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CSN tenta retomar Transnordestina, com receio de perda do contrato

Por André Luis
Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem

Obra da ferrovia está paralisada desde 2017, já consumiu R$ 6,3 bi e precisa de mais R$ 6,7 bi para ser concluída

Adriana Guarda/JC Online

Visitas de executivos da CSN e da sua subsidiária TLSA ao gabinete do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas se tornaram frequentes. Basta dar uma olhada na agenda do ministro para ver quantas vezes Benjamin Steinbruch, Pedro Brito e Jorge Mello estiveram por lá. As idas e vindas a Brasília são para negociar a retomada das obras da ferrovia Transnordestina. O governo federal e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) têm colocado pressão para voltar à construção, paralisada desde 2017. Em outubro, a ANTT poderá recomendar a caducidade do contrato e a devolução da ferrovia à União. Se isso acontecer, a TLSA terá que arcar com R$ 3,4 bilhões em garantias que a empresa colocou no empreendimento.

Para o governo Bolsonaro, a entrega de pelo menos parte da obra seria uma vitória nos planos de sua gestão de garantir popularidade no Nordeste, região onde a aprovação do presidente é mais baixa e onde ele perdeu para o candidato petista em todos os Estados nas Eleições 2018. Informações extraoficiais dão conta que o governo estaria agendando uma visita presidencial ao empreendimento para outubro. A construção da Transnordestina começou em 2006, no governo Fernando Henrique Cardoso, e atravessou as gestões Lula, Dilma e Temer.

Com 1.753 quilômetros de extensão, a ferrovia vai ligar o interior do Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), movimentando inicialmente minério de ferro e grãos da região. A obra tinha orçamento inicial de R$ 4,5 bilhões, mas o valor foi aumentando para R$ 5,6 bilhões e depois para R$ 7,5 bilhões. De acordo com relatórios do Grupo de Trabalho criado pelo governo federal em 2017, que reuniu a TLSA, vários ministérios e a ANTT, até dezembro de 2016 a obra havia recebido R$ 6,38 bilhões e, pelos cálculos da concessionária, serão necessários mais R$ 6,7 bilhões para concluir a ferrovia.

Nessa retomada da construção do projeto, a CSN se comprometeu com o governo federal a investir R$ 257 milhões. Os recursos são simbólicos diante do que ainda falta para avançar. O valor seria suficiente para construir mais 177 quilômetros de infraestrutura até fevereiro de 2020, sendo ao menos 20 quilômetros com a colocação de superestrutura (dormentes e trilhos).</DC> O aporte será realizado com capital próprio, enquanto a empresa não consegue atrair novos investidores para a empreitada nem vencer a determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) que desde 2017 suspendeu a liberação de recursos públicos para o projeto até que a TLSA apresente à agência reguladora um cronograma e um orçamento factíveis.

Procurada pelo JC, a ANTT informou que “a equipe da área de ferrovia está empenhada para que não seja necessário prorrogar o prazo (recomendar a caducidade do contrato). A Agência também esclarece que em caso de caducidade os ativos voltam para a União. A partir daí, qualquer decisão, se o projeto será relicitado, cabe ao formulador de política pública, nesse caso, o Ministério da Infraestrutura.

No TCU, a suspensão à liberação de recursos permanece. Em resposta à reportagem o órgão esclarece: “a TLSA deve apresentar à ANTT todos os elementos de projeto, inclusive estudos geotécnicos, para que a Agência possa validar as alterações no projeto e no orçamento da obra. A partir de então, considerando os investimentos necessários para a finalização da infraestrutura física e para a aquisição do material rodante, os custos de operação e manutenção do sistema, em comparação com as receitas de transporte esperadas, a ANTT pode avaliar a viabilidade da ferrovia.” A partir dessa avaliação é que poderá voltar a receber dinheiro da União.

Questionado, o Ministério da Infraestrutura tem se limitado a reproduzir a mesma resposta à imprensa. “As negociações entre a concessionária e Governo Federal estão avançando e o Ministério está acompanhando de perto as evoluções recentes na execução do contrato de concessão. Quanto a um eventual acordo, ainda não há definição.”

Outras Notícias

“A paz”: Márcia e Duque demonstram fim das rusgas e unidade em ato na Caxixola

Imagens que chegam ao blog mostram que, aparentemente foi selada a paz entre Márcia Conrado e Luciano Duque depois de algumas rusgas divulgadas na imprensa. Os dois líderes estão juntinhos na assinatura da ordem  de serviço da reforma praça da Caxixola. Vereadores aliados também participam do ato. Inclusive, o ato tem a presença de Carlos […]

Imagens que chegam ao blog mostram que, aparentemente foi selada a paz entre Márcia Conrado e Luciano Duque depois de algumas rusgas divulgadas na imprensa.

Os dois líderes estão juntinhos na assinatura da ordem  de serviço da reforma praça da Caxixola. Vereadores aliados também participam do ato.

Inclusive, o ato tem a presença de Carlos Evandro, neo aliado da prefeita, que para muitos seria um dos estopins do afastamento. O clima entre Carlos e Duque, que já foram aliados como prefeito e vice, é de cordialidade. Ele inclusive defendeu a unidade em discurso. Aliados de Márcia e Luciano que torcem pela unidade estão comemorando nas redes sociais.

Mais cedo, eles já haviam, se encontrado na Audiência Pública da Câmara que cobrou a instalação de serviços regionais de saúde em Serra Talhada, como IML, Oncologia e maternidade. Os dois foram fotografados com China Menezes, Márcio Oliveira, Manoel Enfermeiro e Romério do Carro de Som. Pelo que o blog apurou, Márcia reforçou pessoalmente o convite a Duque para estar no ato. Não houve reunião nos bastidores para selar a paz. A sucessão dos fatos e encontros favoreceu a reaproximação.

A dúvida é, se a unidade está mantida, o que farão os que torcem e maquinam nas redes para o afastamento. Vão ficar sem utilidade prática. E a oposição que não tinha confiança no próprio taco por ausência de nomes competitivos, vai ter que se mexer pra evitar o WO.

Zé Negão confirma que disputará reeleição na Câmara

Segundo o blogueiro Itamar França, o vereador José Edson Ferreira, o “Zé Negão” (sem partido) deverá disputar a reeleição na Câmara Municipal. O parlamentar declarou que não irá para a disputa majoritária. Zé Negão disse ainda que permanecerá na oposição e não tem restrição a qualquer nome que seja oficializado candidato contra o prefeito José […]

negaoSegundo o blogueiro Itamar França, o vereador José Edson Ferreira, o “Zé Negão” (sem partido) deverá disputar a reeleição na Câmara Municipal. O parlamentar declarou que não irá para a disputa majoritária.

Zé Negão disse ainda que permanecerá na oposição e não tem restrição a qualquer nome que seja oficializado candidato contra o prefeito José Coimbra Patriota.

Embora tenha sido sondado pelos deputados Zeca e Júlio Cavalcante (PTB) para se colocar à disposição do grupo no sentido de concorrer a prefeitura, o Negão tem sido enfático em afirmar que não tem pretensão, pelo menos no momento.

Zé Negão era tido até então como um dos nomes com mais peso (politicamente e na balança) para encabeçar uma chapa para enfrentar o atual prefeito. Sem ele, continuam cotados nomes como Antonieta Guimarães, Vicentinho, Emídio Vasconcelos e Fernando Moraes.

O nome de Totonho Valadares, ainda é cotado, mas com menos força depois que teve encontros recentes na Casa Civil para acomodar sua pauta.

ze_negao-vicentinho1-660x330Vicentinho não deixará disputa: o vereador Vicente Zuza, o Vicentinho, negou falando à produção do programa Manhã Total (Rádio Pajeú) que vá deixar a política. A informação chegou a ser passada no debate com os blogueiros Júnior Finfa, Itamar França e Mário Martins.

ERALDO-600x600Novo PPS : O Partido Popular Socialista (PPS) tem nova composição em Afogados da Ingazeira. Além do Presidente Ney Quidute, conta com  Eraldo Feijó (Vice), Márcio André (Secretário), Aliana Rabelo (Tesoureira) e Patrícia Amaral (comunicação). O partido integra a base governista. Eraldo é cotado dentre os nomes para vice de Patriota.

Mais de 3 mil pessoas acompanham Armando em caminhada no Cabo

O que era para ser uma simples visita ao comércio do Cabo de Santo Agostinho virou um dos mais empolgantes atos da campanha de Armando Monteiro (PTB) rumo ao governo do Estado, segundo nota ao blog. Cerca de 3 mil pessoas caminharam no fim da tarde desta terça-feira (22) ao lado da chapa majoritária da […]

ARMANDO MONTEIRO, CANDIDATO AO GOVERNO DE PE PELA COLIGACAO ¨PE

O que era para ser uma simples visita ao comércio do Cabo de Santo Agostinho virou um dos mais empolgantes atos da campanha de Armando Monteiro (PTB) rumo ao governo do Estado, segundo nota ao blog.

Cerca de 3 mil pessoas caminharam no fim da tarde desta terça-feira (22) ao lado da chapa majoritária da coligação Pernambuco Vai Mais Longe pelas ruas do Centro da cidade da Região Metropolitana. Ao lado de Paulo Rubem (vice), João Paulo (senador) e dos candidatos a deputado federal e estadual, Armando conversou com as pessoas, recebeu abraços calorosos, palavras de incentivo, e empolgou a militância.

O trajeto, de pouco mais de 800 metros foi percorrido pelos candidatos em cerca de 40 minutos, embalados pelo jingle de campanha. Apesar do horário, perto do fim do expediente, os cabenses fizeram questão de esperar a passagem de Armando, Paulo Rubem e João Paulo, que foram ciceroneados pelo prefeito Vado da Farmácia, mais um integrante do PSB a apoiar o petebista.

O prefeito Vado da Farmácia salientou que não esperava tanta gente no evento. “Iríamos fazer somente uma visita, mas começamos com o pé direito. Não fui eu quem trouxe esse povo, Armando, mas foi esse povo que me trouxe até você”, explicou Vado, justificando a opção por apoiar o candidato do PTB.

Armando agradeceu o apoio de Vado e lembrou que, no governo do Estado, vai trabalhar em conjunto com a Prefeitura do Cabo. “Você nadou contra a corrente, Vado. Você foi contra esse sistema de forças que está cooptando prefeitos ao lhe oferecer vantagens de forma sorrateira. Você caminhou junto com o povo e eu sou devedor de um gesto seu”, destacou o petebista..

Para o Planalto, exposição melhorou avaliação de Dilma

Da Agência Estado O Palácio do Planalto avalia que a ligeira melhora nos índices de aprovação da presidente Dilma Rousseff revelados em pesquisa do Datafolha é resultado da estratégia de dar maior exposição à petista. “O Datafolha mostra que o governo ainda tem um caminho muito longo a percorrer, mas que também existe abertura na […]

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Da Agência Estado

O Palácio do Planalto avalia que a ligeira melhora nos índices de aprovação da presidente Dilma Rousseff revelados em pesquisa do Datafolha é resultado da estratégia de dar maior exposição à petista.

“O Datafolha mostra que o governo ainda tem um caminho muito longo a percorrer, mas que também existe abertura na sociedade para que a gente possa defender nossas ideias”, disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva. “É nítido que a melhora tem ligação com o fato de a presidente ter entrado diretamente no debate”, completou o ministro.

Segundo o Datafolha, o número de pessoas que considera o governo Dilma ruim ou péssimo é de 65%. Em agosto esse número chegou a 71%. Já aqueles que avaliam o governo Dilma bom ou ótimo é de 12%. Este índice chegou a ser de apenas 8% em agosto e 10% em novembro.

Na cúpula do PT, o resultado foi recebido com cautela. “Está tudo dentro da normalidade. A pesquisa reflete uma percepção ainda leve das pessoas de que a substituição do governo não é o caminho para sairmos dessa situação”, afirmou o presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Emidio de Souza.

Petistas avaliam que com a intensificação do debate sobre o impeachment, parte da população tem assimilado melhor a versão do governo. “A população começa a ter uma visão melhor do governo Dilma ao mesmo tempo em que vai afastando a ideia de impeachment”, avaliou o vice-líder do governo na Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP), integrante do diretório nacional do PT. De acordo com o levantamento, 65% dos brasileiros querem o impeachment de Dilma contra 30% que defendem a manutenção do mandato da petista.

Para 82% dos consultados pelo Datafolha, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deveria ter o mandato cassado enquanto 8% acham que ele deve ser mantido no posto. Segundo o instituto, 58% dos entrevistados avaliam que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), seria pior ou igual a Dilma, caso venha a assumir o governo, e 30% acreditam que o vice faria uma administração melhor do que a da petista.

Santa Maria da Boa Vista: prefeitura doa terrenos para CDL e mototaxistas

A Prefeitura Municipal de Santa Maria da Boa Vista realizou ato solene para oficializar a doação de terrenos da municipalidade para duas importantes entidades. Uma, a Amota – Associação de Moto-taxistas e, para a Câmara dos Diretores Lojistas  – CDL. A assinatura contou com o prefeito Humberto Mendes e representantes das duas entidades. A cerimônia aconteceu […]

A Prefeitura Municipal de Santa Maria da Boa Vista realizou ato solene para oficializar a doação de terrenos da municipalidade para duas importantes entidades.

Uma, a Amota – Associação de Moto-taxistas e, para a Câmara dos Diretores Lojistas  – CDL. A assinatura contou com o prefeito Humberto Mendes e representantes das duas entidades.

A cerimônia aconteceu após os projetos serem aprovados por unanimidade pela Câmara de Vereadores.

As duas entidades haviam formalizado solicitação à gestão para dar suporte às suas atividades.

A CDL atestou que o crescimento do número de estabelecimentos e do comércio justificam uma sede. O mesmo se aplica aos mototaxistas.