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Duque expõe divergência com Márcia sobre 2022: quando Danilo vai dizer “eu sou Paulo?”

Por Nill Júnior

O pré-candidato a Deputado Estadual Luciano Duque (SD) mostrou hoje participando do Sertão Notícias, da Cultura FM, com Tony Alencar e Karen Diniz, que não será fácil administrar o pacto de boa relação com a prefeita Márcia Conrado quando o assunto for sucessão estadual.

Enquanto Márcia adotará uma postura de valorizar o governo Paulo Câmara e o apoio ao Deputado Danilo Cabral (PSB), Duque disparou críticas à gestão estadual, alinhada com a gestora, que também o apoia. Luciano disse que é hora da mudança, encorpando o discurso de  questionamentos à máquina estadual.

“Pernambuco é governado há 16 anos pelo PSB e os indicadores nos preocupam muito como na geração de empregos. Perdemos protagonismo para Ceará, Alagoas, Piauí, Maranhão. Há uma tentativa de colar a todo momento Danilo com Lula. Danilo na hora dom golpe esteve como? Contra o PT. Na reeleição de Dilma, com Aécio Neves”. Quando Danilo vai dizer eu sou Paulo?”

Detalhe é que Paulinho da Força e o Solidariedade também votaram pelo impeachment de Dilma Rousseff,  a ponto de o líder do partido ter sido vaiado em recente evento com Lula. “Houve alguns problemas no passado mas isso já foi superado”, minimizou Duque.

Na saúde, criticou o governo Paulo Câmara dizendo que o setor vive um momento de muita dificuldade.  “O governador se comprometeu em entregar o Hospital Eduardo Campos em 2018. Já estamos em 2022”.  Cobrou um fortalecimento das macrorregiões.

Apesar dos que acham haver um ponto de fissura nas posições de Duque e Márcia,  ele ponderou não existir rivalidade entre o grupo formado por ele nas últimas eleições municipais de Serra Talhada em 2020 alegando que “quem quer votar em Marília, vota em Marília; quem quer votar em Cabral, vota em Cabral”.

A prefeita Márcia Conrado ainda não usou os microfones das emissoras locais para defesa do nome de Danilo Cabral. A sua declaração de apoio veio através de uma postagem na rede social, no mesmo dia em que esteve com o governador Paulo Câmara anunciando investimentos para Serra Talhada.

Outras Notícias

Governista que foi à casa de Zé Marcos culpa fotógrafo por repercussão

A foto dos vereadores governistas na Fazenda Melancias, do ex-prefeito e ex-deputado José Marcos de Lima,  claro, correu trecho em São José do Egito. Pela manhã,  o Senador Humberto Costa e o Deputado Federal Carlos Veras estiveram com o prefeito Evandro Valadares,  o Secretário Paulo Jucá e vereadores da base governista. A reunião aproximou a aliança […]

A foto dos vereadores governistas na Fazenda Melancias, do ex-prefeito e ex-deputado José Marcos de Lima,  claro, correu trecho em São José do Egito.

Pela manhã,  o Senador Humberto Costa e o Deputado Federal Carlos Veras estiveram com o prefeito Evandro Valadares,  o Secretário Paulo Jucá e vereadores da base governista.

A reunião aproximou a aliança que deve ser firmada entre PT e PSB no município. Está bem encaminhado que o PSB deve ficar na cabeça da chapa, provavelmente com o atual vice, Eclérinston Ramos, e PT na vice.

Ocorre que, por sugestão de Rona Leite,  Humberto fez uma visita de cortesia ao ex-prefeito e ex-deputado Zé Marcos.  E o acompanharam os vereadores David Teixeira, Tadeu do Hospital e Alberto Loló.

Claro, não faltariam fotos do encontro.  Ocorre que, bem ao estilo político do interior,  alguns governistas não gostaram da presença dos três vereadores da base na casa de Zé Marcos ao lado de alguns opositores de Evandro, como Albérico Tiago, Maurício do São João, Damião de Carminha e Jota Ferreira.

Mas não passaria disso se não fosse a reação de Tadeu do Hospital.  Em um áudio que compartilhou justificando sua  atitude,  ele culpa, acreditem, quem tirou a foto. “Eu sou do grupo. Nós num tem nada a vez com o grupo de Zé Marcos.  Mas quando chegou lá a primeira coisa que Marcelo Patriota fez foi tirar uma foto”.

E criticou o fotógrafo: “sai conversa de um jeito, sai conversa do outro. Marcelo Patriota tem muita maldade no coração. A gente nem desceu do carro e ele já veio, bate aqui uma foto. Eu achei chato sair”, disse.

Mesmo considerando que há relevância zero na ida de governistas à casa de Zé Marcos e que a repercussão é típica da política interiorana, fica a questão: se não queria sair na foto,  pra que foi? A maioria dos governistas ficou onde estava…

Afogados sediará encerramento da Semana Nacional de Tecnologia

Afogados da Ingazeira sediará, no próximo mês de outubro, algumas das atividades da Semana Nacional de Tecnologia em Pernambuco. O evento será aberto no dia 23 de outubro na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca. Já o encerramento, no dia 29 de outubro, será no Sertão do Pajeú, em Afogados da Ingazeira. No meio […]

Afogados da Ingazeira sediará, no próximo mês de outubro, algumas das atividades da Semana Nacional de Tecnologia em Pernambuco.

O evento será aberto no dia 23 de outubro na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca. Já o encerramento, no dia 29 de outubro, será no Sertão do Pajeú, em Afogados da Ingazeira. No meio da semana, um evento especial acontece também no Agreste, na cidade de Altinho.

A decisão foi tomada durante o encontro preparatório para a realização da semana, que ocorreu no Espaço Ciência, e reuniu representantes das Prefeituras de Recife, Itapissuma, Angelim, Pesqueira, Ipojuca, Paudalho, Altinho, Paulista, Araçoiaba, Bonito, Salgadinho, Saloá, além de representantes do Colégio Militar de Recife, UFPE,  UFRPE e das Secretarias Estaduais de Educação, de Ciência e Tecnologia, e de Meio-Ambiente e Sustentabilidade.

Segundo o Diretor do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão, ao contemplar essas cidades, o evento garante a participação das várias regiões do estado na programação deste ano.

Dentre as diversas atividades da semana, estão previstas caravanas do Espaço Ciência, visitas do projeto Ciência Móvel, Caravana dos Notáveis Cientistas de Pernambuco e Caravana da Astronomia.

Logo no começo da reunião, os participantes conheceram um modelo da exposição que será preparada para a SNCT, chamada “Jogos e Acasos”. Com brincadeiras como “Leilão”, “Jogo da Velha em Três Dimensões” e vários jogos de azar, a exposição trabalha a questão da probabilidade para mostrar que, por trás do que se chama de sorte, está a matemática.

O Professor Gilvani Marques, coordenador do ensino de matemática da rede municipal, representou Afogados da Ingazeira no encontro que definiu o município como sede do encerramento oficial da Semana de Ciência e Tecnologia em Pernambuco. Ele apresentou as potencialidades do município e exibiu um vídeo mostrando os atrativos de Afogados, decisivo para a escolha de nossa cidade.

“Foi muito bom poder conseguir trazer para Afogados um evento tão importante como esse, será uma grande oportunidade para estimularmos ainda mais em nossos alunos o gosto pela matemática e pela ciência de um modo geral,”destacou Gilvani.

Anistia de IPVA para motos de até 150 cilindradas começa a tramitar na Alepe

Proprietários de motocicletas com até 150 cilindradas com dívidas de IPVA vencidas até 2020 podem ser beneficiados com a anistia prevista em um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Pernambuco.  A matéria, de autoria do Governo do Estado, já teve a relatoria distribuída para o deputado Antônio Moraes, na Comissão de Justiça, […]

Proprietários de motocicletas com até 150 cilindradas com dívidas de IPVA vencidas até 2020 podem ser beneficiados com a anistia prevista em um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Pernambuco. 

A matéria, de autoria do Governo do Estado, já teve a relatoria distribuída para o deputado Antônio Moraes, na Comissão de Justiça, nesta segunda-feira (16). O texto estabelece que os débitos de pessoas físicas, mesmo que inscritos em dívida ativa, podem ser perdoados com o limite de um veículo por beneficiário.

O relator da proposição defendeu a iniciativa e sugeriu, ainda, um mutirão para liberar as motos que estão apreendidas. 

“Elas pudessem pagar o imposto de 2021 para que pudessem ser liberadas, não só a partir de agora, mas também aquelas que já foram apreendidas, e também que se fizesse um mutirão tirando a burocracia para devolução de moto e de carro”.

Pelo lado da Oposição, o deputado Alberto Feitosa, do PSC, disse que a medida é importante, mas que chega com atraso ao Poder Legislativo. 

“Porém, um tanto quanto tarde né, porque isso foi projeto inclusive discutido na campanha por Armando Monteiro, ele construiu e explicou exatamente o quanto era importante fazer isso. Então, Paulo Câmara, na sua velocidade que é peculiar, resolve fazer isso agora, mas nunca é tarde”.

A proposta, que tramita em regime de urgência, precisa passar pela análise das comissões temáticas e do Plenário, antes de se tornar lei. Entre os aspectos previstos, também está a abertura de um novo prazo para a quitação do IPVA relativo a 2021, já que é necessário pagar as taxas deste ano para ter direito ao perdão dos débitos anteriores. 

Assim, os credores podem se organizar para fazer o pagamento nos meses de outubro, novembro e dezembro, sem incidência de multas e juros. As infrações de trânsito relacionadas à moto também precisam ser quitadas.

Os proprietários que cumprirem esses requisitos, além da anistia dos débitos contraídos até 2020, vão poder, ainda, pagar o IPVA de 2022 somente no fim do ano, em outubro, novembro e dezembro. 

Na justificativa, o governador Paulo Câmara argumenta que o projeto é um estímulo a milhares de pernambucanos que trabalham com motocicletas e tiveram dificuldades financeiras ocasionadas pela pandemia. Para mais informações, acesse www.alepe.pe.gov.br.

Carnaíba: comunidade do Sítio Varzinha recebe trator 

O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota esteve, neste domingo (28) no Sítio Varzinha, na sede da Associação Comunitária local, onde fez a entrega de um trator que será utilizado pelos agricultores daquela comunidade, trazendo mais ajuda para o homem e a mulher do campo. A reunião teve a participação dos agricultores associados e contou com […]

O prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota esteve, neste domingo (28) no Sítio Varzinha, na sede da Associação Comunitária local, onde fez a entrega de um trator que será utilizado pelos agricultores daquela comunidade, trazendo mais ajuda para o homem e a mulher do campo.

A reunião teve a participação dos agricultores associados e contou com os secretários Anchieta Alves (Agricultura), Tiago Arruda (Infraestrutura) e Everaldo Patriota (Governo), ex-vereador do município, autor do pleito juntamente com a vereadora Izaquele Ribeiro. José Jesus (Calango) também esteve presente.

A comunidade agradeceu ao prefeito pela entrega. “Sem dúvida, um maquinário importante para facilitar a vida de quem trabalha no campo e tira dali o seu sustento”, destacou a Prefeitura em publicação nas redes sociais.

‘As pessoas não sabem o caminho de Temer’, diz FHC em entrevista

“O Brasil passa por uma tremenda crise fiscal. Olha que eu peguei pepinos grandes, mas desse tamanho nunca vi. E o governo Temer já tem definido o seu caminho, mas as pessoas não sabem. Tem de explicar, falar”, disse Fernando Henrique na terça-feira, num dos escritórios de um edifício de 110m de altura no Vale […]

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Pernambuco.com

“O Brasil passa por uma tremenda crise fiscal. Olha que eu peguei pepinos grandes, mas desse tamanho nunca vi. E o governo Temer já tem definido o seu caminho, mas as pessoas não sabem. Tem de explicar, falar”, disse Fernando Henrique na terça-feira, num dos escritórios de um edifício de 110m de altura no Vale do Anhangabaú, no decadente centro da capital paulista. Ao longo de 90 minutos, ali, na sede do instituto que leva o seu nome e ocupa dois dos 30 andares do prédio modernista dos anos 1940, o sociólogo falou sobre temas como a situação econômica do país, o governo Temer e o impacto do resultado das urnas no primeiro turno sobre o futuro do PT e do PSDB.

Qual a relação da queda do PT e o primeiro turno?

Quem poderia imaginar há oito meses a catástrofe que houve aqui em São Paulo para o PT? Sempre fui cauteloso com o impeachment, até mesmo com o Collor. Naquela época, tínhamos medo da volta ao passado. No início, tira uma pessoa que foi votada e coloca outra que também foi votada, mas com quem a população não tem tanta ligação. Não é tão simples. O que aconteceu foi que o governo Dilma parou de governar, assim como o do Collor. Dilma perdeu maioria no Congresso, apoio da população. O impeachment é o resultado, não o ponto de partida, o melhor é que não haja tal resultado. Mas fazer o quê? O governo parou, virou a página e eles não perceberam. Nunca vi uma paralisia econômica por tanto tempo no Brasil, uma falta de esperança tão grande. E isso obviamente produz efeitos, juntando isso com a paralisação das instituições, com a crise moral. Isso quer dizer que você vai ter garantia do que vai acontecer depois? Não. Defino o governo atual como uma pinguela, que é algo precário e pequeno, mas, se ela quebrar, você cai no rio e é melhor ir para o outro lado. O outro lado é a eleição de 2018. Para chegar lá, é necessário que esse governo avance.

Como?

A população não tem expectativa, só quer que melhorem as coisas. O governo tem condição? Tem. Porque ele é fruto do Congresso. A experiência do Temer é muito grande, ele foi presidente da Câmara três vezes e presidente do PMDB. A minha preocupação maior é: será que o governo vai ter capacidade de definir o caminho da economia? E acredito que eles estão começando a definir caminhos.

O governo Temer começou?

Acho que sim. O que o Brasil tem de imediato? Uma tremenda crise fiscal, como nunca se viu. Olha que eu peguei pepinos grandes, mas deste tamanho eu nunca vi. E o governo Temer já tem definido o seu caminho, mas as pessoas não sabem. Tem de explicar, falar. O endividamento interno é muito grande, mais ou menos R$ 4,5 trilhões, está bem isso é 70% do PIB. Outros países têm muito mais alto, mas a taxa de juros aqui é de 14%. Segundo, como a economia parou de crescer, não tem arrecadação, tem despesas fixas, pessoal, compromissos e isso tudo cria um problema terrível. Mas acho que o governo está dando algum sinal, mas temos que tomar medidas drásticas e impopulares.

Estamos na situação do pré-Real?

Temos uma diferença do Plano Real. Temos que dar flexibilidade ao gasto público, por isso teve que parar a obrigatoriedade de certos gastos. Naquela época, o que afligia de forma mais dramática a população era o custo de vida, a inflação. Colocando em ordem o mecanismo fiscal e tendo capacidade de conduzir o processo econômico, barra a inflação. Foi o que fizemos, o bônus é imediato. Agora não, agora você terá de reconstruir penosamente um mecanismo fiscal, não é a inflação que está atormentando as pessoas, é o desemprego. Não bastará segurar o gasto público, que é a PEC do Teto. Vai precisar de investimento. Mas eu acho que vai haver alguma possibilidade para o governo, porque ele percebeu que terá de dar sinais fortes nessas direções, então vai ter que preparar duas ou três medidas que tenham essa virtude. Primeiro, a PEC do Teto, nem discutirei se é bom ou mal, se tem um sinal mostra que tem um governo e que ele controla o Congresso. Segundo, vão ter que mexer na Previdência, porque o déficit é gigantesco.

Mas já há a volta da confiança?

Esse é o ponto. Tem que retomar a confiança, qual é a nossa base? Primeiro, agricultura e minério. Nossa agricultura é boa, competente, de alta produtividade, com capacidade empresarial e tem mercado. Minério também tem mercado. Se tivermos sorte e os preços das commodities não afundarem, incluindo o petróleo e a cana, teremos alívio. Segundo, você tem uma extrema carência na parte de infraestrutura e o governo está desenhando um programa de infraestrutura em parcerias. O que eu acho que precisa mais, falar com as pessoas, mostrar a cada um o que vai ser feito, qual é o horizonte.

Mas a imagem do governo é de recuos, não?

Por isso é importante observar o que vai acontecer agora com as votações dessas questões. Se passar, a PEC do Teto vai dar um sinal de que o governo está corrigindo. Mas precisa explicar. Quando fui ministro da Fazenda, eu falava o tempo todo. Todo dia eu dava entrevistas: televisão, rádio e jornal. Ia para o Congresso, falava com as bancadas e sindicatos.

Regredimos economicamente?

Estamos em um momento que dá para engatar de novo. Você tem que defender os interesses do Brasil neste plano. O Lula, em um primeiro momento, fez isso também. O que arrebentou tudo? Foi a nova matriz econômica, porque eles acharam que aqui o Estado pode fazer tudo: aumenta o consumo aumentando crédito. E aí estourou. Não entenderam que, no mundo de hoje, não é gerar inflação, você desorganiza tudo.

Mas ele vai ter legitimidade em relação a isso?

Vai precisar de resultado. O Itamar também tinha esse problema da legitimidade. Naquele tempo que viemos para São Paulo era complicado, muita greve, muito protesto, não era fácil, não. Você vai ter que ter resultados, tem que ter sinais e o resultado, em parte, você antecipa com a palavra. É isso.

A vitória de João Doria e o fortalecimento de Geraldo Alckmin em São Paulo antecipam a divisão do PSDB para 2018?

Os políticos sempre antecipam o tempo. O PSDB teve uma vitória ampla e forte. Não só em São Paulo, mas em São Paulo foi a mais marcante.

Em São Paulo, a vitória para parte do PSDB foi constrangida…

Mas houve uma vitória ampla. É natural que as pessoas comecem a pensar que já ganharam. Mas eu acho que a relação entre eleição municipal e presidencial é relativa. Ela fortalece politicamente alguns líderes, mas você tem muito tempo. As eleições municipais servem de fundamento para eleição no Congresso. Prefeitos são grandes eleitores, então quando você vai bem na eleição municipal provavelmente você terá uma boa votação no Congresso. No que diz respeito às eleições presidenciais, isso é uma conversa mais direta entre o candidato e o eleitorado.

O senhor acha que tem saída para o PT?

Dos nossos partidos, o que era mais partido era o PT, mais organizado e tal. Mas de liderança, o problema do PT é que ele sofreu um baque. O PT volta a ser o que era o PT no começo, quando o Lula não tinha tanta força.

O senhor acha que Lula tem chance de voltar à Presidência?

Não, não creio.

O PT acabou?

Não. Nem acho bom que acabe. O PT tem um certo enraizamento nos movimentos sociais, mas principalmente na burocracia e no professorado. Vai encolher, mas eu não acho bom que acabe. O certo é o partido fazer uma revisão. O maior problema do PT é a ideia de hegemonia, pois torna o partido não democrático. Eles acomodavam os partidos que eram seus aliados ao seu interesse principal, que era mandar. Vejo o que tem acontecido na política brasileira, da década de 1990 em diante. Tivemos só dois partidos que foram capazes de expressar uma visão de Brasil, simbolicamente, o PT e o PSDB.

A prisão do Lula seria ruim para o país?

Não quero falar disso. Acho que o Lula fez tanta coisa contra ele mesmo, não sei o que ele fez, espero que não chegue a tal ponto, mas eu não sou juiz. O juiz tem limite, o fato. Não conheço os fatos e nem quero conhecer, prefiro não saber. É claro que é ruim para o país, você ter alguém que é um líder ter um momento de tanta angústia. Não sou desse estímulo, não gosto de espezinhar.