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Dois pesos, duas medidas

Por Nill Júnior

A Secretaria de Defesa Social se manifestou sobre as investigações da morte da pequena Ester, de 4 anos, encontrada em São Lourenço da Mata.

“As forças de segurança pública foram acionadas, na segunda-feira (20), para apurar, inicialmente, o desaparecimento de uma criança, no município de São Lourenço da Mata”.

Segue: “Durante as buscas realizadas nesta terça-feira (21), o corpo da vítima foi localizado por populares dentro de um poço (cisterna) de uma residência. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar realizaram a retirada do corpo e uma varredura completa no local”.

A Polícia Militar de Pernambuco, por meio do 20º BPM, atuou no isolamento da área e conteve a ação de populares que tentaram invadir a residência e a delegacia do município, para onde suspeitos haviam sido conduzidos inicialmente.

A Polícia Civil de Pernambuco conclui informando que encaminhou dois suspeitos, de 28 e 31 anos, ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestam depoimento. As investigações seguem sob a responsabilidade da 10ª Delegacia de Polícia de Homicídios de São Lourenço da Mata.

Tratamento muito diferente do caso envolvendo a pequena Yasmin Pereira,  de 5 anos, morta dia 5 em Ibitiranga. Sobre o caso, nenhuma nota. Ao contrário,  segundo o advogado Cláudio Soares,  a ordem de silenciar e não passar informações sobre o caso. Claro,  as investigações estão em etapas diferentes,  com o caso sertanejo mais complexo e dependente de perícias técnicas. Mas a sociedade sertaneja tem o mesmo direito de ser informada sobre o andamento das investigações que e sociedade da Região Metropolitana. Prestar contas à sociedade não pode ter dois pesos e duas medidas.

Outras Notícias

Engenheiros visitam terreno do novo Fórum em Tabira

Na manhã dessa quarta-feira (17), os engenheiros Thiago Nunes, Paulo Luiz e Marco Lira estiveram visitando o terreno onde será construído o novo Fórum do município de Tabira. Acompanhou a visita o secretário de Obras, Cláudio Alves, o diretor de Planejamento, Rúbens Espíndola, o representante do Jurídico Municipal, Cícero Mascena, e o vereador Líder do […]

Na manhã dessa quarta-feira (17), os engenheiros Thiago Nunes, Paulo Luiz e Marco Lira estiveram visitando o terreno onde será construído o novo Fórum do município de Tabira.

Acompanhou a visita o secretário de Obras, Cláudio Alves, o diretor de Planejamento, Rúbens Espíndola, o representante do Jurídico Municipal, Cícero Mascena, e o vereador Líder do Governo na Câmara, Marcílio Pires.

Após a passagem pelo terreno todos foram para a Prefeitura de Tabira onde o projeto foi debatido e apresentado. Tabira terá um dos fóruns mais modernos do Estado, dentro de todas as especificações exigidas pela engenharia moderna.

“É motivo de muita alegria o que estamos vivendo agora. Sem dúvida uma das maiores conquistas do Governo Sebastião Dias”, comemorou Marcílio Pires. Cláudio Alves também elogiou o projeto e disse que o município e o Estado ganhará muito com a construção desse Fórum em Tabira.

Waldemar Borges responde ao senador Armando Monteiro 

Em resposta ao senador Armando Monteiro, que criticou a gestão do governador Paulo Câmara no âmbito da segurança pública, o deputado estadual Waldemar Borges afirma que o Governo não lança mão de justificativas e relativizações para tratar da segurança pública. “No caso de 2015, conforme demonstra o Anuário de Segurança Pública, os estados do Nordeste […]

03.08-WALDEMAR-BORGES-JBEm resposta ao senador Armando Monteiro, que criticou a gestão do governador Paulo Câmara no âmbito da segurança pública, o deputado estadual Waldemar Borges afirma que o Governo não lança mão de justificativas e relativizações para tratar da segurança pública. “No caso de 2015, conforme demonstra o Anuário de Segurança Pública, os estados do Nordeste estão no topo do ranking de CVLI. As estatísticas são um reflexo da grave crise econômica que afetou, especialmente, nossa região”, diz.

O líder do Governo lembra que essa crise, alimentada pelo desemprego e a recessão econômica, foi gerada dentro do governo Dilma, do qual o senador foi ministro e um dos principais porta-vozes. “Um governo que desconheceu a segurança como sendo um problema da nação, mas apenas dos estados brasileiros. Não há, hoje, uma política nacional tampouco recursos para apoiar as ações de segurança e combate aos crimes contra a vida. A mesma ausência se vê na questão do sistema penitenciário, que continuará insolúvel enquanto não houver uma política nacional, com financiamento federal, para auxiliar os Estados no desafio de ressocializar seus detentos. Enquanto na Saúde e na Educação, temos uma contrapartida da União, mesmo com um enorme subfinanciamento, o que vemos na gestão do sistema prisional e na segurança pública é o vazio em um conjunto de responsabilidades que deveriam ser compartilhadas com todos os entes federativos.  A equação não fecha, e a conta está acima da capacidade dos estados brasileiros”, ressalta.

“Esses são desafios nacionais, suprapartidários, que jamais se resolvem com divisão, discursos sem substância e forjados no rancor das derrotas políticas”, completa o parlamentar. Borges reforça que, em 2015, o Pacto pela Vida foi fortalecido, colocando nas ruas mais 1,1 mil novos soldados da PM. Foi realizada também a maior promoção da história da PM e dos Bombeiros, beneficiando 7,1 mil profissionais. Implantadas quase mil câmeras de monitoramento no Estado. “Atendendo a um pleito histórico da população, instalamos Unidades do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) em Toritama, Palmares e Goiana. O compromisso com a ação, no entanto, não foi coroado pelo êxito que desejávamos, mas continuaremos agindo obstinadamente”, enfatiza.

“Temos a clara ideia de que é preciso se reinventar. O crime se reinventa, e as nossas forças de segurança estão fazendo os ajustes necessários para reverter a situação, com muito trabalho e seriedade. Medidas estruturantes nas áreas operacional, de gestão de efetivo e investimentos já estão sendo implementadas. Como exemplo, ampliamos em oito as equipes de investigação dos homicídios, com apoio do Grupo de Operações Especiais; estamos remanejando o efetivo das áreas administrativas para a atividade fim, com reorganização das jornadas extras para os horários com maior incidência de mortes; entregas de quase 900 viaturas até o final do ano; renovação do parque tecnológico das polícias; inauguramos as novas instalações do 19º BPM, em Boa Viagem, e estamos implantando 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Jaboatão dos Guararapes. No início de 2017, Caruaru ganhará um batalhão especializado e quase 2.500 policiais (entre Civil, Militar e Científica), aprovados em concurso, serão formados e irão atuar pela paz dos pernambucanos”, revela.

Coluna do Domingão

Obrigado, João! A história dos 37 anos de sacerdócio do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, que nos deixou na última sexta,  tem profunda ligação com o desenvolvimento da região e presença da Igreja no Regional Nordeste II nas últimas décadas. Na educação, foi um dos principais responsáveis pelo nascimento da FAFOPAI, a Faculdade de Formação […]

Obrigado, João!

A história dos 37 anos de sacerdócio do Monsenhor João Carlos Acioly Paz, que nos deixou na última sexta,  tem profunda ligação com o desenvolvimento da região e presença da Igreja no Regional Nordeste II nas últimas décadas.

Na educação, foi um dos principais responsáveis pelo nascimento da FAFOPAI, a Faculdade de Formação de Professores. Com o professor João Mariano, bateu as portas de prefeituras da região na busca por apoio para o projeto de uma faculdade no Pajeú. A faculdade não tinha sequer bancas escolares ou cadeiras. O prédio que Dom Francisco imaginou inicialmente para um Seminário foi cedido para a instituição e precisou de adaptações para começar a funcionar. Se hoje a FASP tem a evolução que tem, deve muito àquele movimento, de quem como diretor ou professor de Filosofia acompanhou a vida da instituição até sua recente aposentadoria.

Assumiu a Presidência do Tribunal Eclesiástico do Regional Nordeste II da CNBB. Com o mesmo olhar peregrino, bateu as portas de Bispos e do Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. Estabeleceu um modelo de contribuição que garantisse a manutenção do espaço. Transformou sua estrutura física, no mesmo prédio onde fica a sede da CNBB, na Rua Dom Bosco. Modernizou o espaço e organizou os processos como referência em Direito Canônico.

Auxiliou muitas Dioceses no Regional. Prova disso é a quantidade de manifestações de todos os bispos das Dioceses da região. “Lamentável a perda do nosso querido irmão. Apresento meus sentimentos a Dom Egídio Bisol  todo o ministério, assim como à família”, disse Dom Saburido.

Quando assumiu a Rádio Pajeú em 2001, a emissora sofria com o fenômeno das FMs. Ainda em Amplitude Modulada, tinha desafios para manter-se. Padre João foi bater a porta do comércio e instituições, prometendo reestruturar a emissora. Dizia ter sido o maior desafio como administrador. A Dom Luis Pepeu, disse que era fundamental um apoio, um empurrão da Diocese para pavimentar sua restruturação. Se a Rádio Pajeú é o que é hoje, deve muito ao Monsenhor João Carlos, que inclusive continuou acompanhando seus passos como Presidente da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Tem marcas por todas as paróquias que passou. Das capelas que construiu em Afogados à instalação e estruturação da Paróquia de Iguaracy, a reforma da histórica igreja de Flores e a recente estruturação de casa paroquial e ligação à matriz de Tuparetama.

Mas muitos vão lembrar do tempo que João destinava a acompanhar pais e filhos, casais, as palestras do ECC (muitas documentadas de forma a poder gerar um livro), aos conselhos que guiaram essa instituição que ele tanto defendia: a família.

Se sensibilizava quando via alguém precisando de um empurrão para melhorar de vida. É como se enxergasse a própria trajetória de luta para exercer o sacerdócio e vencer na vida, dos sins aos nãos que recebeu. No fim do ano passado, só para dar um exemplo recente, pediu suporte da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios para um profissional que não tinha condições de comprar um equipamento fundamental para desenvolver seu trabalho em Tuparetama. Só sossegou quando o viu com a máquina que lhe permitisse gerar sustento para ele e sua família.

Ocupou o microfone da Rádio Pajeú muitas vezes, a maioria para falar em defesa do povo pobre, com quem mais se identificava. Quando era convidado para alguma solenidade com presença de um governador, aproveitava espaço para pedir pelo povo. Colocou Eduardo Campos e Paulo Câmara em saia justa ao cobrar melhorias para o Hospital Regional Emília Câmara e para as estradas do Pajeú. Também tinha compromisso em reconhecer e parabenizar quando a ação saia do papel. No plano local e regional, não se furtava a criticar. Sandrinho, por exemplo, o ouviu reclamar duramente da situação do trânsito, mas também reconhecer um gesto de apoio para a FASP.

Na dura eleição entre João Ézio e Orisvaldo Inácio, alguns confundiram suas posições como uma declaração de apoio ao nome da Frente Popular. Chegou a ser ameaçado. Foi quando entrou Dom Francisco, que sempre teve uma linda relação de amor paternal, ocupando os microfones da Rádio Pajeú e avisando: “ai de quem tocar um fio de cabelo do João”. Ele guardou a gravação que não conseguia ouvir sem ir às lágrimas. Esse amor também ficou marcado quando, seminarista, sofreu um acidente que afetou a perna já fragilizada pela poliomielite. “Que nada falte para restabelecer a saúde do João”. Acioly retribuiu o carinho acompanhando Dom Francisco até sua morte, naquele 7 de outubro de 2006.

Foi Vigário Geral por dois bispados, sempre construindo uma relação de fidelidade a Dom Luis Pepeu e Dom Egídio Bisol. Mesmo após a saída de dom Pepeu, manteve os laços de amizade. Foi um auxiliar presente em um bispado desafiador, de quem assumira o trono deixado por Dom Francisco. Com Dom Egídio, construiu uma relação muito bonita, pois como sacerdotes eram mais distantes pela geografia, com Dom Egídio passando bom tempo em Serra Talhada, mais afastado do Médio Pajeú onde João atuou a maior parte do tempo. O bispado de Dom Egídio aproximou os dois. João virou um grande conselheiro pastoral e administrativo, sempre zelando pelo bem da Igreja Particular do Pajeú.

Na vida pessoal, também era marcado por gestos que provavam suas qualidades. Se algum favorecido social que o recebia tratasse a doméstica como “a menina lá de casa” ele interrompia, perguntava o nome e repreendia. “A chame pelo nome”, pra dizer que aquela pessoa era tão gente quanto quem a empregara. Em qualquer restaurante, ao receber a conta com os 10% da caixinha embutidos no valor final, chamava o garçon e perguntava: “esses 10% vão pra vocês ou para a casa?” – para saber se aquele valor ajudaria de fato esses profissionais e suas famílias.

Parecia se realizar mais celebrando em capelas com povo  das comunidades, principalmente rurais, por distantes que fossem. Por isso também, fazia suas homilias com uma linguagem simples, direta, para que todos compreendessem. Na última que fez na Catedral, disse que mentira e falta de amor nos distanciam de Deus. Chamou atenção para intriga, indiferença, que afastavam as famílias. “Não adianta dizer Feliz Natal, Feliz Ano Novo, se meu coração continua rancoroso, se continuo intrigado com vizinhos, com o irmão, com a esposa, com o marido, filhos que não tomam bênção aos pais. Sem esses valores, a exploração continua, a injustiça continua. E o tempo é de mudança, que não vem de fora. Está dentro de cada um de nós. Senão, de que adianta a oração?” Mais direto, impossível.

Usava as amizades de ponte para o bem. Foi assim no acidente que quase mata os então seminaristas José Cícero e Mairton Marques em uma rodovia da Paraíba. Mais recentemente, em novembro de 2019, quando cinco seminaristas se envolveram em um grave acidente na PE 283. O seminarista Lucas Emanoel foi salvo no Hospital da Restauração por uma equipe médica que contava com o amigo Guilherme Cerqueira. João acompanhou cada etapa daquele processo. Da mesma forma, acudiu pessoas que nem conhecia. Em 2015, nem as grandes autoridades de Itapetim resolveram o drama de Clécio Dâmocles, que precisava de uma cirurgia com um grave problema na perna direita. João se sensibilizou e conseguiu a cirurgia do itapetinense. Coincidentemente, ele partiu há um ano, por complicações da Covid-19.

Esse é um pedaço do Monsenhor que a missão jornalística e o testemunhar da história me levam a escrever. Mas existe um  outro João que ajudou a me moldar como ser humano. Esse foi de uma generosidade que de fato só pode ser comparada a uma relação de pai e filho pela forma como me abrigou e acolheu desde o pedido do então seminarista Luis Marques Ferreira, hoje sacerdote: “olha João, esse menino tem futuro. O que puder fazer por ele, faça”. Ali, com 16 anos, começando a enxergar o rádio como caminho, não teria ido tão longe se não fosse aquele braço amigo, fraterno, paterno. Tendo perdido o meu pai dois anos antes, vi em João o trilho que guiou minha trajetória. Trinta anos depois, me orgulhava em vê-lo dizer que eu era como um filho e que era feliz por me ver Gerente Administrativo da Rádio Pajeú, presidente da ASSERPE, mas principalmente um pai de família dedicado à esposa e filhos, à minha irmã enquanto esteve conosco, minha mãe e amigos.

Testemunhei seu amor pela família, da preocupação com a mãe Cordeira e o pai Pedro aos irmãos e sobrinhos. O vi chorar nas mortes do cunhado Beto, dos irmãos Paulo e Tadeu, do sobrinho Albani. Mas também se encher em  plenitude quando chegava agosto e recebia a mãe e família  na casa de Jabitacá, pela reforma da casa do Sítio Tapuio, onde nasceu, preservando suas origens, pela recente nomeação para Tuparetama, onde estava realizado chegando à terra onde estudou criança e fez diversas amizades.

Na doença, por dois anos acreditou na cura, mas sempre destacando que a vontade de Deus prevalecesse. Na semana em que foi chamado por Deus, não se queixou em nenhum momento. Seja no Hospital Esperança, na Ecoclínica ou na casa da irmã, agradecia a cada gesto e esforço para fazê-lo confortável, mesmo debilitado. Confidenciou ser grato a Deus pela família, às irmãs Neuza, Edleuza, Maria José, ao irmão Reginaldo e todos os sobrinhos, pelo acolhimento humano e fraterno que recebeu. Recebeu o Cristo na comunhão um dia antes de ser chamado. Pouco antes de falecer, mesmo com dificuldade de se expressar, deixou claro ter cumprido seu propósito na terra. Era chegada sua hora.

É essa história que nos dá força e obrigação de testemunhar quem foi João Carlos Acioly Paz. E agradecer a Deus pela presença desse anjo guia na vida de tantas pessoas. Somos marcados nessa passagem pelo que deixamos nos outros como legado. João deixou um pouco dele em cada um de nós. É isso que perpetua sua existência. João, mesmo morto, permanece vivo. Não há quem tenha convivido com ele para não guardar suas lições, valores, história, comprometimento com as causas que ele defendia.

Uma das músicas que ele gostava de ouvir era “A Lista”, de Osvaldo Montenegro. “Faça uma lista de grandes amigos/Quem você mais via há dez anos atrás/Quantos você ainda vê todo dia/Quantos você já não encontra mais”. Quando voltar ao ouvir a pergunta sobre “quem já não encontro mais” não vou colocar o João nessa lista. Ele está comigo, a cada novo passo, vitória, conquista, desafios, presente, como sempre foi. Sua bênção, João! Obrigado por tudo!

Dilma aos governadores: “Iniciamos nossas campanhas numa conjuntura mais favorável do que quando tomamos posse”

Do G1 A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30), na abertura de reunião com governadores de todos estados, que a redução da inflação é a condição para um novo ciclo de expansão da economia. Ela defendeu as medidas adotadas pelo governo para controle de gastos e alertou que projetos em tramitação no Congresso vão […]

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Do G1

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (30), na abertura de reunião com governadores de todos estados, que a redução da inflação é a condição para um novo ciclo de expansão da economia. Ela defendeu as medidas adotadas pelo governo para controle de gastos e alertou que projetos em tramitação no Congresso vão gerar mais despesas, se aprovados, e podem afetar os estados.

Como instrumento para conter a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou nesta terça-feira (30) a taxa de juros básicos da economia de 13,75% para 14,25% ao ano. Foi a sétima elevação consecutiva da taxa, que atingiu o maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 14,75% ao ano.

“O primeiro passo desse ciclo [de expansão] é garantir o controle da inflação. A inflação corrói a renda dos trabalhadores e o lucro das empresas. E promover o reequilíbrio fiscal (…) Essa redução da inflação vai criar as bases para um novo ciclo de expansão sustentável para o crédito”, afirmou a presidente, sentada à ponta de uma mesa retangular, no Palácio da Alvorada, com governadores e ministros dos dois lados.

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Dilma pediu ajuda dos governadores contra propostas em tramitação no Congresso que, segundo ela, afetarão o governo federal e também os estados, as chamadas “pautas-bomba”.

“Sabemos que a estabilidade econômica é muito importante. E é uma responsabilidade de todos. A União tem que arcar com esse processo e assumir suas necessidades e condições. E, ao mesmo tempo, consideramos que, como algumas medidas afetam os estados e o país, os governadores precisam participar. Tenho alguns projetos legislativos de grave impacto. Em algumas situações, assumi o grave impacto no dinheiro público vetando. Todas essas medidas terão impacto para os estados, sem sombra de dúvida”, declarou.

Durante a reunião, Dilma enumerou diversos fatores externos como agravantes para a crise econômica do país. Segundo a presidente, houve um “colapso” no preço das comodities, uma “grande desvalorização” na moeda brasileira. Ela lembrou ainda que a crise internacional “continua não esmorecendo.”

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“Iniciamos nossas campanhas numa conjuntura mais favorável do que quando tomamos posse. Nós sabemos que a partir da segunda metade de 2014, houve um fato importante no cenário internacional que foi o colapso no preço das commodities. Esse colapso foi acompanhado da desvalorização da nossa moeda”, afirmou Dilma aos governadores.

“Além disso a crise internacional continua não esmorecendo. Agora, é a vez da China. A consequência de tudo isso foi uma forte queda nas arrecadações. Nós experimentamos uma significativa redução das receitas e acredito que alguns estados também tem tido um desempenho similar nas suas receitas. Fomos obrigados a promover reequilíbrio no nosso orçamento”, continuou a presidente.

Apesar de apontar o cenário desfavorável, Dilma disse que a crise internacional “não é desculpa para ninguém.”

“É fato que nós não podemos nos dar o luxo de não ver a realidade com olhos muito claros. Como governantes, não podemos nos dar ao luxo de ignorar a realidade”, complementou.

Adelmo Moura tem reuniões em Recife

Em Recife, o prefeito Adelmo Moura esteve reunido no Palácio do Governo com o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, com o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares. O encontro teve o objetivo de agilizar a implantação dos filtros da Compesa, para aumentar a oferta d’água no município. O prefeito também esteve […]

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Adelmo e o presidente da Compesa, Roberto Tavares

Recife, o prefeito Adelmo Moura esteve reunido no Palácio do Governo com o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, com o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares.

O encontro teve o objetivo de agilizar a implantação dos filtros da Compesa, para aumentar a oferta d’água no município.

O prefeito também esteve reunido com Márcio Stefanni, da Secretaria de Planejamento e Gestão, para tratar de recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) para finalizar a obra da ponte.

Adelmo aproveitou a ida ao Recife também para encontrar com Antônio Figueira, secretário da Casa Civil, para tratar de vários pleitos da saúde, educação, transportes e segurança.