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CPI ouve depoimento de diretora da Precisa Medicamentos nesta terça-feira 

Por André Luis

A próxima reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia será na terça-feira (13), às 9h, para ouvir o depoimento de Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa que teria feito intermediação nas negociações para compra da vacina Covaxin. 

A informação foi dada pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), ao encerrar a reunião da sexta-feira (9), que ouviu o consultor do Ministério da Saúde William Amorim Santana.

A convocação de Emanuela Medrades foi requerida pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e aprovada pela CPI em 30 de junho, quando também foi aprovada a transferência de sigilo telefônico e telemático da convocada.

“Para que seja possível esclarecer os detalhes de potencial beneficiamento da Bharat Biotech, representada no Brasil pela Precisa Medicamentos, na negociação de compra de vacinas pelo Ministério da Saúde, faz-se necessária a oitiva da Sra. Emanuela Medrades, diretora técnica de referida importadora”, afirma Alessandro em seu requerimento. 

Reverendo

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse ser possível ouvir na quarta-feira (14) o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula. Em março deste ano, o religioso recebeu aval do Ministério da Saúde para negociar a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro. 

Ele teria enviado proposta de venda de vacina ao ministério em nome de uma entidade não-governamental chamada Secretaria Nacional de Assistência Humanitária (Senah), conforme informou o depoente Roberto Dias na quarta-feira (7) à CPI. 

Ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias acabou preso após seu depoimento.

Randolfe, que requereu a convocação de Amilton, afirma que o valor das vacinas negociadas pelo reverendo era de US$ 17,50. 

“Três vezes mais do que o Ministério da Saúde pagou em janeiro a um laboratório indiano. O valor também é bem maior do que o mencionado pelo policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se identifica como intermediário entre a Davati e o Ministério da Saúde na mesma negociação de 400 milhões de doses. Ele informou que o valor da vacina vendida era de US$ 3,50”, argumenta o parlamentar.

De acordo com Randolfe, a CPI também deve ouvir nos próximos dias o coronel Marcelo Blanco, ex-diretor-substituto de Logística do Ministério da Saúde, e José Ricardo Santana, ex-diretor da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ambos teriam participado da reunião em um restaurante sobre venda de vacinas. A presença deles foi citada tanto por Roberto Dias quanto por Luiz Paulo Dominguetti.

Dias disse que no jantar de 25 de fevereiro, no restaurante Vasto, em Brasília, o coronel Marcelo Blanco o viu no restaurante e apresentou uma proposta de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Blanco estaria acompanhado de Luiz Paulo Dominguetti. 

Dias informou à CPI que a proposta já havia circulado pelo ministério. E acrescentou ter informado a Blanco que só trataria do assunto em reunião formal no ministério, durante o expediente de trabalho.

Crime de falsidade

Durante o depoimento desta sexta, o William Santana exibiu e-mails e documentos enviados pela Precisa Medicamentos, entre eles o que, segundo a senadora Simone Tebet (MDB-MS), corresponde ao mesmo apresentado pelo servidor Luis Ricardo Miranda e que foi declarado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, como falso. 

Para o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o ministro cometeu “crime de falsidade” ao tentar confundir a investigação e defendeu a sua convocação para prestar depoimento à CPI. Omar informou que a convocação será votada na terça-feira (13) e que “está chegando a hora” de a CPI promover uma acareação entre Luis Miranda e Onyx Lorenzoni. 

— Para ver quem está mentindo — disse Omar.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) afirmou que toda suspeita de conduta ilegal tem que ser investigada, seja no Ministério da Saúde, nos estados ou nos municípios. Na opinião dele, a maioria da CPI “não quer investigar suspeitas graves de corrupção” em alguns estados. O senador acusou a CPI de “seletividade e abuso de autoridade”.

Renan afirmou que a lista de investigados pela comissão pode aumentar a qualquer momento, já que as investigações vêm desnudando novos fatos.

— A investigação se aprofunda a cada dia. A cada dia estamos nos deparando com fatos novos e mais graves. Nas próximas semanas se houver necessidade incluiremos novos investigados — disse Renan.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a CPI precisa ouvir funcionários da Precisa Medicamentos e mais servidores do Ministério da Saúde.

Outras Notícias

Serra: Final de semana de muita cultura e esporte

por Bruna Verlene Aconteceu durante este final de semana em Serra Talhada, o 1º Eco Esporte, organizado pelo designer Emerson Rocha, e a Exposição “Vestimenta e Atavios” do produtor de artes e figurinista Paulo César Frazelly. Abertura do final de semana foi com a Exposição “Vestimenta e Atavios”, que aconteceu no Museu do Cangaço. A […]

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Fotos: Bruna Verlene

por Bruna Verlene

Aconteceu durante este final de semana em Serra Talhada, o 1º Eco Esporte, organizado pelo designer Emerson Rocha, e a Exposição “Vestimenta e Atavios” do produtor de artes e figurinista Paulo César Frazelly.

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Figurinos da Paixão de Cristo. Foto: Bruna Verlene

Abertura do final de semana foi com a Exposição “Vestimenta e Atavios”, que aconteceu no Museu do Cangaço. A exposição contou a apresentação da peça teatral Cordelina, que conta a história de amor entre uma jovem e um pé de angico.

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Cordelina. Foto: Bruna Verlene

O 1º Eco Esporte teve início no sábado (18) com rapel na ponte da Caxixola sobre o rio Pajeú, logo após os aventureiros puderam conferir apresentação da turma do skate na Concha Acústica. No domingo (19) as atividades tiveram início logo pela manhã, com passeio de bicicleta pelas principais ruas da cidade, e o evento foi encerrado com uma trilha na serra que dá o nome a Capital do Xaxado.

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Foto: Bruna Verlene
Cotado para dirigir PRF tem sangue sertanejo

O futuro ministro Flávio Dino deverá anunciar hoje, 20, o nome do próximo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. Nos bastidores da transição, sete nomes surgiram como possíveis ocupantes do cargo. Um deles é Diego Joaquim de Moura Patriota, há 13 anos na instituição. Patriota começou a carreira patrulhando rodovias paraenses e atualmente comanda a Superintendência […]

O futuro ministro Flávio Dino deverá anunciar hoje, 20, o nome do próximo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal.

Nos bastidores da transição, sete nomes surgiram como possíveis ocupantes do cargo. Um deles é Diego Joaquim de Moura Patriota, há 13 anos na instituição. Patriota começou a carreira patrulhando rodovias paraenses e atualmente comanda a Superintendência da PRF no Pará, depois de ter sido superintendente no Amazonas.

O conhecimento sobre a região amazônica é um dos trunfos de Diego Patriota para ser o escolhido. Flávio Dino já declarou mais de uma vez, em entrevistas recentes, que um dos seus objetivos à frente do Ministério da Justiça e Segurança Publica será retomar o protagonismo da PRF no patrulhamento da região amazônica.

Diego Patriota, que já comandou a PRF no Amazonas e hoje comanda a do Pará, já esteve na ponta da fiscalização de algumas dessas estradas, atuando como policial rodoviário, e também se tornou um especialista no planejamento estratégico, justamente durante sua atuação como gestor da Polícia Rodoviária na região amazônica, onde existem 31 rodovias federais.

Outro ponto a favor de Diego Patriota foi sua atuação equilibrada em eventos recentes que acabaram por macular a imagem positiva da Polícia Rodoviária Federal. Não se viu no Pará, cuja superintendência é chefiada por Patriota, nenhum episódio da suposta “operação padrão” nos dias de votação nas eleições deste ano. Nesse sentido, destaca-se o recebimento da Medalha do Mérito Eleitoral pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará, única superintendência que recebeu essa comenda em 2022.

Um detalhe: Diego é filho do radiodifusor e advogado Genedi Patriota, radicado em Petrolina e Lagoa Grande, portanto, neto do Deputado federal Gonzaga Patriota. Registre-se, a indicação de Diego não tem dedo político e sim, por critério de atuação e conduta ilibada. “Ele nasceu em Brasília. Tem 33 anos, mas como o pai e o avô parterno, tem raízes fincadas em Pernambuco”, disse Genedi ao blog.

“Casimiro foi desonesto”, afirma Joana D’Arc à Pajeú sobre distribuição de recursos no PV

Joana D’Arc, candidata a vereadora pelo PV nas últimas eleições, fez graves acusações ao presidente do diretório municipal do Partido Verde (PV), Casimiro Ferreira, em entrevista ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú, nesta terça-feira (15). Segundo Joana, o fundo partidário destinado ao PV na cidade foi distribuído exclusivamente para a candidata Simone da Feira, […]

Joana D’Arc, candidata a vereadora pelo PV nas últimas eleições, fez graves acusações ao presidente do diretório municipal do Partido Verde (PV), Casimiro Ferreira, em entrevista ao programa Manhã Total da Rádio Pajeú, nesta terça-feira (15). Segundo Joana, o fundo partidário destinado ao PV na cidade foi distribuído exclusivamente para a candidata Simone da Feira, que é mãe de Casimiro, sem que os demais candidatos do partido tivessem acesso a qualquer parte do recurso. A situação, que veio à tona após a consulta pública ao Portal da Transparência, gerou indignação e acusações de desonestidade e favorecimento.

Joana relatou que, durante a campanha, ela e os outros candidatos do PV questionaram diversas vezes Casimiro sobre a existência de algum apoio financeiro por parte do partido. A resposta foi sempre negativa. “A campanha seguiu, pedimos votos, e fomos atrás dos eleitores. Recentemente, após a campanha, fui ao Portal da Transparência, e lá estava: Simone recebeu R$ 10 mil do fundo partidário, enquanto todos os outros candidatos do PV não receberam absolutamente nada”, denunciou a candidata.

A principal crítica de Joana está na falta de transparência e na violação das cotas de gênero. Segundo a candidata, os recursos deveriam ter sido distribuídos entre as quatro mulheres do partido, incluindo ela própria, Simone da Feira, Gilda do Riacho da Onça e Cícera do Leite, conforme determina a legislação eleitoral. “Casimiro violou essa distribuição, prejudicando a cota feminina ao destinar todo o valor para Simone. Ele não destinou nenhum recurso para os demais candidatos, deixando todos nós, mulheres, sem apoio financeiro”, afirmou Joana.

Em resposta às acusações, Casimiro afirmou, por meio de nota, que o repasse de recursos foi feito diretamente pelo PV Nacional para a conta de Simone da Feira, sem sua intervenção. No entanto, Joana refutou a explicação, alegando que, como presidente municipal, Casimiro tinha pleno conhecimento da situação e deveria ter agido com honestidade e justiça. “Como a Nacional poderia saber, entre quatro mulheres, que só Simone era merecedora dos R$ 10 mil? Isso claramente foi direcionado por Casimiro”, disse a candidata.

Joana também destacou que, além de não receber o recurso do fundo partidário, os demais candidatos do PV não tiveram qualquer apoio do partido para a confecção de material de campanha, ficando dependentes da ajuda da chapa majoritária. “Se dependesse do PV, nem sairíamos de casa para fazer campanha”, desabafou.

A candidata encerrou a entrevista afirmando que já acionou a assessoria jurídica e pretende levar o caso ao Tribunal Regional Eleitoral. “É preciso que alguém responda por isso e esclareça como funciona a distribuição do recurso financeiro dos partidos. Muitas vezes, as mulheres são deixadas de lado e se tornam invisíveis. As cotas de gênero foram violadas, e Casimiro foi desonesto ao distribuir o recurso apenas para sua mãe”, concluiu.

A denúncia de Joana D’Arc acende um alerta para a necessidade de maior fiscalização e transparência na distribuição dos recursos partidários, especialmente no que diz respeito ao cumprimento das cotas de gênero, que têm o objetivo de garantir igualdade de condições para mulheres nas disputas eleitorais.

Flores: Prefeitura vai leiloar veículos e materiais

A Prefeitura Municipal de Flores (PMF) vai realizar no dia 4  de junho um leilão de bens e veículos que não têm utilidade para a administração pública. Segundo a PMF, o objetivo é vender veículos e materiais avaliados como inservíveis, distribuídos em 36 lotes. A soma dos lances iniciais está avaliada em mais de R$ […]

A Prefeitura Municipal de Flores (PMF) vai realizar no dia 4  de junho um leilão de bens e veículos que não têm utilidade para a administração pública.

Segundo a PMF, o objetivo é vender veículos e materiais avaliados como inservíveis, distribuídos em 36 lotes. A soma dos lances iniciais está avaliada em mais de R$ 36.720,00 (trinta e seis mil e setecentos e vinte reais).

Os lotes são compostos de materiais de refrigeração, informática, equipamentos hospitalares e de escritório, além de utensílios domésticos e veículos.

Os interessados em participar do leilão, deverão obter informações junto a Comissão Permanente de Licitação, que atenderá diariamente nos dias úteis de 08:00 às 12:00 horas, no prédio sede da Prefeitura Municipal de Flores; pelo o telefone (87) 3857 1851 ou com o Leiloeiro o Sr.  José Marcelo Vieira da Silva.

O edital pode ser acessado através do link. 

Alvo de ataque de Zirleide Monteiro é cotada para disputar cargo eletivo em 2024

Luzia Damasceli, que foi alvo das ações da vereadora Zirleide Monteiro, tem sido procurada por diversos partidos políticos Por André Luis A Coluna do Domingão deste domingo (5), destacou que a vereadora de Arcoverde, Zirleide Monteiro, atualmente sem partido, enfrenta um cenário desafiador com os primeiros sinais apontando para um possível processo de cassação de […]

Luzia Damasceli, que foi alvo das ações da vereadora Zirleide Monteiro, tem sido procurada por diversos partidos políticos

Por André Luis

A Coluna do Domingão deste domingo (5), destacou que a vereadora de Arcoverde, Zirleide Monteiro, atualmente sem partido, enfrenta um cenário desafiador com os primeiros sinais apontando para um possível processo de cassação de seu mandato. A Comissão Prévia encarregada de avaliar essa situação teria sinalizado sua inclinação para levar o caso ao plenário.

O presidente da Comissão, Sargento Brito, teria revelado a um interlocutor que sugeriu a Zirleide que considerasse a renúncia como uma medida para evitar um desgaste ainda maior. Ele teria ressaltado sua determinação em não se colocar “contra a lei nem contra o povo.”

A Coluna do Domingão destacou ainda que como é padrão em processos dessa natureza, Zirleide Monteiro terá direito ao contraditório e à ampla defesa. A parlamentar já escolheu sua advogada para representá-la nesse caso delicado, optando por Diana Câmara, uma renomada especialista em Direito Eleitoral.

Além dos desdobramentos no processo de cassação, a situação está gerando repercussões políticas em outro âmbito. A mãe do jovem João Henrique, Luzia Damasceli, que também é vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e líder comunitária da Cohab II, teria se tornado um nome cotado para disputar um mandato eletivo em 2024.

A Coluna do Domingão apurou que Luzia Damasceli, que foi alvo das ações da vereadora Zirleide Monteiro, tem sido procurada por diversos partidos políticos, que vislumbram nela uma potencial protagonista para o próximo pleito eleitoral. Até o momento, a líder comunitária não se manifestou oficialmente sobre suas intenções políticas, deixando em suspense a sua possível participação nas eleições de 2024.

Essa reviravolta na política local mantém os olhos da comunidade atentos aos próximos desdobramentos e decisões, que podem moldar significativamente o cenário político na cidade. A eventual cassação do mandato de Zirleide Monteiro e a possível entrada de Luzia Damasceli na disputa eleitoral prometem ser temas de grande relevância nos próximos meses.