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Delator da JBS diz que pagou propina para Paulo Câmara, Geraldo Julio e FBC

Por André Luis

Após a morte de Eduardo Campos, Geraldo Julio teria procurado diretor da JBS para cobrar propina a campanha de Paulo Câmara

Do JC Online

Diretor da JBS, o delator Ricardo Saud afirmou, em delação à força-tarefa da Lava Jato, que negociou o pagamento de propina na campanha de 2014 com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio; ambos do PSB. Tudo começou com um acerto para pagar R$ 15 milhões para a campanha presidencial do ex-governador Eduardo Campos, falecido em agosto de 2014. A delação envolve também o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB).

“Exatamente no dia que ele faleceu, eu estava com o Henrique que era a pessoa dele que ele mandava… Ou o Henrique, ou o Paulo Câmara ou o Geraldo Julio para ir lá tratar da propina”, afirma Saud.

Após a morte de Eduardo, Saud conta que foi procurado por Geraldo Julio pedindo para que fosse honrado o pagamento do que havia sido negociado com Eduardo. O objetivo era vencer a eleição pelo governo de Pernambuco.

Outras Notícias

Armando lamenta falecimento do empresário Josimar Henrique

Em nota distribuída à imprensa, o senador Armando Monteiro, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria e ex-ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, lamentou o falecimento nesta sexta-feira (2) do empresário Josimar Henrique da Silva, fundador do Laboratório Hebron Farmacêutica. “Josimar sempre foi um empreendedor à frente do seu tempo, pioneiro, ousado, com visão estratégica, […]

Em nota distribuída à imprensa, o senador Armando Monteiro, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria e ex-ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior, lamentou o falecimento nesta sexta-feira (2) do empresário Josimar Henrique da Silva, fundador do Laboratório Hebron Farmacêutica.

“Josimar sempre foi um empreendedor à frente do seu tempo, pioneiro, ousado, com visão estratégica, que imprimiu ao Hebron um padrão gerencial arrojado, com limites éticos claros e rigorosos, assumindo uma posição de liderança no setor”, disse Armando.

“A partida precoce de Josimar significa uma enorme perda para Pernambuco, mas perco também um amigo particular, que esteve ao nosso lado em momentos decisivos nos últimos anos. Portanto, em meu nome e em nome de Mônica, quero expressar minha solidariedade à sua família neste momento tão difícil. Que Deus lhes conforte e dê forças para enfentar essa dor”, concluiu.

O fundador e presidente do Conselho de Administração do Laboratório Hebron Farmacêutica Indústria de Medicamentos, Josimar Henrique da Silva faleceu nesta sexta.

A empresa que ele presidiu funciona em Caruaru desde 1990 e é uma das maiores da área de fitoterápicos do país, com atuação no Brasil, América do Sul e Estados Unidos. O velório está sendo realizado  na Igreja Presbiteriana das Graças. Já o sepultamento será ao meio dia, no cemitério Morada da Paz. De acordo com parentes, Josimar, que tinha 68 anos, teve complicações decorrentes de uma leucemia.erápicos.

Afogados da Ingazeira garante R$400 mil em emendas de Carlos Veras

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, reuniu-se no final da manhã desta terça (22), com o Deputado Federal Carlos Veras, do Partido dos Trabalhadores.  A reunião ocorreu no gabinete do Prefeito, e contou com as presenças do vice-prefeito, Daniel Valadares, e de assessores do gabinete do parlamentar.  O assunto principal da reunião foi […]

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira, reuniu-se no final da manhã desta terça (22), com o Deputado Federal Carlos Veras, do Partido dos Trabalhadores. 

A reunião ocorreu no gabinete do Prefeito, e contou com as presenças do vice-prefeito, Daniel Valadares, e de assessores do gabinete do parlamentar. 

O assunto principal da reunião foi a destinação de 400 mil reais em emendas do parlamentar para obras em Afogados da Ingazeira. 

“Foi uma reunião bastante produtiva. Ficamos muito agradecidos, em nome da população de Afogados, pela destinação das emendas. Serão 400 mil reais que iremos utilizar para pavimentação de ruas nos bairros de nossa cidade, levando qualidade de vida para centenas de famílias,” destacou Sandrinho Palmeira.

Serra Talhada e Bom Conselho na agenda de Raquel Lyra

A governadora Raquel Lyra cumpre agendas, nesta terça-feira (24), no Sertão e Agreste pernambucanos. Pela manhã, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, a gestora comanda a abertura da primeira etapa do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe) em 2026. Será às 9h no Sesc Serra Talhada. O evento, que também passará pelo Recife, Caruaru e […]

A governadora Raquel Lyra cumpre agendas, nesta terça-feira (24), no Sertão e Agreste pernambucanos. Pela manhã, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, a gestora comanda a abertura da primeira etapa do Circuito Literário de Pernambuco (Clipe) em 2026.

Será às 9h no Sesc Serra Talhada.

O evento, que também passará pelo Recife, Caruaru e Petrolina, garante acesso à política pública de leitura, fortalecendo o vínculo entre escola, cultura e comunidade. Além  disso, o Clipe assegura aos profissionais da educação de Pernambuco o Bônus Livro, benefício que incentiva o acesso à leitura e à formação continuada, e pode ser utilizado em qualquer uma das quatro etapas do evento para a aquisição de obras literárias e pedagógicas.

À tarde, em Bom Conselho, no Agreste Meridional, Raquel Lyra autoriza a retomada das obras da Cozinha Quilombola da Comunidade de Angico, paralisadas desde 2017. O reinício das obras representa um marco histórico para a segurança alimentar e o fortalecimento da identidade quilombola na região.

O evento ocorre na Escola Doralice Rodrigues da Silva, Comunidade Quilombola de Angico – Sítio Angico.

Presidente da Câmara de Iguaracy diz que novo nome em praça foi resposta a “engavetamento” de Manoel Olímpio

O Presidente da Câmara de Vereadores de Iguaracy, Tenente de Viana (PSDB), disse ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú que a aprovação da mudança de nome do homenageado na praça se deu como uma resposta à ação do então presidente Manoel Olímpio, em 2019. O projeto para mudar o nome para Otaviano Reis dos […]

O Presidente da Câmara de Vereadores de Iguaracy, Tenente de Viana (PSDB), disse ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú que a aprovação da mudança de nome do homenageado na praça se deu como uma resposta à ação do então presidente Manoel Olímpio, em 2019.

O projeto para mudar o nome para Otaviano Reis dos Santos foi aprovado por 5 votos favoráveis, duas abstenções e um voto contrário. “O Prefeito (Pedro Alves) recebeu a pressão do ex-vereador Manoel Olímpio. Tinha certeza que o prefeito não tinha intenção de  vetar. Mandou o veto e informei: vamos derrubar o veto”.

Ele explicou que apresentou o novo projeto porque em 2019 quando foi lançada a obra da Praça dos Taxistas, em conversa com os profissionais, debatia o nome ideal para a praça. “Seu Otaviano, todos iguaracienses conhecem. Foi o primeiro taxista de Iguaracy, assim como Lula Faustino, que também, merecia. Eles opinaram por ser nomeado de Otaviano Reis dos Santos”.

Ele disse então que elaborou o projeto, levou para Câmara e o presidente Manoel Olimpio, irmão do agora ex-homenageado engavetou o projeto. “Tenho certeza que a familia de seu Otaviano também ficou indignada.  Eu fiz diferente, fiz o processo todo direitinho como manda a lei”.

Ele disse que o filho não apresentou justificativa plausível. “Você perguntou qual era o serviço prestado por ele e ele veio falar em viatura”, disse. Perguntado se não era uma ação que ofendia a memória do outro homenageado, disse que não. “Se ele quiser veja com o prefeito um outro lugar para botar a homenagem”. Disse ainda que se hgouve birra política, foi Olímpio que começou. A entrevista completa está no YouTube da Rádio Pajeú.

Paulo Gonet afirma que tentativa de ruptura da ordem democrática foi comprovada no processo

Após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal (AP) 2668, que trata da tentativa de golpe de Estado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a procedência da acusação referente aos réus do Núcleo 1. Segundo ele, os fatos descritos na denúncia foram devidamente comprovados por diversas provas, como […]

Após a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal (AP) 2668, que trata da tentativa de golpe de Estado, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a procedência da acusação referente aos réus do Núcleo 1. Segundo ele, os fatos descritos na denúncia foram devidamente comprovados por diversas provas, como exige o devido processo legal.

Denúncia

De acordo com Gonet, a denúncia apresenta detalhes sobre a estruturação e a atuação da organização criminosa entre meados de 2021 e início de 2023, com o objetivo de promover a ruptura da ordem democrática no Brasil. O procurador-geral destacou que a acusação não se baseou em suposições frágeis, uma vez que os próprios integrantes do grupo documentaram quase todas as fases da ação. Durante a investigação, foram apreendidos arquivos digitais, planilhas, discursos prontos e trocas de mensagens relacionados ao plano.

Ataques às instituições

Gonet afirmou que o grupo era liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e contava com autoridades de alto escalão do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência. Segundo ele, a organização criminosa desenvolveu e executou um plano progressivo e sistemático de ataques às instituições, visando prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e enfraquecer o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente o Judiciário. Além disso, o grupo tentou desacreditar publicamente o sistema eletrônico de votação.

PF e colaboração premiada

Embora a Polícia Federal tenha descoberto a maior parte dos fatos de forma independente, o procurador-geral ressaltou que os relatos do colaborador Mauro Cid foram fundamentais para esclarecer e aprofundar a investigação.

Punhal Verde e Amarelo

Ainda segundo Paulo Gonet, os autos confirmam o início da execução de planos, como o Punhal Verde e Amarelo, que previa até mesmo o assassinato por envenenamento do presidente eleito e de seu vice e  a “neutralização” do ministro Alexandre de Moraes. Esse plano envolvia o monitoramento das autoridades e compartilhamento de dados de segurança e o uso de armamento pesado e reconhecia a alta probabilidade de mortes além das previstas.

Autoritarismo e desmonte dos órgãos de controle

Com base nas últimas décadas, Gonet lembrou que a dinâmica do autoritarismo geralmente se inicia com o desmonte dos órgãos de controle, como o Judiciário, especialmente as cortes constitucionais. “Não é por acaso que o STF e o TSE se tornaram alvos prioritários e ostensivos dos ataques do grupo. Essas instituições são essenciais para o equilíbrio democrático e funcionam como guardiãs dos valores constitucionais permanentes”, destacou.

O Núcleo 1 é composto por Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência), Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Jair Bolsonaro (ex-presidente da República), Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).