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Deveria ter sido presa em flagrante, diz advogado sobre Carla Zambelli

Por André Luis

Jonas Cassiano se mostrou preocupado com o momento delicado que vive o país

Por André Luis

O advogado especialista em direito eleitoral e coordenador do curso de Direito da Faculdade do Sertão (FASP), Jonas Cassiano, afirmou que a deputada Carla Zambelli, que protagonizou uma cena lamentável neste sábado (29) em São Paulo. Ela e seus seguranças perseguiram um homem negro durante uma discussão apontando uma arma contra ele.

A confusão foi registrada em vídeos por diversos ângulos, por testemunhas e pela própria equipe de Carla. Empunhando uma pistola, a parlamentar atravessou um cruzamento e seguiu em direção ao bar onde o homem havia entrado. Em um vídeo que registrou a cena, é possível ouvir a deputada gritar: “Deita no chão”.

Em suas redes sociais, Carla Zambelli mostrou um machucado no joelho e disse que, antes de sacar arma, havia sido cercada e agredida.

Um vídeo gravado por pessoas que presenciaram o episódio, entretanto, mostra que, momentos antes de apontar a arma, a deputada havia tropeçado e caído no chão quando tentava perseguir o homem.

Segundo Jonas, a deputada praticou outros crimes, além do crime eleitoral. “Deveria ter sido presa em flagrante”, afirmou.

Jonas destaca ainda que o fato de ser parlamentar não isenta Zambelli de receber sanções. “O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu, em setembro, o transporte de armas por colecionadores, atiradores e caçadores no dia das eleições, e também nas 24 horas anteriores e nas 24 seguintes ao dia da votação. Segundo artigo adicionado à resolução sobre o tema. o ‘descumprimento da referida proibição acarretará a prisão em flagrante por porte ilegal de arma sem prejuízo do crime eleitoral correspondente’”, lembrou o advogado.

O flagrante foi percebido. Estanho não ter tido a prisão. Mesmo ela tendo o porte de arma, a legislação proíbe o transporte [de armas], questionou.

Para o advogado há duas preocupações. A primeira é com relação a ação em si. “Isso é reflexo do momento delicado que estamos vivendo no Brasil. Uma medida como essa, que a Justiça Eleitoral tomou, era impensada há quatro, seis anos”.

A segunda preocupação levantada pelo advogado é com a questão do tratamento dispensado, tanto a Carla no episódio de ontem, como na ação do ex-deputado Roberto Jefferson que resistiu a obedecer ao cumprimento de um mandado de prisão dando tiros de fuzil e atirando granadas contra a Polícia Federal.

Jonas lembrou ainda que no caso de Zambelli a questão de legitima defesa não se sustenta. “Há a desproporcionalidade. O que se viu foi ela perseguindo e ameaçando o jornalista com a arma. Não se pode alegar legitima defesa quando a sua ação é maior que o ato recebido”, destacou o advogado.

Outras Notícias

Recém nascido é quarto caso confirmado de Covid-19 em Tabira

Conforme boletim emitido na noite desta quinta-feira, dia 7 de maio de 2020, a Secretaria Municipal de Saúde de Tabira informou que um novo caso de Covid-19 foi confirmado. trata-se de  um recém nascido, cuja genitora testou positivo para Covid-19, com registro na nota oficial emitida no dia 3 de maio. O recém nascido fez […]

Conforme boletim emitido na noite desta quinta-feira, dia 7 de maio de 2020, a Secretaria Municipal de Saúde de Tabira informou que um novo caso de Covid-19 foi confirmado.

trata-se de  um recém nascido, cuja genitora testou positivo para Covid-19, com registro na nota oficial emitida no dia 3 de maio. O recém nascido fez a coleta swab no dia 28 de abril de 2020, com resultado positvo saindo hoje.

O bebê encontra-se estável, em recuperação, na companhia de sua genitora e em isolamento domiciliar. “Respeitando o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente, não detalharemos o caso. Ratificamos que a Secretaria Municipal de Saúde está monitorando o caso e divulgará a evolução desse para a população tabirense”, conclui a nota.

Com isso, Tabira chega a cinco casos confirmados, três casos confirmados e três casos em investigação. Dos casos confirmados,  houve dois óbitos e três em recuperação.

Prefeitura se posiciona sobre família pobre que teve casa incendiada em Afogados

Caro Nill Júnior, Tendo em vista nota publicada em seu blog a respeito do incêndio na casa do Senhor Cícero Barbosa, no Residencial Dom Francisco, gostaríamos de esclarecer o que se segue: 1) O Sr. Cícero Barbosa é sim acompanhado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo o mesmo, inclusive, beneficiário do programa Bolsa Família. […]

5ef0ae01-8b58-4898-a180-eb990e30de56Caro Nill Júnior,

Tendo em vista nota publicada em seu blog a respeito do incêndio na casa do Senhor Cícero Barbosa, no Residencial Dom Francisco, gostaríamos de esclarecer o que se segue:

1) O Sr. Cícero Barbosa é sim acompanhado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, sendo o mesmo, inclusive, beneficiário do programa Bolsa Família.

2) O Sr. Cícero Barbosa e a esposa, Inácia Virgínio Barbosa, foram sim cadastrados no programa de habitação popular da Secretaria Municipal de Assistência Social, tendo sido eles selecionados para receber uma das casas entregues pela Prefeitura no Conjunto Residencial Laura Ramos. Foi opção do casal não receber a casa por preferirem residir no local onde houve o incêndio.

3) A vigilância sanitária já fez várias visitas ao Sr. Cícero Barbosa, orientando-o quanto ao armazenamento correto dos recicláveis com o qual trabalha. Com o apoio da Secretaria de Infraestrutura, já foram feitas inspeções e recolhimento de lixo e entulho indevidamente acumulado no local.

4) Logo após o ocorrido, em caráter de urgência, tendo em vista o Sr. Cícero Barbosa estar desabrigado, a Secretaria de Assistência Social alugou um imóvel próximo, com plena condição de habitabilidade, e o instalou, doando também cama, colchão, fogão, botijão de gás, mesa, cadeiras e utensílios domésticos.

5) Por não serem portadores de todos os documentos pessoais, na manhã desta sexta (18), Cícero Barbosa, Inácia Virgínia Barbosa e o filho do casal, Maurício, estarão na Secretaria de Assistência Social, onde lhes será providenciada a emissão de todos os documentos (RG, CPF e Registro Civil).

Assessoria de Comunicação

Com presenças de Alckmin e Alexandre de Moraes, Campos e Tábata casam em Carneiros

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) se casaram neste sábado, 21, em cerimônia na Capela de São Benedito, na Praia dos Carneiros, em Pernambuco. O evento contou com a presença de nomes importantes da política nacional. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da defesa, José Múcio […]

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) se casaram neste sábado, 21, em cerimônia na Capela de São Benedito, na Praia dos Carneiros, em Pernambuco.

O evento contou com a presença de nomes importantes da política nacional. O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da defesa, José Múcio Monteiro, e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aparecem em imagens da cerimônia que circulam nas redes sociais.

Enquanto Campos entrou na capela acompanhado da mãe, Renata Campos, Tabata foi levada ao altar por seu irmão mais novo, Allan Thales. A celebração foi seguida de recepção na Pousada Igrejinha de Carneiros.

O momento foi celebrado por meio das redes sociais de Campos. O prefeito publicou uma foto do momento em que deixa a capela acompanhado da esposa.

“Com a benção de Deus e abraçados pelo amor de nossas famílias e amigos, damos hoje o primeiro passo na construção da nossa família. Viva o amor!”, escreveu.

O prefeito de Recife e a deputada federal pelo Estado de São Paulo iniciaram relacionamento em 2019. O anúncio do noivado foi feito por eles em 29 de novembro do ano passado.

Antes deputado federal por Pernambuco, Campos está em seu segundo mandato como prefeito de Recife. Tabata, por sua vez, ocupa a cadeira de deputada federal desde 2019. Em 2024, ela concorreu à prefeitura de São Paulo, mas ficou com a quarta colocação.

Jayme Asfora será o novo secretário executivo de Direitos Humanos de Pernambuco

Advogado e procurador do Estado de Pernambuco, Jayme Asfora foi nomeado novo secretário executivo de Direitos Humanos da gestão Raquel Lyra, com início das atividades a partir de 1º de fevereiro.  A formalização foi feita no Diário Oficial desta sexta-feira (27/01). O também ex-vereador é o segundo nomeado para compor a equipe de executivos da […]

Advogado e procurador do Estado de Pernambuco, Jayme Asfora foi nomeado novo secretário executivo de Direitos Humanos da gestão Raquel Lyra, com início das atividades a partir de 1º de fevereiro. 

A formalização foi feita no Diário Oficial desta sexta-feira (27/01). O também ex-vereador é o segundo nomeado para compor a equipe de executivos da secretária de Justiça e Direitos Humanos, Lucinha Mota, que já nomeou o policial penal Paulo Paes como executivo de Ressocialização.

Militante atuante nas pautas voltadas para os Direitos Humanos, Asfora é graduado pela Faculdade de Direito do Recife – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1992, foi promotor de Justiça do Estado e acumula no currículo experiências como ex-presidente a Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE), de 2003 a 2006, e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Pernambuco, durante o triênio de 2007 a 2010.

SEDH: A Secretaria Executiva de Direitos Humanos (SEDH) é formada por programas de promoção (Balcão de Direitos, É Meu Direito, Centro Integrado de Atenção e Prevenção a Violência da Pessoa Idosa (CIAPPI), Centro Estadual de Apoio às Vítimas de Violência (CEAV) e Centro Estadual de Combate à Homofobia (CECH)) e de proteção aos Direitos Humanos (Núcleo de Acolhimento Provisório (NAP), Programa Estadual de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos (PEPDDH), Programa de Mediação de Conflitos (PMC), Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes ameaçados de morte (PPCAAM) e Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas Ameaçadas de Morte (Provita).

André Longo é multado por falta de envio de informações

A Segunda Câmara do TCE homologou, na última quinta-feira (10), um auto de infração que resultou em aplicação de multa ao secretário de Saúde do Estado, André Longo, por descumprir a Resolução nº 26/2016, que trata de envio de informações ao Sistema Sagres do TCE, por parte dos gestores públicos. O Sagres é o Sistema […]

A Segunda Câmara do TCE homologou, na última quinta-feira (10), um auto de infração que resultou em aplicação de multa ao secretário de Saúde do Estado, André Longo, por descumprir a Resolução nº 26/2016, que trata de envio de informações ao Sistema Sagres do TCE, por parte dos gestores públicos.

O Sagres é o Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade utilizado pelo TCE para subsidiar as auditorias e promover a transparência de recursos públicos de todos os órgãos estaduais e municipais.

O auto de infração é o procedimento adotado pelo Tribunal de Contas para analisar a ausência do envio de dados importantes para o exercício do controle externo, o que configura desrespeito à função. As informações são obrigatórias e imprescindíveis para o devido planejamento dos trabalhos de auditoria do TCE, e sua sonegação pode ensejar a aplicação de multa.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco deixou de enviar dados referentes ao período de janeiro de 2016 a abril de 2020 do Módulo de Pessoal do Sagres.

Em razão da sonegação de informação, o relator do processo (nº 2056377-2), conselheiro Carlos Porto, estabeleceu uma sanção pecuniária no valor de R$ 8.589,50. 

O auto de infração foi expedido no dia 10 de setembro deste ano e, apesar de a defesa do secretário afirmar que o não encaminhamento das remessas de documentos ocorreu devido a inconsistências do Sistema, a justificativa não foi suficiente, pois, segundo o relator, tais informações foram requeridas desde o ano de 2016. Além disso, o TCE mantém, de forma permanente, reuniões com os órgãos públicos jurisdicionados para a implementação de soluções necessárias ao aprimoramento do Sagres desde a sua criação, em 2011.  

Além de aplicar multa, o relator determinou ao secretário André Longo que as remessas referentes aos meses em atraso do Módulo de Pessoal do Sistema Sagres sejam efetuadas em até 60 dias. O gestor ainda pode recorrer da decisão.