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Danilo Cabral aciona Justiça Federal para barrar privatização da Eletrobras

Por André Luis
Foto: Sérgio Francês

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) deu entrada em uma ação popular com pedido de liminar para a suspensão dos efeitos da Medida Provisória 814/17 no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O parlamentar questiona legalidade e a lesividade ao patrimônio da União a ser provocada pela decisão do governo federal de privatizar o sistema Eletrobras. A MP define regras para a comercialização de energia elétrica no País (Lei 10.848/04), retirando a estatal brasileira do Programa Nacional de Desestatização (PND). Na prática, revogou trecho do texto que proibia a venda de estatais, abrindo caminho para a venda das companhias.

A medida atinge também controladas da Eletrobras, como Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). A ação popular foi protocolada na Segunda Vara Federal de Recife – Seção Judiciária de Pernambuco. O processo é o de número 0800124-70.2018.4.05.8300.

Segundo Danilo Cabral, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, a privatização da Eletrobras, além de fragilizar a segurança energética do País e a soberania nacional, pode gerar aumento das tarifas para a população. Ele lembra que estudo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimou que a nova proposta para o setor elétrico poderá fazer a conta de luz subir até 16,7%. “O povo já vem sendo penalizado com aumentos sucessivos das tarifas ligadas ao setor energético, como da conta de luz, dos combustíveis e do gás de cozinha. Este, por exemplo, entre agosto e dezembro, subiu mais de 67%”, critica o deputado.

Em relação à legalidade da MP, a ação reforça que a privatização da Eletrobras só deve ocorrer por meio de lei específica, com trâmite parlamentar regular, porque a estatal foi criada pela Lei Federal nº 3890-A/61. “A privatização sem discussão e aprovação do Congresso é ilegal e inconstitucional”, afirma Danilo Cabral.

Para Danilo Cabral, o argumento de urgência para editar a MP não se sustenta. Diz o texto da medida provisória que o “intuito da revogação é permitir, com plena segurança, que sejam contratados e iniciados os estudos da situação econômica e financeira da Eletrobras, garantindo substancial ganho no cronograma da operação, com vistas a concluí-la no ano de 2018.” De acordo com o parlamentar, utilizar a justificativa de “ganho no cronograma” milita contra a urgência utilizada como argumento para edição de qualquer medida provisória.

Vale ressaltar que, na Lei 10.848, da qual constava o dispositivo que excluía a Eletrobras e suas subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização, não consta nenhum impedimento para a contratação e o início de estudos da situação econômica e financeira da estatal, argumento principal utilizado na exposição de motivos do ministro Fernando Bezerra de Souza Coelho Filho para edição da MP.

“Não haveria sequer necessidade do uso da MP, porque a contratação de autoria ou outro meio similar para a realização de cálculos que propiciem a operação de privatização da estatal independe de autorização ou menção em medida provisória”, diz trecho da ação. “Não há urgência real. Há sim uma intenção clara de fazer caixa a qualquer custo por meio da desestatização e postergar as obrigações da União Federal perante à Eletrobras em prejuízo da mesma”, destaca Danilo Cabral.

Do ponto de vista da lesividade ao patrimônio público, a ação questiona como o governo, que alega a necessidade de realização de estudos técnicos para avaliar o valor de mercado da estatal, na Lei Anual Orçamentária de 2018, prevê que a União arrecadaria R$ 12 bilhões com a venda do setor elétrico. “A Eletrobras é a maior empresa de energia elétrica da América Latina, com valor de mercado estimado em R$ 370 bilhões, dos quais R$ 81 bilhões são relativos somente à Chesf, segundo estudo apresentado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco. Como estimar a venda por pouco mais de R$ 10 bilhões?”, questiona Danilo Cabral.

Outro aspecto que chama atenção na MP está em seu artigo 2º, que trata da modificação da Lei nº 10.438, de 2002, determinando que o pagamento de R$ 3,5 bilhões devidos pela União à Eletrobras, previsto para o encerramento do ano passado, seja feito até o exercício de 2018, sujeito à disponibilidade orçamentária e financeira. Esses recursos são de ressarcimento de gastos com compra de combustível para termelétricas no Norte – despesas pagas pelas distribuidoras do grupo, que atendem aos Estados de Amazonas, Roraima e Amapá.

Na ação, Danilo Cabral defende que a União está, por MP, detendo ativos financeiros da Eletrobras, em especial as distribuidoras da região Norte, interferindo de forma ilegal no orçamento de outras entidades, às vésperas do fim do exercício financeiro. “Um calote lesivo ao patrimônio público. O governo ignorou o planejamento das distribuidoras da região Norte, seus orçamentos, os investimentos que seriam feitos com esse valor”, frisa o parlamentar.

Danilo Cabral afirma ainda que o pedido de liminar se justifica pela ausência de necessidade de urgência alegado na medida provisória. Além disso, a MP não é o instrumento adequado para revogação da Lei n° 3.890-A/61; e a autorização da postergação do pagamento que a Eletrobras deveria receber ainda em 2017 é corroborar o desvio de finalidade que perpassa todo o texto da medida. “É importante notar também que, com a MP 814, o governo já pode iniciar o processo de privatização, como aliás deixou claro ao prever no Orçamento de 2018 uma arrecadação de míseros R$ 12 bilhões decorrente da venda da estatal, extremamente baixo considerando a história e a natureza dos serviços prestados, sem contar no prejuízo previsto aos consumidores”, encerra o deputado.

Outras Notícias

Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos suspeitos em um mês, diz JN

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), revelou na noite desta sexta-feira (18), o Jornal Nacional, da Rede Globo. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes […]

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), revelou na noite desta sexta-feira (18), o Jornal Nacional, da Rede Globo. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”.

O registro, de acordo com o Jornal Nacional, traz dados sobre movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017. No total, foram 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, “concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil”.

Segundo a reportagem, foram R$ 96 mil depositados em cinco dias. O Coaf disse à Rede Globo que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O relatório, segundo a reportagem, afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro. O documento faz parte de um relatório de inteligência financeira (RIF).

O Jornal Nacional informou que esse novo relatório foi pedido pelo Ministério Público do Rio a partir da investigação de movimentação financeira atípica de assessores parlamentares da Alerj.

Conforme a reportagem do JN, o primeiro documento tratava da movimentação dos funcionários da Alerj. Desta vez, diz o jornal, o MP pediu ao Coaf para ampliar o levantamento. O MP pediu o novo relatório ao Coaf em 14 de dezembro e foi atendido no dia 17, um dia antes de Flávio Bolsonaro ser diplomado senador, conforme a reportagem. Portanto, segundo o MP, ele não tinha foro privilegiado na ocasião.

Por causa desse relatório, diz a reportagem, Flávio Bolsonaro questionou a competência do MP no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu temporariamente a investigação. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra o ex-assessor Fabrício Queiroz. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é investigado por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão durante um ano. O Jornal Nacional procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta, de acordo com a reportagem.

Covid-19: Prefeitura de São José do Egito aumenta capacidade de testagem

A Prefeitura de São José do Egito, aumentou sua capacidade de testagem com aquisição de testes rápidos. A informação foi passada pela Secretária Municipal de Saúde, na tarde desta quarta-feira (27). A Secretaria explica, que dos 21 casos confirmados até essa terça-feira (26), 14 foram detectados através de testes rápidos, ao todo 108 desses testes […]

A Prefeitura de São José do Egito, aumentou sua capacidade de testagem com aquisição de testes rápidos. A informação foi passada pela Secretária Municipal de Saúde, na tarde desta quarta-feira (27).

A Secretaria explica, que dos 21 casos confirmados até essa terça-feira (26), 14 foram detectados através de testes rápidos, ao todo 108 desses testes já foram feitos desde a semana passada.

O secretário de Saúde, Paulo Jucá, destaca a importância de se testar mais. “Com mais pessoas testadas podemos identificar focos como foi com a feira livre na semana passada, e daí tomar decisões acertadas para diminuir o contágio.”

“Essa é mais uma, das muitas medidas já tomadas pelo Governo Municipal, para evitar o aumento dos casos de coronavirus em nosso município.” Afirmou Paulo.

“Eu o entendo”, diz Alberto Feitosa sobre Bolsonaro não declarar apoio nas eleições municipais

O deputado estadual (PSC), é pré-candidato à prefeitura do Recife e participou de live promovida pela ACS-PE em parceria com o Portal de Prefeitura. Nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, teve continuidade a série de entrevistas com pré-candidatos à prefeitura de algumas cidades do Grande Recife com transmissão nas redes sociais da ACS-PE (Associação dos […]

O deputado estadual (PSC), é pré-candidato à prefeitura do Recife e participou de live promovida pela ACS-PE em parceria com o Portal de Prefeitura.

Nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, teve continuidade a série de entrevistas com pré-candidatos à prefeitura de algumas cidades do Grande Recife com transmissão nas redes sociais da ACS-PE (Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco), em parceria com o site Portal de Prefeitura e que teve a mediação do jornalista Rodolfo Kosta.

O participante da vez foi o deputado estadual Alberto Feitosa (PSC), que é pré-candidato a prefeito do Recife. Entre vários assuntos abordados com destaque para as propostas que pretende oferecer aos policiais e bombeiros militares de Pernambuco, em especial, aos que residem no Recife, o político confessou que entende o posicionamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, por não declarar apoio a ninguém nessas eleições.

“Eu o entendo! O presidente vive uma pressão muito grande. Algumas vezes não precisa você dizer, tá claro. O eleitor vai fazer essa escolha de quem defende o bolsonarismo” reagiu o deputado.

Segundo dia de live movimenta véspera do aniversário de Afogados da Ingazeira

Por Rodrigo Lima – Ascom No segundo dia de programação de lives para celebrar virtualmente os 111 anos de emancipação política de Afogados da Ingazeira, uma noite perfeita, irretocável, sem falhas técnicas ou atrasos na programação. No palco, Nill Júnior esteve mais uma vez acompanhado pelo Corujão do Pepeu, trazendo as diversas mensagens postadas pelos […]

Por Rodrigo Lima – Ascom

No segundo dia de programação de lives para celebrar virtualmente os 111 anos de emancipação política de Afogados da Ingazeira, uma noite perfeita, irretocável, sem falhas técnicas ou atrasos na programação.

No palco, Nill Júnior esteve mais uma vez acompanhado pelo Corujão do Pepeu, trazendo as diversas mensagens postadas pelos internautas nas redes sociais. Além de Afogadenses, um bom público de filhos ausentes, pessoas na Bahia, Goiás, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo,

Recife, além de outras cidades de Pernambuco, puderam parabenizar a qualidade técnica da exibição e o talento dos artistas que animaram a noite.

O poeta do dia foi o grande Diomedes Mariano, memória viva da poesia nordestina, que declamou seus versos, e homenageou, com sua memória prodigiosa, diversos outros cantadores que já se foram. Em um momento particularmente emocionante, Dió recitou um verso que fez citando lugares de Afogados, que já não existem, mas que fazem parte da memória afetiva do povo afogadense, sobretudo dos mais antigos. Diomedes também recebeu no palco outro repentista, Edezel Pereira, para juntos cantarem as belezas de Afogados.

Antes do início do evento todos os envolvidos, entre equipe técnica, músicos e apresentadores fizeram testagem para Covid-19, o que se repetirá em todos os dias. Veja fotos de Bruna Verlene:

O primeiro número musical da noite ficou por conta do grupo quarteto do samba, que desfilou pérolas de compositores como Adoniran Barbosa, Benito de Paula, Toquinho, Vinícius de Moraes e Sérgio Bittencourt.

Em seguida, foi a vez do forró das antigas tomar conta da live com a apresentação da dupla Luciano Lima e Waguinho dos teclados. A última apresentação ficou a encargo do jovem e talentoso sanfoneiro Leandro Cavalcanti, que tocou muito forró pé de serra mas também mesclou seu repertório com canções de compositores como Gonzaguinha e Vanderli, tudo em ritmo de forró.

Uma noite mágica, perfeita, para reavivar nosso orgulho por ter nascido em Afogados ou por ter escolhido essa cidade maravilhosa para viver.

MP emite recomendação para que não haja Showmício em Carnaíba

O Ministério Público Eleitoral através do promotor Ariano Tércio recomendou que o evento  com Zeca Bota Bom em Carnaíba não tenha finalidade eleitoral. Segundo ofício enviado pelo MP ao blog, o juiz eleitoral da 98 ª Zona Eleitoral, Pablo de Oliveira Santos, expediu ofício orientando acerca da proibição legal de tal prática com a finalidade […]

O promotor Ariano Tércio. Foto: André Luis

O Ministério Público Eleitoral através do promotor Ariano Tércio recomendou que o evento  com Zeca Bota Bom em Carnaíba não tenha finalidade eleitoral.

Segundo ofício enviado pelo MP ao blog, o juiz eleitoral da 98 ª Zona Eleitoral, Pablo de Oliveira Santos, expediu ofício orientando acerca da proibição legal de tal prática com a finalidade de promover a candidatura à reeleição do Deputado Federal Zeca Cavalcante.

O promotor diz que a organização é dos vereadores Neudo da Itã, Gleibson, Anchieta Crente e o ex-prefeito José Francisco Filho, o Didi.

Ele lembra o art. 127, caput, da Constituição Federal; Lei Complementar nº 69/90; arts. 6º, 78 e 79, da Lei Complementar nº 75/93; arts. 27, parágrafo único, IV, e 80, da Lei Federal nº 8.625/93; Código Eleitoral e Resolução nº 23.551/2017.

“É proibida a realização de showmícios ou evento assemelhado para promoção de candidatos, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral.”

A recomendação, portanto é de que os agentes públicos, representantes legais e dirigentes de órgãos e entidades municipais, se abstenham em realizar: realização de showmício e/ou evento assemelhado. O MP ainda lembrou outras condutas vedadas.