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Depoimento de coronel expõe omissões nos ataques golpistas de janeiro

Por André Luis

Por André Luis

O depoimento do coronel Jorge Eduardo Naime na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, apontou para omissões e trouxe informações relevantes, de acordo com parlamentares. 

O ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal afirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou sobre ameaças de invasão das sedes dos três Poderes na manhã do dia 8 de janeiro. 

Ele relatou que repassou essas informações ao então secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Fernando Oliveira, e ao então secretário Anderson Torres, por meio de um grupo de WhatsApp que reunia representantes de órgãos de inteligência.

Naime ressaltou que as informações sobre as ameaças não chegaram aos braços operacionais da segurança pública, levantando dúvidas sobre se os responsáveis tomaram as providências adequadas. Ele também mencionou a obstrução das Forças Armadas em relação à desmobilização dos acampamentos bolsonaristas em frente ao Quartel-General do Exército, afirmando que a ação da Polícia Militar foi limitada.

A relatora da comissão, senadora Eliziane Gama, considerou importante a confirmação do depoente sobre a desmobilização dos acampamentos e a omissão das Forças Armadas nesse contexto. O presidente da CPMI, deputado Arthur Maia, destacou que o depoimento contribui para montar um “quebra-cabeças” e buscar respostas sobre uma possível tentativa de golpe de Estado.

O depoimento também revelou divergências entre governistas e oposição na comissão. Enquanto alguns parlamentares acusaram Naime de omissão nos ataques, outros defenderam que ele é um “preso político”. 

O depoimento levantou questionamentos sobre a atuação da Polícia Militar em relação aos acampamentos e destacou a necessidade de acesso aos relatórios da Abin. Parlamentares ressaltaram a importância dessas informações para a investigação. 

O coronel Naime apresentou um atestado médico para evitar o depoimento, mas decidiu responder às perguntas dos parlamentares, mesmo após autorização para ficar em silêncio concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Outras Notícias

Dilma Rousseff visita Cabrobó em dia de votação do impeachment no Senado

No mesmo dia em que a comissão Especial do impeachment no Senado vai votar o relatório do processo de impedimento, a presidente Dilma Rousseff (PT) estará desembarcando em Pernambuco para visitar o Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, em Cabrobó, às margens do Rio  São Francisco. A assessoria da presidência  confirmou a agenda. A […]

imagem2-600x301No mesmo dia em que a comissão Especial do impeachment no Senado vai votar o relatório do processo de impedimento, a presidente Dilma Rousseff (PT) estará desembarcando em Pernambuco para visitar o Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, em Cabrobó, às margens do Rio  São Francisco.

A assessoria da presidência  confirmou a agenda. A visita está prevista para as 15h30. A equipe de prospecção da presidência já embarcou para vistoriar a área.

Na iminência da votação do impeachment, a visita de Dilma à transposição pode ser a última antes dela ser afastada do cargo.

Se o parecer for votado pela comissão na sexta-feira (6), deve seguir para o plenário do Senado até o dia 11. Na ocasião, a aprovação dependerá do apoio de 41 dos 81 senadores – caso isso ocorra, Dilma é afastada do cargo e o vice Michel Temer assume o governo interinamente por 180 dias, período no qual a petista será julgada de fato.

A última vez que a presidente vistoriou a obra foi no fim de 2015, no trecho em Floresta. A transposição do São Francisco sempre foi explorada pelas gestões petistas no Nordeste, apesar do atraso das obras e da demora para o projeto beneficiar as comunidades que vivem no semi-árido.

Gonzaga Patriota diz que críticas não partiram de seus eleitores. “Devem ser do PT. A mamata vai acabar”

O Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) defendeu sua posição pró impeachment participando do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Ele refutou que as críticas tenham vindo de pessoas que votaram nele na última eleição. “Eu ouvi algumas pessoas que me criticaram aí. Não acredito que essas pessoas sejam minhas eleitoras. A gente tem, que olhar […]

Gonzaga defendeu sua posição pró impeachment e disse que críticas não partiram de seus eleitores.
Gonzaga defendeu sua posição pró impeachment e disse que críticas não partiram de seus eleitores. “Não levo desaforo pra casa”

O Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) defendeu sua posição pró impeachment participando do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú. Ele refutou que as críticas tenham vindo de pessoas que votaram nele na última eleição. “Eu ouvi algumas pessoas que me criticaram aí. Não acredito que essas pessoas sejam minhas eleitoras. A gente tem, que olhar onde a maioria está. Mais de 80% da população brasileira não aguenta a situação que está aí. Deve ser algum eleitor do PT. Quem mandou email, mandou mensagem, eu soube responder direitinho. Sou um matuto que nasceu nas caatingas, não levo desaforo pra casa”.

Gonzaga voltou a defender eleições gerais no Brasil. “Se não der, pelo menos que a gente possa votar em um novo Presidente da República. Não adianta tirar Dilma e colocar Michel Temer”, disse. Ele também disse não aceitar o rótulo de traidor. Nunca traí ninguém. Nunca ocupei cargo no governo Lula, me ofereceram Incra, Codevasf, mas  não quero pra não ter rabo preso”. Gonzaga afirmou que Lula pediu para que votasse contra e ele disse não, mas teria conseguido três votos contra. “Pode olhar que seis votaram não, três fui eu que arranjei”.

Ele disse que há motivação para o impedimento de Dilma. “Ela com seu autoritarismo coloca na Casa Civil um Aloísio (Mercadante) pedante que não atende ninguém. Ela fez remanejamento do FGTS e de um banco para outro de R$ 89 bi. Fez por decreto, não pode”.

Ele criticou artistas que tem defendido Lula e alega que o fazem porque recebem dinheiro federal. “Essa Lei Rouanet deu a Chico Buarque R$ 14 milhões só em shows. Gilberto Gil, quase R$ 7 milhões, Caetano, R$  5,5 milhões. Esse povo tem que defender mesmo. A mesma coisa esses movimentos que criticam Gonzaga Patriota”.

Gonzaga afirmou que não conversou sobre a  questão com o prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da Amupe José Patriota ou qualquer outro. “Mas temos acompanhado o trabalho dele com todas as associações do país, associações nacionais dos prefeitos, todas elas defendem que as coisas mudem”.

Também chegou a dizer que se estivesse vivo, Arraes estaria a favor do impeachment. “Quem votou em mim  se orgulha. Não fica com a minoria que está mamando”. Foi assim, dizendo que a “mamata vai acabar”, que respondeu ouvintes críticos à sua posição.

Sobre qual nome possa unir o país, citou Geraldo Alckimin. “Vejo nomes até no adversário, como um chato em São Paulo, porque é linha dura. Alckimin em São Paulo tem tido equilíbrio porque é trabalhador, sério e organizado”.

Gonzaga ainda respondeu a blogueira Juliana Lima, que questionou o pagamento como  Secretária Parlamentar  por algum tempo ganhando do gabinete a Renata Martins Valadares de Souza, filha do ex-prefeito Totonho Valadares, enviando foto dos contra-cheques.

“A Renata não trabalhou em meu gabinete. Em 2005, 2006 veio fazer um tratamento e trabalhou na Mesa Diretora por um expediente ganhando pela menor função porque trabalhava só um expediente e fazia um tratamento aqui em Brasília. Saí da Mesa Diretora, ela foi exonerada. Ela veio embora e precisava de uma ajuda e fiquei dando R$ 500 por mês para ajuda. Isso é humanidade”, justificou.

Fechou Gonzaga sobre quem o acusou de golpista. “Não houve nem vai haver golpe. Vocês vão deixar de mamar e vai ser cedo. Peço desculpas porque a gente tem que dizer essas coisas. Golpista é se juntar a uma minoria e fazer como na ditadura. O povo está nas ruas. Vão ficar sem a mamatinha que estão vivendo hoje”.

SDS divulga regras para o horário dos festejos juninos em Pernambuco

Do Diário de Pernambuco A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco anunciou nesta sexta-feira que os festejos juninos no estado terão hora e data para começar e acabar. A festa foi dividida em três períodos, ambos com limite de horário: pré-São João, de 1º a 21 de junho; São João, de 22 a 24 […]

Do Diário de Pernambuco

A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco anunciou nesta sexta-feira que os festejos juninos no estado terão hora e data para começar e acabar. A festa foi dividida em três períodos, ambos com limite de horário: pré-São João, de 1º a 21 de junho; São João, de 22 a 24 de junho; e Pós-São João, de 25 de junho a 1º de julho. Às sextas-feiras, aos sábados e no dia de São João, será permitido eventos das 10h às 2h. Para os demais dias da semana e aos domingos, das 10h à 0h. A SDS ressaltou ainda que poderão ser autorizadas festas iniciadas até duas horas antes ou com término duas horas após o estabelecido, mediante requerimento à secretaria.

A medida faz parte de uma portaria nº 01 de 2018 – GT/São João, publicada nesta sexta-feira, no Diário Oficial do Estado, que trouxe também uma série de normas a realização das festividades juninas. Entre elas, a de que empresas e órgãos públicos interessados em promover eventos durante o período junino têm até o dia 11 de maio para fazer a solicitação formal do reforço de segurança e vistorias estruturais à SDS.

“Essa normatização é fruto de um intenso debate para que, utilizando a mesma metodologia de planejamento e execução operacional de grandes eventos já realizados no Estado, nós possamos, novamente, fazer uma festa segura e pacífica para todos os pernambucanos e turistas”, completou o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.

Segundo a portaria, os pedidos de reforço policial para os eventos com aglomeração popular devem ser feitos de forma unificada pelo e-mail [email protected]. Já no caso de processos específicos para trios elétricos e estruturas físicas de apoio (palcos, camarotes, etc.), as solicitações devem ser feitas diretamente pelo portal www.bombeiros.pe.gov.br.

Ainda na portaria, é possível ter acesso às informações que precisam constar nos documentos de solicitação enviados à SDS, como o local do evento e sua modalidade; a estimativa de público; o horário de início e término das festividades; a quantidade de estruturas físicas montadas na área; e a qualificação do realizador da festa.

“Analisando as informações repassadas e os riscos envolvidos, vamos fazer todos os esforços necessários para distribuir a gama de serviços disponibilizados pela SDS, a exemplo do reforço de efetivo da PM e do Corpo de Bombeiros, assim como unidades extras das policias Civil e Científica”, explicou o secretário executivo de Defesa Social.

Camarotes – Para vistoria do Corpo de Bombeiros em trios elétricos, palcos, camarotes, tablados e afins, a portaria define que as estruturas estejam aptas para a vistoria até 48h antes da realização do evento. Esse prazo é fundamental para que os procedimentos de segurança sejam avaliados até 24h antes da utilização das estruturas.

FBC diz que foi vítima de armação política

Magno Martins O líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), disse, há pouco, da tribuna da Casa, que em 37 anos de vida pública nunca sofreu uma condenação e que a operação da PF em seu gabinete foi a maior violência sofrida em sua trajetória. Classificou de gravíssima e arbitrária a ação da […]

Magno Martins

O líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), disse, há pouco, da tribuna da Casa, que em 37 anos de vida pública nunca sofreu uma condenação e que a operação da PF em seu gabinete foi a maior violência sofrida em sua trajetória. Classificou de gravíssima e arbitrária a ação da PF.

Para ele, foi grave violação ao direito e ordem institucional. “Fui vítima de uma armação política, uma afronta e atentado a independência dos poderes”, disse, adiantando que foi uma agressão sobretudo ao Governo Bolsonaro, a qual lidera no Senado com muita honra.

“Os atos da última quinta-feira são um grave atentado à soberania do Congresso”, disse.

Miguel terá o maior tempo de guia eleitoral das oposições

Miguel terá 2’14” contra 1’9″ de Marília Arraes, 49″ de Raquel Lyra e 44″ de Anderson Ferreira.  O Tribunal Regional Eleitoral anunciou neste sábado (20) os tempos dos candidatos ao Governo de Pernambuco no guia eleitoral de TV e rádio. A coligação “Pernambuco com força de novo”, formada pelo União Brasil, Podemos, PSC e Patriota, […]

Miguel terá 2’14” contra 1’9″ de Marília Arraes, 49″ de Raquel Lyra e 44″ de Anderson Ferreira. 

O Tribunal Regional Eleitoral anunciou neste sábado (20) os tempos dos candidatos ao Governo de Pernambuco no guia eleitoral de TV e rádio.

A coligação “Pernambuco com força de novo”, formada pelo União Brasil, Podemos, PSC e Patriota, será a aliança com maior horário de propaganda da oposição.

Miguel Coelho e Alessandra Vieira terão 2 minutos e 14 segundos diários na TV e rádio. O quantitativo é o dobro da candidata do Solidariedade, Marília Arraes, que terá 1 minuto e 9 segundos. O tempo também é superior aos da coligação do PSDB e Cidadania, liderada por Raquel Lyra, que terá 49 segundos; e do PL de Anderson Ferreira, que terá 44 segundos. Já o PSOL e o PTB terão ambos 20 segundos.

Miguel e Alessandra também terão mais exposição a partir das chamadas inserções partidárias. A dupla do União Brasil terá 218 propagandas em horários variados. Marília Arraes somará 112 inserções; Raquel Lyra terá 80; Anderson Ferreira contará 73; João Arnaldo 33; e o PTB 31.

A campanha de rádio começa na próxima sexta-feira (26), a partir das 7h. Já na TV, no mesmo dia, os primeiros programas serão exibidos às 13h. No primeiro turno, a propaganda eleitoral seguirá até 29 de setembro.