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Disparo de WhatsApp na eleição pode ser punido por nova lei de proteção de dados

Por André Luis

G1

Candidatos que dispararem Whatsapp e SMS sem autorização explícita dos usuários nas eleições estão sujeitos à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro deste ano.

A intenção da lei é garantir segurança e transparência às informações pessoais dos cidadãos.

A LGPD define uma série de normas para a utilização de dados pessoais – aqueles que podem identificar alguém, como nome, CPF e número de telefone, entre outros.

Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do final de 2019 definiu diretrizes sobre propaganda eleitoral pela internet e indicou que os princípios da LGPD devem ser respeitados a partir desta eleição (leia mais abaixo).

O envio de mensagens em massa pode gerar multa aos candidatos de R$ 5 mil a R$ 30 mil ou valor equivalente ao dobro da quantia gasta, caso superado o limite máximo. O montante vai para o fundo partidário (dinheiro destinado aos partidos políticos). Ainda não houve denúncias contra candidatos ou partidos, informou o TSE.

As punições administrativas previstas na LGPD, como multas para empresas ou bloqueio de base de dados, só passarão a ser aplicadas em agosto de 2021.

Veja o que diz a Lei Geral de Proteção de Dados:

A coleta e uso de dados pessoais deve ser consentido pelo titular – ou seja, é preciso que o cidadão dê uma aprovação;

É necessário informar para quais fins as informações serão utilizadas – se um formulário está solicitando dados para enviar campanhas publicitárias, isso deve estar claro;

O cidadão tem direito de saber como uma empresa obteve dados a seu respeito, e de pedir a remoção dessas informações;

Organizações que armazenam dados devem adotar medidas de segurança para evitar vazamentos, principalmente quando lidarem com informações sensíveis, como aquelas que podem revelar orientação política ou sexual e convicções religiosas;

E, em casos de vazamentos, é preciso avisar autoridades e pessoas afetadas.

Os candidatos precisarão de uma autorização prévia de cada eleitor antes de mandar conteúdo, segundo o TSE. Na prática, significa que quem não se cadastrou para obter marketing eleitoral poderá pedir para não receber mais esse tipo de conteúdo.

“Qualquer pessoa poderá exigir o cancelamento do tratamento, ou seja, que seus dados pessoais sejam excluídos do banco de dados”, diz Paulo Rená, professor de direito no UniCEUB, pesquisador no grupo Cultura Digital e Democracia.

Poderão fazer denúncias os cidadãos que receberem campanha eleitoral de candidatos ou partidos sem terem consentido ou após um pedido de remoção.

“Caso receba uma publicidade para a qual não tenha dado consentimento, a pessoa pode questionar por que está recebendo. Se não receber uma resposta, uma sugestão prática é comunicar a infração ao Ministério Público ou a Justiça Eleitoral”, diz Rená.

Além da multa, se o disparo em massa for considerado ato grave ou se houver comprovação de que isso afetou o resultado de uma eleição, o candidato pode ser cassado ou declarado inelegível.

Outras Notícias

Quaest: medo da volta dos Bolsonaro supera temor da reeleição de Lula pela primeira vez desde agosto

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que 44% dos eleitores têm mais medo do retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem mais a reeleição do presidente Lula (PT). É a primeira vez desde agosto que o temor da eleição de Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente acima do receio de um novo mandato […]

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que 44% dos eleitores têm mais medo do retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem mais a reeleição do presidente Lula (PT).

É a primeira vez desde agosto que o temor da eleição de Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente acima do receio de um novo mandato de Lula. Na pesquisa anterior, divulgada em 14 de outubro, os dois cenários registravam 43% cada.

A última vez em que o medo da volta dos Bolsonaro havia superado o da reeleição de Lula foi em 14 de agosto, quando 45% dos entrevistados apontaram maior temor em relação à eleição de Flávio, contra 41% que manifestaram receio da permanência do petista no Planalto.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, a diferença é maior. Nesse grupo, 63% afirmaram temer mais o retorno da família Bolsonaro, percentual que era de 58% na pesquisa anterior.

Já o temor da reeleição de Lula entre os beneficiários do programa caiu de 29% para 23% no mesmo período.

O levantamento foi realizado após a promulgação do fim da escala de trabalho 6×1, em 16 de outubro, e também abrange parte das repercussões do debate presidencial realizado pela Band no domingo (18).

A pesquisa ouviu presencialmente 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. Contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, o levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-08535/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O indicador mede qual dos dois resultados eleitorais provoca mais temor entre os entrevistados e não deve ser confundido com intenção de voto ou rejeição aos candidatos.

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Daniel Ramalho/AFP e Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

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Nunes Marques descarta proposta de bloquear canais políticos no WhatsApp antes do segundo turno

A minuta foi elaborada pelo ministro André Mendonça e circulou entre integrantes do TSE. O texto previa que a restrição começasse dois dias antes da votação, marcada para domingo (25), e permanecesse em vigor até 24 horas depois da eleição. A proposta atingiria canais de apoio aos dois candidatos à Presidência, incluindo o Exército do […]

A minuta foi elaborada pelo ministro André Mendonça e circulou entre integrantes do TSE. O texto previa que a restrição começasse dois dias antes da votação, marcada para domingo (25), e permanecesse em vigor até 24 horas depois da eleição.

A proposta atingiria canais de apoio aos dois candidatos à Presidência, incluindo o Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que ultrapassou 7 milhões de inscritos, e o Tropa do Flávio, ligado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), com aproximadamente 2 milhões de seguidores.

Após a divulgação da proposta, Nunes Marques afirmou ser contrário à alteração das regras eleitorais às vésperas da votação. O presidente do TSE declarou que não convocará reunião para discutir a minuta e que o assunto não será incluído na pauta do tribunal.

Segundo o ministro, o texto foi elaborado por André Mendonça a partir de discussões realizadas anteriormente com outros integrantes da Corte.

Mendonça, por sua vez, afirmou que a proposta não foi uma iniciativa individual. Em nota, declarou que houve consenso entre os ministros sobre a necessidade de discutir o funcionamento dos canais políticos e que a minuta dependeria de deliberação do colegiado.

O objetivo apresentado pelo gabinete de Mendonça seria evitar a circulação de conteúdos ilícitos nas horas próximas à votação, período em que haveria menos tempo para respostas e eventuais correções.

A discussão ocorre após decisões envolvendo o canal Exército do Lula, que chegou a ser suspenso por determinação de Nunes Marques e posteriormente voltou a funcionar. A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou representações contra o canal, questionando conteúdos divulgados pela página.

Na última sexta-feira (16), o TSE já havia aprovado regras para o funcionamento de canais vinculados às campanhas eleitorais. A resolução estabelece critérios para o registro dessas páginas e prevê a possibilidade de suspensão em casos de divulgação reiterada de conteúdos ilícitos.

A nova minuta ampliaria as restrições ao alcançar canais políticos de grande porte durante um período determinado, independentemente de decisão individual sobre seu conteúdo.

Apesar da divergência entre as manifestações de Nunes Marques e Mendonça, não houve aprovação da proposta. O presidente do TSE afirmou que o texto não será submetido à votação antes do segundo turno.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Luiz Roberto/TSE

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Exclusivo: por teto de ausências, sete prefeitos não poderão votar ou ser votados no CIMPAJEÚ

Sete municípios do Sertão do Pajeú devem ficar de fora do processo eleitoral do CIMPAJEÚ (Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú) para o biênio 2027-2028 por atingirem o número de faltas que inviabiliza a participação no certame. De acordo com o Ofício Circular nº 002/2026, emitido pelo presidente do consórcio, Luciano Torres, os prefeitos […]

Sete municípios do Sertão do Pajeú devem ficar de fora do processo eleitoral do CIMPAJEÚ (Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú) para o biênio 2027-2028 por atingirem o número de faltas que inviabiliza a participação no certame.

De acordo com o Ofício Circular nº 002/2026, emitido pelo presidente do consórcio, Luciano Torres, os prefeitos dessas cidades faltaram a duas reuniões consecutivas ou a três alternadas ao longo deste ano, o que restringe o direito de votar e ser votado, conforme previsto no Estatuto Social.

A medida segue as regras dos artigos 15 (§5º) e 61 do estatuto do consórcio, que estabelecem o critério de assiduidade como um requisito direto para a participação no pleito, e não como uma penalidade disciplinar.

Municípios com restrição eleitoral por faltas

Atingiram o limite de ausências não justificadas nas assembleias os prefeitos de Betânia, Erivaldo Bezerra, o “Bebe Água” (3 faltas); Calumbi Erivaldo José da Silva, o Joelson (3 faltas); Custódia: Manoel Messias, o Messias do DNOCS (2 faltas consecutivas); Iguaracy, Dr. Pedro Alves (3 faltas); Sertânia, Pollyanna Abreu (3 faltas); Triunfo: Luciano Bonfim (3 faltas) e Tuparetama, Diógenes Patriota, com 3 faltas.

Os municípios de São José do Egito e Santa Cruz da Baixa Verde registraram duas faltas alternadas (nas datas de 22/02 e 16/10). Uma nova ausência sem justificativa oficializada também os deixará inaptos para o pleito. Os demais municípios consorciados seguem totalmente aptos quanto ao critério de presença.

Regularização financeira

A Assembleia Geral do CIMPAJEÚ também deliberou que, para fins eleitorais, as prefeituras que estiverem inadimplentes poderão regularizar sua situação junto ao consórcio. Para isso, deverão formalizar um parcelamento dos débitos e manter o pagamento regular das parcelas. As normas oficiais das eleições da Diretoria Executiva serão divulgadas com 30 dias de antecedência.

Quaest: um ponto separa Flávio e Lula. O que diz a pesquisa por dentro

No meu comentário desta quarta-feira (21), analiso os bastidores da nova pesquisa Quaest para o segundo turno das eleições presidenciais, que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (45%) e Lula (44%). Abordo as movimentações do eleitorado nesta reta final, os desafios enfrentados pelas campanhas e os fatores que podem influenciar o resultado das urnas, como […]

No meu comentário desta quarta-feira (21), analiso os bastidores da nova pesquisa Quaest para o segundo turno das eleições presidenciais, que aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (45%) e Lula (44%).

Abordo as movimentações do eleitorado nesta reta final, os desafios enfrentados pelas campanhas e os fatores que podem influenciar o resultado das urnas, como a abstenção e o chamado “voto silencioso”.

Também discuto a importância de interpretar os números com cautela, diante de uma disputa que permanece indefinida.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com meu comentário completo.

Gravatá recebe 78º Encontro do COSEMS-PE para discutir desafios da gestão municipal do SUS

Evento será realizado nos dias 2 e 3 de dezembro, com debates sobre políticas públicas e serviços de saúde. O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (COSEMS-PE) realizará, nos dias 2 e 3 de dezembro, o 78º Encontro de Secretarias Municipais de Saúde, no Hotel Fazenda Portal de Gravatá. Com o tema “Municípios […]

Evento será realizado nos dias 2 e 3 de dezembro, com debates sobre políticas públicas e serviços de saúde.

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (COSEMS-PE) realizará, nos dias 2 e 3 de dezembro, o 78º Encontro de Secretarias Municipais de Saúde, no Hotel Fazenda Portal de Gravatá.

Com o tema “Municípios fortes, SUS forte: o protagonismo da gestão municipal na Saúde de Pernambuco”, o evento reunirá gestores, especialistas e representantes das três esferas de governo para discutir questões relacionadas à organização dos serviços públicos de saúde.

A programação terá conferência magna, seminários temáticos e debates sobre saúde mental, Atenção Primária, Saúde Digital, Assistência Farmacêutica, Atenção Especializada e Controle Social.

Entre os assuntos previstos estão os desafios da política municipal de saúde mental, a integração dos sistemas digitais do SUS, a organização das redes de atendimento e a implementação do programa Agora Tem Especialistas.

O encontro também contará com assembleia dos secretários municipais de saúde, oficina de escrita de experiências desenvolvidas nos municípios e discussões sobre participação social nas decisões da gestão pública.

As inscrições começaram em 15 de outubro e seguem até 27 de novembro, exclusivamente pelo endereço eventos.cosemspe.org

Foto: Divulgação

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