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Ele viu a chegada da ferrovia, o início da PE 320, encontro de Dom Mota e Juscelino e o nascimento da Rádio Pajeú. Está vivo para contar a história

Por Nill Júnior
Seu João Gomes ao centro: ele também chegou a apresentar programa na Rádio. Foi compadre de Abílio Barbosa por ser padrinho de Júnior, irmão de Tito, o primeiro acima com este blogueiro e Michelli Martins. Conviveu com Dom Mota e Dom Francisco. Foi testemunha ocular da nossa história.
Seu João Gomes ao centro: ele também chegou a apresentar programa na Rádio. Foi compadre de Abílio Barbosa por ser padrinho de Júnior, irmão de Tito, o primeiro acima com este blogueiro e Michelli Martins. Conviveu com Dom Mota e Dom Francisco. Foi testemunha ocular da nossa história.

Com 87 anos e muita lucidez, o senhor João Gomes da Silva, paraibano de Água Branca e morando em João Pessoa tem muita história para contar sobre o desenvolvimento de nossa região. Ele esteve hoje na Rádio Pajeú nos ajudando a visitar o passado.

Seus olhos viram a história de nosso desenvolvimento. João Gomes exerceu várias funções, a mais importante delas, Diretor Comercial da Rádio Pajeú desde sua fundação. Antes disso, foi responsável pela compra dos equipamentos que construíram a emissora.

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Na foto com Dom Mota, João Gomes é o segundo em pé da esquerda pra direita. Diz que a foto foi registrada pouco antes de Dom Mota deixar a Diocese. Tem funcionários da Rádio e auxiliares do Cine São José além de normalistas.

Mas viu mais: no final da década de 50, em uma grande seca, acompanhou cerca de dez mil flagelados de todo o Sertão cercando o Palácio Diocesano em busca de comida. Dom Mota, primeiro Bispo da recém criada Diocese de Afogados já não sabia o que fazer: a ajuda dos poucos comerciantes da região não reuniu alimento suficiente para tanta fome.

Sabendo que o Presidente Juscelino Kubicheck estaria visitando um açude em Poço da Cruz, seguiu com uma comissão formada para discutir alternativas para aquela situação. Recebido por oficial que pensava tratar-se de um padre anuncio ser  Bispo de Afogados e que queria falar com o Presidente. Juscelino, que  seminarista,  o recebeu prontamente e ouviu seus relatos sobre o quadro.

A solução foi montar frentes de trabalho para abrir a estrada que hoje é a PE 320, entre Afogados e Serra Talhada. Tirando a burocracia devido ao quadro emergencial determinou ao Dr Godofredo, do DNOCs, que a equipe fosse fazendo um levantamento topográfico a frente com os trabalhadores abrindo a estrada atrás. A chegada de caminhões com o material para os trabalhos na Praça Arruda Câmara, em Afogados, rendeu euforia na cidade.

Acompanhou também a luta de Dom Mota para concluir outro sonho, a Rádio Pajeú, para evangelizar e educar a região. Relata que em determinado momento, não havia mais recursos para pagar as contas dos equipamentos, que alcançaram a cifra de um milhão de cruzeiros. “Dom Mota me ditou uma carta para o Ministro da Educação lembrando do seu encontro com Juscelino. Pouco tempo depois havia um depósito para ser sacado em agência do Banco do Brasil de Monteiro, não havia bancos na região”.

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Em um Jeep, percorreu várias cidades como representante comercial da emissora. Lembra que Arcoverde era a cidades mais desenvolvida e Serra Talhada ainda era muito pequena. “Serra foi o primeiro lugar que visitei em nome da Rádio Pajeú”. O primeiro cliente, João Duque, pai do hoje prefeito Luciano.

Ele lembra também as passagens com Dom Francisco, que enfrentou o regime militar de frente. “Na Rádio, tínhamos que gravar todos os depoimentos de Dom Francisco porque o exército poderia pedir. Vivíamos em ameaça constante de censura e até fechamento”, relata.

Segundo Gomes, quando os Bispos do Nordeste queriam discordar do regime, “escalavam” Dom Francisco. “Era destemido, falava onde estivesse. Uma vez um diretor da Sudene defendeu a importância da revolução e Dom Francisco, cearense como ele, puxou-lhe pela manga e disse umas verdades, que ao contrário, o povo pobre era sofrido e desassistido”.

Ainda assim, conseguiram acabar com o Movimento de Educação de Base, o MEB. “Mas não tiveram coragem de calar Dom Francisco e fechar a Rádio Pajeú”.

Outras Notícias

Coluna do Domingão: amanhã vai ser outro dia

O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos. Neste domingo,  escolheremos o modelo de governo,  de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade. Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. […]

O Brasil se reúne para decidir muito provavelmente o futuro dos seus próximos 20 anos.

Neste domingo,  escolheremos o modelo de governo,  de sociedade que vamos ter, em mundos propostos absurdamente diferentes. É sim uma encruzilhada do tempo. E o portal que vamos abrir é de nossa total responsabilidade.

Flávio Bolsonaro é favorito na disputa. E não há como dizer que representa a mudança em que parte da sociedade acredita estar apostando. Em parte por responsabilidade da direita mais moderada,  que se deixou envolver e engolir pelo bolsonarismo.

Não há nada que o senador tenha feito em sua trajetória que abone essa percepção. Numa democracia,  é legítimo pensar na mudança,  na necessidade de guinada de modelo político,  econômico. Mas nada disso deveria se aplicar a Flávio,  porque ele não tem uma história que justifique a representação do novo. Suas inúmeras acusações expostas na imprensa e blindadas por seu foro privilegiado provam isso.

Por Flávio,  além da ligação com as milícias,  pesam graves acusações. A cada dia a impressão que passa é de uma nova denúncia. Rachadinha, ocultação de patrimônio,  lavagem de dinheiro com compra de imóveis em espécie,  ligações íntimas com Daniel Vorcaro e o Banco Master,  super enriquecimento,  envolvimento com o advogado e sócio Willer Tomaz, do escândalo do INSS, de envolvimento com BETS e outros crimes, dentre outros ilícitos blindados também pela percepção coletiva de parte da sociedade. Flávio simplesmente não tem estatura moral e ética para ser o “presidente da mudança”. Num país minimamente sério,  nem seria candidato.

O problema não é a decisão de tirar o atual mandatário do poder. É dar aos sintomas identificados como sociedade um remédio que ao invés de curar, agravará muito o estado do paciente, o deixando em colapso político,  administrativo,  social e moral. E quando o profissional avisa dos efeitos colaterais,  ainda assim a maioria de nós está dizendo: “pode aplicar, doutor. Eu me responsabilizo”.

Além do currículo que denuncia sua trajetória e ligações com o submundo, seus propósitos são de desmonte das conquistas sociais e políticas que avançaram na nossa jovem democracia. São flagrantes as ameaças às política sociais,  de cotas, à universidade pública, ao meio ambiente,  de gênero, à ciência,  à nossa soberania.

Daniella Marques, guru econômica de Flávio,  já avisou que defende a criação de um “cardápio de cortes” de despesas públicas, mencionando possibilidades de PECs para redução de gastos e propondo uma “reforma administrativa digital” avaliando a substituição de cargos por inteligência artificial. Em um podcast, afirmou que “só vai ter eleição daqui a oito anos”, ao comentar a força política de extrema-direita e a composição do Senado para aprovar reformas e desmonte.

Tudo está documentado,  registrado,  taquigrafado. Ninguém terá o direito de dizer “eu não sabia”. Prova disso é que, das prisões domiciliares ou das cadeias,  nomes como Jair Bolsonaro,  Augusto Heleno, Silvinei Vasques,  Paulo Sérgio Nogueira, Braga Neto,  dentre outros,  começam a ressurgir no noticiário.

Se as pesquisas se confirmarem,  vamos ter que como sociedade antecipar o pedido de desculpas aos mais vulneráveis, que sofrerão mais: indígenas,  negros, pobres,  moradores das periferias,  jovens à porta do sonho da universidade,  trabalhadores. Ainda às florestas,  matas, animais, rios e nascentes. Como gostaríamos de estar errados. Mas o passado diz que não,  e até a ele parte de nós relutou em revisitar.

Uma nota de esperança é, primeiro,  a possibilidade de uma surpresa,  contrariando a tendência. Há quem diga ser muito possível. Depois, a certeza de que a sociedade permanecerá nas ruas lutando por democracia, defendendo a constituição, os direitos adquiridos, para dar voz a quem eles tentarão calar.

Uma das missões do jornalismo é documentar a história e vamos fazê-lo com o mesmo compromisso de sempre. Mas é importante posicionar o desenho do que, caso seja essa a realidade apresentada nesta noite, vai acontecer. Não precisa vir do futuro para saber disso. Se serve para acalentar alma e coração, como diz Chico, “amanhã vai ser outro dia”, aconteça o que acontecer.

Flávio favorito

Disse Adriano Oliveira, cientista político pernambucano: “considerando meu agregador e todas as pesquisas divulgadas neste sábado, meu prognóstico é que Flávio Bolsonaro será eleito amanhã presidente da República. Por quê? Flávio se manteve na casa dos 50% dos votos válidos, e Lula não conseguiu a virada. Mas destaco o que venho afirmando: esta é a eleição do medo. Flávio conseguiu manter elevada a rejeição a Lula, que permaneceu estável ou cresceu nas pesquisas”.

Três possibilidades 

Na análise para o comentário das rádios Itapuama FM, Pajeú, Cultura FM e Monteiro FM, falei das projeções para as eleições deste domingo por ordem: 1) vitória de Flávio com até 2% de frente; 2) vitória de Lula com vantagem mínima,  dificilmente chegando a 2% de frente; e 3) ou vitória de Flávio com mais de 2% de frente.

No que se agarram aliados de Lula

Com base na Quaest,  aliados de Lula destacam que Lula “está oscilando para cima”. Votos totais saíram de 44% para 45%; aprovação saiu de 46% para 48%; avaliação positiva do governo subiu de 34% para 36%. Consequentemente, desaprovação também está em queda: caiu de 47% para 45%. Rejeição, que já foi 53%, agora é 47%.

Likely

Outro ponto, é que a última Quaest, sem likely voter, já tinha dado 51% x 49% para Flávio. Expectativa era que, com o likely voter, vantagem bolsonarista aumentasse. Não aumentou. Como o eleitor de Lula é mais tendente à abstenção, infiro que, sem o likely voter, vantagem de Flávio, no mínimo, caiu. Nos votos totais, a vantagem de Flávio é de apenas 1 ponto (46% a 45%) e o medo da família Bolsonaro voltar ao poder (49%) é maior do que o medo da reeleição de Lula (46%).

São Pedro fazendo lulista sonhar

Oito estados do país têm risco de temporal neste domingo (25) de eleição, todos com predominância do voto em Flávio Bolsonaro segundo as pesquisas. O risco de temporal é alto na área que passa por Santa Catarina, Paraná, Sul do Mato Grosso do Sul e Centro-Sul de São Paulo. E é maior ainda na área que vai do litoral norte de Santa Catarina até o Espírito Santo, incluindo o litoral paulista, Rio de Janeiro, Centro-Sul de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Além das fortes chuvas, ventanias são esperadas na área que vai do litoral norte de São Paulo até o Distrito Federal. Norte e Nordeste terão tempo seco.

Super cobertura 

Neste domingo, uma super cobertura da Rádio Pajeú, desde o Rádio Vivo até a Central da Apuração. A coordenação da cobertura é de Alyson Nascimento . Promete ser uma apuração muito mais rápida que no primeiro turno.  A partir dos números do Sertão, já será possível projetar abstenção e a comparação com o primeiro turno, dando informações para o que pode acontecer no Nordeste, região essencial na apuração. Em paralelo a apuração nacional e o anúncio do presidente eleito, entre Flávio Bolsonaro e Lula. Segunda o primeiro programa Manhã Total avalia o resultado no Debate das Dez Especial.

Frases da semana:

“Dá com uma mão e tira com os nove dedos”.

De Flávio Bolsonaro a Lula no debate da Globo.

“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos.” De Lula, respondendo a Flávio.

Quaest: rejeição a Flávio cai de 52% para 49%, enquanto Lula permanece com 47% na véspera do segundo turno

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu três pontos percentuais na última pesquisa Quaest antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24). O índice passou de 52% para 49%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 47% registrados no levantamento anterior. A diferença entre os candidatos caiu de cinco […]

A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) caiu três pontos percentuais na última pesquisa Quaest antes do segundo turno presidencial, divulgada neste sábado (24). O índice passou de 52% para 49%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 47% registrados no levantamento anterior. A diferença entre os candidatos caiu de cinco para dois pontos percentuais, dentro da margem de erro da pesquisa.

O indicador considera os entrevistados que afirmam não votar de jeito nenhum em determinado candidato. Na rodada anterior, divulgada na quarta-feira (21), a rejeição a Flávio era de 52%, enquanto Lula registrava 47%.

A nova pesquisa mostra que a resistência ao nome do senador apresentou uma oscilação de três pontos percentuais para baixo. Já a rejeição ao presidente permaneceu numericamente estável, depois de ter registrado uma queda de seis pontos na pesquisa anterior.

A comparação com o levantamento de 14 de outubro mostra mudanças nos dois indicadores. Naquela ocasião, Flávio tinha 54% de rejeição e Lula, 53%. Em dez dias, os índices passaram para 49% e 47%, respectivamente, representando reduções numéricas de cinco e seis pontos percentuais.

As variações precisam ser interpretadas considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os dados mostram aproximação entre os índices de rejeição, mas não permitem concluir, apenas pela diferença apresentada, que um dos candidatos tenha rejeição estatisticamente superior à do adversário.

O levantamento também mediu as intenções de voto para o segundo turno. No cenário de votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 46%, contra 45% de Lula. Outros 8% declararam voto branco, nulo ou que não pretendem votar, enquanto 1% não soube responder.

Considerando os votos válidos, Flávio registra 51% e Lula, 49%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico na véspera da votação deste domingo (25).

A pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 23 e 24 de outubro, com 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entrevistados presencialmente em diferentes regiões do país.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Quaest: Flávio tem 46% e Lula 45% dos votos totais na última pesquisa antes do segundo turno; empate técnico

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro […]

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto totais, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual mantém os candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento também mostra que 8% dos entrevistados pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Outros 1% disseram não saber em quem votar ou não responderam à pesquisa.

Na comparação com a rodada anterior, divulgada na quarta-feira (21), os dois candidatos oscilaram um ponto percentual para cima. Naquele levantamento, Flávio aparecia com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 44%.

A diferença numérica entre os candidatos permaneceu em um ponto percentual. As variações estão dentro da margem de erro e não indicam mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

Entre os eleitores que declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não comparecer, o percentual caiu de 9% para 8%. Já os indecisos passaram de 2% para 1%.

Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e respostas sem preferência por um dos candidatos, Flávio Bolsonaro aparece com 51%, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais também configura empate técnico.

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, Flávio registra 44% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 42%. Nesse cenário, 7% declararam voto branco ou nulo e outros 7% permanecem indecisos.

A última rodada foi realizada após o debate presidencial promovido pela TV Globo nessa sexta-feira (23). A votação do segundo turno acontece neste domingo (25).

A Quaest entrevistou presencialmente 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro, em todas as regiões do país.

O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Quaest: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula 49% dos votos válidos na última pesquisa antes do segundo turno; empate técnico

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em situação de empate técnico na véspera da votação deste […]

A última pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial, divulgada neste sábado (24), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de dois pontos percentuais mantém os candidatos em situação de empate técnico na véspera da votação deste domingo (25).

O resultado indica um cenário numericamente próximo ao registrado na pesquisa anterior, divulgada na quarta-feira (21). Naquela rodada, Flávio aparecia com aproximadamente 50,6% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 49,4%. Arredondados para números inteiros, os percentuais também correspondiam a 51% e 49%.

A diferença entre os candidatos permanece dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os resultados não permitem afirmar que exista uma vantagem estatisticamente consolidada para qualquer uma das candidaturas.

Na pesquisa anterior, considerando os votos totais, Flávio tinha 45% das intenções de voto e Lula, 44%. Outros 9% declaravam voto branco, nulo ou que não compareceriam à votação, enquanto 2% permaneciam indecisos.

A rejeição aos candidatos também havia sido medida naquela rodada. Flávio registrava 52%, contra 47% de Lula. Os percentuais representavam uma redução em relação ao levantamento de 14 de outubro, quando a rejeição era de 54% ao senador e 53% ao presidente.

A nova pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e ouviu 3.702 eleitores, com entrevistas previstas para os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09158/2026.

Os percentuais da última pesquisa representam as intenções de voto dos entrevistados e não constituem uma previsão do resultado da votação.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Gerp: Flávio tem 52% e Lula 48% dos votos válidos; diferença cai e candidatos voltam ao empate técnico

Pesquisa Gerp divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno presidencial, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de quatro pontos percentuais é classificada pelo instituto como empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou […]

Pesquisa Gerp divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno presidencial, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de quatro pontos percentuais é classificada pelo instituto como empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O resultado representa uma redução da diferença numérica entre os candidatos em relação à pesquisa anterior, divulgada na quarta-feira (21). Naquela rodada, Flávio registrava 53% dos votos válidos, enquanto Lula aparecia com 47%.

Na comparação, o senador oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o presidente oscilou um ponto para cima. A distância entre os dois passou de seis para quatro pontos percentuais. As variações estão dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

Nos votos totais, que incluem os entrevistados que não escolheram nenhum candidato ou não souberam responder, Flávio Bolsonaro aparece com 49%, contra 46% de Lula. Outros 3% não souberam ou não responderam, enquanto 1% declarou que não votaria em nenhum dos candidatos.

Na pesquisa anterior, Flávio tinha 50% dos votos totais e Lula, 45%. Assim, o candidato do PL oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto o presidente apresentou oscilação positiva de um ponto.

No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 47% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Outros 8% não souberam responder e 1% mencionou outros nomes.

O levantamento também apresenta diferenças regionais no comportamento do eleitorado. No Nordeste, Lula aparece com 60% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro. Segundo o instituto, a diferença é estatisticamente significativa.

O cenário se inverte no Centro-Oeste, onde Flávio registra 71% e Lula, 29%, e no Sul, com 65% para o senador e 35% para o presidente. Nessas duas regiões, as diferenças também são consideradas estatisticamente significativas pela Gerp.

No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Flávio tem 51% e Lula, 49%. No Norte, os percentuais são de 56% para o candidato do PL e 44% para o petista. O instituto aponta empate técnico nas duas regiões, consideradas as respectivas margens de erro.

Entre os homens, Flávio registra 56% dos votos totais, contra 40% de Lula. Já entre as mulheres, o presidente aparece com 50%, enquanto o senador tem 43%.

No recorte por renda familiar, Lula registra 61% das intenções de voto entre os entrevistados que recebem até um salário mínimo, contra 32% de Flávio. Entre aqueles com renda de dois a cinco salários mínimos, Flávio aparece com 53% e Lula, com 44%.

A pesquisa também investigou a rejeição aos candidatos. Lula é rejeitado por 48% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro registra 45%. A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico nesse indicador.

Outros 2% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos, enquanto 2% disseram que poderiam votar em qualquer um deles. Os que não souberam responder representam 3%.

O Instituto Gerp Mercadologia entrevistou 2.400 eleitores por telefone, entre os dias 22 e 24 de outubro, em todas as unidades da Federação. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09327/2026.

A rodada anterior, divulgada em 21 de outubro, também ouviu 2.400 eleitores, entre os dias 19 e 21, e foi registrada sob o número BR-03835/2026.

Foto: Reprodução

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