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Defesa do União Brasil rechaça acusação de fraude à cota de gênero

Por Nill Júnior

Os investigados por suposta fraude à cota de gênero reagiram com veemência às acusações que pairam sobre suas candidaturas.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), proposta por adversários políticos, aponta que o partido União Brasil teria recorrido a candidaturas femininas fictícias para preencher os 30% exigidos por lei. “No entanto, o que se observa nos autos é um cenário muito mais complexo, e que pode revelar não uma fraude, mas uma tentativa de judicialização excessiva da política local”, defendem os nomes do União Brasil.

“Ao longo do processo, o que se acumulou foram depoimentos e documentos que, longe de comprovar qualquer irregularidade, indicam o contrário: que as candidatas mencionadas na ação participaram, cada uma a seu modo, do processo eleitoral. Seja em carreatas, com adesivos no carro, panfletagem ou até mesmo no corpo a corpo com eleitores, os relatos convergem para uma realidade de campanha que, embora modesta, foi real”.

A candidata Diolinda Marques, apontada como uma das supostas “laranjas”, admitiu em seu depoimento que contratou duas pessoas para distribuir material de campanha, além de ter o apoio direto do marido, que adesivou o carro com sua imagem. “Américo deu dinheiro para eles trabalharem pra mim”, disse. Sua nora e seu enteado também confirmaram os atos de campanha. Não por acaso, uma testemunha declarou que ela “se empenhou”, tendo inclusive participado de visitas a eleitores junto com o grupo de campanha. “Eu vi sim adesivo dela no carro. Ela ia para as carreatas”, declarou Laudemir Lucena, testemunha do próprio autor da ação.

Outro ponto que chama atenção, diz a defesa dos vereadores, é o depoimento de Rafaela Ferreira. Em vez de negar a candidatura, ela reforça que foi uma decisão pessoal, motivada pelo interesse na política e pela convivência com figuras públicas. Rafaela relatou que foi procurada por um interlocutor político que tentou convencê-la a assinar uma declaração de que não teria feito campanha — um indício de que a acusação pode ter raízes mais estratégicas do que jurídicas. “Ele mandou uma mensagem dizendo que eu ia ser acusada, e que eu precisava assinar uma declaração. Eu disse: não vou assinar nada. Eu fiz campanha”, contou, em tom indignado.

“A terceira candidata envolvida, Mayara de Chôta, teve desempenho eleitoral expressivo, superando ao menos 16 outros candidatos. Também afirmou que a candidatura partiu dela própria, e não do partido, e que atuou diretamente nas visitas, panfletagens e mobilização do eleitorado. Segundo depoimentos, sua campanha era estruturada dentro das limitações do cenário local, com presença em redes sociais e forte articulação familiar, comum em cidades do interior”.

“É importante destacar que, em cidades pequenas como São José do Egito, a dinâmica política não segue os mesmos padrões das capitais. A ausência de comícios grandiosos, lives ou sites profissionais não pode ser confundida com inatividade ou inexistência de campanha. A realidade do sertão é marcada por estratégias mais simples — visitas de casa em casa, conversas diretas, apoio comunitário. Exigir os mesmos critérios de campanhas milionárias urbanas seria desprezar a cultura política local e abrir margem para injustiças”, acrescentam.

Testemunhas ouvidas no processo, inclusive da própria acusação, foram categóricas ao confirmar que as três mulheres citadas participaram do processo eleitoral, afirmam. Um dos principais articuladores do partido, Augusto Valadares, relatou que todas as candidatas manifestaram interesse em concorrer com quase um ano de antecedência. Em suas palavras, “todos os 15 candidatos me procuraram espontaneamente”.

“Outro aspecto delicado é a proximidade entre os envolvidos. A relação familiar entre algumas das candidatas e outros postulantes não configura, por si só, indício de fraude. Em pequenos municípios, é comum que familiares se engajem politicamente em diferentes frentes. Isso por vezes gera desconfianças, mas não pode, por padrão, ser tratado como prova de ilicitude”.

“O que os autos revelam, na prática, é um conjunto de candidaturas femininas que, embora não tenham alcançado grande votação, participaram sim do processo democrático com os meios e recursos que tinham à disposição. A votação modesta, por si só, não é critério legal para deslegitimar uma candidatura. Se assim fosse, boa parte dos que concorrem, sobretudo os novatos e menos conhecidos, estariam em risco de terem suas intenções questionadas a cada eleição”.

Diante do que foi produzido ao longo da instrução, o processo que pretendia revelar uma fraude pode acabar expondo outra face: a do uso do sistema de Justiça como campo de prolongamento de disputas políticas, acusam. “Não é incomum que ações eleitorais surjam como instrumentos de vingança pós-urna. E é exatamente por isso que a análise criteriosa das provas e das circunstâncias locais se faz ainda mais necessária”.

O julgamento ainda está por vir, mas dizem, os elementos colhidos até aqui sugerem que, ao contrário do que se tentou pintar, houve sim candidaturas autênticas, ainda que com campanhas modestas. A democracia, afinal, não se mede pela estrutura de campanha, mas pela intenção real de participar do processo político e disputar o voto popular — ainda que ele não venha em grande número.

“Em um tempo em que a participação feminina na política ainda enfrenta barreiras culturais e institucionais, o cuidado com o julgamento de candidaturas de mulheres deve ser redobrado. Há uma linha tênue entre a fiscalização legítima da lei e o desestímulo à representatividade. Que o debate seja jurídico, mas também sensível à realidade. E que a justiça, se vier, venha sem lentes ideológicas”, concluem. Os advogados do grupo do Umião Brasil no caso são Marcos Lira e Carlos Porto (ex-conselheiro do TCE).

Outras Notícias

A Jovem advocacia militante

Por Danilo Anjos* A valorização da classe – jovem advocacia militante – em constante crescente se faz necessária, a partir do momento que essa classe se sente no abandono, no esquecimento e no desrespeito às suas prerrogativas. Ser um jovem advogado, seja pela idade, seja pela experiência profissional, tem sido um grande desafio nos dias […]

Por Danilo Anjos*

A valorização da classe – jovem advocacia militante – em constante crescente se faz necessária, a partir do momento que essa classe se sente no abandono, no esquecimento e no desrespeito às suas prerrogativas.

Ser um jovem advogado, seja pela idade, seja pela experiência profissional, tem sido um grande desafio nos dias atuais. A nobre profissão de lutar pelos direitos de terceiros não pode ser tolhida pela falta de mecanismos que valorizem a atividade jurídica. O nosso papel, como jovens advogados militantes, é buscar valorização e trazer de volta os que estão efetiva e diuturnamente nos corredores dos fóruns das comarcas, vencendo as dificuldades para exercer a sua militância.

O papel que devemos exercer é o de construir uma nova forma de conquistar esse reconhecimento, mediante um diálogo ativo e persistente, captando da experiência e da prática de veteranos, o conhecimento e a aptidão imprescindíveis ao jovem advogado para que ele obtenha as prerrogativas que lhe são de direito.

A jovem advocacia deve ser acolhida, reconhecida, deve ser escutada, deve ser procurada. Isto vem acontecendo – a partir do surgimento do movimento A Ordem É Para Todos. Um movimento plural, democrático, horizontal que vem percorrendo um caminho de diálogo, formalizando e, principalmente, acatando sugestões da classe, cuja luta no interior, sofre grandes dificuldades para exercer o seu nobre ministério.

Inovações, novos ares, nova visão de gestão tornam-se fundamentais para o desenvolvimento de um processo de valorização de qualquer entidade. Em nada difere em relação à OAB-PE. Para que se inove e se aperfeiçoe, há a necessidade de nova Ordem, em que um novo conceito venha trazer novas formas de valorizar a jovem advocacia militante, oferecendo a essa militância, as condições para que o seu movimento seja, não somente uma reação inconsequente, mas uma proposta capaz de realizar mudanças e fazer prosperar esta classe, ora em dificuldades de operação do direito.

Jovens advogados militantes, carecemos de união e de empenho para que possamos construir um movimento forte e amplo que, através do diálogo e da ação conjunta e dessa forma, mudar e criar um novo e efetivo conceito dessa classe, cuja inclusão, somente virá trazer maior fortalecimento à advocacia pernambucana.
Juntos somos mais fortes!

*Danillo Anjos

Coordenador do movimento A Ordem É Para Todos

Argemiro da Caiçara eleito presidente da Câmara de Ingazeira para biênio 2023-2024

Em Ingazeira, a Câmara de Vereadores elegeu a Mesa Diretora para o biênio 2023 – 2024. O presidente eleito foi Argemiro de Morais Silva, o Argemiro da Caiçara (PSB), por unanimidade. Completam a nova mesa Djalma da Silva Veras Filho, o Djalminha, como Primeiro Secretário e Dorneles Alencar, Segundo Secretário. Argemiro da Caiçara tem 47 anos. Em […]

Em Ingazeira, a Câmara de Vereadores elegeu a Mesa Diretora para o biênio 2023 – 2024. O presidente eleito foi Argemiro de Morais Silva, o Argemiro da Caiçara (PSB), por unanimidade.

Completam a nova mesa Djalma da Silva Veras Filho, o Djalminha, como Primeiro Secretário e Dorneles Alencar, Segundo Secretário.

Argemiro da Caiçara tem 47 anos. Em 2020, foi eleito com 258 votos, ou 7,69%, sendo o quinto mais votado. Ele receberá a presidência do atual gestor da casa, Genivaldo de Sousa Silva, o Geno, também do PSB.

Coluna do Domingão: o que explica a nova ascensão do bolsonarismo?

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa: Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas […]

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa:

Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas jamais vou desistir, pois a única luta que se perde é a que não lutamos. Me considero um realista esperançoso.

Várias interpretações sobre a enxurrada de votos para a extrema direita estão sendo discutidas. O anti petismo, a anti corrupção, o anti Supremo, o anti lulismo, entre outras justificativas.

Vou tentar responder a uma pergunta que tem martelado minha cabeça: o que leva as pessoas a aderir a líderes e grupos que promovem a opressão e subserviência do outro? O servilismo a uma outra nação? Aproveito para lembrar Wilhelm Reich, psiquiatra, psicanalista, biólogo, físico, que nasceu em 1897 e morreu em 1957. Sua teoria é revolucionária, unindo a psicanálise e a biologia. Ele propôs que a mente e o corpo formam uma unidade indissolúvel. Sobre a onda fascista na Alemanha de Hitler, ele disse: “as massas não foram enganadas. Elas desejaram o fascismo”. Esta frase me faz refletir e me perguntar: será que os eleitores da extrema direita votaram nesses candidatos, no PL, no bolsonarismo, por não saberem quem são seus líderes e o que isso significa? Ou votaram nesses candidatos exatamente pelo que eles são e defendem?

Os eleitores e eleitoras da extrema direita sabem perfeitamente o que fazem, inclusive sabem das consequências. Não adianta tentar justificar que a massa de eleitores da extrema direita está cometendo erro, unicamente por uma comunicação e propaganda falha.

Um desafio: você já viu ou ouviu algum eleitor ou eleitora de direita, pois é assim que se nomeiam, dizerem que votam por justiça social, pela universidade pública, pelos direitos humanos, pelo SUS, pelo aumento do salário mínimo, pela aposentadoria, pela proteção ao meio ambiente e dos povos indígenas, pelo direito à diversidade de gênero, dos credos e opiniões, pela defesa das minorias, contra a escala de trabalho escravisante 6×1?

Mesmo quando falam de liberdade ou democracia eles defendem como privilégio para eles e suas ideias. Não para todos, como nós defendemos. Querem liberdade para serem autoritários, racistas, fascistas, machistas. Esses eleitores não estão interessados em políticas públicas de proteção social ou qualquer outra ação para a coletividade, mesmo que se beneficiem dela.

Querem ficar ricos. Olhem a volta de vocês. Reparem os influenciadores campeões de seguidores e a reação diante da proibição das BETS, o discurso dos pastores neopetencostais que fazem sucesso, os ídolos do futebol. O lema central dessa gente é ostentação. Ostentam sucesso, bens e prosperidade financeira. Depender do Estado, de políticas públicas, de cotas, acessibilidade, é sinônimo de fracasso para eles. O UBER não quer aposentadoria, direitos trabalhistas, proteção social, porque acredita que será abençoado por Jesus e ficará rico. Não precisará de nada disso.

Isso significa que a propaganda progressista não sofre de ineficiência. Ao contrário, ela mostra com muita eficácia seu projeto de país e que ele não vem de hoje. Só que essa massa que caiu nas garras da extrema direita não quer esse projeto, mesmo que seja em benefício deles. Eles preferem acessá-lo burlando o sistema, do que pela via do direito garantido. Querem ser ricos individualmente. Não há projeto coletivo de país em jogo.

O gângster ex-banqueiro Vorcaro, por exemplo, não é um problema nessa visão de mundo bolsonarista. Ele é o ídolo que talvez tenha cometido o erro de ter sido pego e preso. Mais do que combater pessoas como Vorcaro, eles querem ser como Vorcaro. Isso vale também quando defendem tipos como Trump, Elon Musk, ou Milei.

Outra coisa: obviamente, houve influência externa. O poder dos algoritmos, a guerra híbrida, as mídias hereditárias, patronais e das bigh techs influenciaram as eleições e ampliaram o alcance de candidatos e propostas.

Não podemos negar é que esse tipo de discurso convenceu uma grande massa de pessoas. Cooptou o desejo delas. Temos duas opções: democracia ou barbárie.

Sugiro a quem interessa o livro de Rita Almeida, “Psicologia das massas e bolsonarismo”. Essa análise é fruto desse livro.

Sobre o livro, a autora resgata os conceitos clássicos da psicanálise, em especial a obra Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de Sigmund Freud, para entender como os indivíduos se fundem em um grupo e transferem a sua capacidade de julgamento moral para um líder carismático.

Em vez de tratar o eleitor ou apoiador de Jair Bolsonaro apenas como “ignorante” ou “enganado”, a autora defende a necessidade de escutar essas pessoas. Ela analisa o bolsonarismo não só como um fenômeno político tradicional, mas como um sintoma social do mal-estar contemporâneo.

A obra aponta que a adesão ao movimento também reflete uma sociedade altamente individualizada, onde muitos trabalhadores deixam de se enxergar por sua classe social e passam a se identificar com valores neoliberais e conservadores. Vale a leitura para entender o porquê do fosso em que nos enfiamos.

Primeira vez

Reportagem de Rafael Souza para o G1   mostra que Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989. A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel. Em 2022, ela também não apoiou ninguém no 2º turno,  mas era candidata.

Veras cita duplicação BR-232 como ameaçada com Flávio 

O Deputado Federal e presidente do PT,  Carlos Veras,  disse sobre a neutralidade de Raquel. “É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência de que, com Flávio Bolsonaro, a BR-232 não termina a sua duplicação até a Serra Talhada, como nós queremos. O Arco Metropolitano não sai. As barragens que tem ainda para fazer, a quantidade de estradas que precisamos duplicar, moradias populares. A quantidade de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.

O cálculo de Raquel

No primeiro turno,  Raquel teve ampla votação dos bolsonaristas por eliminação,  já que não queriam a volta do PSB ao poder. E ainda teve uma parcela interessante de lulistas,  o que justificou o “Luquel”. Agora, não apenas “se vinga” da vinda de Lula ao palanque de Campos, mas para seu staff,  evita o risco de declarar apoio a um e ver o outro ganhar. A fala de Flávio de que ela terá apoio do governo e a relação já construída com Lula a levam para a manutenção da posição de não se posicionar. Isso não calcula a alegação de quem a cobra, afirmando que democracia e conquistas sociais estariam ameaçadas. Optou pelo pragmatismo.

Cadê Túlio?

Como esperado,  Túlio Gadêlha teve zero peso na decisão da governadora pela neutralidade. Sequer deve ter sido ouvido. Estrategicamente,  foi importante na justificativa do palanque amplo da governadora,  o que acabou dando certo. E só. Nesse assunto, da sua promessa de ponte entre Raquel e Lula, ficou ainda menor que a votação que teve.

Em vão

O ministro e senador eleito Rui Costa (PT) foi escalado para o contato com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), buscando o apoio dela à candidatura de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Vai perder o dinheiro da passagem.

Conta errada

Tonico Araújo,  da Exatta, quis dizer na CBN Recife que a abstenção não prejudicou Lula, porque foi maior no Sul e Sudeste que no Nordeste. Mas foi rebatido por Maurício Rands e Raul Henry,  que também com base em dados, mostraram que em qualquer região do país,  o eleitor que mais se abstém é da faixa entre um e dois salários, por fatores como a dificuldade de chegar aos locais de votação. Tonico não gostou e ainda teimou. “Não procede!” – nem com as evidências desmentindo sua tese.

Que fase…

Depois de Mendonça Filho,  que perdeu seis eleições majoritárias,  outro que vem numa maré sinistra é Miguel Coelho. Ficou fora do segundo turno em 2022. Ganhou a prefeitura de Petrolina,  porque o clã é poderoso. Tentou ser candidato a Senador de João. Perdeu. Tentou ser o de Raquel. Perdeu. O prêmio de consolação era o mandato Federal,  com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.

Prêmio de consolação

O Brasil elegeu o Congresso mais retrógrado da história,  mas Pernambuco ao menos ajudou a expurgar algumas figuras que, ou só votaram contra os interesses da população,  ou queriam fazê-lo,  como Coronel Meira,  Pastor Eurico,  Charlles de Tiringa,  Michelli Collins e o próprio Eduardo da Fonte.

Frase da semana:

“O presidente tem palanque em Pernambuco”.

Da governadora Raquel Lyra,  em entrevista indicando que não tem obrigação de declarar apoio a Lula se ele declarou apoio a João Campos no primeiro turno.

Revelados detalhes do acidente que vitimou três carnaibanos em Minas. Um escapou por milagre

Foram revelados mais detalhes das mortes de José Vital Alves da Silva, de 35 anos, do irmão Valdecir Alves da Silva, de 30 anos e do sobrinho Leonardo Leite da Silva, de 20 anos. Eles morreram em um grave acidente na noite da terça (13) na BR-116, na cidade de Medina, em Minas Gerais. Os […]

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Na casa da família das vítimas, no Sítio Cabelo, clima é de dor e comoção. Foto: Evandro Lira

Foram revelados mais detalhes das mortes de José Vital Alves da Silva, de 35 anos, do irmão Valdecir Alves da Silva, de 30 anos e do sobrinho Leonardo Leite da Silva, de 20 anos. Eles morreram em um grave acidente na noite da terça (13) na BR-116, na cidade de Medina, em Minas Gerais. Os jovens estiveram nas festividades de fim de ano com a família e amigos em Carnaíba e retornavam para a cidade de São Paulo onde retomariam seus trabalhos.

Leonardo Leite, conhecido por Neguinho, 20 anos. to: Facebook
Leonardo Leite, conhecido por Neguinho, 20 anos. to: Facebook

Segundo o portal “O Tempo”, de Minas, a Polícia Rodoviária Federal informou que o Ecosport em que estavam bateu de frente com um caminhão, após invadir a contramão.

Testemunhas relataram à PRF que o veículo de passeio, com placa de Guarulhos (SP), forçou uma ultrapassagem em trecho de faixa continua, com curvas e próximo de uma ponte.

Morreram na hora Valdeci e Leonardo. José Vital ainda chegou a ser socorrido por uma ambulância do Samu até o Hospital Santa Rita, em Medina, mas morreu pouco depois.

Acidentes são comuns na BR 116 em Medina, MG. Ultrapassagens em faixa contínua são causas mais comuns de tragédias
Acidentes são comuns na BR 116 em Medina, MG. Ultrapassagens em faixa contínua são causas mais comuns de tragédias

Já Jackson Alves da Silva, de 21 anos, também do Cabelo e o motorista do caminhão, Renato Batista Brandão, de 33 anos, motorista do caminhão, foram levados para a mesma unidade em estado grave. A informação da família é de que Jackson não corre risco de morte. Chegou a se ventilar que ele viria com os familiares mortos para Carnaíba, mas isto não está confirmado.

Os corpos devem chegar esta noite e o sepultamento acontecerá no Cemitério da Itã. Pai do jovem Leonardo, o senhor Ailton Luiz, conhecido como Nenê, ainda teve forças para falar da tragédia. “É complicado. A informação é que os corpos saíram às seis da manhã de Minas devendo chegar no inicio da noite. Estou no fundo do poço”, disse abalado. Ouça a declaração a Evandro Lira (Rádio Pajeú):

João Campos anuncia articulação para garantir centro de convenções no Polo de Confecções do Agreste

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) anunciou, nesta sexta-feira (8), em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, que está envolvido nas articulações pela construção de um centro de convenções na cidade. A obra, que deve ser financiada com recursos federais e emendas parlamentares, representará uma mudança de patamar para o Polo de Confecções, que […]

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) anunciou, nesta sexta-feira (8), em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, que está envolvido nas articulações pela construção de um centro de convenções na cidade.

A obra, que deve ser financiada com recursos federais e emendas parlamentares, representará uma mudança de patamar para o Polo de Confecções, que deve agregar a vocação para o turismo de negócios para aumento de competitividade em meio a desafios gerados pela Reforma Tributária.

“Tenho o compromisso, de forma imediata, e sei que é um sonho dessa região, da construção de um centro de convenções que possa canalizar, além do ambiente produtivo e do ambiente do comércio, uma nova fase, e para isso é preciso ter uma estrutura para eventos de grande porte. Conversei muito com o deputado Felipe Carreras, com o deputado Diogo Moraes, e a gente conseguiu viabilizar dentro do Ministério da Micro e Pequena Empresa e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um modelo para a construção de um centro de convenções, que vai ser financiado pelo Governo Federal, do presidente Lula, e com emendas parlamentares do deputado Felipe Carreras. A gente vai estar podendo anunciar isso nos próximos dias, o modelo de construção e como isso será feito”, adiantou o pré-candidato, em entrevista a uma rádio local.

João Campos destacou que os arranjos produtivos locais vão ter que receber investimentos públicos diretos para que tenham a competitividade preservada mediante a previsão do fim das políticas de incentivos fiscais geradas pela Reforma Tributária. O pré-candidato a governador lembrou ainda que, nas gestões do PSB, houve redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a produção do Polo de Confecções do Agreste e outras medidas de estímulo, mas reforçou a necessidade de avançar. O ex-prefeito do Recife citou como exemplo a dispensa de licenciamento prévio para cerca de 900 atividades econômicas, realizada por sua gestão na capital, como medida de desburocratização e desenvolvimento.

“Muitas vezes a gente tem uma disputa entre o povo e o governo. A gente não pode deixar que esse sentimento seja criado. É preciso ter um comitê permanente com todas as secretarias envolvidas para discutir questões que, muitas vezes, atrapalham o pequeno empreendedor, criar um ambiente de cooperação para que não se puna, principalmente, o pequeno. Isso tem que ser feito aqui e isso tem que ter uma característica de Estado, não de governo. Dá para fazer, para as pessoas perceberem que vamos crescer junto com elas”, defendeu. “A gente vai voltar a viver um grande tempo, um tempo do tamanho do nosso estado”, completou.

O dia de agendas começou com uma visita ao Calçadão Miguel Arraes de Alencar, viabilizado na gestão do ex-governador Eduardo Campos, mas inaugurado após seu falecimento, em 2014. João também caminhou pelas ruas do Moda Center Santa Cruz e conversou com frequentadores e comerciantes do local, recebendo manifestações de carinho de quem reconhece o legado que o pré-candidato representa.

“Eu já trabalho aqui há uns 22 anos e sou muito agradecida pelo calçamento e por tanta coisa boa que veio para cá. Foi o pai dele que trouxe. Ele deu a palavra, eu acreditei e aconteceu. E tudo o que eu quero agora é caminhar com João Campos, para o tempo bom voltar”, expressou a comerciante Clemilda Jerônimo, de 42 anos.

A passagem de João Campos por Santa Cruz do Capibaribe foi acompanhada pelo senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pelo deputado Diogo Moraes (PSB) e por ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas da região. Ao longo da tarde, o pré-candidato ainda deve realizar reuniões e agendas internas com apoiadores.