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Dinastia Bolsonaro e quando o projeto de poder vira herança de família

Por André Luis

Por Cláudio Soares*

As declarações recentes da família Jair Bolsonaro, afirmando que o senador Flávio Bolsonaro seria seu candidato natural à Presidência em 2026 — e que, sem o “sangue Bolsonaro”, ninguém serve nem prestaria — escancaram um fenômeno antigo na política, mas raro de ser assumido com tanta franqueza: a tentativa de transformar um movimento político em patrimônio hereditário.

Ao desqualificar nomes amplamente reconhecidos dentro da própria direita, como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, a família do ex-presidente não apenas sinaliza desprezo por critérios de competência ou representatividade, mas reforça a lógica de que o poder seria uma espécie de propriedade privada, transmissível por laços sanguíneos.

A ironia é que muitos desses nomes foram justamente impulsionados ou fortalecidos pelo bolsonarismo — e agora são tratados como descartáveis por não pertencerem ao círculo familiar.

A exclusão até da Michelle Bolsonaro, ainda que central na mobilização conservadora e evangélica, deixa claro que nem proximidade política, nem alinhamento ideológico, nem fidelidade pública são considerados suficientes. O que importa é a filiação genética. Isso coloca o bolsonarismo em rota semelhante à de dinastias políticas tradicionais, mas com um discurso que contradiz frontalmente a retórica antipolítica e antissistêmica que o movimento usa para se sustentar.

O resultado é uma postura que infantiliza o eleitorado de direita e captura o debate público, reduzindo-o à vontade de uma família, não a um projeto político. A direita brasileira, plural e heterogênea, não cabe nesse quadro aristocrático. Ao insistir que apenas um Bolsonaro pode liderar o campo conservador, o ex-presidente mostra mais preocupação com a manutenção de seu próprio clã no centro do poder do que com a consolidação de uma alternativa democrática, ampla e madura.

Some-se a isso a afirmação de Flávio Bolsonaro de que sua pré-candidatura teria um “preço”. Uma candidatura — ou pré-candidatura — jamais pode ser tratada como moeda de troca, barganha pessoal ou objeto de negociação privada. O povo brasileiro merece respeito. O processo eleitoral pertence à sociedade, não a interesses familiares ou comerciais. Quando um projeto político passa a ser precificado, ele se afasta ainda mais da democracia e se aproxima de práticas oligárquicas que reduzem a política a um balcão de negócios.

Em vez de fortalecer o campo que ajudou a erguer, Jair Bolsonaro parece disposto a encolhê-lo ao tamanho da própria casa. E a democracia, que se alimenta de diversidade e de competição real de ideias, não tem a ganhar nada com isso.

*Advogado e jornalista

Outras Notícias

Prefeitura de Tabira perdeu emenda de deputado petista para calçamento por falta de projeto

Por Anchieta Santos Como parte de apoio à Política Nacional de desenvolvimento urbano – obras e ações de infraestrutura urbana, o então deputado Fernando Ferro(PT), conseguiu junto ao Governo Federal, em 2013 uma emenda no valor de R$ 250.000,00 para calçamento de ruas no Bairro das Missões de Tabira. O Governo Sebastião Dias até providenciou […]

Por Anchieta Santos

Como parte de apoio à Política Nacional de desenvolvimento urbano – obras e ações de infraestrutura urbana, o então deputado Fernando Ferro(PT), conseguiu junto ao Governo Federal, em 2013 uma emenda no valor de R$ 250.000,00 para calçamento de ruas no Bairro das Missões de Tabira.

O Governo Sebastião Dias até providenciou o trabalho topográfico, aumentando com isso a esperança das famílias. Não bastava apenas o dinheiro. De acordo com o Presidente do PT Tote Marques, por falta de projeto, na época, inclusive a Secretaria de Planejamento era comandada pelo professor Adeval Soares, o governo Sebastião Dias perdeu o recurso e os moradores o calçamento.

Estão abertas as inscrições para o 10º Encontro Nacional de Fé e Política

A cidade de Campina Grande (PB) será a sede de mais uma edição do Encontro Nacional de Fé e Política. De 22 a 24 de abril pessoas de todo país estarão na 10ª edição do evento que terá como tema “Bem Viver: águas da solidariedade e sementes da esperança”. As inscrições já estão abertas e […]

LOGO FE E POLITICAA cidade de Campina Grande (PB) será a sede de mais uma edição do Encontro Nacional de Fé e Política. De 22 a 24 de abril pessoas de todo país estarão na 10ª edição do evento que terá como tema “Bem Viver: águas da solidariedade e sementes da esperança”.

As inscrições já estão abertas e serão feitas exclusivamente através do site fepolitica.org.br/10-encontro. Na página também está disponível toda programação. Cientistas políticos, religiosos, sociólogos, jornalistas e tantos outros profissionais de renome nacional serão assessores dos painéis, palestras e nos 22 grupos temáticos elaborados pela organização do evento.

O 10º Encontro será realizado na Universidade Federal de Campina Grande e terá momentos de plenárias e de grupos temáticos. Pela manhã acontecem as palestras e painéis, com temas como “Entendendo as Crises”, “Águas da Solidariedade, Convivência com o Semiárido”, “Espiritualidade do Cuidado com a Vida” e “Sementes de Esperança”. Nos grupos temáticos o participante poderá escolher uma das 22 opções, que trazem temáticas diversificadas. Confira a lista.

Até o dia 31 de janeiro a inscrição custará R$ 50,00. Do dia 1º de fevereiro até o preenchimento de todas as vagas, que serão 1500, o valor da inscrição passa a ser R$ 70,00. A organização do evento informa que estarão disponíveis as tradicionais hospedagens solidárias, onde o participante é acolhido em casas de famílias na cidade. Nas opções de hospedagem, que são de responsabilidade do participante, o evento divulgará em breve Casas Religiosas, com quartos coletivos e uma lista de hotéis com os mais variados valores de diárias.

O TEMA: O “Bem Viver”, tema do 10º Encontro, faz referência às culturas andinas e indígenas, como explica o sociólogo Pedro Ribeiro. “Os povos das culturas andinas buscaram em sua sabedoria ancestral uma proposta de vida que os ajudasse a construir uma nova ordem social, econômica e política capaz de superar o colonialismo e a dominação capitalista. Essa proposta ganhou força nos movimentos indígenas e populares contra as políticas neoliberais, da Bolívia (2009) e do Equador (2008) e despertou a atenção de movimentos sociais em outros países. Foi assim que entrou na agenda de movimentos sociais, grupos e pessoas que buscam um “outro mundo possível.” Explica o professor, que é membro do movimento Nacional de Fé e Política.

Pedro Ribeiro ainda relata os ensinamentos do conceito de Bem Viver. “Com efeito, ele ensina que a felicidade humana encontra-se na vida em harmonia (I) consigo mesmo, (II) com outras pessoas do mesmo grupo, (III) com grupos diferentes, (IV) com Pachamama – a Mãe Terra (V) seus filhos e filhas de outras espécies e (VI) com o mundo espiritual. O Bem-viver é, portanto, uma bandeira de luta cultural, social, política e econômica”, finaliza.

O MOVIMENTO: O Movimento Nacional Fé e Política nasceu em plena ditadura militar, na década de 1980, nas Comunidades Eclesiais de Base (CESBs), como explica Pedro Ribeiro, um dos fundadores do movimento e assessor político da CNBB. “A ditadura militar havia suprimido os antigos partidos políticos legais e reprimido brutalmente os partidos clandestinos. Naquela conjuntura os movimentos sociais sentiam a necessidade de um instrumento para encaminhar suas demandas diante do Estado, mas não aceitavam o modelo de partidos políticos criados pela ditadura. Ao serem criados novos Partidos, havia quem pensasse em criar o Partido cristão, o que é um erro: os cristãos devem escolher o Partido que melhor represente suas propostas políticas; e não que represente sua Fé. Foi então que criamos o MF&P para promover encontros de estudo, dias de espiritualidade e oração e dar o apoio pessoal a quem tinha vocação para a política”, explica o sociólogo.

Opinião: Arcoverde não merece a Câmara que tem

No meu comentário para o Jornal Itapuama,  analiso os detalhes de mais um espetáculo deprimente da Câmara de Arcoverde. Entre acusações de golpe, gritos de “Judas” e microfones desligados, a política de Arcoverde desceu mais um degrau durante a sessão da noite desta segunda-feira (06). ​A constatação é de uma Câmara distante dos reais interesses […]

No meu comentário para o Jornal Itapuama,  analiso os detalhes de mais um espetáculo deprimente da Câmara de Arcoverde.

Entre acusações de golpe, gritos de “Judas” e microfones desligados, a política de Arcoverde desceu mais um degrau durante a sessão da noite desta segunda-feira (06).

​A constatação é de uma Câmara distante dos reais interesses da coletividade, ligada a acordos não republicanos, conchavos e toma lá dá cá.

De um lado, a denúncia contra o presidente Luciano Pacheco. Do outro, o questionamento sobre a postura fisiologista do restante do parlamento.

Enquanto vereadores lavam roupa suja e trocam ofensas, os problemas reais da cidade ficam em segundo plano.

Arcoverde é um polo de referência no Estado.É lamentável que sua representação política atual prefira o enredo do “golpe” e da “traição” ao exercício da democracia séria.

​O povo de Arcoverde, definitivamente, merecia parlamentares mais focados no regimento e menos no ressentimento.

Prefeitura inaugura quatro poços na zona rural de Afogados da Ingazeira

Mais 7.580 litros de água por hora foram acrescidos aos quase seis milhões de litros de água por dia que a Prefeitura tem ofertado às populações da zona rural de Afogados da Ingazeira nesses quase dois anos de gestão, totalizando um investimento de mais de um milhão de Reais em recursos próprios. 7.580 litros é […]

Serra Vermelha - poço 3

Mais 7.580 litros de água por hora foram acrescidos aos quase seis milhões de litros de água por dia que a Prefeitura tem ofertado às populações da zona rural de Afogados da Ingazeira nesses quase dois anos de gestão, totalizando um investimento de mais de um milhão de Reais em recursos próprios.

7.580 litros é a vazão dos quatro poços inaugurados pelo Prefeito José Patriota nas comunidades de Cachoeira da Onça e Serra Vermelha, que receberam dois poços cada. Aproximadamente 100 famílias já estão sendo beneficiadas com a água.

Na Cachoeira da Onça, a Prefeitura também iniciou o desassoreamento da barragem que atende à comunidade, além das obras de recuperação da estrada. O primeiro poço foi perfurado e instalado pela Prefeitura na propriedade do agricultor Francisco de Assis. O segundo, perfurado pela comunidade há pouco tempo, teve a instalação providenciada em tempo recorde, menos de quinze dias da data de solicitação.

Serra Vermelha - poço 4

Na Serra Vermelha, na propriedade do agricultor Osório Barbosa, a Prefeitura além de perfurar e instalar o poço, também construiu, em parceria com o Governo de Pernambuco, uma cisterna calçadão de 200 m² com capacidade para armazenar 52 mil litros de água. O segundo poço foi perfurado pela COODEVASF há dois anos e estava sem prazo para ser instalado. Apesar de não ser de sua responsabilidade, a Prefeitura assumiu o problema e instalou o poço, que fica na antiga propriedade do Professor Luiz Alves.

“São mais de 150 poços perfurados nesses últimos dois anos, o maior investimento na história da zona rural de Afogados da Ingazeira em se tratando de infraestrutura hídrica. Temos mais de 30 poços ainda a serem inaugurados, e espero fazer isto até o final do ano,” declarou o Prefeito José Patriota, que esteve acompanhado nas inaugurações do novo Secretário de Agricultura, Ademar Oliveira, da primeira-dama, Madalena Leite, e do Vereador Luiz Bizorão.

Tabira: Sebastião Dias mantém cronograma de obras

Após a derrota sofrida nas urnas no último dia 15 de novembro, o prefeito Sebastião Dias convocou uma reunião com o seu secretariado na terça-feira seguinte à eleição para determinar que o resultado negativo não iria interferir nas obras, nos serviços essenciais e nos salários dos servidores. Nesse sentido, a gestão municipal vem dando andamento […]

Após a derrota sofrida nas urnas no último dia 15 de novembro, o prefeito Sebastião Dias convocou uma reunião com o seu secretariado na terça-feira seguinte à eleição para determinar que o resultado negativo não iria interferir nas obras, nos serviços essenciais e nos salários dos servidores.

Nesse sentido, a gestão municipal vem dando andamento à obra de pavimentação na Rua Laurentino Calheiros, no Bairro de Fátima, da construção da nova Praça Gonçalo Gomes e a abertura de mais 3 Unidades Básicas de Saúde nos Bairros Jureminha, Missões e Pocinhos.

Para a Praça Gonçalo Gomes, projeto que está sendo executado com recursos do pré-sal, a meta é inaugurar ainda na atual gestão. A expectativa é que seja na noite do Natal.

“Findo meus governos cumprindo até o último dia o compromisso que assumi com a nossa população. Enquanto outros gestores, amargurados pela derrota, deixaram Tabira abandonada, nós estamos fazendo exatamente o contrário e entregando mais conquistas”, afirmou o poeta prefeito.

A atual gestão deixará para o próximo governo os recursos do FEM 2015 para execução de calçamentos em várias outras ruas. “Espero que executem essas obras o mais rápido possível porque o povo já sabe que esse recurso está garantido”, finalizou Sebastião Dias.