Com Waldemar fora do páreo, Sandrinho fecha apoio a Maria Arraes
Por Nill Júnior
O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, formalizou apoio à candidatura de Maria Arraes, pré-candidata a Estadual pelo PSB.
Segundo o Blog Corujão do Pepeu , a iniciativa foi articulada pelo deputado estadual Waldemar Borges, que não disputará a reeleição por motivos de saúde.
Maria é Deputada Federal e irmã da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes. O alinhamento teria a bênção do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos.
Em mais um boletim diário sobre os números da pandemia, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (6), 2.179 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 162 (7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.017 (93%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 358.505 casos confirmados da doença, sendo 36.844 graves e […]
Em mais um boletim diário sobre os números da pandemia, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta terça-feira (6), 2.179 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 162 (7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.017 (93%) são leves.
Agora, Pernambuco totaliza 358.505 casos confirmados da doença, sendo 36.844 graves e 321.661 leves.
Também foram confirmados 58 óbitos, ocorridos entre 22/06/2020 e 05/04/2021. Com isso, o Estado totaliza 12.479 mortes pela Covid-19.
Estadão Um grupo de 11 partidos acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar que o presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a prestar esclarecimentos e apresentar provas sobre os ataques feitos às urnas eletrônicas. A petição é assinada por MDB, Solidariedade, PT, PDT, PSDB, PSOL, Rede, Cidadania, PV, PSTU e PCdoB. O pedido de interpelação do presidente foi encaminhado pelas legendas ao corregedor-geral […]
Um grupo de 11 partidos acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar que o presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a prestar esclarecimentos e apresentar provas sobre os ataques feitos às urnas eletrônicas.
A petição é assinada por MDB, Solidariedade, PT, PDT, PSDB, PSOL, Rede, Cidadania, PV, PSTU e PCdoB.
O pedido de interpelação do presidente foi encaminhado pelas legendas ao corregedor-geral eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão, responsável por acompanhar os serviços da Justiça Eleitoral no País, incluindo a realização das eleições. A maioria dos partidos que assina a petição é de oposição, mas o movimento também contou com legendas que têm aliados de Bolsonaro no Congresso, como o MDB e o Solidariedade.
Na transmissão ao vivo pela internet em que prometia apresentar provas de fraude nas urnas eletrônicas, na última quinta-feira, 29, Bolsonaro não mostrou fatos novos, exibiu vídeos que circulam há anos nas redes sociais e nada comprovam e expôs análises enviesadas sobre apuração dos votos. Além disso, admitiu não ter provas, mas, sim, “indícios” de irregularidades no sistema.
“Nesse contexto, não se pode ignorar as banalidades divulgadas pelo presidente Jair Bolsonaro na noite do dia 29.07.2021, quando afirmou ‘não ter provas, mas indícios’ e voltou a atacar as instituições, ignorando a gravidade de suas levianas palavras que, longe de prestar qualquer contribuição à segurança das eleições, busca desmerecer os pilares democráticos e uma forma de eleição cuja confiabilidade vem sendo observada por quase um século, garantindo a alternância democrática em estrito reflexo da vontade popular”, diz o documento apresentado pelos partidos.
Bolsonaro já foi questionado formalmente pelo TSE sobre as declarações, mas não apresentou nenhuma prova de irregularidade. Em tom de ameaça, o presidente disse reiteradas vezes que não haverá eleição no Brasil sem o voto impresso, ameaça rechaçada pelos demais Poderes. A proposta patrocinada por Bolsonaro é considerada “enterrada” no Congresso pela própria base de apoio ao governo, incluindo o Centrão.
Neste sábado, 31, em Presidente Prudente (SP), o chefe do Executivo voltou a atacar o sistema eleitoral e defendeu “eleições limpas, da forma que o povo deseja”.
Raquel pode ter cometido o maior erro da sua campanha No primeiro turno, Marília Arraes engoliu todo tipo de sapo. Aguentou Lula em todas as peças publicitárias de Danilo, foi desqualificada por “não ser a candidata oficial do ex-presidente Lula”, mas seguiu, sem arredar da condição de candidata alinhada com o lulopetismo. Agora, colhe os […]
Raquel pode ter cometido o maior erro da sua campanha
No primeiro turno, Marília Arraes engoliu todo tipo de sapo. Aguentou Lula em todas as peças publicitárias de Danilo, foi desqualificada por “não ser a candidata oficial do ex-presidente Lula”, mas seguiu, sem arredar da condição de candidata alinhada com o lulopetismo.
Agora, colhe os frutos e submete Frente Popular, PT e PSB à sua candidatura, dando as cartas no debate estadual.
Claro, não poderia se esperar que Raquel Lyra tomasse exatamente a mesma atitude de Marília neste segundo turno. Mas ela tinha argumentos de sobra para, pelo menos, anunciar um apoio crítico ao ex-presidente. Não seria o fim do mundo. Sob o justo argumento de que não está em jogo direita ou esquerda, mas sim democracia versus atentado às instituições, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Tasso Jereissati, Pimenta da Veiga, Teotônio Vilela e José Aníbal, tucanos históricos, tomaram posição. Ontem, até o ferrenho crítico do PT, João Amoedo, do Novo, pra muitos um bolsonarismo de terno e gravata, declarou apoio à Lula. “Vou ter mais liberdade para fazer oposição”, justificou.
Mas Raquel aparentemente ouviu a ala mais à direita da política pernambucana, com nomes como Mendonça Filho, Bruno Araújo, o último algoz do impeachment, Miguel Coelho e a própria Priscila Krause. Tomou o complicado caminho da neutralidade. Registre-se, Raquel não tomou a mesma medida no primeiro turno. Ela tinha candidata, Simone Tebet, cujo PSDB apoiou. Só não evidenciou porque de fato a emedebista não agregava nada. Isso só comprovou aliás a força da candidata tucana no primeiro turno.
Mas agora, a história é outra. Tanto que, tão logo anunciou neutralidade, Raquel passou a ser alvo das peças publicitárias e discursos de Marília Arraes. Em uma deles, os bolsonaristas que a apoiam são colocados junto à ela com o questionamento sobre sua real posição.
No ato com Lula, Marília foi direta: “É de uma irresponsabilidade sem tamanho dizer que tanto faz. Estamos unindo Pernambuco, isolando o ódio, as forças de atraso e conservadoras que estão tentando dizer que tanto faz qualquer país, qualquer presidente. Aqui a gente diz não. O nosso povo tem lado”, afirmou.
O mote vai dominar os debates dessa semana, o guia eleitoral na TV e no rádio, as sabatinas, encontros, comícios. Raquel vai ter que usar da desenvoltura que a fortaleceu no primeiro turno para se livrar desse tema na reta final da campanha.
Com números que, a se levar a pesquisa IPEC, ainda mostram que há tempo para uma virada, vamos acompanhar a história que essa eleição vai escrever. Se Raquel conseguir solidificar sua base de apoio na sociedade e manter-se liderando, terá se mostrado ainda maior que aquela candidata que surpreendeu no primeiro turno.
Se o discurso de Marília pegar e, colada ao lulismo, ela virar o jogo nessa reta final, duas certezas: da estratégia correta de uma e de um erro sem precedentes da outra, que terá entregue de bandeja uma eleição encaminhada. A neutralidade terá sido um erro imperdoável. A conferir…
A cereja no bolo
Quem acusa Raquel de Bolsonarista ganhou mais um mote ontem: no balaio do Progressistas, de Dudu da Fonte, declarando apoio a Raquel, está Clarissa Tércio, taxada como “megafone da nova direita e bolsonarismo pernambucanos”, a Capitã Cloroquina de Pernambuco, acusada de apoiar integralmente o grupo de médicos negacionistas “Doutores da Verdade”. Muita gente teve complicações ou morreu na onda desse tipo de tratamento.
Pra não dar munição
Por estratégia ou distanciamento, não foram geradas imagens de Marília Arraes com Paulo Câmara, Danilo Cabral e Marília Arraes. Apenas João Campos foi colocado na mesma mesa com a candidata do Solidariedade. Raquel vai tentar explorar a rejeição de Paulo Câmara e do PSB em seus posicionamentos.
Beijinho no ombro
Pelos sinais apurados pelo blog, o ex-prefeito de Serra Talhada Luciano Duque tentou de todas as formas contato com Márcia Conrado antes do seu anuncio de apoio a Raquel Lyra. Queria convencê-la a uma reaproximação com Marília Arraes. Não teve jeito. Aliás, não teve contato. Márcia não retornou às solicitações de Duque.
O que ele disse?
À Revista da Cultura Luciano Duque disse que ele e Márcia marcaram de almoçar, mas “ficou tarde”. No ato com Lula, Márcia e Duque estiveram a poucos metros, mas não se encontraram. A prefeita esteve o tempo todo com o Estadual Rodrigo Novaes, desafeto do deputado eleito pelo Solidariedade. Para muitos, não precisa desenhar.
Com Raquel
A maioria dos vereadores da base governista em Afogados da Ingazeira já havia definido por Raquel Lyra e só aguardava uma orientação do prefeito Sandrinho Palmeira. Dentre os que apoiam Raquel estão Vicentinho, Rubinho, Erickson, Gal Mariano e César Tenório, assim como o oposicionista Edson Henrique.
Com Marília
Com Marília seguem Toinho da Ponte, Douglas Eletricista e Cancão. O vereador Raimundo Lima foi fiel integralmente ao PSB: apoia Marília, assim como José Patriota.
“Olá, como vai?”
A política no segundo turno colocou no mesmo palanque Anchieta Patriota e Gleybson Martins, Sandrinho Palmeira e Zé Negão, Zeinha Torres e Dessoles, Luciano Torres e Mário Viana. Ah, João Campos e Marília Arraes são hors concours, porque se unem até 2024. Os outros, não…
Ah, o poder…
Sandrinho Palmeira diz que também tratou com Raquel Lyra sobre os espaços nos órgãos regionais. Zé Negão entretanto diz que “anunciou primeiro” apoio à tucana e que tratou da questão com Armando Monteiro.
Pau cantando
O debate de hoje entre Lula e Bolsonaro na Band terá dois blocos com 30 minutos livres para o embate. Deu certo entre Haddad e Tarcísio de Freitas. Mas dará certo com o atual nível entre os presidenciáveis?
“Pintou um clima”
Um vídeo de Bolsonaro dizendo que “pintou um clima” entre ele, que tem 67 anos, e meninas venezuelanas de 15 anos em um ponto de prostituição começou a viralizar na reta final da campanha. O presidente e seus aliados continuam, como em todas as outras falas do capitão, dizendo que “ele disse, mas é mentira”.
Frase da semana: “minha relação com Patriota é inquebrantável”.
De Sandrinho Palmeira, justificando o fato de que segue Raquel e o Deputado eleito, José Patriota, vota em Marília Arraes.
PRIMEIRA MÃO A Justiça Eleitoral da 050ª Zona Eleitoral de Tabira/PE julgou improcedente, nesta terça-feira (2), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que acusava o PSB de Ingazeira e diversos candidatos de cometer fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. O foco da denúncia era a candidatura de Antiel Silva de […]
A Justiça Eleitoral da 050ª Zona Eleitoral de Tabira/PE julgou improcedente, nesta terça-feira (2), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que acusava o PSB de Ingazeira e diversos candidatos de cometer fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. O foco da denúncia era a candidatura de Antiel Silva de Sá, conhecida como “Pepi”, mulher trans que concorreu a vereadora.
A ação foi movida pela Federação PSDB/Cidadania, que alegava que a candidatura de Antiel teria sido lançada apenas para cumprir artificialmente o percentual mínimo de 30% de mulheres exigido pela legislação eleitoral.
Segundo a parte autora, a suposta fraude estaria demonstrada pela votação inexpressiva de Antiel — apenas quatro votos —, pela pouca movimentação financeira, por pretensa ausência de campanha e pelo uso de pronomes masculinos em redes sociais, o que colocaria em dúvida sua autodeclaração de gênero.
Preliminares rejeitadas e exclusões do processo
De acordo com a sentença, o Juízo rejeitou a alegação de coisa julgada apresentada pela defesa. O magistrado destacou que, embora outro processo (RCAND) tenha reconhecido a validade da autodeclaração de gênero da candidata, a AIJE tem escopo diferente — apura eventual intenção fraudulenta na formação da chapa.
O Juiz também acatou parcialmente a preliminar de ilegitimidade passiva, extinguindo o processo, sem julgamento de mérito, em relação a Claudineide de Sousa Barbosa, Jaison Ferreira de Andrade e ao Diretório Municipal do PSB. Segundo a decisão, não havia elementos que demonstrassem participação direta ou benefício eleitoral destes investigados.
Testemunhos, documentos e ausência de fraude
Ao analisar o mérito, o magistrado aplicou os critérios da Súmula 73 do TSE, que exige avaliação conjunta de elementos como votação inexpressiva, ausência de campanha e inexistência de despesas.
A sentença reconhece que a votação foi baixa, mas destaca que esse fato, isoladamente, não caracteriza fraude — especialmente diante de fatores como o preconceito estrutural enfrentado por pessoas trans, sobretudo em cidades pequenas.
A acusação também foi afastada quanto à ausência de despesas: Antiel declarou R$ 710,00 em materiais impressos, o que comprova algum nível de investimento. Já sobre a suposta falta de campanha, o Juízo considerou o contrário: testemunhas relataram participação da candidata em arrastões, feiras livres, distribuição de material gráfico, além de inserções em rádio local. Registros digitais reforçaram esses atos.
Segundo a sentença, Antiel demonstrou engajamento real, chegando a externar tristeza pela votação recebida — comportamento que o Juiz classificou como “incompatível com candidatura fictícia”.
Além disso, a decisão destacou que Antiel é Secretária do Movimento da Diversidade e LGBT do PSB e é socialmente reconhecida por seus nomes afetivos (“Dorinha”, “Petra”), reforçando a legitimidade de sua identidade de gênero e de sua candidatura.
Decisão final
Diante das provas, o magistrado concluiu que não houve dolo nem tentativa de manipular a cota de gênero. Para o Juiz, o caso revela muito mais os desafios enfrentados por pessoas trans na política do que qualquer indício de ilicitude eleitoral.
Ao final, o Juízo julgou improcedentes todos os pedidos da ação, reconhecendo a plena regularidade da candidatura de Antiel Silva de Sá e dos demais investigados.
Médicos, secretarias municipais e Estado negam “revisão de mortes” anunciada por João Veiga Não há como questionar a importância do médico cirurgião João Veiga e sua doação à saúde do estado e especificamente do Pajeú, filho natal de Tabira que é. Mas dito isso, é também um direito divergir de suas posições, principalmente quando levam […]
Médicos, secretarias municipais e Estado negam “revisão de mortes” anunciada por João Veiga
Não há como questionar a importância do médico cirurgião João Veiga e sua doação à saúde do estado e especificamente do Pajeú, filho natal de Tabira que é.
Mas dito isso, é também um direito divergir de suas posições, principalmente quando levam a um nível de desinformação e confusão que atrapalham quem está tentando salvar vidas na região.
Não se trata de questionar sua declaração e defesa da hidroxicloroquina. Entre os que defendem e condenam, vale a máxima de que esse é de fato um assunto entre médico e paciente. Em suma, não é o presidente, o governador ou prefeito que vai obrigar ou desobrigar seu uso.
Mas vale um questionamento à declaração de que “das mortes da região, muitas serão revisadas”. Disse Veiga ao radialista Anchieta Santos: “Estamos analisando caso a caso. Eles estavam com o coronavirus, mas não morreram da Covid-19. Eles estavam com câncer, metástases e foi para o hospital e se contaminaram, eles não morreram da Covid-19. Testaram positivo, mas morreram do câncer”, afirmou.
Os negacionistas da Covid vibraram, soltaram foguetões, compartilharam a fole a fala de Veiga, sempre acrescida de um “tá vendo aí”?
Em suma, com tantos lutando pra salvar vidas no meio de uma pandemia desse tamanho, Veiga evidencia uma informação secundária, como se fosse importante discutir agora quem veio primeiro, se o ovo ou a galinha e cria uma confusão que segundo a grande maioria de seus colegas, OMS, ex-ministros da Saúde, não tem amparo na razoabilidade.
O que se escreve aqui tem por base a escuta de colegas de Veiga, como profissionais de infectologia e intensivista, profissionais de saúde que tratam a questão como unanimidade. Cravar que “não morreu de Covid” não deixa de ser em parte uma afirmação sem comprovação técnica que confunde e até desrespeita as vítimas.
Senão vejamos: se uma pessoa que morreu com diagnóstico de Covid e tinha como comorbidade câncer, como explicar que, sem a Covid ela viveria seis meses, um, dois, três anos? O que se pode tirar como conclusão é que a leitura minimiza, reduz, encurta o entendimento de que seus entes faziam questão desse tempo a mais junto de quem se foi.
Então, dizem médicos e Secretários de Saúde que discordam de Veiga, é a Covid que encurtou a vida, determinou a morte de quem debilitado já estava e não o contrário.
“Ele quer brincar de Deus?” – perguntou um Secretário médico da região. Pior é o sentimento de quem teve familiar levado pela Covid com essa informação. Há quem se pergunte se corpos serão exumados, o que obviamente não foi anunciado. Mas veja a confusão que se cria.
Não precisa nem falar nos jovens que a doença levou. Só em São Paulo, entre jovens, crianças e adultos, em um recorte de um mês, foram mais de mil mortos.
Se agarrar portanto em um dado menor quando há farta informação do que evidencia o mal que a humanidade e especialmente o país está vivendo, é como olhar pra o Brasil x Alemanha e valorizar mais o 1 que o 7. Outra coisa é que não há nenhum respaldo oficial da declaração. “Estamos avaliando caso a caso”, disse. Quem representa o “estamos”? O blog foi atrás de autoridades e não achou resposta.
A Secretaria Estadual, as Secretarias municipais, ligadas a todos os “Ps”, pra evitar o imbecilizado debate ideológico, os hospitais privados, ninguém fala em “revisar”. A Secretaria Estadual de Saúde disse por assessoria à Coluna que não há nenhuma possibilidade ventilada de revisão dos casos. “Há protocolos rigorosamente seguidos”, informa.
O CONASS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde, repudiou recentemente declarações como essas, de que há iniciativa de “falsear” dados sobre óbitos atestados de Covid-19. Só o negacionismo de quão grave é o problema, vindo essa semana de setores do “novo” Ministério da Saúde e a fala de Veiga, sustentam a informação.
“Além de ignorância sobre o tema, insulta a memória de todas aquelas vítimas indefesas desta terrível pandemia e suas famílias”, disse o Conselho em resposta.
Ao contrário, o que se atesta é a subnotificação. Problemas envolvendo a coleta e análise dos resultados de testes da Covid-19 podem ter sido responsáveis por uma diferença de até seis mil mortes nas estatísticas oficiais divulgadas pelo Ministério da Saúde. Isso do que passa oficialmente por análise. As mortes por SRAG dispararam nos registros.
Assim, e por fim, com todo respeito a Veiga, respeito às vítimas. Ele que diz com razão que “quem salva uma vida pode salvar o mundo”, deve saber também que uma frase mal colocada pode fazer o contrário. Desinformar também pode matar…
De zero a dez, zero
Nelly Sampaio, presidente da Câmara de Tabira, disse que é zero a possibilidade de recuar e ser a candidata a vice de Flávio Marques. Ou é candidata por via independente ou deve se alinhar ao grupo de Dinca Brandino.
O preço do desmantelo
Prova de que a política tem papel fundamental quando bem ou mal aplicada para minimizar ou agravar a situação: Patos (PB) teve sete prefeitos em três anos. Resultado do desmantelo, um dos maiores números proporcionais de casos de Covid no país.
Transmissores
Até ontem, 61,5% dos casos de Covid-19 em São José do Egito eram de pessoas até 40 anos. É nessa faixa, com pessoas menos preocupadas com as consequências, que a circulação do vírus chega aos mais vulneráveis.
#tamojunto
O presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, promete apoio incondicional à pré-candidatura do ex-prefeito Romério Guimarães. O ex-petista continua sendo o nome mais forte na oposição para enfrentar o prefeito candidato Evandro Valadares (PSB).
Intolerância
A prefeitura de Tabira disse em nota que não vai mais detalhar idade e área de novos casos de Covid-19 para preservar mais a identidade dos pacientes. “Casos detalhados geraram ataques e preconceito”.
Divergentes
O presidente da Câmara de Carnaíba, Gleybson Martins, quer abertura imediata do comércio da cidade. O prefeito Anchieta Patriota diz que não há condições de abrir sem segurança e seguirá o plano gradual estadual.
A Santa espera
Prefeito da única cidade do Pajeú sem casos de Covid-19, Djalma Alves disse que o turismo religioso, forte da cidade da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, pode esperar em nome das vidas salvas. “Quando passar o povo da região vem agradecer à Santa”.
Se não cuidar…
O anúncio do plano de retomada das atividades do Estado pelo governo Câmara ajudou o despencar do isolamento social no interior, com a falsa impressão de que vamos voltar ao antigo normal. No Sertão , chegou a menos de 30% em algumas cidades.
Guerra guerreou…
Márcia Conrado finalmente saiu da pasta que a projetou em Serra Talhada e entra na rinha comum do pesado processo eleitoral. Vai enfrentar o jogo de veteranos como Carlos Evandro, que tentará a seu estilo desestabilizar a petista. Na entrevista que deu à Pajeú, Márcia garantiu que, a seu jeito, não levará desaforo pra casa.
Frase da semana:
“E se fosse o filho da patroa?”
Mensagem do movimento que cobra punição para Sari Gaspar Côrte Real, acusada da morte do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, filho da empregada Mirtes Renata Santana de Souza, em um prédio de luxo no Recife.
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