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Decifre sua conta de energia elétrica e garanta seus direitos

Por André Luis

Por: Heitor Scalambrini Costa*

Para a grande maioria dos consumidores de energia elétrica, as informações contidas na fatura recebida mensalmente são um verdadeiro mistério. O que conta para o consumidor é o campo onde está mostrado o total a pagar, em reais.

Muitas publicações dedicam a explicar como é a composição da conta de energia e os tributos e encargos a pagar.

A cadeia produtiva da energia é separada em três etapas: a geração de energia, a transmissão dessa energia até os grandes centros consumidores, e por último, a distribuição da energia até chegar ao consumidor final (residenciais, estabelecimentos comerciais, indústrias e áreas rurais).

Todas estas fases são consideradas na composição da tarifa, além das perdas de energia, encargos setoriais e os tributos (ICMS, PIS, Confins). Tudo está mostrado diretamente na conta, além de disponibilizar dados sobre o consumo mensal, em kWh, e o histórico retroativo mensal do consumo.

Portanto, na conta estão embutidos valores totais que são arrecadados pela distribuidora, e repassados diretamente às empresas responsáveis, além dos tributos recolhidos e encargos.

Todavia existe um campo na fatura que é praticamente desconhecido pelos consumidores, mas que tem grande relevância, que possibilita averiguar a qualidade e continuidade dos serviços oferecidos pela distribuidora, no que concerne a frequência e a interrupção do fornecimento de energia pela empresa.

Os indicadores individuais de continuidade por unidade consumidora que averíguam a qualidade do serviço prestado pela concessionária, disponíveis na conta de energia são: DIC- Duração de Interrupção, FIC- Frequência de Interrupção, e DMIC- Duração máxima de interrupção contínua.

Estes indicadores permitem medir, a duração e o número de vezes que cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica num dado período, e o tempo máximo da interrupção de energia elétrica (em horas).

As resoluções da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, para cada concessionária, é quem estabelece os limites dos indicadores DIC, FIC e DMIC. Estes indicadores são mostrados na fatura para períodos mensal, trimestral e anual; assim como o valor apurado pela própria empresa.

Quando os indicadores apurados ultrapassam os limites de continuidade estabelecidos pela ANEEL, a distribuidora deve compensar financeiramente o consumidor. A compensação é automática, e deve ser paga em até 2 meses após o mês em que houve a interrupção.

Este é um ponto crucial na defesa dos interesses do consumidor perante a concessionária. Todavia a transgressão da empresa é algo difícil de ser contestado, e mais difícil ainda a compensação financeira obtida pelo consumidor.

Existem outros indicadores (não mostrados na fatura, no caso da Neoenergia Pernambuco, ex-Celpe), como o DEC- Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora, e o FEC- Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora, que permitem anualmente a publicação pela Aneel, para cada distribuidora, do DGC – Indicador de Desempenho Global de Continuidade. Assim é possível comparar o desempenho entre as grandes distribuidoras.

A título de exemplo, é apresentado o DGC, da Neoenergia Pernambuco, de 2011 a 2020. O ranking abaixo está organizado para as grandes distribuidoras com mais de 400.000 consumidores, mercado superior a 1 TWh. Entre 29 a 35 distribuidoras se enquadram neste critério, dependendo do ano analisado.

Ano

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

2020

DGC

—

0,84

0,99

1,11

0,99

0,89

1,01

0,77

0,76

0,82

Rank

40

260

240

270

190

170

230

140

120

18o

No caso do consumo residencial, o que se verifica na prática é que os valores apurados, que estão contidos na fatura mensal das empresas, não correspondem aos valores reais que o consumidor constata. Por exemplo, no tempo de duração das interrupções ocorridas no mesmo mês, e na quantidade de interrupções que acontecem mensalmente. Sugiro ao leitor registrar durante o período mensal estes valores, e depois comparar com os valores apurados pela própria companhia, e que vem registrado na fatura que recebe. Com certeza encontrará divergências.

Mas acontecendo isso, a quem devemos reclamar? A empresa obviamente. Todavia estas reclamações seriam mais efetivas se houvesse uma associação de consumidores. Assim as reclamações não seriam individualizadas junto a Companhia.

Contudo estas “entidades participativas” de consumidores existem, para surpresa geral. Você, caro leitor, sabia disso?

Ao invés de associações, existem os Conselhos de Consumidores de Energia Elétrica. Foram criados pela Lei nº 8.631/93, que determinou às concessionárias a criarem estas referidas entidades. O Decreto nº 2335/97 foi quem definiu que competia à Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL estimular a organização dos Conselhos de Consumidores.

Segundo o site da Aneel “os Conselhos são órgãos sem personalidade jurídica, de caráter consultivo, formado por representantes das principais classes das unidades consumidoras (residencial, rural, poder público, comercial e industrial), com a incumbência de opinar sobre assuntos relacionados à prestação do serviço público de energia elétrica, conforme definido pela ANEEL na Resolução 451/2011”.

Ainda está definido que “compete aos Conselhos, dentre outras atribuições, manifestar-se formalmente acerca das tarifas e da qualidade do fornecimento de energia elétrica da respectiva distribuidora, bem como esclarecer a sociedade sobre os direitos e deveres inerentes à contratação do serviço”.

Portanto, a priori, o Conselho poderia/deveria ser acessado pelo consumidor para suas reclamações e/ou demais questões relativas às suas faturas, aos serviços prestados pela distribuidora, entre outras. Enfim, as questões ligadas ao fornecimento de energia elétrica.

Em Pernambuco, o Conselho de Consumidores de Energia Elétrica (http://www.conselhope.com.br  ) está localizado no próprio prédio da distribuidora, e sua secretaria executiva é comandada por funcionário da própria empresa.

É importante salientar que existe uma insatisfação geral do consumidor residencial em relação às empresas distribuidoras de energia elétrica, praticamente 100% nas mãos do setor privado; não somente com relação às tarifas astronômicas, mas também com a qualidade dos serviços fornecidos. Os conselhos não funcionam no atendimento destas demandas. Os Procons estaduais têm suas limitações. Então, como defender seus direitos, já que os deveres são prontamente cobrados pela empresa?

Talvez reclamar ao bispo de Itu?

*Heitor Scalambrini Costa é Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Outras Notícias

Desfile de blocos encerra Carnaval em Ingazeira

A festa carnavalesca tomou conta do município de Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, do início ao fim, e durante o dia da terça-feira (13), os ingazeirenses tomaram as ruas da cidade e do distrito de Santa Rosa, área rural do município. Os blocos, Seu Bomba, e Vai Quem Quer, estiveram nas ruas levando a raiz […]

A festa carnavalesca tomou conta do município de Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, do início ao fim, e durante o dia da terça-feira (13), os ingazeirenses tomaram as ruas da cidade e do distrito de Santa Rosa, área rural do município.

Os blocos, Seu Bomba, e Vai Quem Quer, estiveram nas ruas levando a raiz do Carnaval, com muito frevo e canções dos velhos carnavais, com as presenças de um grande público e a certeza de que foi uma grande festa, na conclusão da festa de momo.

Durante a realização dos eventos, teve praça lotada, foliões, homenagens e desfiles, com o apoio e realização da Prefeitura de Ingazeira, através da Secretaria de Cultura que tem como responsável, Dione Nunes, realizando um grande trabalho à frente da pasta.

Total de 40,7% da população tomou duas doses; 67,8%, uma

Um total de 40,64% da população do Brasil (86.692.704 de pessoas) completaram o esquema vacinal (com a 2ª dose ou dose única), de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste domingo (26). Os que estão parcialmente imunizados são 144.536.919 pessoas, o que corresponde a 67,76% da população. Somando a primeira […]

Um total de 40,64% da população do Brasil (86.692.704 de pessoas) completaram o esquema vacinal (com a 2ª dose ou dose única), de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h deste domingo (26).

Os que estão parcialmente imunizados são 144.536.919 pessoas, o que corresponde a 67,76% da população.

Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 231.229.623 de doses aplicadas desde o começo da vacinação.

Os estados com maior porcentagem da população imunizada (com segunda dose ou dose única) são o Mato Grosso do Sul (55,62%), São Paulo (53,89%), Rio Grande do Sul (46,58%), Espírito Santo (42,63%) e Paraná (40,84%).

Já entre aqueles que mais tem sua população parcialmente imunizada até o sábado estão São Paulo (78,57%), Rio Grande do Sul (70,47%), Distrito Federal (70,19%), Santa Catarina (69,78%) e Paraná (68,66%).

Em Pernambuco,  a 1ª dose foi aplicada em 6.317.926 (65,30%). Já a 2ª dose + dose única: 3.374.087 (34,88%); dose de reforço: 9.229.

O levantamento é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por g1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL. Os dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.

Diocese de Afogados ainda não tem data para retomada das missas com presença de fiéis

As missas com a presença dos fies na Diocese de Afogados da Ingazeira continuarão suspensas. O anúncio foi feita pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol, durante a celebração do último domingo (21) na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios e reforçada após reunião de ontem de representantes de paróquias, MP, prefeitura e outras denominações […]

As missas com a presença dos fies na Diocese de Afogados da Ingazeira continuarão suspensas.

O anúncio foi feita pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol, durante a celebração do último domingo (21) na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios e reforçada após reunião de ontem de representantes de paróquias, MP, prefeitura e outras denominações religiosas.

Dom Egidio disse que o Governo de Pernambuco liberou a abertura das igrejas durante as celebrações para a presença do público, mas que não mandou abrir. “Ele autorizou, não determinou”. Isso portanto fica a critério de cada diocese seguindo as orientações das autoridades no tocante aos cuidados informados no decreto expedido pelo Governo do Estado.

O bispo disse que a situação ainda é preocupante e séria, pois os casos continuam subindo na região. “O fato dele não ter feito isso para todas as cidades, um grupo grande de mais de 80 cidades que não podem fazer isso, para mim, é um sinal da prudência com que se está tratando do assunto. Se ele liberou para o Pajeú como para outros locais, deve ter alguns sinais objetivos que permitem isso. Por outro lado, a gente fica espantado porque todos os dias aparecem novos casos e isso vai continuar a aparecer porque quanto mais testes foram feitos, quanto mais casos poderão ser detectados”, falou dom Egidio.

Dom Egidio disse que não tem pressa em reabrir as igrejas e que a prudência neste momento é mais importante. “Eu pedi aos padres que em cada município procurassem estudar juntamente com a secretaria de Saúde o que se poderia fazer, e como se poderia fazer, para de um lado oferecer essa possibilidade, e, do outro com segurança, com o máximo de segurança. Isso não significa que tudo passou, não passou nada. Esses três meses, porém, a meu ver veio nos mostrar a perceber que a coisa é grave e séria, e que não podemos ser meninos e que temos que agir com responsabilidade. Tenham calma e paciência”, concluiu.

Após a consulta por parte dos padres às autoridades de Saúde de cada município da área da Diocese, haverá uma orientação mais concreta, segundo disse o bispo.

Prefeitura de Brejinho firma parceria com a VIVEN para promover cidadania nas escolas

A Prefeitura de Brejinho, por meio da Secretaria Municipal de Educação, firmou uma parceria com a VIVEN, organização sem fins lucrativos de reconhecimento nacional, para implementar uma metodologia inovadora que promove a cidadania no ambiente escolar.  A iniciativa já está em curso no Ensino Fundamental II da Escola Municipal São Sebastião, a maior unidade da […]

A Prefeitura de Brejinho, por meio da Secretaria Municipal de Educação, firmou uma parceria com a VIVEN, organização sem fins lucrativos de reconhecimento nacional, para implementar uma metodologia inovadora que promove a cidadania no ambiente escolar. 

A iniciativa já está em curso no Ensino Fundamental II da Escola Municipal São Sebastião, a maior unidade da rede municipal de ensino, e tem transformado a vivência escolar de estudantes e educadores.

Com foco na formação de cidadãos conscientes, a metodologia proposta pela VIVEN estimula o respeito mútuo, o diálogo e o protagonismo juvenil. A prática educativa tem mobilizado alunos e professores em torno de valores democráticos, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a responsabilidade social entre os jovens.

O prefeito Gilson Bento destacou a relevância do projeto para o desenvolvimento integral dos estudantes. “É fundamental que um governante olhe além das obras físicas. Investir em educação cidadã é investir no futuro de uma cidade mais justa e participativa. A escola precisa ser um espaço onde o estudante compreenda seu papel no mundo e se sinta motivado a contribuir ativamente com a sociedade. Essa parceria com a VIVEN é um passo firme nesse caminho.”

O secretário de Educação, Abrahão Filho, também ressaltou a importância da iniciativa. “Essa parceria com a VIVEN representa um avanço significativo para nossa rede de ensino. Estamos oferecendo aos nossos alunos mais do que conteúdo escolar, estamos formando cidadãos! A metodologia aplicada tem mostrado resultados concretos, promovendo uma cultura de paz, respeito e empatia dentro e fora da escola.”

A Escola Municipal São Sebastião foi escolhida como unidade piloto da proposta, com planos de expansão para outras escolas da rede nos próximos meses. A expectativa é de que a metodologia contribua de forma contínua para a construção de uma cultura cidadã sólida, capaz de transformar realidades e impactar positivamente toda a comunidade.

Afogados: Polícia encontra em galpão carga avaliada em R$ 47 mil fruto de golpe

Material foi levado em golpe contra comerciantes de Petrolina. Entenda: Na tarde de hoje (28), policiais civis da 167ª, coordenados pelo delegado Ubiratan Rocha  receberam informações de que uma carga extraviada estava escondida num galpão situado nas proximidades da subestação de energia em Afogados, no Bairro Manoela Valadares. Ciente das informações, os policiais se deslocaram […]

Material foi levado em golpe contra comerciantes de Petrolina. Entenda:

Na tarde de hoje (28), policiais civis da 167ª, coordenados pelo delegado Ubiratan Rocha  receberam informações de que uma carga extraviada estava escondida num galpão situado nas proximidades da subestação de energia em Afogados, no Bairro Manoela Valadares.

Ciente das informações, os policiais se deslocaram até o local onde e encontraram uma carga avaliada em aproximadamente R$ 47 mil. A carga tinha  240 caixas de porcelanato, 17 latas de massa acrílica, 5 latas de selador, 7 latas de tinta acrílica,  145 latas de massa corrida interiores, 64 latas de tinta acrílica  e 8 pacotes de lixas.

Segundo informações preliminares, tais objetos foram desviados de depósitos da cidade de Petrolina, no dia 26 de maio. Pessoas compravam mediante uso de cartões de crédito e depois cancelavam a transação, trazendo enormes prejuízos para os comerciantes.

Investigações ainda estão sendo realizadas com o intuito em desbravar todo o desenvolvimento criminoso, circunstância que impede maiores informações. Participaram da ação os policiais Paulo Maychrovicz, Inário Rafael, Isabela Guedes, Antonio Gleidson (Toninho), Marcos Capoeira e Franklyn Gonçalves com efetivo do 23º Batalhão da PM.