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Datafolha votos válidos: Paulo 52%, Armando 35%

Por Nill Júnior

Por G1 PE

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6) aponta os seguintes percentuais de voto para o governo de Pernambuco. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em votos válidos, Paulo Câmara (PSB) tem 52%, seguido de Armando Monteiro (PTB), com 35%. Dani Portela (PSOL) tem 4%. Julio Lossio (Rede) e Maurício Rands (Pros) tem 3%. Ana Patrícia Alves (PCO) e Simone Fontana (PSTU), aparecem com 1%.

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Em votos totais, Paulo Câmara (PSB) tem 42%, seguido de Armando Monteiro (PTB), com 28%, Dani Portela (PSOL), com 4%, Julio Lossio (Rede) e Maurício Rands (Pros), com 3%. Ana Patrícia Alves (PCO) e Simone Fontana (PSTU) tem 1% cada. Branco, nulos ou nenhum, 14%. Não sabem 4%.

Na simulação de segundo turno em votos totais, Paulo Câmara tem 48% contra 37% de Armando Monteiro (PTB).

Rejeição: a Datafolha também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:

Armando Monteiro (PTB): 33%
Paulo Câmara (PSB): 32%
Dani Portela (PSOL): 30%
Julio Lossio (Rede): 29%
Simone Fontana (PSTU): 29%
Ana Patrícia Alves (PCO): 27%
Maurício Rands (PROS): 27%
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 9%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 3%
Não sabe: 6%

Sobre a pesquisa:

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos . Quem foi ouvido: 2.674 eleitores, com 16 anos ou mais, em 59 municípios. Quando a pesquisa foi feita: nos dias 5 e 6 de outubro
Registro no TSE: PE‐05100/2018. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.

Outras Notícias

Previsão de rota Recife-Serra Talhada pela Azul vai para dezembro

Débora Eloy – Diário de Pernambuco O aeroporto de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, ainda não foi inaugurado, espera-se que isso aconteça no mês de dezembro deste ano. Mas a expectativa já está grande, tanto na cidade que irá abrigar a novidade, quanto nos municípios vizinhos, como Triunfo e Afogados da Ingazeira. Para o […]

Débora Eloy – Diário de Pernambuco

O aeroporto de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, ainda não foi inaugurado, espera-se que isso aconteça no mês de dezembro deste ano. Mas a expectativa já está grande, tanto na cidade que irá abrigar a novidade, quanto nos municípios vizinhos, como Triunfo e Afogados da Ingazeira.

Para o prefeito da cidade, Luciano Duque, o empreendimento será uma forma de colocar o centro do Sertão pernambucano no mapa do turismo e do empreendimento. “Não só Serra Talhada, mas toda a região. Isso cria uma expectativa muito grande em termos desse modal. O desenvolvimento da interiorização passa por algumas destas coisas”, aponta.

A escolha da cidade para a construção do aeroporto não foi por acaso. Serra Talhada já é vista como o principal polo médico e educativo da região. “Já temos universidades federais. Os voos servirão para encurtar distâncias e ligar o Sertão de Pernambuco ao Brasil e ao mundo”, explica Duque.

Para um primeiro momento, os voos ofertados servirão para testar o público, no que diz respeito à oferta e procura. “Esperamos três viagens semanais para experimentar o mercado, exclusivamente para Recife. E eu acredito que irá atender essa demanda inicial. A ideia é atingir toda essa região. Primeiro, pensando em vender o turismo local, que é muito forte, com a história do cangaço, por ser o local onde Lampião nasceu, além das cidades vizinhas que contam com suas belezas naturais”, revela o prefeito.

Para aumentar o atrativo para a região, os prefeitos estão estudando formas de unir os seus principais pontos turísticos. “A ideia seria montar um pacote legal e vender para o mundo todo. O olhar comercial do turismo será trabalhado pelos governos municipais e pelos hotéis, principalmente os de Serra Talhada e Triunfo”, indica Duque.

Outras cidades de interior, que investiram em aeroportos próprios e agora estão colhendo os frutos são inspirações para que o aeroporto de Serra Talhada dê certo. “Acredito que em muito pouco tempo teremos maturidade para disponibilizarmos voos para fora do estado, como aconteceu com Juazeiro, que hoje tem sete voos por dia indo para Brasília e São Paulo”, complementa o prefeito de Serra Talhada.

Para começar a funcionar, o aeroporto necessita da autorização da Agência Nacional de Aviação Civil, que, por sua vez, espera a construção e conclusão do muro de segurança que envolve o aeroporto. Com essas obras prontas, o empreendimento deve começar a funcionar em dezembro deste ano.

Um dos locais que irá se beneficiar do novo aeroporto é Triunfo, conhecida principalmente pelo seu atrativo turístico. O secretário de turismo da cidade, Nilton Madureira, enxerga na oportunidade o desenvolvimento da região. “Nossa cidade possui 23 hotéis com capacidade para mais de 1.200 leitos, em uma cidade com apenas 15 mil habitantes”, explica.

Com diversos pontos turísticos, uma das cidades mais altas do estado dispõe de diversas opções de visitação, como o Engenho São Pedro, atual vencedor do prêmio de Bruxelas de cachaça; a Casa do Papai Noel; a Antiga Casa de Detenção, em que hoje funciona um museu da história do cangaço em parceria com o Sesc; o Pedalinho, para quem deseja  desfrutar das belezas que o lago tem para oferecer; igrejas centenárias, com suas estruturas preservadas; sem falar das apresentações dos caretas de triunfo, com seu espetáculo regional.

O secretário de turismo da cidade destaca os principais motivos que fazem de Triunfo um atrativo do Sertão do Pajeú. “Além da história do Lampião, que pode ser encontrada por toda a cidade, e do carnaval que tem tradição aqui na cidade, também estamos investindo em eventos e pretendemos realizar dez eventos de grande porte até o final do ano”, conclui Nilton.

Além de prisão, Carlos Veras defende a cassação do deputado que atacou o STF

“Zelando pela boa política o parlamento tem que autorizar a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL) e a cassação do seu mandato”. A afirmação foi feita pelo Deputado Federal Carlos Veras, em entrevista ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM. Falando sobre a prisão do deputado bolsonarista que atacou os ministros do Supremo Tribunal […]

“Zelando pela boa política o parlamento tem que autorizar a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL) e a cassação do seu mandato”. A afirmação foi feita pelo Deputado Federal Carlos Veras, em entrevista ao comunicador Anchieta Santos na Rádio Cidade FM.

Falando sobre a prisão do deputado bolsonarista que atacou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve a prisão decretada por Alexandre de Morais, o petista disse que o plenário da Câmara deve decidir nesta quinta-feira (17), e ele, mesmo estando em Tabira votará pela plataforma digital. 

Sobre os vários pedidos de impeachment do Presidente Bolsonaro, Carlos Veras informou que independente da falta de povo nas ruas, só dá para ter esperanças quando o Centrão que foi determinante para a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff adotar a ideia, coisa hoje bem difícil depois da adesão do bloco ao governo e a eleição de Artur Lira. 

O fato de a Deputada Marília Arraes ter desafiado o PT e vencido a eleição para ocupar a segunda-secretaria da Mesa da Câmara, o que representa uma derrota política do próprio partido e uma vitória do grupo ligado ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), Veras disse ter votado na conterrânea. 

Provocado se Marília será expulsa da sigla, Carlos declarou que aí a legenda vai ter que expulsar mais 15 parlamentares, mas que o caso está praticamente resolvido. 

Confirmou a conquista de emendas para a Saúde de Serra Talhada e Altino Ventura e se colocou a disposição da nova gestão de Tabira para conversar com a Prefeita Nicinha Melo. 

Carlos Veras admitiu ter sido procurado pelo vice-prefeito Marcos Crente, mas não existe ainda nenhuma reunião agendada. 

Sobre o Governo Nicinha, o Deputado se mostrou surpreso com tantos diretores viajando de férias desde as primeiras semanas. “O governo só começou e já tem tanta gente precisando descansar? É muito estranho”, destacou.

Consórcio da Camargo Corrêa repassou R$ 37,7 mi a doleiro, diz PF

Da Folhapress Um consórcio liderado pela Camargo Corrêa repassou R$ 37,7 milhões a empresas fantasmas do doleiro Alberto Youssef usando como intermediária as empresas Sanko Sider e Sanko Serviços, aponta laudo da Polícia Federal que faz parte de um processo da Operação Lava Jato. O consórcio, chamado CNCC, pagou R$ 38,75 milhões à Sanko por […]

Da Folhapress

Um consórcio liderado pela Camargo Corrêa repassou R$ 37,7 milhões a empresas fantasmas do doleiro Alberto Youssef usando como intermediária as empresas Sanko Sider e Sanko Serviços, aponta laudo da Polícia Federal que faz parte de um processo da Operação Lava Jato.

O consórcio, chamado CNCC, pagou R$ 38,75 milhões à Sanko por serviços em que há “fortes indícios” de que não foram prestados. A maior parte desse valor (R$ 37,73 milhões) foi repassada à MO Consultoria e GFD Investimentos, duas empresas controladas pelo doleiro.

As transferências foram feitas entre outubro de 2010 e dezembro de 2013.

Denúncias de procuradores que atuam na Operação Lava Jato dizem que todos os pagamentos feitos às empresas de Youssef eram repasse de propina, já que essas firmas não tinham atividades que justificassem os recebimentos.

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Dois réus e uma testemunha afirmaram à Justiça que os contratos assinados pelas empresas de Youssef eram só uma forma de justificar a entrada de recursos, já que os serviços nunca foram prestados.

O consórcio recebeu o maior contrato para as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, de R$ 3,4 bilhões, em valores de 2010. A refinaria, cujo custo inicial era estimado inicialmente em R$ 5,6 bilhões, deve consumir R$ 57 bilhões quando ficar pronta, no próximo ano.

Os procuradores sustentam que contratos superfaturados da refinaria eram uma das fontes do suborno distribuído pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa a políticos.

A própria Camargo Corrêa fez pagamentos à Sanko que também foram transferidos ao doleiro. Em 20 de julho de 2009, a empreiteira pagou R$ 3,6 milhões à Sanko Sider pelo fornecimento de tubos e prestação de serviços. Logo depois, em 31 de julho e 1º de outubro, a Sanko repassou R$ 3,2 milhões para a MO Consultoria de Youssef.

“Informações obtidas pelos peritos indicam que a venda dos produtos (tubulação) não foi efetivada”, afirma o laudo.

A PF também não encontrou na contabilidade da Sanko registro dos serviços que a empresa diz prestar ao consórcio CNCC.

O laudo diz que há indícios de fraude na avaliação que a Petrobras fez da Sanko para certificar a empresa -todos os fornecedores da estatal precisam desse certificado.

Segundo a PF, a Petrobras aceitava avaliar a Sanko usando documento contábeis de outra empresa, a Cia. Mecânica Auxiliar. A Sanko detém só um terço das ações da Cia. Mecânica, “não figurando nem mesmo como controladora”.

Para os peritos, “os demonstrativos contábeis [de 2009 a 2013] revelaram uma fragilidade financeira acentuada, com seguidos prejuízos e elevado endividamento”. Em 2009, por exemplo, a Sanko registrou um prejuízo de R$ 22,9 milhões e um patrimônio líquido negativo de R$ 64,1 milhões. Os peritos são didáticos sobre o significado de patrimônio líquido negativo: se a Sanko vendesse todos os seus bens e transformasse em dinheiro todos os seus direitos, ficaria devendo R$ 64,1 milhões.

Gonzaga Patriota defende Transposição do Rio Tocantins, em Palmas

O deputado federal Gonzaga Patriota participou nesta segunda feira (26) em Palmas-TO da Conferência Regional de Mobilização para o 8º Fórum Mundial da Água e da “1ª Conferência Estadual da Transposição do Rio Tocantins”, realizada pelo Centro Universitário Luterano de Palmas. A agenda teve como objetivo debater o  projeto de lei nº 6569/13 de sua autoria, que […]

O deputado federal Gonzaga Patriota participou nesta segunda feira (26) em Palmas-TO da Conferência Regional de Mobilização para o 8º Fórum Mundial da Água e da “1ª Conferência Estadual da Transposição do Rio Tocantins”, realizada pelo Centro Universitário Luterano de Palmas.

A agenda teve como objetivo debater o  projeto de lei nº 6569/13 de sua autoria, que trata da transposição do rio Tocantins, que já foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e aguarda apreciação do Senado.

O projeto também prevê a inclusão no Plano Nacional de Viação e Obras, da interligação entre o Rio Tocantins e o Rio Preto, com o propósito de assegurar a navegação desde o Rio São Francisco até o Rio Amazonas.

Segundo o deputado, no projeto, o canal da transposição tem uma extensão total de 733 km, sendo 220 km de obras e 513 km por gravidade, a partir do Rio Tocantins, passando pela região sudeste do Estado até chegar na região da Garganta, no município de Formosa/BA, de onde seguirá pelo leito do Rio Preto até o Rio Grande por 315 km e, a partir deste ponto, por mais 86 km até desaguar no Rio São Francisco, no município de Barra/BA.

Para Gonzaga Patriota, essa obra representa um grande avanço social e econômico para toda região sudeste do Tocantins e sertão do estado da Bahia; locais castigados pela seca. O deputado defende que o projeto de interligação de bacias gerará renda e emprego no estado de Tocantins, e cita como exemplo as interligações iniciadas em Pernambuco.

“No nosso estado fizemos duas interligações do São Francisco, uma de Cabrobó-PE, para o Ceará e Rio Grande do Norte, com 17 metros cúbicos por segundo de vazão de água e outra de Floresta-PE para a Paraíba e o agreste pernambucano,  com 14 metros cúbicos. Foram investidos mais de 10 bilhões de reais nessas duas interligações; valor que ficou no Estado que está fazendo a doação, que é Pernambuco, e empregou mais de 10 mil pessoas. Importante ressaltar ainda que cidades da região receberão aeroportos e pátios intermodais”, explicou o parlamentar.

Durante o debate, Gonzaga Patriota destacou que o projeto poderá trazer inúmeros benefícios para o estado do Tocantins. “O Rio Tocantins tem muita água. O que propomos é a construção de um pequeno canal para 70 metros cúbicos, saindo um pouco acima do Projeto Manoel Alves no Tocantins até a Serra da Garganta, onde haverá uma queda d’água que vai gerar energia pra toda região do Tocantins, que é carente e sofre. inclusive, com falta de energia. O Estado ganhará milhares de empregos, além de cerca de 5 ou 6 bilhões de reais, que lá serão investidos”, afirmou Patriota.

Questionado sobre o impacto ambiental na região, esclareceu que a água só será utilizada no período de chuvas, quando o Tocantins está com volume de água acima do normal e o excedente escoa para o oceano, sem nenhum aproveitamento. “Essa adutora só pegará a água do rio Tocantins quando ele estiver acima da metade do volume. A adutora não permite que a água seja retirada, caso o rio esteja baixo.”, observou. “Achar que o rio morrerá em virtude deste empreendimento é falta de conhecimento, por isso é importante debater e discutir o assunto amplamente.”

Fiocruz lança manual para reabertura segura das escolas

Agência Brasil A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (24), um manual sobre biossegurança para a reabertura de escolas no contexto da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Com linguagem acessível, o manual traz orientações para retomada das aulas em segurança, além de informações sobre questões sanitárias […]

Agência Brasil

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz) lançou, nesta sexta-feira (24), um manual sobre biossegurança para a reabertura de escolas no contexto da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

Com linguagem acessível, o manual traz orientações para retomada das aulas em segurança, além de informações sobre questões sanitárias e formas de transmissão da doença. O manual destaca ainda a necessidade de implementar boas práticas de biossegurança que contribuam para promover a saúde e prevenir a doença nas escolas.

A coordenadora-geral de Ensino Técnico da escola, Ingrid D’avilla, integrante da equipe que elaborou o manual, disse à Agência Brasil que o material está disponível no site da unidade e em alguns portais da Fiocruz, como a Agência Fiocruz de Notícias e o Observatório Covid-19 Informação para Ação, cujo objetivo é disponibilizar informações sobre a Covid-19.

Com a atualização contínua das pesquisas sobre a doença, o documento deve ser também frequentemente atualizado. Por isso, a opção foi disponibilizá-lo em formato digital, disse Ingrid D’avilla.

Seções

O manual é dividido em quatro seções, e a primeira aborda a própria Covid-19. De acordo cm Ingrid, muitos protocolos lançados pelas secretarias municipais e estaduais de Educação e também pelo Ministério da Educação nem sempre traziam informações sobre a doença em si. “[Faltava] o que elas [escolas] precisavam saber sobre a Covid-19, as formas de transmissão do vírus”, destacou.

Na primeira seção, a equipe da EPSJV trabalha com a atualização científica da Covid-19. “Discutem-se fundamentos científicos importantes para a tomada de decisão, com ênfase nos marcos legais e educacionais vigentes no país, e também a partir de conceitos da biossegurança e da vigilância, temas que estruturam o trabalho”, disse a coordenadora da escola. Outro destaque da seção é a articulação intersetorial para constituição de políticas no âmbito da educação.

Na segunda parte, há disposições sobre como organizar o ambiente escolar para as atividades presenciais. “Fala sobre uso de máscaras, atendimento ao público, como organizar a porta de entrada, as salas de aula, laboratórios, água, alimentação escolar. Fala dos aspectos mais de disposições gerais da organização”, acrescentou.

A terceira seção da cartilha trata dos deslocamentos, indicando atitudes individuais em transportes que podem ajudar a proteger vidas.

A última parte do manual fala da saúde do trabalhador da educação e envolve desde os profissionais da limpeza e serviços gerais, de serviços de alimentação e nutrição, até professores e dirigentes das escolas. “Ele é um trabalhador fundamental”, ressaltou a coordenadora-geral de Ensino Técnico da EPSJV/Fiocruz.

Ingrid informou que, à medida que os estudos científicos trouxerem novos conhecimentos sobre o vírus e sobre a Covid-19, o manual será atualizado, levando em conta também publicações e recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Nosso esforço foi tentar fazer, simultaneamente, uma tradução, porque muitos documentos orientadores das escolas estão em outros idiomas, foram publicados por agências internacionais, e também reunir aquilo que já foi publicado em âmbito nacional.”

Plano local

Ingrid enfatizou que, ao mesmo tempo que trata de regulamentações, o manual incentiva as escolas a elaborar seu próprio plano de ação. “O que fazemos é disponibilizar os fundamentos técnicos e científicos que podem organizar a tomada de decisão. Mas entendemos que a tomada de decisão é tanto da parte das autoridades municipais, estaduais e federais quanto da direção das escolas.”

Um exemplo são os rodízios de estudantes, questão que Ingrid considera central. O manual destaca a necessidade de reduzir a exposição de pessoas e de mais controle sobre os riscos biológicos no ambiente escolar. Quanto à forma de efetivar os rodízios, ela disse que cabe às escolas determinar. “É importante haver um retorno gradual, parcial, e com intenso monitoramento. Agora, o formato adotado deve expressar escolha com base na realidade local”, concluiu.

Diferenças

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz reconhece, no manual, que a realidade das escolas brasileiras é diferente em termos de infraestrutura, recursos financeiros, força de trabalho, interlocução com o sistema de saúde, entre outros fatores, para que possam conseguir uma perfeita adaptação às orientações.