeita Márcia Conrado (PT) e o deputado estadual Luciano Duque (SD).

Respondendo pergunta da jornalista Juliana Lima, para o Sertão Notícias, Raquel evitou polemizar a questão local entre Márcia e Duque, afirmando que não enxerga cores partidárias, mas defende a união entre as lideranças pelo o bem da região do Pajeú.

“O que a gente precisa é de união. Quando eu estive aqui na campanha a gente dizia que precisava unir Pernambuco, não enxergar as cores partidárias e trabalhar por quem precisa. E aqui a gente tem gente de bom propósito, tem a seriedade de Márcia, a sua capacidade de trabalho e dos prefeitos que estão aqui, alguns com três ou quatro mandatos, mas que sempre se entregaram para o seu povo e hoje estão precisando que o governo possa dá as mãos em vez de apontar culpados”, disse Raquel.

Sobre o apoio de Luciano Duque ao seu governo, Raquel disse ser uma honra e destacou a ajuda que vem recebendo da bancada do Solidariedade na Assembleia Legislativa. “Com muita tranquilidade e com muita honra recebo o apoio de Luciano, que tem nos ajudado na Assembleia Legislativa. É indiscutível o que a bancada do Solidariedade tem sido parceira do nosso governo. Então, aquilo que estiver no nosso alcance vamos apoiar Serra Talhada e todas as cidades pernambucanas”, afirmou a governadora. Ouça: